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domingo, 29 de maio de 2016

First in our hearts. How could we define the 'first' museum? --- Primeiro no nosso coração. De que forma poderíamos definir o ‘primeiro’ museu?

It will be the one that best fulfills its mission? Or that we think first when you hear the word 'museum' (the dream of any marketeer)? It will be the one that has the biggest collection or one that has the best collection? Is the one who makes more exhibitions? It will be the 'first' museum one that produces a lot of news for the media, but continues to work for the same elite? Or one that is rarely news, but it works to diversify its 'elite'? Which one deserves to be considered 'first'? Who assigns the 'primacy', the museum itself or the recipients, actual and potential, of their action?








Increasingly, to reflect on these and other issues and to publish my reflection in this blog, I feel that I contribute to a certain injustice. The target of my criticism, positive or negative, is what gets me through newspapers, specialized magazines, blogs, presentations at conferences.

However, what becomes known is not all that is happening and the truth is that my reflection ignores sometimes other realities. And it is ignorance, but involuntary, since I can not do something about it does not become public, it is not shared.

From this point of view, I am sorry that not all cultural institutions have the capacity and the means to, in addition to also record and report what they do, to share it with the whole sector and society.


Returning to the main issue, the 'primacy', I think it should be evaluated based on multiple factors and this assessment will naturally arise several firsts.




In his The Excellence Barrier test, Diane Ragsdale presents its 7 points for a slow arts movement (an allusion to the slow food movement), and the 6th point says: "Focus on impact and not on growth." Whereas growth is usually measured with numbers, I would also like to reflect on the impact as a way to identify firsts.


At first, it occurs to me the work of the National Museum Soares dos Reis (NRHM). A constant activity but, say, discreet, for many of us goes almost unnoticed.

I do not know if this will be an assumed attitude or whether it is a lack of sensitivity to the importance of communication or if it is no more or less than usual lack of means. Whatever the reason, it is a fact that the CNV has been shown to be attentive to what is happening around him and has sought to be involved. For example, in 2010 the CNV held the exhibition "Encounters Portugal China", which proved to be aware of the growth of this community in the city of Porto and the need to include.

At the time, the hope of the president of the League of Chinese in Portugal was that this exhibition "[help] integration and credibility of the Chinese community," making known to the public the "development of the Chinese in Porto and the relationship between Portugal and China ".




Later, in 2013, was organized in NRHM the first meeting of the homeless, which allowed to raise and promote pressing social issues and had new editions in 2014 and 2015. At the time, the CNV appeared in notíciascomo 'only' local the meeting. But it was no accident that the homeless esolheram this location. His relationship with the museum, which opened their doors, came from behind. What will be the 'first' museum for the Chinese community and the homeless Porto?





Similarly, it occurs to me the project "I at the Museum", the National Museum Machado de Castro in Coimbra, which seeks to involve people with Alzheimer's, their families and friends. The motto of the project is "Because more important than the objects of a museum is what you do with them."




There is also the project "Mobile Museum", the Carlos Machado Museum in Ponta Delgada, that takes the museum to remote and disadvantaged communities, because it belongs to them as much as belongs to the people of Ponta Delgada. Both of these projects were awarded the Jury Prize Culture Access in 2015. What will be the 'first' museum for Alzheimer's patients and their caregivers in Coimbra; or to remote communities on the island of São Miguel?





Mobile Museum project (removal image of the Carlos Machado Museum website)

Another experience even that much touched me and made me reflect on the issue of the impact was asistir the show "The Ball", Aldara Bizarro, Pasteleira in the neighborhood of Porto. The show was part of the program "Culture in Expansion", designed by Paulo Cunha e Silva. And he touched me not only to be a beautiful spectacle, but also because I recognized among the faces of residents interpreters me were already known, of the SKIN shows. Who will be the 'first' for the residents of the neighborhood Pasteleira?


Typically, results are measured in numbers: how many people attended, how news is made, how many "likes" and "shares" on Facebook? I disvalue not the numbers, but I think that alone does not indicate anything significant. They must be accompanied by other data quality, which can bring more content, more substance to the assessment to be done.


Who plays in a special way? Those looking to relate to us? Who wants to share what you have and give room for us also we share what we have? Who helps us to grow, to be better? Who brings meaning to our lives? Not this way we decide who is the'primeiro' in our hearts? Or 'the firsts, since our heart is big and fit many good things ...
 
 
Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

 https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/154fab0beb46af35

 
 --pt

Será aquele que melhor cumpre a sua missão? Ou aquele em que pensamos primeiro quando ouvimos a palavra ‘museu’ (o sonho de qualquer marketeer)? Será aquele que tem a maior colecção ou aquele que tem a melhor colecção? Será aquele que faz mais exposições? Será o ‘primeiro’ museu aquele que produz muitas notícias para os media, mas continua a trabalhar para a mesma elite? Ou será aquele que raramente é notícia, mas que trabalha para diversificar as suas ‘elites’? Qual deles merece ser considerado ‘primeiro’? E quem atribui a ‘primacia’, o museu a si próprio ou os destinatários, reais e potenciais, da sua acção?









Cada vez mais, ao reflectir sobre estas e outras questões e ao publicar a minha reflexão neste blog, sinto que contribuo para uma certa injustiça. O alvo da minha crítica, positiva ou negativa, é aquilo que me chega através de jornais, revistas de especialidade, blogs, comunicações em conferências.

No entanto, o que se torna mais conhecido não é tudo o que se passa e a verdade é que a minha reflexão ignora, às vezes, outras realidades. E é mesmo ignorância, mas involuntária, uma vez que não posso fazer algo em relação ao que não se torna público, ao que não é partilhado.

Deste ponto de vista, tenho muita pena que nem todas as instituições culturais tenham a capacidade e os meios para, além de fazer, também registar e comunicar o que fazem, de o partilhar com todo o sector e com a sociedade.


Regressando à questão principal, a da ‘primacia’, penso que a mesma deverá ser avaliada com base em múltiplos factores e desta avaliação irão, naturalmente, surgir vários ‘primeiros’.


No seu ensaio The Excellence Barrier, Diane Ragsdale apresenta os seus 7 pontos para um movimento slow arts (fazendo uma alusão ao movimento slow food), sendo que o 6º ponto diz: “Concentrar no impacto e não no crescimento”. Considerando que o crescimento é normalmente medido com números, eu também gostaria de reflectir sobre o impacto como uma forma de identificar os ‘primeiros’.

Num primeiro momento, ocorre-me o trabalho desenvolvido pelo Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR). Uma actividade constante mas, diria, discreta, que para muitos de nós passa quase despercebida.

Não sei se esta será uma atitude assumida ou se se trata de alguma falta de sensibilidade em relação à importância da comunicação ou se não é mais nem menos do que a habitual falta de meios. Qualquer que seja o motivo, é um facto que o MNSR tem-se mostrado atento ao que se passa à sua volta e tem procurado estar envolvido. A título de exemplo, em 2010 o MNSR realizava a exposição “Encontros Portugal China”, o que revelou estar consciente do crescimento desta comunidade na cidade do Porto e da necessidade de a incluir.

Na altura, a esperança do presidente da Liga dos Chineses em Portugal era que esta exposição “[ajudasse] na integração e credibilidade da comunidade chinesa”, dando a conhecer ao público o “desenvolvimento dos chineses no Porto e a relação de Portugal com a China”.




Mais tarde, em 2013, organizava-se no MNSR o primeiro encontro dos sem-abrigo, que permitiu levantar e promover questões sociais prementes e que teve novas edições em 2014 e 2015. Na altura, o MNSR aparecia nas notíciascomo ‘apenas’ o local do encontro. Mas não foi por acaso que os sem-abrigo esolheram este local. A sua relação com o museu, que lhes abriu as portas, vinha de trás. Qual será o ‘primeiro’ museu para a comunidade chinesa e para os sem-abrigo do Porto?




Da mesma forma, ocorre-me o projecto “EU no musEU”, do Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra, que procura envolver as pessoas com Alzheimer, os seus familiares e amigos. O motto do projecto é “Porque mais importante que os objectos de um museu é o que se faz com eles”.



Há ainda o projecto “Museu Móvel” , do Museu Carlos Machado em Ponta Delgada, que leva o museu a comunidades distantes e desfavorecidas, porque pertence-lhes tanto quanto pertence aos habitantes de Ponta Delgada. Ambos estes projectos foram distinguidos pelo júri do Prémio Acesso Cultura em 2015. Qual será o ‘primeiro’ museu para os pacientes de Alzheimer e os seus cuidadores em Coimbra; ou para as comunidades distantes na ilha de São Miguel?




Projecto Museu Móvel (imagem retirada do website do Museu carlos Machado)

Uma outra experiência ainda que muito me tocou e que me fez reflectir sobre a questão do impacto foi asistir ao espectáculo “O Baile”, de Aldara Bizarro, no Bairro da Pasteleira no Porto. O espectáculo fazia parte da programação “Cultura em Expansão”, idealizada por Paulo Cunha e Silva. E tocou-me não só por ser um belo espectáculo, mas também por eu ter reconhecido entre os intérpretes rostos de moradores que me eram já conhecidos, dos espectáculos da PELE. Quem será o ‘primeiro’ para os moradores do Bairro da Pasteleira?

Normalmente, os resultados medem-se em números: quantas pessoas participaram, quantas notícias se fizeram, quantos “likes” e “shares” no Facebook? Não desvalorizo os números, mas penso que só por si não indicam algo significativo. Devem ser acompanhados de outros dados, qualitativos, que possam trazer mais conteúdo, mais substância para a avaliação que se pretende fazer.


Quem é que nos toca de um forma especial? Quem procura relacionar-se connosco? Quem quer partilhar o que tem e dá espaço para nós também partilharmos o que temos? Quem é que nos ajuda a crescermos, a sermos melhores? Quem é que traz significado às nossas vidas? Não é desta forma que decidimos quem é o ´primeiro´ no nosso coração? Ou ‘os’ primeiros, já que o nosso coração é grande e cabem muitas coisas boas...



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