sexta-feira, 1 de julho de 2016

HÍBRIDOS DE MUSEU, Met, em Nova Iorque. --- HYBRID MUSEUM, Met in New York.

Em 2016, a aliança da moda com a tecnologia tem merecido particular destaque dentro dos programas dos museus. O exemplo mais flagrante da atenção dada à catalogação da interseção dos dois universos aconteceu no Met, em Nova Iorque, que lhe dedicou o tema da gala anual e respetiva mostra. Porém, se “Manus vs Machina: Fashion In The Age Of Technology” pesou tecnologia e trabalho artesanal, “#techstyle” analisa apenas a intervenção da primeira no desenvolvimento dos mais radicais híbridos da moda.




Patente até dia 10 de julho no Museum of Fine Arts, em Boston, a exposição “ #techstyle ” explora as conexões entre moda e tecnologia através do trabalho de designers e starups que têm transformado peças de vestuário em verdadeiros gadgets.

Um vestido que, captando energia solar, pode recarregar a bateria de um telemóvel, um casaco que muda de cor em resposta ao calor e à luz ou mesmo a prótese tipo compasso “The Spike” integram a exposição.

O The Wall Street Journal explorou as diferentes áreas da mostra e deixou um convite aos que ainda podem vir a percorrê-la e um resumo àqueles que não vão conseguir visitá-la.

Das 60 peças expostas, as mais antigas datam de 2005 e as restantes foram desenvolvidas de 2010 em diante.

Numa região dona de uma história rica em inovação – a máquina de costura Singer foi patenteada em Boston, em 1851 –, os curadores do Museum of Fine Arts, Pamela Parmal, Michelle Finamore e Lauren Whitley, que coorganizaram a mostra, decidiram cruzar as experiências de designers locais com o trabalho influente de gurus internacionais do avant-garde.

A prótese acima mencionada, por exemplo, foi feita para a artista pop “biónica” Viktoria Modesta, que colaborou na sua conceção, em Londres, e que agora está a trabalhar com o grupo de biomecatrónica do MIT Media Lab.


Os visionários

O primeiro espaço da exposição apresenta quatro designers visionários: Hussein Chalayan, Alexander McQueen, Issey Miyake e Rei Kawakubo.

O “Remote Control Dress”, assinado por Chalayan em 2005, é considerado pelos insiders como emblemático. Feito de fibra de vidro, e com o auxílio da robótica, o vestido tem abas que podem ser abertas e fechadas à distância, mudando-lhe a forma.



Performance e produção

A exposição abre-se depois para duas galerias intituladas “Performance” e “Production”. As peças expostas na galeria “Performance” são, cada uma à sua maneira, uma forma de arte em movimento.

A camisa de Ying Gao “Incertitudes” (2013) é um dos itens revistos. A peça é feita com fluoreto de polivinilideno e, graças a sensores, a sua superfície é ativada pela voz. O “CuteCircuit MFA Dress”, um vestido de seda com milhares de microLEDs incorporados, foi criado para a mostra pela designer Francesca Rosella e pelo especialista em computação Ryan Genz. Um iPad permite que os visitantes mudem o padrão do vestido.

«Questiono-me muitas vezes», pode ler-se numa citação da designer holandesa Iris van Herpen incluída na mostra, «se vou usar tecido no futuro ou se o ato de vestir se vai tornar algo não material, algo que não é visível, tangível ou palpável» (ver As interseções de Iris van Herpen).

Esta questão deixa uma introdução à galeria “Production”, espaço que aborda os designers que recorrem à tecnologia para repensar os materiais e processos produtivos.

Aqui, a impressão a três dimensões (3D) tem particular destaque. As “Molecule” de Francis Bitonti (2015), umas sandálias plataforma que se parecem com castelos de areia, são o resultado de um algoritmo que simula o crescimento celular. Já o vestido “Kinematics 8” (2016), criado pela Nervous System, é uma peça única, em poliamida impressa a 3D.



