terça-feira, 27 de setembro de 2016

Museus russos terão entrada gratuita em outubro e novembro. --- Russian museums have free admission in October and November. --- Российские музеи имеют свободный вход в октябре и ноябре.

Hermitage, Museu Estatal Russo e Museu Púchkin de Belas Artes, entre outros espaços, participarão de evento que marca os 175 anos do financiador estatal Sberbank.

A entrada para exposições em 18 museus espalhados pela Rússia será livre durante os meses de outubro e novembro. O evento promocional é uma iniciativa do maior banco do país, o Sberbank, que celebra seu 175º aniversário este ano.

“Começaremos as celebrações com um evento promocional em que nossos três maiores museus – Hermitage, Museu Estatal Russo e Museu Púchkin de Belas Artes – abrirão suas portas para um grande número de visitantes”, anunciou o presidente do banco estatal russo, Guêrman Gref.

“Se a nossa iniciativa ajudar milhões de pessoas a conhecer a grande herança de museus da Rússia, esse será o melhor presente de aniversário de 175 anos que o Sberbank poderia pedir”, acrescentar Gref.

A partir deste sábado (1º), o Museu Púchkin de Belas Artes terá acesso gratuito, e os visitantes poderão conferir a exposição permanente “Piranesi: Antes e Depois”. 

Em meados de novembro, o museu também irá inaugurar, com apoio do Sberbank, uma exposição voltada para cegos e pessoas com problema de visão. Nela, os visitantes poderão tocar em réplicas de obras de Botticelli, Cranach, Chardin, Picasso, Gauguin e Rousseau pertences ao acervo.

Além disso, em todas as quintas-feiras do meses de outubro e novembro, os moradores e turistas de São Petersburgo poderão visitar gratuitamente o Museu Estatal Russo para acompanhar a mostra permanente “Wassily Kandinsky e Rússia”.

A iniciativa englobará, além de museus de Moscou e São Petersburgo, espaços de arte em outras 15 cidades do país, incluindo Iaroslavl, Perm, Vladivostok e Kazan.





Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.







--in via tradutor do google

Russian museums have free admission in October and November.

Hermitage, State Russian Museum and Pushkin Museum of Fine Arts, among other places, will attend event marking the 175th anniversary of Sberbank state lender.

Entrance to exhibitions in 18 museums around Russia will be free during the months of October and November. The promotional event is an initiative of the country's largest bank, Sberbank, which celebrates its 175th anniversary this year.

"We will start the celebrations with a promotional event in our three major museums - the Hermitage, State Russian Museum and Pushkin Museum of Fine Arts - will open its doors to a large number of visitors," said the president of the Russian state bank, Guerman Gref.

"If our initiative to help millions of people to know the great heritage of museums in Russia, this is the best 175 years birthday present Sberbank could ask for," added Gref.

From this Saturday (1st), the Pushkin Museum of Fine Arts will have free access, and visitors can check the permanent exhibition "Piranesi: Before and After".

In mid-November, the museum will also open, with the support of Sberbank, an exhibition dedicated to the blind and people with vision problem. In it, visitors can touch replicas of Botticelli's works, Cranach, Chardin, Picasso, Gauguin and Rousseau belong to the collection.

Moreover, in every Thursday of the months of October and November, locals and tourists from St. Petersburg can freely visit the State Russian Museum to accompany the permanent exhibition "Wassily Kandinsky and Russia".

The initiative will cover, in addition to Moscow and St. Petersburg museums, art spaces in 15 other cities, including Yaroslavl, Perm, Kazan and Vladivostok.








--ru via tradutor do google
Российские музеи имеют свободный вход в октябре и ноябре.

Эрмитаж, Государственный Русский музей и музей изобразительных искусств, среди других мест, будет присутствовать на мероприятии по случаю 175-летия Сбербанка государственного кредитора.



Вход на выставках в 18 музеях России будет бесплатным в течение месяцев октября и ноября. Промо-акция является инициативой крупнейшего банка страны, Сбербанк, который отмечает свое 175-летие в этом году.

