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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Museu da Indumentária e da Moda, o MIMo, “Moda e Memória, em todos os sentidos”. Curitiba – Paraná, Brasil.

O Seminário Moda Documenta e o Congresso Internacional de Memória, Design e Modasão eventos de caráter técnico-científico e integram as ações educativas do Museu da Indumentária e da Moda, o MIMo. Os dois eventos constituem o Moda Documenta e ocorrem simultaneamente durante o mês de maio integrando a programações daSemana de Museus.



O Seminário Moda Documenta e o Congresso Internacional de Memória, Design e Moda acontecem nos dias 12, 13 e 14 de maio no Museu da Indumentária e da Moda, o MIMo

Divulgação Alexandre Linhares


O Moda Documenta tem como objetivo propor e debater diretrizes para a implementação e disponibilização de acervos físicos e digitais. Busca promover reflexões que privilegiem os aspectos relativos à memória, à cultura material, à museologia e à moda. O evento contempla mesas redondas, conferências, palestras e reúne as sessões temáticas (artigos) e técnica (painéis digitais).

O tema que norteará o evento em 2016 será “Moda e Memória, em todos os sentidos”. A ideia principal é intensificar o debate em torno da Memória, do Design e da Moda e, ao propor “em todos os sentidos”, abrange os processos de produção e gestão de memórias. Enfoca os modos como são pensadas as relações entre o tempo e a duração das coisas, os sentidos e sentimentos que as perpassam. Além do tempo, propõe-se discutir o lugar (conceitual) da memória.

A curitibana Heroína – Alexandre Linhares apresenta sua 36.ª coleção na Casa Hoffmann, na sexta-feira, 13 de maio, integrando a grade oficial do evento. Todo lançamento da marca é cercado de segredos, que são revelados apenas no momento da apresentação, e elementos que desconectam a marca e seus criadores do circuito demoda convencional. O trabalho é minucioso e artístico, trazendo temas que provocam o espectador. A nova coleção é ambientada pela história da Casa Hoffmann e pela máxima da “era da imagem”, somadas às memórias de todos os tecidos e materiais que compõem cada peça de roupa.


Divulgação coleção Alexandre Linhares

Idealizado por Kathia Castilho e Márcia Merlo no início de 2011, o Moda Documentatornou-se um evento sistemático e frequente, e se apresenta como um fórum permanente de pesquisa, sobretudo no momento em que se integrou a ele o Congresso Internacional de Memória, Design e Moda, em 2014.

Serviço

Casa Hoffmann
Endereço: Rua Claudino dos Santos, 58 – Centro – Curitiba – PR

Estúdio Coletivo
Endereço: Rua Cândido Lopes, 304 – Centro – Curitiba – PR

Memorial de Curitiba
Endereço: Rua Claudino dos Santos, 79 – Centro – Curitiba – PR

Museu Alfredo Andersen
Endereço: Rua Mateus Leme, 336 – Centro – Curitiba – PR

Museu Paranaense
Endereço: Rua Kellers, 289 – Alto São Francisco – Curitiba – PR

UFPR Edifício D. Pedro I
Endereço: Rua General Carneiro, 460 – Centro – Curitiba – PR

Unidade de dança UFPR – Prédio Histórico
Endereço: Rua XV de novembro, 695 – Centro – Curitiba – PR








Cultura brasileira - Projeto musical em terreiro de candomblé diminui evasão escolar em Goiás. --- Brazilian culture - musical project in Candomblé yard reduces truancy in Goiás

Ações sociais em instituições religiosas de matrizes africanas mostram a relação de acolhimento entre terreiros e comunidades


Um terreiro de candomblé quase sempre é muito mais do que um local de festas e celebrações religiosas. Assim como também ocorre com outras religiões de matriz africana, esses espaços acabam se tornando também centros de solidariedade e convívio social.

É o caso do terreiro Ilè Asé T'Ojú Labá, em Cidade Ocidental, Goiás. A vocação social faz do terreiro de Mãe Dora, um espaço de acolhimento, no qual são oferecidas oficinas musicais para crianças da região, muitas em situação de vulnerabilidade social.