Futuro verde

Enquanto isso, seguindo os passos dos mestres Miyake e Kawakubo, muitos jovens designers estão agora a jogar com o poliéster (outrora uma palavra excluída dos dicionários da alta moda), pelo pendor reciclável das fibras e, portanto, sustentável, que tem também maior durabilidade, solidez de cor e resistência à ruga.

Nesta onda “verde”, o consumo de água é igualmente abordado pela mostra. A indústria têxtil – entre tinturaria e acabamentos – é responsável por quase 20% da poluição mundial da água.

O “Water Splash Dress” de Van Herpen (2013), um “salpico” esculpido a partir de plástico aquecido, parece cristalizar essa verdade.

Para terminar, e com os olhos postos no futuro está o projeto conjunto da marca holandesa G-Star Raw com a empresa Bionic Yarn, que recolhe garrafas de plástico do fundo do oceano para as transformar em denim (ver O mergulho das marcas).





Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor

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--in via tradutordo google
HYBRID MUSEUM, Met in New York.

In 2016, the alliance of fashion with technology has received particular attention in the programs of museums. The most striking example of the attention given to cataloging the intersection of two universes happened at the Met in New York, which gave him the theme of the annual gala and respective shows. But if "Manus vs Machina: Fashion In The Age Of Technology" weighed technology and craftsmanship, "#techstyle" only looks at the first intervention in the development of the hybrid radical fashion.




Open until July 10 at the Museum of Fine Arts in Boston, the exhibition "#techstyle" explores the connections between fashion and technology, by designers and starups work that have transformed garments in real gadgets.

A dress, capturing solar energy, can recharge the battery of a mobile phone, a coat that changes color in response to heat and light or the prosthesis Caliper "The Spike" in the exhibition.

The Wall Street Journal explored the different areas of the show and made a call to those who may yet come to walk it and a summary to those who will not be able to visit her.

Of the 60 works on display, the oldest dating from 2005 and the remaining were developed from 2010 on.

In a region owns a rich history of innovation - Singer sewing machine was patented in Boston in 1851 - the curators of the Museum of Fine Arts, Pamela Parmal, Michelle Finamore and Lauren Whitley, who co-organized the show, they decided to cross the experiences local designers with the influential work of international gurus of the avant-garde.

The above-mentioned prosthesis, for example, was made for the pop artist "bionic" Viktoria Modesta, who collaborated in its design, in London, and is now working with biomechatronics group of MIT Media Lab.



visionaries

The first exhibition space features four visionary designers: Hussein Chalayan, Alexander McQueen, Issey Miyake and Rei Kawakubo.

The "Remote Control Dress", signed by Chalayan in 2005, is considered by insiders as emblematic. fiberglass made, and with the help of robotics, the dress has tabs that can be opened and closed by remote control, changing its shape.



Performance and production

The exhibition opens then to two galleries entitled "Performance" and "Production". The exhibits in the "Performance" Gallery are each in their own way, a moving art form.

The Ying Gao shirt "Incertitudes" (2013) is one of the reviewed items. The piece is made of polyvinylidene fluoride, and thanks to sensors, its surface is activated by voice. The "CuteCircuit MFA Dress", a silk dress with thousands of built microLEDs, was created for the show by Francesca Rosella designer and the computer expert Ryan Genz. An iPad allows visitors to change the pattern of the dress.

"I wonder often," you can read a quote from the Dutch designer Iris van Herpen included in the show, "if I use fabric in the future or if the act of dressing will become something not material, something that is not visible, tangible or palpable '(see intersections of Iris van Herpen).

This question makes an introduction to the gallery "Production" space that addresses designers who use technology to rethink the materials and production processes.

Here, printing three-dimensional (3D) has a particular emphasis. The "Molecule" Bitonti Francis (2015), a platform sandals which resemble sand castles, are the result of an algorithm that simulates cell growth. But the dress "Kinematics 8" (2016), created by the Nervous System, is a single piece, in printed polyamide 3D.



green future

Meanwhile, following the footsteps of Miyake and Kawakubo masters, many young designers are now playing with the polyester (once a deleted word of high fashion dictionaries), the recyclable inclination of the fibers and therefore sustainable, which has also increased durability , color fastness and resistance to wrinkle.

This "green" wave, water consumption is also tackled by the show. The textile industry - from dyeing and finishing - is responsible for almost 20% of the water pollution.

The "Water Splash Dress" Van Herpen (2013), a "speckle" carved from heated plastic appears to crystallize this fact.

Finally, and with eyes fixed on the future is the joint project of the Dutch brand G-Star Raw with Bionic Yarn company, which collects plastic bottles from the ocean floor to turn into denim (see Diving brands).


Museu Histórico e Pedagógico é reinaugurado em Limeira, São Paulo, Brasil. --- History and Pedagogical Museum is reopened in Limeira, São Paulo, Brazil.

Preservar a memória de Limeira e desenvolver atividades educativas são os objetivos do Museu Histórico e Pedagógico “Major José Levy Sobrinho”, reinaugurado nesta segunda-feira, 27 de junho. O local abriga quadros, reproduções e objetos que marcaram a história de Limeira, como uma liteira do século 19 e a farda completa de um combatente da Revolução de 1932.


O Museu funciona no “Centro Cultural Coronel Flamínio Ferreira de Camargo”, prédio que abriga a Escola Municipal de Cultura e Artes “Maestro Mario Tintori” (Emcea), o Acessa São Paulo e o Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro (Comicin). Tem quatro salas voltadas à exposição, uma sala para atividades educativas e um espaço para exposições temporárias.

Para facilitar a visitação, o museu foi dividido em áreas temáticas, são elas: A fundação da cidade, O Movimento Constitucionalista de 1932, A Citricultura e a figura do Major José Levy Sobrinho, Transformações Urbanas, Cultura e Lazer e A criação da Unicamp. Sobre o período de fundação da cidade, a gerente do Museu, Ana Terezinha Carneiro Naleto, afirmou que o público terá acesso a informações sobre o processo de transferência dos moradores das fazendas para a área urbana. “Nessa época surgiram vários ofícios em Limeira”, comentou.

O local dispõe de um monitor de vídeo que mostra imagens antigas e atuais das principais edificações da cidade, como o Palacete Levy, o coreto da praça Toledo Barros, a sede da antiga prefeitura, entre outros. Ana Terezinha conta que apenas uma parte do acervo – composto por 3.800 itens – ficará exposta. “A ideia é renovar a exposição permanente a cada três anos”, afirmou.

A família Levy foi uma das que contribuíram para a formação do acervo do Museu, doando a mobília completa do quarto que hospedou o Imperador Dom Pedro 2º, quando ele ficou hospedado na Fazenda Ibicaba, que pertencia ao Senador Vergueiro. “Os móveis foram feitos sob encomenda e têm até brasão”, frisou o representante da família, Paulo Masuti Levy.


A Fazenda Ibicaba foi posteriormente comprada pela família Levy, que também cedeu uma espécie de carro a vapor, na verdade, um motor usado para impulsionar máquinas agrícolas. O objeto ficará exposto na parte externa do Museu, na praça Cel. Flamínio Ferreira de Camargo, que foi revitalizada e também entregue à população nesta segunda. “A presença de um museu histórico e pedagógico é importante para preservar a história de uma cidade. Um povo sem memória não tem futuro”, destacou Levy.

O prefeito Paulo Hadich ressaltou os esforços para reabrir o museu. “Foi um trabalho que atravessou toda a minha gestão e que estamos concluindo nesse momento. Será um importante espaço de pesquisa e estudo”, frisou. O museu tem o apoio cultural do Arquivo Central do Sistema de Arquivos da Unicamp (Siarq – Unicamp); Centro de Memória/Unicamp; Grupo Engep; e Instituto Cultural “Cássio de Freitas Levy”.

Para o diretor do Sistema Estadual de Museus, Davidson Panis Kaseker, a presença de um museu na cidade já é um fato histórico. “É um patrimônio que representa a história da cidade. Como equipamento cultural contemporâneo, é importante para estimular a discussão sobre os problemas que a população convive na atualidade”, afirmou.

O aspecto de ‘museu vivo’ foi enfatizado pela secretária de Cultura, Gláucio Bilatto. “Esse projeto foi feito com muito carinho por muitas mãos. É um patrimônio de toda a cidade. Espero que ele seja visitado por toda a população”, disse. O museu ficará aberto para visitas escolares, instituições e grupos de terceira idade, de terça a sexta-feira, das 9h às 16h. Informações podem ser obtidas pelo telefone 3441-4805.







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--in via tradutor do google

History and Pedagogical Museum is reopened in Limeira, São Paulo, Brazil.

Preserve the memory of Limeira and develop educational activities are the goals of History and Pedagogical Museum "Major Jose Levy Sobrinho," reopened this Monday, June 27. The site houses paintings, reproductions and objects that have marked the history of Limeira, as a palanquin of the 19th century and the full uniform of a combatant of the 1932 Revolution.

The Museum works in the "Centro Cultural Colonel Flaminio Ferreira de Camargo," building which houses the Municipal School of Culture and Arts "Maestro Mario Tintori" (Emcea), the Access São Paulo and the Municipal Council of Negro Citizen Interests (Comicin). It has four rooms facing the exhibition, a room for educational activities and a space for temporary exhibitions.

To facilitate visitors, the museum is divided into thematic areas, they are: The foundation of the city, the 1932 Constitutionalist Movement, The Citrus and the figure of Major José Levy Sobrinho, Urban Transformations Culture and Leisure and the creation of Unicamp. On the founding period of the city, the manager of the Museum, Ana Terezinha Carneiro Naleto said the public will have access to information about the process of transfer of residents from the farms to the urban area. "At that time there were several offices in Limeira," he said.

The site features a video monitor showing old and new images of the main buildings of the city like the Palace Levy, the bandstand of Toledo Barros Square, the seat of the old town hall, among others. Ana Terezinha account that only part of the collection - consisting of 3,800 items - will be exposed. "The idea is to renew the permanent exhibition every three years," he said.

The Levy family was one that contributed to the formation of the Museum's collection by donating a complete bedroom furniture that hosted the Emperor Dom Pedro 2, when he was staying at Fazenda Ibicaba, which belonged to Senator Vergueiro. "The furniture was custom and have to coat," said the representative of the family, Paul Masuti Levy.

The Farm Ibicaba was later bought by the family Levy, who also gave a kind of steam car, in fact, a motor used to drive farm machinery. The subject will be exposed on the outside of the museum, in Cel square. Flaminio Ferreira de Camargo, who was revitalized and also delivered to the public on Monday. "The presence of a historical and educational museum is important to preserve the history of a city. A people without memory has no future, "said Levy.

Mayor Paul Hadich stressed efforts to reopen the museum. "It was a job that went through my entire management and we are concluding that time. Will be an important area of ​​research and study, "he said. The museum has the cultural support of the Central Archive of the Unicamp File System (Siarq - Unicamp); Memory Center / Unicamp; Engep group; and Cultural Institute "Cassio de Freitas Levy."

For the director of the State Museums System, Davidson Panis Kaseker, the presence of a museum in the city it is already a historical fact. "It is a heritage that is the city's history. As contemporary cultural equipment, it is important to stimulate discussion about the problems that the population lives today, "he said.