"Мы начнем празднование с промо-акции в наших трех главных музеев - Эрмитажа, Государственного Русского музея и Музея изобразительных искусств - откроет свои двери для большого количества посетителей," сказал президент Российского государственного банка, Герман Греф.

"Если наша инициатива, чтобы помочь миллионам людей, чтобы знать великое наследие музеев в России, это лучшие 175 лет день рождения Сбербанк может попросить", добавил Греф.

С этой субботы (1), Пушкинский музей изобразительных искусств будет иметь свободный доступ, и посетители могут проверить постоянную экспозицию "Пиранези: до и после".

В середине ноября, музей будет открыт также при поддержке Сбербанка России, выставки, посвященной слепых и людей с проблемой зрения. В нем посетители могут коснуться точные копии произведений Боттичелли, Кранаха, Шарден, Пикассо, Гогена и Руссо принадлежат коллекции.

Кроме того, в каждом четверг месяцев октября и ноября, местные жители и туристы из Санкт-Петербурга могут свободно посетить Государственный Русский музей, чтобы сопровождать постоянная выставка "Кандинский и Россия".

Эта инициатива будет охватывать, помимо Москвы и Санкт-Петербурга музеев, художественных пространств в 15 других городах, в том числе в Ярославле, Перми, Казани и Владивостоке.

Artista plástico brasileiro Vic Moniz com os catadores de lixo no maior aterro do mundo, o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro, Brasil. --- On the work of Brazilian artist Vic Moniz with garbage pickers in the largest landfill in the world, Jardim Gramacho, on the outskirts of Rio de Janeiro, Brazil.

O impacto tem nome: pode ser Telmo ou Rafael ou Gustavo...




Telmo Martins, membro da Orquestra Geração (Foto: Maria Vlachou)

Há uns anos, vi o documentário Waste Land (Lixo Extraordinário). Era sobre o trabalho do artista plástico brasileiro Vic Moniz com os catadores de lixo no maior aterro do mundo, o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Moniz disse que queria mudar a vida de um grupo de pessoas com os mesmos materiais com que elas lidam todos os dias. Juntos, usaram lixo para criar grandes retratos dos próprios catadores, que foram depois vendidos em leilão e o dinheiro distribuído entre os catadores. Os trabalhos foram apresentados em exposições em vários museus de arte contemporânea.

Uma das cenas mais memoráveis ​​para mim é uma discussão entre Vic Moniz e a sua esposa. Ela é totalmente contra a ideia de levar um dos catadores ao leilão em Londres. Diz que Moniz está a "brincar com as cabeças deles", que está a ser cruel, que lhes mostra um mundo que nunca poderá ser o deles e que, uma vez tudo acabado, eles terão que voltar para as suas vidas, possivelmente, tendo que lidar com a frustração e a depressão. Consegui entender muito bem as suas preocupações, mas, ainda assim, como Vic Moniz, pensei que as oportunidades podem surgir na vida de todas as pessoas e cabe a cada pessoa decidir se quer agarrá-las, mesmo que seja uma coisa que aconteça uma vez na vida, ou deixá-las. No final do documentário, somos informados que todos os catadores, excepto um, decidiram deixar seu trabalho no aterro e tentar algo diferente com o dinheiro das obras de arte. A sua associação, também, conseguiu melhorar as condições de vida da comunidade, fundando uma clínica médica, um centro de dia, um centro de formação profissional e uma biblioteca.

Penso muitas vezes na discussão acalorada entre Vic Moniz e a sua esposa quando estamos a reflectir sobre o impacto de certos projectos artísticos e culturais na vida das pessoas e sobre as formas de o medir. Talvez "medir" não seja a palavra certa, porque parece referir-se apenas a números. Talvez "avaliar" seja um termo mais apropriado, uma vez que em grande parte se refere a indicadores muito diversos, incluindo qualitativos. Incluindo as pequenas histórias pessoais, menos conhecidas.