A yalorixá explica que a ideia surgiu entre os frequentadores do terreiro. Como havia uma grande quantidade de professores de música, eles tiveram a ideia de juntar as crianças para dar aulas de instrumentos. O grupo fez um acordo com uma escola municipal e as aulas são no terreiro, embaixo das árvores.

"A história desse projeto é um desejo de muitos anos. Venho de uma família de umbandista e fazíamos alfabetização de criaças e adultos em Vicente Pires (DF). Meu sonho sempre foi ter uma escola em comunidade carente. A gente nem sabia muito como ia fazer, fomos descobrindo no dia a dia a melhor forma", conta Mãe Dora.


Hoje, ela conta com 47 crianças que frequentam o projeto, com idades que variam entre os 5 aos 21 anos. Como contrapartida, as crianças devem estar matriculadas e com uma boa frequencia escolar. Animada, Mãe Dora conta que a iniciativa reduziu de 70% para 20% a taxa de evasão escolar naquela região.

"Eu tenho criança de todas as formas. Tem criança que vem aqui só pra comer, aí vem e trás o irmão, o primo. De tempos em tempos, vou na escola conversar e ver como está a evolução das crianças. A gente pega no pé deles, falamos que não dá conseguir nada sem os estudos. O retorno dos pais é muito bacana. Muitos contam que o filho era briguento e violento, e hoje está mais tranquilo. É muito gratificante saber que podemos mudar uma criança e mostrar oturas formas de vida que não só a que ela está acostumada a ver", conta.

Solidariedade

Assim como Mãe Dora, vários terreiros de religiões de matrizes africanas têm, em suas práticas, projetos sociais para a vizinhança. A yalorixá relata que a interação com a comunidade está na própria lógica da religião, que prega acolhimento e ajuda aos que necessitam.

"As pessoas chegam e batem na sua porta, uma mãe que precisa de um gás, quando não tem médico no posto de saúde. No terreiro a gente não pergunta se você é branco, preto, rico, pobre. Está chegando um ser humano que precisa de ajuda. Faz parte da religião receber todos, sem olhar a cara e sem discriminar ninguém', conta.

Ela pensa que parte da população desconhece as ações pelo preconceito contra a religião. "As pessoas precisam conhecer o candomblé. Visitem as casas, vejam as práticas para aprender a respeitar. As pessoas veem as baianas na televisão vestidas de renda e acham bonito, é folclórico. Mas no dia a dia, existem pessoas com pensamentos errados de que fazemos maldade. Mas a verdade é que a gente acolhe quem ninguém quer. É aquele menino catarrento que ninguém olha, mas que a gente pega, dá banho e põe uma roupa limpinha".



Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti



--in via tradutor do google

Brazilian culture - musical project in Candomblé yard reduces truancy in Goiás

Social actions in religious institutions of African matrices show the relationship between the host communities and religious communities

A Candomblé yard is almost always much more than a place of festivals and religious celebrations. Just as it is with other religions of African origin, these spaces end up also becoming centers of solidarity and social life.

This is the case of the yard ile Asé T'Ojú LABA in West City, Goiás. The social vocation makes the yard of Mother Dora, a welcoming environment, which are offered musical workshops for children in the region, many in socially vulnerable .

The yalorixá explains that the idea came from the yard of the regulars. As there was a lot of music teachers, they had the idea of ​​bringing the children to teach instruments. The group made an agreement with a municipal school and classes are in the yard, under the trees.

"The history of this project is a desire for many years. I come from a family of Umbanda and did literacy criaças and adults in Vicente Pires (DF). My dream was always to have a school in a poor community. We did not know quite how it would do, we discovered on the day the best way, "says Mother Dora.

Today, she has 47 children attending the project, with ages ranging from 5 to 21 years. In return, the children must be enrolled with a good school attendance. Lively, Mother Dora account that the initiative has reduced from 70% to 20% dropout rate in the region.

"I have children from all forms. It has child who comes here just to eat, here comes and brings his brother, his cousin. From time to time, I'm at school talk and see how is the evolution of children. We pick up the walk them, talk that gives not achieve anything without the studies. parental feedback is very nice. Many say that the child was quarrelsome and violent, and today is more quiet. it is very gratifying to know that we can change a child and show oturas forms of life that not only she is used to seeing, "he says.