The appearance of 'living museum' was emphasized by Secretary of Culture, Gláucio Bilatto. "This project was made with love by many hands. It is a heritage of the entire city. I hope he is visited by the entire population, "he said. The museum will be open for school visits, institutions and groups of seniors, from Tuesday to Friday from 9h to 16h. Information can be obtained by calling 3441-4805.

MUSEOS Y MILENIALS: ¿INCOMPATIBILIDAD MANIFIESTA? - · en CULTURA, GESTIÓN,INSTITUCIONES, MUSEO, OPINIÓN, PATRIMONIO. ·

Los veranos significan muchas cosas agradables para la mayoría de nosotros. Muchos de estos recuerdos son realmente buenos, memorias de los días que pasamos en la playa, el aroma del bronceador de ella, en nuestro caso, sumergirse en el mar, música fiestas, enamoramientos… Toda clase de momentos fantásticos y diversión.

UN Millenium Development Goals

Quién más, quién menos, para los que nos hemos hecho un poco mayores, el verano puede significar aquello que ya no tenemos, vacaciones, que se han convertido en todo, menos en vacaciones. Aún y todo, siempre buscamos huecos para visitar un museo y, en ocasiones, lo conseguimos. Nosotros lo tenemos mucho más fácil, porque los museos forman parte de nuestra vida. Pero, para los demás, no tanto.


La lucha.

Es frecuente que las búsquedas de opciones para nuestras visitas a los museos estén relacionadas con la gratuidad. Son muchos los museos de pago, más que los gratuitos, y eso no deja de ser una cortapisa que anima poco a las personas. Hay quien se propone buscar un museo gratuito, al menos una vez al mes, como una auto-imposición, por esa idea de que las personas que se consideran cultivadas visitan los museos y leen libros. A menudo, escogemos los sábados para los museos, sobre todo en otoño e invierno, con la perspectiva de que, pasando un rato haciendo algo planificado y relacionado con la cultura, nos sentiremos mucho mejor. Hay quien lo hace sin dudarlo, hasta lo agenda, pero otros no se deciden, pensando que la visita al museo involucra potencialmente un montón de desplazamientos, engorros, incomodidades, y éso no compensa. Razones que dejan los museos vacíos, simplemente porque tanto trabajo a muchos no les encaja como posibilidad de ocio.


Pero nos estamos desviando del tema entre reflexiones particulares. Hemos recopilado mucha información sobre museos y sus visitantes, pero nos hemos despistado con un grupo un tanto extraño, la conocida como ” la generación del milenio” (milenials). Los especialistas en demografía sitúan, entre el año 1979 y 1989, los tiempos en los que vinieron a la vida. Nosotros, lo que si sabemos, porque lo vemos, es que este grupo se caracteriza por la búsqueda del verano eterno. Son seres urbanos – es su medio natural -, que habitan lugares con una increíble variedad de ofertas para este grupo de edad, realmente cualquier combinación de música en vivo, baile, comida y bebida barata, un paraíso para pasarlo bien, donde los museos no entran ni por asomo. Curiosamente, una razón para un posible idilio entre esta generación y los museos, aunque fuera pasajero, la gratuidad, sólo se aplica días entre semana.


La abundancia de competidores con oferta atractiva de actividades adaptadas a ciertos gustos, presenta un enorme obstáculo para la asistencia al museo,por cuenta propia, de los milenials . A ésto se añade que hay que pagar entrada para entrar, y que no existe la promesa de que lo vayan a usar bien, que es la razón de vida para este grupo. No son ricos, está claro, y mucho menos ahora; de hecho, hay muchos que ya tienen deuda. ¿Cómo van a gastar dinero en algo que no garantiza diversión?


Y cuando la visita ocurre.

Hagamos un ejercicio de abstracción, creando una situación ficticia entre dos milenials y un museo: “Ayer, un amigo y yo fuimos al Museo de Arte. Antes de elegir museo, hice mi investigación. Estaba buscando un lugar accesible en metro (vivo en la afueras de la ciudad), un lugar con una colección lo suficientemente grande para pasar una tarde lluviosa y que justificara el viaje,y, lo más importante, era gratuito, ¿lo era?. La entrada era gratuita pero había que dejar una donación, no menos de 2 euros per capita. Por suerte los llevábamos. Este museo no es muy comprensivo con nuestra situación,ya que nos sugiere una donación obligatoria ; no me obliga a pagar entrada, no requiere pago alguno en absoluto para entrar, pero que hay que dejar una donación, porque si no nos quedamos fuera. Echamos dos euros cada uno a la caja de donaciones”.


A nosotros nos ha sorprendido muy gratamente que hayan decidido entrar al museo dejando cuatro euros de donación. No somos milenials ,como para saber qué decidir en su caso. Si los dos amigos, una vez terminada la visita, salen defraudados, la donación de los cuatro euros, a cambio de no pagar entrada, les va a doler tanto que se convertirá en pérdida, en un estigma, provocando posiblemente que no se los vuelvan a gastar nunca más en un museo. Seguramente, ambos milenials sentirán una extraña mezcla de genuino pesar por no poder permitirse el lujo de financiar a una gran e importante institución cultural. Es más que posible, por otra parte, que se sientan ofendidos por la falta de sensibilidad de la magna institución hacia su situación financiera. Las emociones no son racionales y dictan el comportamiento del consumidor: muchos no se pueden permitir una visita al museo. Tenemos generaciones muy castigadas por la crisis, lo estamos muchos, y vemos muy poca sensibilidad por parte de las instituciones hacia ese vacío.


Así está la cosa. Pensando más en el futuro, ¿ cómo influirá en esta generación ese alejamiento que tienen con los museos, porque lo tienen, a la hora de educar a sus hijos e hijos para que se aficionen a visitar los museos gratuitos?. Padres y madres que no son aficionados a visitar los museos, tendrán hijos e hijas que tampoco lo sean.

Permitidnos otro ejercicio de abstracción: “Mi madre a veces planeaba salidas de mami e hijo para ver grandes obras de arte en algunos de sus museos favoritos, muchos de ellos los recuerdo con un enorme cariño. Esas visitas han tenido una profunda influencia en mis actuales intereses como adulto. Baste decir, que tengo un profundo aprecio por los museos y por el Arte. Cuando paso un tiempo sin visitar un museo, noto vacío. Siento un anhelo por lo que generalmente llamamos cultura”.


Un ejercicio más: “Aquel Museo de Arte no era ni mucho menos el único con condición de ser técnicamente gratuito, aunque no lo era, recordemos lo de la donación. Hice planes con mi amigo para reunirnos en la entrada, a un salto de la parada del autobús. Al llegar, los dos estábamos hambrientos. Sabíamos que si entrábamos ya al museo, si queríamos tomar algo, la tarifa de su café, si existiera tal café, nos iba a desbaratar el presupuesto. Optamos por entrar en un super, uno que parecía prometer todo lo que necesitábamos meter en el buche, a precios bajos. Curiosamente, comprobamos que el café del museo existía, ni siquiera estaba anunciado desde el exterior, aunque sin sufrir al seguir con la sospecha de que los precios hubieran sido inalcanzables para nosotros”.


En cuanto a la investigación previa de un milenial ante un posible visita al museo, si se diera, posiblemente pase por encima de las exposiciones especiales y de interés que algunos museos ofrecen, quedándose solo con la “experiencia del museo” desde el punto de vista de la colección permanente, pensando en navegar por sus extensas e inmóviles colecciones. La verdad es que la oferta es grande y variada, ¿qué razón existe para que los milenials se lleven tan mal con los museos? ¿Son exclusivamente razones económicas?


“No fue hasta que mi amigo y yo estuvimos sentados en los escalones, que nos dimos cuenta de los banners de publicidad anunciando las exposiciones especiales. Sentimos cierto interés en ver una exposición sobre moda que se había abierto hace poco, pero una vez dentro nos quedamos abrumados por la variedad de ofertas interesantes en la colección permanente. Total, pasamos unas dos horas paseando entre galerías tranquilamente, sin ningún recorrido en particular. Por ahora, nuestros cuatro euros estaban más que bien gastados”.


En general, las visitas de los milenials a los museos son tan poco frecuentes, que pocas veces se les ve en las exposiciones. ¿Razones? Seguramente, nunca se enteran de lo que se expone y cuando lo hacen, o bien, tienden a descartar los museos como opción, algo que probablemente requiere un tiempo que no tienen, o, si es algo que cuesta dinero, es muy descartable, ya que la diversión no está garantizada. La paradoja es que estamos seguros de que entre los milenials tiene que haber aficionados al arte, a la historia, a la ciencia, etcétera, pero esas aficiones no las tienen asociadas a los museos, o éso es lo que parece.

Personal Fest

Permítidnos generalizar, para ese grupo de edad y su segmento, en la estrategia de marketing: ¿Los museos ofrecen música en vivo? ¿Ofrecen cócteles y aperitivos? ¿Los museos facilitan la oportunidad de socializar con otras personas de su edad? ¿Hasta qué punto el museo es cercano para este grupo? ¿Dan un descuento (perdonan la donación) si se visita el museo con un amigo?

La cuestión crítica para aquellos que vivimos en el mundo de los museos es: ¿Vamos a hacer que la visita valga la pena para esta generación? ¿Cómo?

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¿Qué hacemos con los milenials?

Tiempo y dinero son escasos en el mundo en el que vivimos. Que valga la pena el tiempo y seguramente el dinero que cueste la entrada al museo (o donación), debería ser un objetivo importante en la gestión de estas instituciones pensando en estas generaciones y las que vienen. Incluso hay que considerar que algunos milenials comienzan a tener niños y niñas. La conclusión es, en este momento,que la asistencia a los museos está en sus horas más bajas y debemos contar con todos, ofreciéndoles lo que demandan, lo que compran.


No es suficiente confiar en la “genialidad intrínseca” de las colecciones de los museos como efecto llamada. Si los milenials no saben que existen esas colecciones, las colecciones no existen. De hecho, incluso si lo supieran, no sería, probablemente, suficiente para conseguir que fueran al museo. ¿Dónde están sus prioridades? Una es tratar de ahorrar dinero, otra socializarse al máximo y desahogarse con los amigos,o ir a conciertos y fiestas, y ,también, ver arte y salir a bailar. Por lo tanto, el museo ¿qué les puede ofrecer?


Museos y milenials

Hacerles una oferta que garantice pasar un buen rato en el museo, a un precio razonable, la recibirían con mucho gusto, estamos seguros. Pasará el tiempo, cuando sus hijos estén en la universidad,y nuestros milenials recordarán la existencia de los museos donde tan bien lo han pasado. Ya mayores, tendrán más tiempo libre y recursos financieros para volver a visitarlos, sin poner objeciones para soltar una señora donación; incluso para hacerse miembros del museo. Pero no corramos tanto. Cuando se trata de marketing estratégico en el mundo de los museos, este “efecto goma elástica” es más fuerte de lo que muchos puedan pensar. La mala perspectiva actual de la “orientación del milenio” hacia los museos, puede invitar a una mala reacción nuestra, pensando “¿por qué hacer el esfuerzo?” Los museos no parecen capaces de ofrecer mucho más a determinado segmento de público. Pero sería posible cosechar frutos en el futuro si generamos recuerdos de lo bien que se lo pasaron en las fiestas y conciertos de sus museos (la noche de los museos). Queremos pensar que, después de aquellos días de vino y rosas, de juerga culta, se les hará indispensable visitar con sus familias las colecciones, aunque sea de vez en cuando, y se lo contarán satisfechos a sus amigos.





Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor

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