Quando vi pela primeira vez uma peça da coreógrafa brasileira Lia Rodrigues (foi Pororoca em 2010, na Culturgest, em Lisboa) soube também do seu Centro de Artes da Maré, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro. Este é também o lugar onde Lia Rodrigues co-fundou, em 2011, a Escola Livre de Dança da Maré, proporcionando aulas de dança gratuitas a aproximadamente 300 pessoas, de todos as idades, que vivem naquele bairro. A escola tem como objectivo partilhar com as pessoas os conhecimentos de uma companhia de dança profissional. E usa a linguagem da dança, como explica a coordenadora da escola Sílvia Soter, porque é uma manifestação artística que veio do desejo das pessoas de o fazer (ver vídeocom professores e alunos).


Rafael Galdino e Gustavo Glauber, alunos da Escola Livre de Dança da Maré (imagem retirada do website Redes da Maré (Foto: Iuri Carvalho)

Dois jovens alunos da Escola Livre de Dança da Maré, Rafael Galdino e Gustavo Glauber, viajaram este ano para a Bélgica. São dois dos quatro brasileiros seleccionados através de audição para participar no programa internacional de estudos da PARTS, uma das melhores escolas de dança contemporânea do mundo. São os primeiros alunos que deixam a escola da Maré para ir directamente para uma escola europeia (ler artigo).

Rafael fala sobre sua experiência na escola de Maré como algo que era muito mais do que aulas de dança: “Cheguei aqui ainda muito novo, na adolescência, toda aquela fase de descobertas, incertezas e muita insegurança. Então acho que, não só como bailarino, mas também como pessoa, a maior parte de tudo que sou, desenvolvi aqui nessa escola da Maré, a Lia Rodrigues conversa muito com a gente, puxa a orelha, orienta, não é somente a dança.”

As aulas na Bélgica são em inglês e os dois jovens não estavam preparados para isso. Gustavo diz que ele teve aulas de francês na Maré, uma parceria entre a associação Redes da Maré e a Alliance Française, o que vai ser útil na Bélgica. Mas agora, ambos estão a aprender inglês. Rafael acrescenta: “A dificuldade com o inglês fez com que eu apurasse mais a atenção para os movimentos da dança, para os movimentos do corpo do professor.”


Telmo Martins com a Orquestra Geração no CCB (Imagem retirada do blog blogueforanadaevaotres.blogspot.pt)



Na altura em que li sobre estes dois rapazes brasileiros, soube também de um rapaz daOrquestra Geração (a versão portuguesa do El Sistema venezuelano), que tinha passado por uma audição para um estágio com a Orquestra Gulbenkian. Quis saber mais, entender de onde vinha esse rapaz, o que a orquestra significa para ele e como decidiu fazer da música a sua profissão.


Foi uma alegria encontrar-me e conversar com o Telmo Martins esta semana. Soube da Orquestra Geração, como é frequentemente o caso, por mero acaso. Na altura, tinha 12-13 anos e estava a repetir o 7º ano, Uma amiga que tocava contrabaixo na orquestra convidou-o para ir à sua aula. Foi isso. Telmo passou a fazer parte da orquestra, assim como todos os seus irmãos, excepto o mais velho. O contrabaixo foi perfeito para ele, não estava interessado nos instrumentos do costume - piano ou violino ou guitarra. De ouvir apenas um tipo de música na rádio, descobriu a riqueza de estar exposto a mais, diferentes géneros musicais. Nos últimos três anos, tem viajado para a Inglaterra para ser o mentor de crianças mais novas que estão a dar os seus primeiros passos na Orquestra Sistema England. E amanhã, segunda, irá começar o seu primeiro ano como estudante de contrabaixo na Escola Superior de Música de Lisboa.

O resto vem nas suas próprias palavras:

"A Orquestra Geração deu-me a música, mas também amigos em todo o mundo, oportunidades para aprender mais e ajudar os outros. Em geral, tornei-me numa pessoa melhor, aprendi a ouvir e a falar, a respeitar e a ser disciplinado. Isto não é óbvio de imediato, à medida que vamos crescendo, temos a tendência de valorizar estas coisas e é isto que estou a tentar transmitir às crianças mais novas.

Quando era muito mais novo, na escola, costumava dizer à professora de inglês que não percebia para que é que aquilo servia. Mais tarde, quando estava a ter aulas na Escola Profissional da Metropolitana, percebi que o inglês é fundamental. Quando decidi candidatar-me à Escola Superior de Música, passei três anos a trabalhar na minha música, mas também no meu português, que tinha negligenciado. Quando o meu professor de contrabaixo me falou da audição para o estágio na Orquestra Gulbenkian, decidimos que devia tentar, embora as vagas sejam geralmente atribuídas a alunos da Escola Superior de Música. Não passei, mas foi uma das minhas melhores experiências. Estava muito nervoso à frente do júri e em determinado momento pensei para mim 'Bem, é melhor desfrutar disto". Não é preciso termos a certeza que vamos conseguir para tentar, para arriscar. Quando demos o nosso concerto em Julho no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, ficámos surpreendidos ao saber que os bilhetes não iam ser gratuitos, iam ser vendidos. Fomos tratados como verdadeiros artistas.

Os alunos do Conservatório não estão muito contentes com os apoios que a Orquestra Geração está a receber e com todas as oportunidades dadas aos seus membros. Falei com eles, entendo-os. Eles seguiram o caminho normal e estão a pagar pelas suas aulas. Mas o que lhes digo é que, se não fosse dessa maneira, eu não teria tido acesso doutra forma a esta oportunidade."

O impacto não é apenas números. Tal como o acesso não é apenas rampas e casas de banho adaptadas. Precisamos de falar sobre as histórias humanas que existem por trás da nossa lengalenga profissional e ir além das checklistsque somos convidados a preencher a fim de provarmos o nosso "sucesso". Nós conhecemos as histórias, mas não falamos o suficiente sobre elas. No entanto, são precisamente estas histórias que permitirão que mais pessoas façam parte do nosso mundo, que ajudarão os nossos financiadores a entender o tipo de retorno que todos temos sobre o seu investimento. O impacto tem um nome; tem, realmente, muitos nomes. Todos nós devemos conhecê-los. Eles são a razão porque fazemos o que fazemos.






Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti


Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.








--in

On the work of Brazilian artist Vic Moniz with garbage pickers in the largest landfill in the world, Jardim Gramacho, on the outskirts of Rio de Janeiro, Brazil.

Naming the impact: it may be Telmo or Rafael or Gustavo…

Telmo Martins, member of the Orquestra Geração (Photo: Maria Vlachou)

A few years ago, I saw the documentary Waste Land. It is about the work the Brazilian visual artist Vic Moniz created together with garbage pickers at the world’s largest garbage dump, Jardim Gramacho, in the outskirts of Rio de Janeiro. Moniz said that he wished to change the lives of a group of people with the same materials they deal with every day. So, together they used garbage to create large-size portraits of the garbage pickers, which were later sold in auction and the money was distributed among the garbage pickers. The works were presented in exhibitions in a number of contemporary art museums.

One of the most memorable scenes for me is an argument between Vic Moniz and his wife. She is totally against the idea of taking one of the garbage pickers to the auction in London. She is telling him that he is “playing with their heads”, that he is being cruel in showing them a world that can never be their own and that once all that is over, they’ll have to go back to their previous lives, possibly having to deal with frustration and depression. I could totally understand her concerns, still, just like Vic Moniz, I thought that opportunities may come up in every person’s life and it’s up to each person to decide whether they wish to grab it, even if it’s a once in a lifetime thing, or leave it. In the end of the documentary, we are informed that all but one of the garbage pickers decided to leave their work at the dump and try something different with the money from the artworks. Their association also managed to improve living conditions in their community by founding a medical clinic, a day care centre, a training centre and a library.