Solidarity

As Mother Dora, several yards of African religions have in their practices, social projects for the neighborhood. The yalorixá reports that the interaction with the community is inherent in the religion that preaches acceptance and help those in need.

"People come and knock on your door, a mother who needs a gas, when there is no doctor in the clinic. In the yard we not ask if you are white, black, rich, poor. It's getting a human being need help. It is part of religion receive all without looking face and discriminating against none ', he says.

She thinks of the population is unaware of the actions by prejudice against religion. "People need to know the Candomblé. Visit the houses, see the practice to learn to respect. People see the Bahian women on television dressed in income and find it beautiful, is folkloric. But day by day, there are people with wrong thoughts that do evil. but the truth is that we host whom no one wants. it's that catarrento boy nobody looks, but we handle, bathes and puts a good clean clothes. "
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Cultura indígena brasileira, será integrada ao curso de História, no interior do Amazonas. - Indigenous knowledge will be shared with teachers and students of the IFAM of São Gabriel da Cachoeira, Brazil.

Os saberes indígenas serão compartilhados com professores e alunos do Ifam de São Gabriel da Cachoeira



Foto: Shutterstock

MANAUS - Imagine a integração dos saberes indígenas às metodologias de Ensino dos conteúdos de História. Este é o objetivo da professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Letícia Alves. Mas ela começa com o estudo desta possibilidade nas turmas de ensino Técnico e Tecnológico do Ifam de São Gabriel da Cachoeira. 

De acordo com a professora, a integração irá permitir uma produção conjunta do conhecimento, promovendo a interdisciplinaridade enquanto prática de ensino. "Viabilizar um espaço de interlocução entre alunos e professores dará a chance de efetivar os saberes indígenas no ensino de História, baseado em uma metodologia integrada para o Alto Rio Negro constituindo assim, um ensino e aprendizagem que forme verdadeiramente cidadãos capazes de "restituir" a dignidade da condição humana", afirmou Letícia.


De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), São Gabriel da Cachoeira é o município amazonense com a maior parte dos habitantes de etnias indígenas e o município brasileiro com a maior concentração de diferentes etnias, como, por exemplo, os Arapaço, Baniwa, Barasana, Baré, Desana, Hupda, Karapanã, Kubeo, Kuripako, Makuna, Miriti-tapuya, Nadob, Pira-tapuya, Siriano, Tariano, Tukano, Tuyuka, Wanana, Werekena e Yanomami.

O projeto foi dividido em dez fases, dentre elas, foi realizada uma entrevista com os professores e alunos do Ifam do município para verificar o conteúdo referente ao conhecimento de saberes indígenas. Atualmente, Letícia está na fase de execução de oficinas sobre o Ensino de História com professores indígenas.

Segundo Alves, o diferencial do estudo está no trabalho que vem sendo realizado com 22 povos indígenas que vivem na região. "De acordo com o levantamento feito até o momento, posso salientar que não existem projetos de pesquisa que trabalhem o ensino de História articulado com os saberes indígenas de 22 etnias distintas culturalmente, etnicamente e linguisticamente, como o que estamos desenvolvendo agora", disse.

O estudo visa contribuir com outras instituições fora do Amazonas, dada sua especificidade, pois irá inserir um ensino mais próximo à realidade do aluno indígena, ajudando na melhoria da compreensão, interpretação e contextualização dos conteúdos desenvolvidos em todo o ano letivo.

Para a pesquisadora, o estudo possibilitará, ainda, que os estudantes vejam o ensino de História a partir da perspectiva de sua cultura, como forma de subsidiar projetos de sustentabilidade social, cultural e ambiental das comunidades indígenas.

"A proposta da pesquisa está centrada na construção de uma metodologia para o ensino de História que articule os saberes indígenas com os conteúdos de História. Portanto, o nosso objetivo primordial é subsidiar a formação de professores para trabalhar com essa realidade pluriétnica, que demanda novas práticas pedagógicas a respeito dessas identidades", disse Letícia Alves.






Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti