quinta-feira, 21 de julho de 2016

As raízes russas do Chanel nº5 --- Russian roots of Chanel No. 5



Pouca gente sabe, mas em 1921 o químico russo Konstantin Veríguin ajudou a criar um composto de perfume que serviu de base para o lendário francês Chanel nº5.


Veriguin e seu mestre, Beaux, tiveram a missão de criar /
perfume adaptado à velocidade da época Foto:Andrêi Korliakov


O químico russo Konstantin Veríguin sempre teve um olfato particularmente aguçado. Em sua mente, todo lugar, pessoa ou evento tinha um cheiro único e irrepetível.


Tudo começou durante sua infância, transcorrida entre a terra natal, Petersburgo, e as propriedades de seus pais nas regiões de Ufá e Simbirsk – razão pela qual adorava a sensação de ar frio e a frescura da geada. O cheiro vindo da lareira queimando madeira de pinheiro e o café fresco também marcaram.

Certo dia, o jovem Konstantin, observando a penteadeira de sua tia, foi surpreendido pela diversidades de frascos estrangeiros e diferentes odores. Recebeu de presente algumas garrafinhas e, tão logo, começou os experimentos.

Durante a Guerra Civil Russa, Konstantin entrou para o Exército Branco e lutou contra os bolcheviques na Crimeia, em 1919. O fracasso, porém, o levou ao exílio na França.

Naquela época, Veríguin já sabia que sua vida estaria ligada a perfumes. Um dia foi apresentado a Ernest Beaux, uma autoridade no campo da perfumaria na França, que se surpreendeu com o talento do jovem químico russo e lhe propôs uma colaboração.

Com o tempo, Beaux se tornou não apenas uma autoridade e professor para Veríguin, mas também um amigo. Inclusive, referia-se a ele da maneira russa – Ernest Eduardovitch –, e com razão para isso.

Beaux nasceu em 1882, em Moscou, porém em uma família francesa. Falava russo perfeitamente, adorava Púchkin, Turguêniev e Dostoiévski e o Ballet Imperial.



Exílio

Cheiros de infância serviram de inspiração /
posterior para Veríguin Foto: Divulgação


Ainda na Rússia, tinha começado a se envolver em perfumaria e chegou a criar o “Bouquet de Katherine”, em homenagem a imperatriz, assim como outros perfumes populares. Em 1920, Beaux foi obrigado a retornar para a França.

5 da sorte

A Primeira Guerra Mundial acabou com a Belle Époque, e com ela começou um período de velocidade: a vida corria ao ritmo do foxtrote, em meio à fumaça de cigarro e ao barulho de carros e trens. A moda se adaptou a este novo ritmo, assim como o estilo de vida. Era preciso, então, criar um perfume ajustado à época.

A famosa estilista Coco Chanel pediu a Beaux que criasse um perfume para ela. Ele então lhe mostrou uma série de aromas e Coco escolheu o frasco de número 5.

Exilado na França, químico foi aprendiz 
de guru da perfumaria na época 
Foto: Andrêi Korliakov

Mais tarde, quando perguntada sobre o nome do perfume, Coco se limitou a dizer que apresentaria a sua “coleção de roupas no quinto dia do quinto mês do ano, isto é, maio. Portanto, deixamos o perfume com o mesmo número. Este 5 vai trazer sorte.”

Veríguin ficou responsável pela compra de uma essência qualidade, pela escolha dos ingredientes e pelo controle de qualidade. Não é à toa que a nota, ou matéria-prima, principal do Chanel No. 5 é a frescura dos rios do norte.

Nesses rios, segundo descreveu Veríguin, sente-se o perfume da primavera após o degelo, com “poder e clareza, sonoridade e ligeira valentia da juventude”. Para o criador, esses cheiros eram a memória da primavera russa. O efeito desejado foi obtido acrescentando florais aldeídos à base clássica.

Beaux estava entusiasmado com o resultado do trabalho de seu assistente russo. Em 5 de maio de 1921, o novo perfume foi apresentado ao público, como o primeiro a refletir as tendências da moda e o cheiro da nova década.




Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor

Vamos compartilhar.



