sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ishibashi Museum of Art - 1015, Nonaka-machi, Kurume-shi, Fukuoka 839-0862, Japan.

Ishibashi Museum of Art (Main Building) opened as the main institution of Ishibashi Cultural Center, which Ishibashi Shojiro, founder of Bridgestone Corporation, donated to his hometown, the city of Kurume, in 1956. 



Japan, Arita
Hexagonal Vase, decorated with bamboo, 
plum and tiger design in overglaze enamels
Edo period, 1670-1700 Porcelain h.29.0cm



Although tigers in the same pose can be found on other works, the painting on this vase is exceptional. The same can be said of the rocks, bamboo, and plum blossoms. The smooth touch, the highly transparent overglaze, and the thin and well-proportioned shape of the vase all demonstrate sophisticated techniques. This vase is considered to have been produced around the Enpo period (1673-1680) when the Kakiemon style was perfected.





Like the other facilities at the Center, it was initially managed by Ishibashi Cultural Center. From 1977, it has been administered by the Ishibashi Foundation together with Bridegestone Museum of Art in Kyobashi, Tokyo. 

The Asian Gallery opened in 1996. The Asian Gallery was built and donated to the city of Kurume by Shojiro’s eldest son, Kanichiro, so that the paintings, calligraphic works, and ceramics could be put on view and to further enrich the Center.





Of the collection owned by the Ishibashi Foundation, Ishibashi Museum of Art takes care mainly of modern Japanese Western-style paintings, Japanese paintings and calligraphic works, and ceramics. 

Fundamentally, the Western-style paintings are housed in the Main Building and the Japanese paintings and calligraphic works and the ceramics are shown in the Asian Gallery. Thematic exhibitions mainly featuring works in our collection are organized three to four times a year and we do our best to provide chances for the visitors to enjoy art repeatedly from different viewpoints.


Sakamoto Hanjiro’s Former Studio


This studio originally stood in the city of Yame in Fukuoka and was relocated and reconstructed within Ishibashi Cultural Center in 1980. Most of Sakamoto Hanjiro’s representative works such as his series of horses and still lifes were produced in this studio. It is open to the public for limited periods in conjunction with events held within the Center.

The collection began with Ishibashi Shojiro, founder of Bridgestone Corporation, collecting art and continues to be enhanced to this day by the Ishibashi Foundation. The works are kept and exhibited in the two museums, Bridgestone Museum of Art in Tokyo and Ishibashi Museum of Art in Kurume.

The main focus of the collection at Ishibashi Museum of Art consists of modern Japanese Western-style paintings, Japanese and Chinese paintings and calligraphic works, and Japanese, Chinese, and Oriental ceramics. Part of our collection is introduced below.





Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

colaboração:
Yuka Tsukamoto


Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor.

Vamos compartilhar.




Museu solar Monjardim, na cidade de Vitória, Espírito Santo, Brasil.

O solar Monjardim, em Jucutuquara, é sede do Museu de mesmo nome, o mais importante do Estado, pertencente à Universidade Federal do Espírito Santo. É, provavelmente, a mais antiga construção rural particular do período colonial capixaba. Foi edificada como sede da fazenda Jucutuquara e era, inicialmente, de propriedade dos padres da Companhia de Jesus. Com a expulsão destes, foi adquirida pelo comerciante Gonçalo Pereira Pinto. A fazenda ia do morro da Capixaba à Ponta de Tubarão, e produzia farinha de mandioca e, posteriormente, café.






Passou depois às mãos do capitão-mor Francisco Pinto Homem de Azevedo, que reconstruiu a casa, provavelmente, em 1805. Sua filha e herdeira, Ana da Penha, nascida em 1797, casou-se com o coronel Monjardim, cuja família manteve o imóvel por 150 anos até a sua aquisição para sede do Museu. É típica construção rural colonial, hoje em pleno meio urbano. Tem onze quartos, três salões, capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo, cozinha de piso atijolado e varanda com treze janelas, que vai desde a sineira da entrada até a capela. 

Entra-se no solar por uma escadaria de alvenaria de pedra, em frente à qual existia um relógio de sol.

Outro relógio solar interno, no salão central, projetava, exatamente ao meio-dia, um disco de luz solar através de orifício circular, feito em telha da cobertura. Havia duas amplas construções laterais para indústrias caseiras e alojamento de escravos domésticos. As senzalas e o engenho de açúcar ficavam no vale ao lado do córrego dos Fradinhos.