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Champions of Design: Chanel No 5

The perfume brand started out as a dinner-party gift and now boasts sales of about 10m bottles per year.


The design of the Chanel No 5 bottle has remained a timeless classic, since the variant was created in 1921 as a modern contrast to the other perfumes of the early 20th century.


The French socialite and clothing designer, Gabrielle 'Coco' Chanel, asked the perfumer Ernest Beaux to create a scent that embodied the modern, unconventional woman.


Chanel initially gave the No 5 perfume bottles to close friends at a dinner, before the perfume went on general sale the following year. The fragrance chiefly comprised rose, ylang-ylang, jasmine and sandalwood. The inclusion of aldehydes (compounds formed by the partial oxidation of alcohols) created a fresh and lasting synthetic scent.


Enclosed in a transparent, crystal bottle, the amber liquid became the focal point of the product's design. The clean-cut vessel, with its rectangular shape and rounded shoulders, was a contrast to the ornate art deco-style bottles of the early 1900s. The design was said to be based on a whisky decanter used by Chanel's lover, Arthur 'Boy' Capel.


The black and white label complemented the functionality of the bottle and the perfume, in line with the simplicity and comfort of the hats and clothes Chanel had been creating since establishing her millinery shop in 1910.


Chanel No 5 proved popular with the public when it was launched in 1922 and was soon released in the US. The glass bottle was too thin for shipping and distribution, so its corners were altered from a rounded to square shape for export.


Chanel required the necessary investment capital and business expertise to support expansion beyond Europe. She entered a partnership with two businessmen, the Wertheimer brothers, and together they established the Parfums Chanel Company, with Chanel retaining a 10% share of the business.


Although it is now in its 90th year of production, the current bottle barely differs from its original design. The company has always worked hard to retain the perfume's aspirational status. In 1934, the pocket flacon, a smaller-sized bottle, was created to reach the middle-class customers.


In 1974, when the perfume ran the risk of becoming a mass-market product, Alain Wertheimer reduced sales outlets from 18,000 to 12,000, removing the bottle from drug stores in the US.


As soon as No 5 was less readily available, it was in far higher demand, and sales have remained strong as a result.


Chanel No 5 remains successful today, with about 10m bottles sold worldwide every year.


Extravagant campaigns have featured a range of celebrities. Marilyn Monroe is famously quoted as saying that she wore five drops of Chanel No 5 to bed. In more recent times, Nicole Kidman starred in film director Baz Luhrmann's movie-like ad, while Brad Pitt is one of the contemporary faces of the brand.




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--in via tradutor do googleRussian roots of Chanel No. 5
Few people know, but in 1921 the Russian chemist Konstantin Veríguin helped create a compound of perfume that was the basis for the French legendary Chanel No. 5.
Veriguin and his master, Beaux, had the mission to create / fragrance adapted to the speed of time Photo: Andrei Korliakov
The Russian chemist Konstantin Veríguin always had a particularly keen sense of smell. In his mind, every place, person or event had a unique and unrepeatable smell.
It all started during his childhood, elapsed between the homeland, Petersburg, and the properties of their parents in the regions of Ufa and Simbirsk - why loved the feeling of cold air and the freshness frost. The smell coming from the fireplace burning pine wood and fresh coffee also marked.
One day, the young Konstantin, watching the dresser of his aunt, was surprised by the diversity of foreign bottles and different odors. He received a gift of some bottles and as soon as the experiments began.
During the Russian Civil War, Konstantin joined the White Army and fought against the Bolsheviks in the Crimea in 1919. The failure, however, led him to exile in France.
At that time, Veríguin knew that his life would be linked to perfumes. One day he was introduced to Ernest Beaux, an authority in the field of perfumery in France, he was surprised by the talent of the young Russian chemist and proposed a collaboration.
Over time, Beaux became not only an authority and teacher to Veríguin, but also a friend. Even referred to it the Russian way - Ernest Eduardovitch - and with reason.
Beaux was born in 1882 in Moscow, but in a French family. He spoke Russian perfectly, loved Pushkin, Turgenev and Dostoevsky and Ballet Imperial.
Exile
childhood smells were the inspiration / later to Veríguin Photo: Disclosure
Even in Russia, he had begun to engage in perfume and even created the "Bouquet of Katherine" in honor of the Empress, as well as other popular perfumes. In 1920, Beaux was forced to return to France.
5 lucky
The First World War ended the Belle Époque, and with it began a speed period: the life was the rhythm of the foxtrot, amid the cigarette smoke and the noise of cars and trains. Fashion has adapted to this new rhythm, as well as lifestyle. It was necessary, then create a perfume set at the time.
The famous fashion designer Coco Chanel asked Beaux to create a perfume for her. It then showed him a number of aromas and coconut selected number 5 flask.
Exiled in France, the chemical was apprenticed guru perfumery at the time Photo: Andrei Korliakov
Later, when asked about the name of the perfume, Coco merely said that it would present its "clothing collection on the fifth day of the fifth month of the year, ie May. So, let the perfume with the same number. This 5 will bring luck. "
Veríguin was responsible for purchasing a quality essence, the choice of ingredients and the quality control. No wonder that the note, or raw material, main Chanel No. 5 is the freshness of the northern rivers.
In these rivers, as described Veríguin, the spring scent feels after defrosting with "power and clarity, sound and light youth bravery". For the creator, these smells were the memory of the Russian spring. The desired effect was obtained by adding aldehydes to classical floral base.
Beaux was excited about the result of the work of his Russian assistant. On May 5, 1921, the new fragrance was presented to the public as the first to reflect the fashion trends and the smell of the new decade.
Collaboration: TATIANA KUTARENKOVA

Cultura indígena brasileira. 305 etnias e 274 línguas: estudo revela riqueza cultural dos povos indígenas no Brasil. --- Brazilian indigenous culture. 305 ethnic groups and 274 languages: study reveals cultural wealth of indigenous peoples in Brazil.

Há mais indígenas em São Paulo do que no Pará ou no Maranhão.

 

O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os que vivem em cidades.
 
 
Image copyright Thinkstock Image caption
Pesquisa inédita do IBGE detalhou características de povos indígenas brasileiros


As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana.

Segundo o instituto, há cerca de 900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta. Em comparação, em todo o continente europeu, há cerca de 140 línguas autóctones, segundo um estudo publicado em 2011 pelo Instituto de História Europeia.

No "Caderno Temático: Populações Indígenas", o IBGE faz um mapeamento inédito sobre a localização desses povos e sua movimentação ao longo das últimas décadas.

O estudo diz que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%).

Entre 2000 e 2010, também caiu o percentual de indígenas que moram em áreas urbanas, movimento contrário ao do restante da população nacional.

Segundo a pesquisadora do IBGE Nilza Pereira, autora do texto que acompanha o estudo, uma das hipóteses para a redução no percentual de indígenas no Sul, Sudeste e em cidades são os movimentos de retorno a terras tradicionais.

Nas últimas décadas, intensificaram-se no país as chamadas "retomadas", quando indígenas retornam às regiões de origem e reivindicam a demarcação desses territórios. Em alguns pontos, como no Nordeste e em Mato Grosso do Sul, muitos ainda aguardam a regularização das áreas, em processos conflituosos e contestados judicialmente.

Em outros casos, indígenas podem ter retornado a terras que tiveram sua demarcação concluída. Hoje 57,7% dos índios brasileiros vivem em terras indígenas.

Outra possibilidade, segundo Pereira, é que no Sul, Sudeste e nas cidades muitas pessoas que se declaravam como indígenas tenham deixado de fazê-lo.

Ainda que sua população indígena esteja em declínio, a cidade de São Paulo ocupa o quarto lugar na lista de municípios brasileiros com mais índios, com 13 mil. Parte do grupo vive em aldeias dos povos Guarani Mbya nos arredores da cidade, em territórios ainda em processo de demarcação.

O ranking é encabeçado por São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas. O município abriga 29 mil indígenas e foi o primeiro do país a aprovar como línguas oficiais, além do português, três idiomas nativos (tukano, baniwa e nheengatu).

O estudo mostra como morar numa terra indígena influencia os indicadores socioculturais dos povos. Entre os índios que residem nessas áreas, 57,3% falam ao menos uma língua nativa, índice que cai para 9,7% entre indígenas que moram em cidades.

Mesmo no Sul, região de intensa colonização e ocupação territorial, 67,5% dos índios que vivem em terras indígenas falam uma língua nativa, número só inferior ao da região Centro-Oeste (72,4%).

A taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20.

Para Nilza Pereira, do IBGE, ao mostrar detalhes sobre indígenas de diferentes pontos do país, o estudo será útil para o planejamento de políticas públicas diferenciadas para esses povos. Os dados também foram usados na elaboração de vários mapas, que compõem o "Atlas Nacional do Brasil Milton Santos".
 
Image copyright Thinkstock Image caption Indígenas
vêm retornando às regiões de origem para reivindicar demarcação de territórios
 
Cultura indígena

O ativista indígena Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, diz à BBC Brasil que o estudo ajuda a combater a falta de conhecimento sobre os povos indígenas no Brasil.

Baniwa, que mora no Rio de Janeiro e é publicitário, diz se deparar frequentemente com pessoas que acham que "o indígena ainda é aquele de 1500". Segundo o ativista, muitos questionam por que ele se considera indígena mesmo falando português ou usando o computador em seu trabalho.

"Respondo que cultura não é algo estático, que ela vai se adaptando com o tempo. E pergunto a eles por que não vestem as mesmas roupas usadas pelos portugueses em 1500, por que não falam aquele mesmo português e por que não usam computadores de 1995."
 
 Image copyright Arquivo pessoal Image caption Cofundador da Rádio Yandê,
 Denilson Baniwa diz que há 'grande'
desconhecimento sobre diferenças culturais entre povos indígenas



Para Baniwa, há ainda grande desconhecimento sobre as enormes diferenças culturais entre os povos indígenas brasileiros. Ele exemplifica citando dois povos de sua terra natal (a região do rio Negro, no Amazonas), os baniwa e os tukano.

"Comparar um baniwa a um tukano é como comparar um francês a um japonês. São povos com línguas, hábitos e características físicas bastantes distintas, e isso porque vivem bem próximos. Imagine a diferença entre um baniwa e um kaingang, um povo lá do Rio Grande do Sul?"

Ao mesmo tempo em que combate o preconceito contra indígenas que, como ele, moram em cidades, Baniwa afirma que cada povo deve ser livre para decidir como quer se relacionar com o resto da sociedade.

"Se um povo entender que o contato com o mundo moderno não será benéfico e que prefere ficar mais isolado em sua terra, vamos lutar para que essa decisão seja respeitada."
 
 

 
 
 
 
Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

João Fellet - @joaofellet Da BBC Brasil em Washington
 
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36682290?SThisFB

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--in via tradutor do google
Brazilian indigenous culture. 305 ethnic groups and 274 languages: study reveals cultural wealth of indigenous peoples in Brazil.

There are more Indians in São Paulo than in Pará and Maranhão. The number of Indians who live in urban areas in Brazil is declining, but growing in villages and the countryside. The percentage of Indians who speak a native language is six times higher among those who live on Indian lands than among those living in cities.

Image copyright Thinkstock Image caption

unprecedented IBGE survey detailed characteristics of Brazilian indigenous peoples

The findings are part of the most comprehensive study ever done by the IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics) on Brazilian indigenous peoples, based on the 2010 Census and released this week.

According to the Institute, there are about 900,000 Indians in Brazil, which are divided among 305 ethnic groups and speak at least 274 languages. The data make Brazil one of the countries with the highest socio-cultural diversity of the planet. In comparison, in the entire European continent, there are about 140 indigenous languages, according to a study published in 2011 by the European History Institute.

In "Theme Notebook: Indigenous Peoples", IBGE is a unique mapping of the location of these peoples and its changes over the past decades.

The study says that between 2000 and 2010, the percentage of Brazilian Indians who live in the South and Southeast regions fell, while grown in other regions. The northern region is home to the largest share of Brazilian Indians (37.4%), followed by the Northeast (25.5%), Midwest (16%), Southeast (12%) and South (9.2%).

Between 2000 and 2010, also dropped the percentage of Indians who live in urban areas, moving contrary to the rest of the national population.

According to a researcher at the IBGE Nilza Pereira, author of text accompanying the study, one of the hypotheses for the reduction in the percentage of indigenous people in the South, Southeast and cities are the return movements to traditional lands.

In recent decades, the country intensified calls "resume" when indigenous return to regions of origin and claim the demarcation of these territories. In some places, such as in the Northeast and in Mato Grosso do Sul, many still await the regularization of areas, conflicting processes and challenged in court.

In other cases, indigenous people may have returned the land that had completed its demarcation. Today 57.7% of Brazilian Indians living on Indian lands.

Another possibility, according to Pereira, is that in the South, Southeast and in the cities many people who declared themselves as indigenous have ceased to do so.

Although its indigenous population is in decline, the city of São Paulo ranks fourth in the list of municipalities with more Indians, with 13 thousand. Part of the group live in villages of the people Guarani Mbya on the outskirts of the city, in areas still in the process of demarcation.

The ranking is led by São Gabriel da Cachoeira, in northwestern Amazonas. The city is home to 29,000 indigenous people and was the first country to approve as official languages ​​in addition to Portuguese, three native languages ​​(Tukano, Baniwa and nheengatu).

The study shows how to live in an indigenous land influences the sociocultural indicators of people. Among the Indians who live in these areas, 57.3% speak at least one native language, index falling 9.7% between indigenous people who live in cities.

Even in the South, a region of intense colonization and territorial occupation, 67.5% of Indians living on Indian lands speak a native language, number second only to the Midwest (72.4%).

The fertility rate among women living in indigenous lands is also significantly higher than among those living in cities. On indigenous lands, there are 74 children aged 0 to 4 years for every 100 women, while in the cities there are only 20.

To Nilza Pereira, the IBGE, showing details of indigenous from different parts of the country, the study will be useful for planning differentiated public policies for these people. The data were also used in the preparation of various maps that make up the "National Atlas of Brazil Milton Santos."

Image copyright Thinkstock Image caption Indigenous

They come back to the regions of origin to claim demarcation of territories

Indian culture

The indigenous activist Denilson Baniwa, co-founder of Radio Yandê, says the BBC Brazil that the study helps to combat the lack of knowledge of indigenous peoples in Brazil.

Baniwa, who lives in Rio de Janeiro and is advertising, says often come across people who think that "the Indian is still that of 1500". According to the activist, many question why he is considered indigenous even speaking Portuguese or using the computer in their work.

"I answer that culture is not static, it will be adapted over time. And I ask them why they do not wear the same clothes worn by the Portuguese in 1500, why not speak that same Portuguese and why not use 1995 computers . "

 Image copyright File Personal Image caption Co-founder of Radio Yandê,

Denilson Baniwa says there is 'great'

ignorance about cultural differences between indigenous peoples

For Baniwa, there is still widespread ignorance about the huge cultural differences between Brazilian indigenous peoples. He exemplifies citing two people from their homeland (the Rio Negro region of Amazonas), the Baniwa and Tucano.

"Comparing a baniwa a tukano is like comparing a French to a Japanese. They are people with language, habits and quite distinct physical characteristics, and that because they live in close proximity. Imagine the difference between a baniwa and Kaingang, one beyond the Rio people Grande do Sul? "

While fighting prejudice against indigenous people who, like him, live in cities, Baniwa states that each people should be free to decide how to relate to the rest of society.

"If a people understand that contact with the modern world will not be beneficial and would rather become more isolated in their land, we will fight for this decision is respected."


The Coliboaia Cave, Bihor County, Romania – The Oldest Cave Paintings in Europe. ---

Located in the Apuseni Natural Park, in Bihor County, what seemed to be an ordinary cave drew the attention of the most famous speleologists who have discovered here probably the most ancient cave paintings in Europe. They found about ten paintings depicting animal figures going back a few tens of thousands of years ago. The Coliboaia Cave is living proof that the prehistoric man dwelled here and thus left us an amazing archeological treasure.




The discoveries occurred in 2009 when some explorations in the Coliboaia Cave led to the finding of a few wall paintings which left the team of cavers gaping. Tudor Rus (Speodava Ştei), Mihai Besesek, Valentin Alexandru Radu, Roxana Laura Toiciu (Speowest Arad) and Marius Kenesz (Speo Club Zarand Brad) were part of the lucky team. Although the discovery was made in September 2009, it was announced only in May 2010.

The paintings found on the cave walls are all black and they are representations of animals, amongst which there is a bison, a horse, probably a prehistoric feline, two bear heads and two rhinos. It seems that the paintings were drawn by prehistoric people and coal was used. Several engravings were also discovered and bear bones were found scattered on the floor, which led to believe the cave was probably a sanctuary for the old bears who retired to end their lives here. This somehow explained certain signs on the cave walls and it is thought that while their stay in the cave the bears scratched the walls.

The Coliboaia Cave is crossed by an underground river which renders its visitation rather difficult, but luckily the paintings were discovered in a high gallery which protected them from the water which could have wiped them out. It is very likely that these are the only surviving pictures, the rest of them being potentially wiped out by the river waters.

These pictures first struck the cavers who ran into them and then amazed the worldwide archeological community. Thus, a five member French professional team joined the Romanian archeological team with a mission of determining the time period these paintings were made. 

The French team was made up of two cavers (Marcel Meyssonnier and Valérie Plichon), a paleontologist specialized in the cave bear (Michel Philippe), a prehistorian (Françoise Prudhomme) and two cave art specialists (Jean Clottes and Bernard Gély).

The results of the five specialists research were as follows: the Coliboaia Cave paintings are the oldest of their kind not only in Europe, but worldwide and they go back to a very ancient period measured in thousands of years, that is between 23.000 and 35.000 years and belongs to the parietal art back in Gravettian or Aurignacian.

This was a breakthrough discovery for Central Europe attesting parietal art with an age so old, this being all the more interesting for Romanians since the discovery occurred on our national territory. The authenticity of the paintings was established by a process called comparative analysis, which involved the analysis of the paintings in the Coliboaia Cave compared to other cave paintings found across Europe.

Regarding those who drew these paintings on the cave walls, it seems they were cavemen and Jean Clottes believes they were hunter-gatherers. Judging by their areas of interest they did not seem to be familiar with neither agriculture nor livestock. From the point of view of the significance of these pictures, more than one interpretation arises. The French Henri Breuil claims that the paintings are symbolic hunting scenes.

A different interpretation is given by Jean Clottes who alongside other specialists believes that the cave paintings were actually made during religious ceremonies without knowing what the purpose of those ceremonies might have been.The Coliboaia Cave from Bihor County is not open to the public and tourism to avoid the risk of the paintings being destroyed. The cave is under conservation thanks to the Romanian Speleology Federation and the Apuseni Natural Park Administration. The cave is under the archeological authority of the "Tzarii Crishurilor" Museum in Oradea and under the administrative authority of the Bihor County Council.

The Coliboaia Cave is secured and gates were installed to protect the paintings which represent a great asset wealth.








Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor

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Situată pe teritoriul Parcului Natural Apuseni, judeţul Bihor, o peşteră,  aparent simplă, a intrat recent în atenţia marilor speologi care aveau să descopere acolo cele mai vechi picturi rupestre nu doar din Europa, ci din întreaga lume. S-au descoperit în jur de zece picturi ce înfăţişează figuri de animale care au fost făcute cu câteva zeci de mii de ani în urmă. Peştera Coliboaia este dovada vie că acolo şi-au dus existenţa oamenii preistorici, lăsându-ne astăzi o mare bogăţie arheologică.

 Ecaterina Pop

 Reprezentări de animale pe pereţii peşterii


Descoperirile au fost făcute în anul 2009, când, în urma unor explorări în Peştera Coliboaia, aveau să se lase descoperite câteva picturi rupestre, lăsând cu gura căscată echipa de speologi care se aflau în misiune, echipa compusă din compusă din Tudor Rus (Speodava Ştei), Mihai Besesek, Valentin Alexandru Radu, Roxana Laura Ţoiciu (Speowest Arad), Marius Kenesz (Speo Club Zarand Brad).

Descoperirea a fost făcută în septembrie 2009, dar a fost anunţată abia în mai 2010.



Picturile descoperite de aceştia sunt toate de culoare neagră şi sunt reprezentări de animale, printre care un bizon, un cal, posibil o felină, două capete de urs şi doi rinoceri. Se pare că picturile au fost făcute de oamenii preistorici cu ajutorul cărbunelui. De asemenea, au fost descoperite şi câteva gravuri, iar pe planşeu au fost găsite răsfirate oase de urs. Datorită acestui lucru, s-a constatat că în timpul şederii lor în peşteră, urşii au zgâriat pereţii.

Peştera Coliboaia estre străbătută de un râu subteran, ceea ce face ca parcurgerea peşterii să nu fie uşoară, însă picturile rupestre au fost descoperite într-o galerie înaltă a peşterii, ferite din calea apei care le-ar fi distrus. Probabil, alte picturi au fost şterse de apa râului subteran.

Picturile acestea, care au uimit speologii în mâna cărora s-au lăsat descoperite, au atras atenţia întregii lumi arheologice. Astfel că, echipei de cercetători români li s-au alăturat o echipă franceză formată din 5 specialişti, special veniţi din Franţa. Misiunea francezilor a fost aceea de a atesta perioada când au fost făcute picturile.

Echipa franceză a fost formată din din doi speologi (Marcel Meyssonnier şi Valérie Plichon), un paleontolog specializat pe ursul de peşteră (Michel Philippe), un preistoric (Françoise Prudhomme) şi doi specialişti în arta de peşteră (Jean Clottes şi Bernard Gély).

Cei cinci specialişti au decis în urma cercetărilor întrerprinse de ei: picturile rupestre din Peştera Coliboaia sunt cele mai vechi astfel de picturi nu doar din Europa, ci din întreaga lume, aparţinând unei perioade foarte vechi care se măsoară în mii de ani, între 23.000 şi 35.000 de ani, adică perioada artei parietale, Gravettian sau Aurignacian.

Este pentru prima dată când în Europa Centrală se află despre o asemenea descoperire, care atesta arta parietală atât de veche. Descoperire făcută pe teritoriul ţării noastre. Autenticitatea picturilor a fost făcută printr-un procedeu numit analiză comparativă, care a presupus analiza picturilor din Peştera Coliboaia cu alte picturi rupestre din peşteri din Europa.

În ceea ce priveşte cei care au făcut aceste picturi pe pereţii peşterii, se pare că sunt oameni preistorici, iar Jean Clottes este de părere că aceştia erau vânători-culegători, adică oameni care nu practicau agricultura sau creşterea animalelor.

Din punct de vedere al semnificaţiei acestor picturi, există mai multe interpretări. Una aparţine francezului Henri Breuil a cărui interpretare spune că picturile reprezintă scene de vânătoare simbolice.

O altă interpretare aparţine lui Jean Clottes, care alături de alţi specialişti, consideră că picturile din peşteră erau făcute de fapt, în timpul ceremoniilor religioase, fără a se cunoşte care era scopul acestor ceremonii.

Peştera de la Coliboaia din judeţul Bihor nu este deschisă publicului şi turismului, pentru a nu risca să fie distruse picturile. Ea se află în stare de conservare prin grija Federaţiei Române de Speologie şi a Administraţiei Parcului Natural Apuseni sub autoritatea arheologică a Muzeului Ţării Crişurilor din Oradea şi administrativă a Consiliului Judeţean Bihor.


Peştera de la Coliboaia este securizată şi au fost amplasate porţi, tocmai pentru a se ajunge cu greu la picturile care reprezintă o mare bogăţie patrimonială şi cărora unii turişti, din păcate, încă nu au învăţat să le acorde respectul cuvenit.





--br via tradutor do google

Localizado no Parque Natural Apuseni, Bihor, uma caverna, aparentemente simples, tem vindo recentemente a atenção de grandes espeleólogos que estavam lá para descobrir pinturas rupestres antigas, não só na Europa, mas em todo o mundo. Eles encontraram cerca de dez pinturas retratando figuras de animais que foram feitas algumas dezenas de milhares de anos atrás. Coliboaia é a prova viva de que não fui existência de povos pré-históricos, deixando-nos hoje uma grande riqueza arqueológica.

 Catherine Pop

 Representações de animais nas paredes das cavernas


As descobertas foram feitas em 2009, quando, depois de algumas explorações Coliboaia, teve que deixar descobriu várias pinturas rupestres, deixando aberta equipe de espeleólogos que estavam na equipe de missão composta por composta de Tudor Russa (Speodava STEI ) Besesek Mihai Valentin Radu Alexandru Roxana Laura Ţoiciu (Speowest Arad), Marius Kenesz (SPEO Clube Zarand Brad).

A descoberta foi feita em setembro de 2009, mas foi anunciado apenas em Maio de 2010.



As pinturas descoberto todos eles são preto e são representações de animais, incluindo um búfalo, cavalo, possivelmente, um gato, ter duas cabeças e dois rinocerontes. Parece que as pinturas foram feitas por povos pré-históricos que utilizam carvão. Também foram encontradas algumas gravuras e foram encontrados espalhados sobre os ossos de urso chão. Devido a isso, verificou-se que durante a sua estadia nos ursos das cavernas ter riscado paredes.

Coliboaia Oneness é atravessada por um rio subterrâneo, o que torna a navegação caverna não ser fácil, mas as pinturas rupestres foram descobertas em um alto galeria caverna, longe do caminho de água que seriam destruídos. Talvez outras pinturas foram removidos da subterrânea água do rio.



Estas pinturas que tiveram os espeleólogos em cujas mãos ficaram arqueológica descoberta atraiu a atenção mundial. Assim, a equipe de investigação romena foram unidos por uma equipe francesa de 5 especialistas, especialmente da França. A missão francesa foi a depor ao período em que as pinturas foram feitas.

equipe francesa composta por dois espeleólogos (Marcel Meyssonnier e Valérie Plichon), um paleontólogo do urso das cavernas (Michel Philippe), um pré-histórica (Françoise Prudhomme) e dois especialistas na arte da caverna (Jean Clottes e Bernard Gely).



Cinco especialistas decidiram que o întrerprinse de suas pinturas rupestres de Coliboaia pesquisa são os mais antigos tais pinturas não só na Europa, mas em todo o mundo, pertencentes a um período muito antigo, que é medido em milhares de anos, entre 23.000 e 35.000 anos, ou seja, a arte parietal período, Gravettian ou Aurignacian.



É a primeira vez na Europa Central é de tal descoberta, atestando arte parietal tão velho. Descoberta feita em nosso país. A autenticidade das pinturas foi feita por um processo chamado benchmarking, que envolveu análise Coliboaia outras pinturas em pinturas rupestres em cavernas na Europa.

No que diz respeito aqueles que fizeram estas pinturas nas paredes das cavernas, parece que as pessoas são pré-históricos e Jean Clottes é da opinião de que eles eram caçadores-coletores, pessoas ou seja, que não praticam a agricultura ou pecuária.



Em termos de significado dessas pinturas, há várias interpretações. Um francês Henri Breuil pertence cuja interpretação diz que as pinturas representam cenas de caça simbólico.

Outra interpretação pertence a Jean Clottes, que junto com outros especialistas, acredita que as pinturas rupestres foram feitas, na verdade, durante as cerimônias religiosas sem sabia qual era o propósito dessas cerimônias.



Coliboaia Caverna de Bihor não é aberto ao público e turismo, a fim de não correr o risco de ser pinturas destruídas. É através do bom estado de conservação romeno Espeleológica Federação e Apuseni Nature Administração do Parque, sob a autoridade Museu Arqueológico de Oradea e administrativa Conselho do Condado de Bihor.

Caverna de Coliboaia é garantido e portões foram localizados apenas para difícil de alcançar pinturas representando grande riqueza e património que alguns turistas, infelizmente, ainda não aprendeu a dar-lhes o devido respeito.