Foi criado em 1939, com o nome de Museu Capixaba, com sede na Igreja de Santa Luzia. No entanto, a primeira exposição de arte religiosa, contando com imagens e objetos doados ou pertencentes a antigas Igrejas e Capelas espírito-santenses, só ocorreu em 20 de julho de 1945. Havia também algumas pinturas nessa mostra, entre as quais, o quadro dos Reis Magos, pertencente à Igreja de Nova Almeida.

No mesmo ano 1945 era enviado ao Museu, a Imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens que se encontrava na Santa Casa de Misericórdia e pertenceu à Irmandade fundada em Vitória em 01 de agosto de 1707.

O Museu Solar Monjardim é um museu público histórico brasileiro sediado no Solar Monjardim, no bairro de Jucutuquara, na cidade de Vitória, Espírito Santo, Brasil.

Criado pelo governador Christiano Dias Lopes, sua inauguração deu-se a 18 de abril de 1969. Custou aos cofres estaduais, incluindo-se a instalação e a aquisição do prédio e respectivo terreno, a importância de Cr$ 60.000,00. No casarão onde foi instalado o Museu, funcionou no passado, um armazém da Casa Comercial de Luiz Holzmeister, austríaco que se radicou em Santa Leopoldina. A construção do edifício ocorreu no século XIX e ali se hospedaram D. Pedro II e a imperatriz Thereza Cristina, quando da visita ao Espírito Santo, em 1850.

Foi denominado, inicialmente, Museu do Imigrante, mas depois das reformas ocorridas no governo de Arthur Carlos Gerhardt Santos, teve o nome mudado para Museu do Colono. O acervo compõe-se de objetos, fotografias, documentos e pinturas, de procedência francesa, austríaca, japonesa, alemã, holandesa, que retraçam a história da imigração da antiga Colônia de Santa Leopoldina: móveis de jacarandá, cristais da Boêmia e da Morávia, porcelanas de Sévres, da Saxônia e da Companhia de Índias, pinturas, que totalizam cerca de 730 peças. Entre as pinturas há obras de Levino Fanzeres, Bertoni, J. Carvalho, A.Monti.



Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

Acervo da historiadora Maria Stella de Novaes, existente no Arquivo Público Estadual.

SCHWARZ, Francisco. O Município de Santa Leopoldina. Vitória, Traço Certo, 1992.



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Cultura - Candomblé no Brasil. - Terreiro de candomblé monta exposição com objetos de orixás.

A exposição Arte de Santo reuniu cerca de 60 ferramentas e adereços de orixás, nesta quarta-feira, 24, no terreiro Ilê Axé Yá Onira, localizado no bairro de Brotas, em Salvador, na Bahia, Brasil. O evento encerrou as atividades do edital Novembro Negro, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).





Iniciada veste indumentária dedicada à iabá Oxum


As peças foram confeccionadas pelos 30 alunos do curso desenvolvido pela Associação Civil Filhos de Bárbara (Acfba), vinculada ao terreiro. A capacitação e produção das peças teve duração de quatro meses.

Capacetes, braceletes, contas e quartinhas, entre outros objetos, estão disponíveis para venda. O montante referente ao que foi vendido será dividida entre as bordadeiras do projeto.

"As demais peças serão distribuídas entre elas para que cada uma venda suas peças e fique com o dinheiro", explicou o babalorixá Roberto de Iansã, líder espiritual do Ilê Axé Yá Onira e presidente da Acfba.


Pai Roberto é o líder espiritual do Ilê Axé Yá Onira

A concepção dos objetos foi coletiva e a escolha de materiais obedeceu às especificidades de cada divindade. "A partir das técnicas e característica de cada orixá, cada um desenvolveu um jeito e foi incorporando sua experiência. Por isso o resultado foi tão satisfatório", disse a coordenadora do projeto, Maria da Conceição Souza, 59 anos.

O edital Novembro Negro teve como categorias Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento, que são eixos da Década Internacional Afrodescendente (2015- -2024), proclamada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A iniciativa serve de base para o desenvolvimento de políticas públicas para as comunidades negras, como caminhadas, seminários, capacitações, encontros e ações de empreendedorismo, entre outras.

Em agosto do ano passado, o mesmo terreiro realizou um desfile de bordado richelieu, viabilizado por um edital da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado (Setre).

O projeto Richelieu e Bordados Ancestrais é desenvolvido pela Acfba. "A produção continua e aceitamos encomenda. Em abril, iremos fundar a cooperativa Mucama Bordados para desenvolver melhor esse trabalho", contou o babalorixá Roberto de Iansã.




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Musée national d'histoire naturelle.

En 1850 est fondée, sous le patronage du Prince Henri des Pays-Bas, la Société des Sciences Naturelles avec le but de concourir au progrès et à la propagation des sciences naturelles dans le pays. Pour assurer une conservation adéquate des collections acquises par la société, l’Etat met à sa disposition quelques salles à l’Athénée, actuellement Bibliothèque Nationale. Un cabinet d’histoire naturelle y est alors créé avec le but de réunir tous les objets qui peuvent intéresser l’étude de l’histoire naturelle du Grand-Duché et les sciences naturelles en général.



Le musée de la Société des Sciences Naturelles ouvre ses portes au public en 1854. Les collections exposées comportent huit armoires à glaces d’oiseaux, de mammifères, de reptiles et d’objets d’anatomie, trois vitrines de coquillages et des vitrines d’insectes et de papillons. Trois salles entières sont réservées aux minéraux et aux fossiles.




Lorsque le besoin se fait sentir en 1892 d’aménager ces locaux en salles de classe, les collections sont transférées à la Caserne Vauban au Pfaffental (démolie en 1956). L’hébergement des collections d’histoire naturelle à cet endroit place le musée un peu à l’écart, l’emplacement n’étant pas attrayant pour les visiteurs.



Le Musée d’histoire naturelle au Marché-aux-Poissons (1922-1996)


Acquis par l’Etat en 1922, la maison Collart-de-Scherff et les bâtiments dits “Ancienne Gendarmerie”, situés au Marché-aux-Poissons sont alors transformés pour les besoins d’un musée.

Durant de longues années, l’Etat effectue des travaux de restauration, d’aménagement et d’installation dans les bâtiments du nouveau Musée d’Etat. Pendant toute cette période les collections restent fermées au grand public. Ces transformations sont longtemps le sujet d’une polémique politique et les travaux excessivement longs excitent la colère publique. Lorsqu’en 1940, les installations sont presque achevées, il faut de nouveau déménager les collections aux endroits les mieux protégés du musée à cause de l’invasion par les troupes allemandes.

Après la guerre, on ne tarde pas à ouvrir successivement les salles du musée au public. Une première exposition temporaire est organisée en 1946. La dernière salle du musée d’histoire naturelle est inaugurée en 1952.


Dans les années 60 et 70 le Musée d’histoire naturelle diversifie ses activités. Ainsi, les sciences géophysiques et astrophysiques, avec leur planétarium, font leur entrée au musée. En 1970 le musée est en possession du premier microscope électronique de notre pays, outil de travail indispensable à la recherche.

À partir de 1980 le musée développe son service éducatif pour les classes scolaires, initie des activités de sensibilisation à l’environnement (activités de loisir pour jeunes, Panda-Club, compagnes de sensibilisation, Musée-Bus, publications) et relance la recherche scientifique sur le patrimoine naturel.

Actuellement le Musée national d’histoire naturelle comprend 7 sections scientifiques (zoologie, botanique, paléontologie, géologie/minéralogie, écologie, anthropologie/biologie humaine, géophysique/astrophysique) ainsi que trois services généraux (le service administratif, le service éducatif et le service muséologique technique).

Un nouveau musée d’histoire naturelle


Jusqu’en juin 1996, le Musée d’histoire et d’art et le Musée d’histoire naturelle se sont partagés les locaux aux Marché-aux-Poissons. Or, au fil des dernières décennies, leurs collections et leurs activités se sont diversifiées et multipliées de façon que seule une séparation des deux musées sembla résoudre le manque de place.

Dès les années soixante-dix le Musée d’histoire naturelle est donc à la recherche de nouveaux locaux et c’est le 6 février 1986 que la Chambre des Députés adopta le projet de loi portant sur la restauration de l’Hospice Saint-Jean et sur l’aménagement de ce monument historique en musée d’histoire naturelle. La séparation administrative des Musées de l’Etat en un Musée national d’histoire et d’art et un Musée national d’histoire naturelle, instaurée par la loi du 28 décembre 1988, est le reflet du développement parallèle de deux instituts culturels qui se distinguent par une approche différente du public et qui contribuent, tous les deux, à l’enrichissement de la vie culturelle au Grand-Duché.

A partir de 1996 le Musée national d’histoire naturelle accueille donc ses visiteurs dans trois bâtiments situés de part et d’autre de la rue Münster. Chaque bâtiment est destiné à un type d’activités différent. Ainsi, l’Hospice Saint-Jean abrite le ‘natur musée’ avec ses expositions permanentes et temporaires. Le bâtiment éducatif dispose de trois salles de classe pour ses activités de sensibilisation et d’éducation à l’environnement des jeunes et surtout des groupes scolaires.

Enfin, le Centre de Recherche Scientifique comprend six bureaux-laboratoires et deux dépôts pour les collections. Une équipe de chercheurs, mais avant tout de collaborateurs scientifiques bénévoles, y étudient les spécimens des collections et s’attachent aux aspects scientifiques de notre musée.







Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

https://www.mnhn.lu/informations/historique/

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MHVL - Musée d'Histoire de la Ville de Luxembourg

Maquettes, plans, gravures, lots d’affiches, textiles, céramiques, photographies, cartes postales, objets de la vie quotidienne citadine,...Maquettes, plans, gravures, lots d’affiches, textiles, céramiques, photographies, cartes postales, objets de la vie quotidienne citadine,...


La mission d’un musée est d’acquérir, de préserver et de valoriser ses collections afin de contribuer à la sauvegarde du patrimoine naturel, culturel et scientifique. (…) Code de déontologie de l’ICOM


La collection d’objets historiques telle qu’elle existe aujourd’hui est le fruit de plusieurs décennies de recherche d’objets, d’un côté dans la perspective de compléter les collections existantes et de l’autre pour subvenir aux besoins des nouveaux centres d’intérêt et de recherche mis en avant par la réalisation d’expositions temporaires. La collection est diversifiée ; elle se compose de catégories d’objets relevant du patrimoine industriel, artisanal ou commercial de la capitale, de maquettes, de plans et de gravures anciennes témoignant de l’évolution urbaine, de lots d’affiches, de textiles, de céramiques, de photographies et de cartes postales anciennes ou encore d’objets de la vie quotidienne citadine.


L’élément clé de la politique d’acquisition du Musée d’Histoire est le lien entre l’objet collectionné et le territoire de la ville de Luxembourg dans un contexte historique, national et européen. Les objectifs poursuivis sont la préservation du patrimoine et la conservation de témoins urbains voués à disparaître. Les recherches menées sur les collections, en constante évolution, permettent de présenter au public des aspects méconnus de l’histoire de la ville.





Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://mhvl.lu/

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Fábrica do Inglês e Museu da Cortiça podem ser classificados como «imóvel de interesse nacional. ( Portugal ).

O processo para a classificação, com um grau nacional, da Fábrica do Inglês, incluindo o Museu da Cortiça e o seu acervo móvel, em Silves, foi enviado na sexta-feira para a Direção-Geral do Patrimônio Cultural, que é a entidade a quem compete abrir o procedimento de classificação.






O anúncio foi feito por Rui Parreira, diretor do Serviço de Bens Culturais da Direção Regional de Cultura do Algarve, durante o Fórum «O Futuro do Museu da Cortiça», que decorreu ao longo de um intenso dia de sábado, no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, numa iniciativa conjunta da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial (APAI) e Associação Portuguesa de Museologia (APOM).

Este anúncio foi, aliás a única novidade que saiu de oito horas de debate intenso, que passou também por uma visita à abandonada e vandalizada Fábrica do Inglês e ao Museu da Cortiça, fechado desde 2010.

A proposta de classificação é da responsabilidade da APAI, que a entregou na semana passada à Direção Regional de Cultura, «que imediatamente informou o processo, no sentido de concordar com a abertura de procedimento para um grau de classificação nacional, e que o remeteu nesta sexta-feira à consideração da Direção-Geral do Património Cultural [ex-Igespar], que é a entidade a quem compete abrir o procedimento de classificação», explicou Rui Parreira ao Sul Informação, à margem do fórum.

A classificação, se vier a ser atribuída, será de «imóvel de interesse público». «A partir do momento em que for exarado o despacho de abertura do procedimento de classificação, e se o for, os bens – imóvel, património integrado e móvel – entram imediatamente em procedimento de classificação, e depois terão o seu trâmite legalmente definido», explicou ainda aquele responsável.

Do ponto de vista da Direção Regional de Cultura, acrescentou, «é um procedimento que tem toda a viabilidade. Nós, nas atuais circunstâncias, estamos de acordo que o grau de classificação seja de âmbito nacional».

Rui Parreira explicou ainda, nas suas declarações ao nosso jornal, que a decisão cabe agora à DGPC, «ouvidos os seus conselheiros, do Conselho Nacional de Cultura, e ouvindo as partes diretamente interessadas», enquanto a «decisão final é do ministro da Cultura, porque a decisão de classificação de grau nacional é feita por portaria ou mesmo por decreto».

Fórum sobre o Futuro do Museu da Cortiça, no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves

Esta classificação com um grau nacional tem, desde logo, a vantagem de não ser travada pela eventual nova oposição do Grupo Nogueira, o grupo empresarial nortenho proprietário do que resta da cadeia de supermercados Alisuper no Algarve, e que, em Maio de 2014, em hasta pública e de modo surpreendente, comprou o espólio (o acervo móvel) do Museu da Cortiça, sobrepondo-se às licitações da Câmara de Silves, que também o queria comprar.

Desde então, e como recordou, no Fórum, a presidente da Câmara Rosa Palma, em Junho de 2014, a autarquia deu início a uma proposta de classificação do espólio do Museu da Cortiça como de interesse municipal, já que os edifícios em si, todo o complexo da Fábrica do Inglês, a parte imóvel, estavam já classificados com esse grau municipal.

No entanto, no momento em que imóvel – comprado pela Caixa Geral de Depósitos na mesma hasta pública de Maio de 2014 – e móvel passaram a pertencer a duas entidades privadas diferentes, ficou claro que era necessário garantir um estatuto de proteção oficial para o espólio, uma vez que, como foi salientado pela autarca Rosa Palma e por outros intervenientes ao longo das oito horas do Fórum, «a classificação agarra o espólio móvel ao local imóvel», conjunto que tem interesse patrimonial como um todo e não às peças.

Ora, acrescentou a autarca silvense, o Grupo Nogueira opôs-se a essa classificação com grau de proteção municipal, apesar dos oito ofícios enviados pela Câmara de Silves à empresa, complementados por três reuniões, a pedir a sua autorização para a classificação do espólio ou, em alternativa, a oferecer-se para o comprar.

João Nogueira, filho do fundador do Grupo, também convidado para o Fórum, até na qualidade de sócio da APOM, admitiu ter dito que não, inviabilizando assim a classificação com grau municipal do espólio que comprou no leilão. Em declarações ao Sul Informação, o empresário disse: «não demos o aval a esta classificação enquanto não ficarem definidas todas as posições referentes ao Museu. Eu tenho que ter a garantia que depois me deixam lá entrar e visitar o que é meu. Não autorizo agora, mas sou o primeiro a dar autorização logo que sejam clarificadas todas as posições».

Interior do Museu da Cortiça, durante a visita no passado sábado, que parece, mais do que nunca, parado no tempo…

Só que, com este pedido de classificação como «imóvel de interesse público», deixa de ser um obstáculo a «eventual oposição do Grupo Nogueira». Rui Parreira, da Direção Regional de Cultura, explicou ao nosso jornal, que tal oposição pode manter-se, só que agora «não é vinculativa, ao contrário do que acontece no processo de classificação do património como de interesse municipal, em que a posição do detentor do bem é absolutamente vinculativa».

Rui Parreira acrescentou que «será evidentemente considerada a posição de todos os interessados», mas, mesmo que haja oposição, a classificação irá para a frente, desde que sejam aceites os argumentos apresentados pela APAI para pedir esse estatuto para a Fábrica do Inglês, incluindo o património móvel e imóvel. Ou seja, oponha-se ou não, se a Direção-Geral do Património Cultural decidir mesmo avançar com o processo – o que é previsível – e o ministro da Cultura aprovar – o que também é previsível – de pouco adiantará ao Grupo Nogueira manter o seu finca pé quanto ao espólio de que é proprietário.

O curioso é que, neste como noutros casos, não há fome que não dê em fartura. Neste momento, há dois processos a decorrer – um relativo ao património móvel, por iniciativa da Câmara Municipal de Silves, que decidiu em Outubro abrir um novo procedimento de classificação depois de o anterior ter sido arquivado, devido ao não do proprietário dos bens, e um segundo procedimento de classificação, o tal desencadeado na semana passada pela APAI, que propõe a classificação do imóvel, dos bens integrados e do património móvel que constitui o acervo do Museu da Cortiça, para um grau nacional, provavelmente como imóvel de interesse público.


As ervas invadem tudo na Fábrica do Inglês, votada ao abandono

Mas não se pense que a classificação, se vier a acontecer, significará que o Museu da Cortiça já pode abrir portas, logo no dia seguinte ou nos tempos mais próximos.

«Encontrar e definir a solução de futuro para a reabertura do Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês, em Silves», era, de facto, o principal objetivo do Fórum que, durante um dia inteiro de sábado, levou o debate às cerca de 50 pessoas que estiveram no pequeno Teatro Mascarenhas Gregório.

Mas esteve ausente uma peça importante de todo este imbróglio: a Caixa Geral de Depósitos que, na hasta pública de Maio de 2014, comprou os edifícios, incluindo o do Museu da Cortiça.

Apesar de convidada, a CGD enviou apenas um email, lido no fórum, que informava não poder estar presente por haver uma «pendência judicial relativa ao imóvel em causa, facto que nos impede de tomar posições relativamente ao mesmo».

A que se refere a CGD? É que, como se o caso não fosse já suficientemente complicado, o Millenium BCP reclama agora créditos à CGD em relação ao processo, o que faz com que os edifícios ainda não tenham sido registados em nome da Caixa…que assim também justifica o facto de nem sequer responder aos ofícios enviados pela Câmara, que reclama que, tendo em conta o estatuto de proteção do complexo da Fábrica do Inglês, a CGD deveria tratar de, pelo menos, manter as instalações em condições de limpeza e segurança.

Algo que, como constataram os participantes do fórum durante a visita – autorizada pelo administrador da insolvência – feita à Fábrica do Inglês e ao Museu da Cortiça, não acontece, de todo! O que por lá se viu foi «portas escancaradas, instalações vandalizadas, lixo acumulado, ervas a crescer por todo o lado, com as raízes a estragar o bem cultural», como resumiu Rui Parreira, da Direção Regional de Cultura.

Apesar de não correr perigo imediato, parte do espólio do Museu da Cortiça está tapado…com plástico preto, para evitar estragos, como acontece neste retrato a carvão. Quanto tempo mais resistirá o acervo móvel do Museu nestas condições?

Outro elemento a contribuir para a nuvem escura que paira sobre o futuro do Museu da Cortiça – fechado desde 2010 – tem a ver, como já foi referido antes, com a dificuldade de entender quais foram as intenções do Grupo Nogueira ao comprar o espólio do museu em leilão e quais são as suas intenções atuais.

À margem do Fórum, João Nogueira manifestou ao Sul Informação que a sua intenção é «reabrir o museu» e garantiu estar «disposto a investir dinheiro» nesse propósito, embora lhe pareça que a melhor solução seria «uma parceria entre duas, três ou quatro partes, em que nós somos os donos do espólio e os outros exploram o museu».

«O Grupo Nogueira comprou e, como todas as empresas que investem, quer ter retorno», insistiu depois durante o debate. Que «retorno» pode ter uma empresa de um investimento num bem cultural, para além do prestígio que lhe adviria de o colocar ao serviço da comunidade, foi algo que o empresário não chegou a explicar.

João Nogueira revelou ainda que o Grupo se associou à APOM (Associação Portuguesa de Museologia) «desde a primeira hora em que comprámos o espólio». Um sócio com um perfil original já que, embora a APOM conte, entre os seus associados, com entidades privadas proprietárias de museus, esta será das primeiras vezes, se não a primeira, que a associação aceita um membro que é apenas proprietário de uma coleção.

Mas o facto de ser sócio da APOM explica a defesa cerrada que João Neto, presidente desta entidade, fez do Grupo Nogueira, por diversas vezes, durante o fórum. João Neto, durante a sua intervenção à tarde, virou-se para o empresário e disse-lhe: «muito obrigado ao Grupo Nogueira, por não ter deixado que aquele património se estragasse».

Uma afirmação que causou algum espanto na sala, uma vez que, como é do conhecimento público, o grupo empresarial comprou o espólio do Museu da Cortiça durante a hasta pública, licitando contra a Câmara de Silves, que também o queria comprar. Ou seja, mesmo que o Grupo Nogueira não tivesse adquirido a coleção do museu (fazendo até inflacionar o preço base em leilão), esta não ficaria desprotegida, nem cairia nas mãos de quem não a quisesse respeitar, uma vez que o outro comprador interessado era a autarquia, que até tinha inscrito uma verba no seu Orçamento Municipal, e público, com esse fim…

As ervas e a ferrugem invadem tudo, no exterior do edifício do Museu, onde também está parte do espólio móvel

Outra acha para esta fogueira que ameaça consumir o Museu da Cortiça, galardoado com o prémio “Luigi Micheletti”, para o melhor museu industrial europeu, no já distante ano de 2001, é o facto de, apesar de toda a sua apregoada boa fé e boas intenções, a Alisuper/Alicoop, empresa de que o Grupo Nogueira é atual proprietário no Algarve – e que estava ligada ao proprietário anterior da Fábrica do Inglês e do Museu da Cortiça – estar de novo em processo de insolvência, com salários em atraso e sérias dificuldades em manter os 26 supermercados que lhe restam abertos.

Isso mesmo foi salientado, com o estilo direto que lhe é conhecido, por José Viola, antigo presidente da Câmara de Silves, que acabou por colocar o dedo numa das muitas feridas deste processo: «que credibilidade pode dar esse grupo quando está novamente na falência?»

Jorge Custódio, presidente da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial (APAI), autor do projeto de museologia inicial do Museu da Cortiça, hoje também envolvido na tentativa de «viabilizar a continuidade» dessa estrutura, nomeadamente através da proposta de classificação com grau nacional da Fábrica do Inglês e de todo o seu património móvel e imóvel, salientou o valor deste complexo, enquanto «documento» e «monumento da civilização industrial».

Classificando-a como um «palimpsesto», com as suas diversas camadas, a Fábrica do Inglês representa, na opinião daquele especialista, «o modelo mais primitivo da fábrica manufatureira», que já não existe na Europa, e a «implementação do sistema industrial inglês» em Portugal. «É um erro a separação em dois lotes de realidades que são uma só», insistiu.

Quanto ao estado atual de abandono e vandalização em que se encontra o complexo, Jorge Custódio anunciou que a APAI «vai exigir à CGD ou a quem for o proprietário» que trate do espaço, porque esse é o seu dever legal. «A APAI vai enviar à CGD um pedido de esclarecimentos sobre esta situação, porque, de acordo com a lei, ela tem a obrigação de proteger e manter o espaço». Se não houver resposta, nem atuação, a associação pretende mesmo, diria mais tarde Jorge Custódio, recorrer ao Provedor de Justiça.

«Não somos contrários à gestão privada do museu, mas há que criar as pontes que visem definir uma estratégia» que garanta a sobrevivência futura, e sem percalços, do Museu», defendeu ainda.

Interior do Museu da Cortiça, em Silves, durante a visita dos participantes no fórum, no passado sábado

Mas e que futuro poderá ser esse? Reabrir simplesmente o Museu, como ele era quando fechou há seis anos, já então incompleto?

Manuel Castelo Ramos, que foi o diretor do Museu da Cortiça, sugeriu que a Fábrica do Inglês poderia vir a ser uma espécie de Algarve Factory, à semelhança da LX Factory, um espaço aberto à criatividade e à inovação.

Também José Gameiro, em representação do ICOM, a maior organização internacional ligada aos Museus e aos profissionais dos museus, defendeu que interessa sobretudo «o regresso ao futuro», definindo «que Museu da Cortiça queremos, já que o mesmo museu, tal como era, não sei se será possível».

Pode, por exemplo, trazer-se para Silves, numa «visão mais contemporânea do que é um museu», uma «escola de design ou uma nova forma de entender e de abordar a cortiça», no fundo, ideias para garantir a sustentabilidade da estrutura. Mas uma coisa é certa, garantiu José Gameiro: «o museu não pode sobreviver com o espaço à sua volta vazio». Nem sem esse espaço.

Uma nota final – sendo o Museu da Cortiça e a Fábrica do Inglês tema que tem alimentado tanta polémica política em Silves, registe-se que nenhum dos vereadores da oposição – nem do PSD, nem do PS – esteve presente no fórum ou participou no debate. Dos deputados algarvios, estiveram lá José Carlos Barros (PSD), de manhã, e João Vasconcelos (Bloco de Esquerda), de tarde.

Fotos: Elisabete Rodrigues|Sul Informação




Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.sulinformacao.pt/2016/02/fabrica-do-ingles-e-museu-da-cortica-podem-ser-classificados-como-imovel-de-interesse-nacional/

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