The heated discussion between Vic Moniz and his wife often comes to my mind when we are reflecting on the impact of certain artistic and cultural projects in the lives of people and the ways of measuring it. Perhaps “measuring” is not the right word, as it seems to refer only to numerical measurements. Perhaps “evaluation” is a more appropriate term, as it largely refers to very diverse indicators, including qualitative. Including the small, lesser known, personal stories.

When I first saw a piece by Brazilian choreographer Lia Rodrigues (it wasPororoca in 2010, at Culturgest in Lisbon) I also found out about herCentro de Artes da Maré, an arts centre situated in one of Rio de Janeiro’s biggest slums, the Maré. This is where she also co-founded, in 2011, the Escola Livre de Dança da Maré (the Maré Free Dance School), offering free dance lessons to approximately 300 people, of all ages, living in that neighbourhood. The school aims to share with those people the knowledge of a professional dance company. And it uses the language of dance, as the school coordinator Sílvia Soter explains, because it is an artistic manifestation that came from the people’s desire to do it (video with English subtitles with teachers and students). 







Rafael Galdino e Gistaco Glauber, students of the Maré Free Dance School (image taken from the website Redes da Maré Photo: Iuri Carvalho) 

Two young men, Rafael Galdino and Gustavo Glauber, were students of the Maré Free Dance School. This year, they flew to Belgium, two of the four Brazilian chosen through a very tough audition to attend the international studies programme of PARTS, one of the best contemporary dance schools of the world. They are the first students who leave the Maré Free Dance School to go directly to a European school (read the article).

Rafael talks about his experience at the school in Maré as something that was much more than dance classes: “I was still very young when I came here, a teenager, all that phase of discovery, uncertainty and a lot of insecurity. So I think that, not only as a dancer, but also as a person, I developed most of what I am here, in this school, Lia Rodrigues talks a lot with us, pulls our ear, guides us, it’s not only about the dance.”

Classes in Belgium are in english and the two young boys were not ready for it. Gustavo says that he had French classes at the Maré, a partnership between the association Redes da Maré (Maré Networks) and Alliance Française, which will come handy in Belgium. But now, they are both learning English. Rafael adds: "The difficulty with English made me refine my attention with regards to the dance moves, to the movements of my teacher's body." 


Telmo Martins with Orquestra Geração at the Centro Cultural de Belém (image taken from the blog blogueforanadaevaotres.blogspot.pt) 


At the time I read about the two Brazilian boys going to PARTS, I also found out about a young boy of the Orquestra Geração (the Portuguese version of the Venezuelan El Sistema) who had passed an audition for an internship with the Gulbenkian Orchestra. I was interested to know more, to understand where this boy came from, what the orchestra meant to him and how he decided to make music his profession.

It was a joy to meet and talk to Telmo Martins this past week. Finding out about the Orquestra Geração was, as it is often the case, mere chance. At the time he was 12-13 years old, repeating the 7th grade, and a friend who was playing double bass invited him to her class. That was it. He became part of the orchestra, just like all his siblings, except the eldest. The double bass was perfect for him, he wasn’t interested in the usual – piano or violin or guitar. From listening to only one kind of music on the radio, Telmo discovered the richness of being exposed to more, different genres. In the last three years, he’s travelled to England to be the mentor of younger children who are taking their first steps in theSistema England Orchestra. And Tomorrow he’ll be starting his first year as a double bass student at the Escola Superior de Música de Lisboa (Lisbon’s Higher School of Music).

The rest comes in his own words:

“The Orquestra Geração has given me the music, but also friends around the world, opportunities to learn more and to help others. Overall, I’ve become a better person, I learned how to listen and talk, to respect and to be disciplined. This is not obvious right away, as we grow older, we tend to value these things and this is what I am trying to transmit to the younger kids.

When I was much younger, at school, I used to tell the English teacher I didn’t know what English was for. Later, when I had classes at the Metropolitana Professional School I realised English was fundamental. When I decided to apply for the Higher School of Music, I spent three years working on my music, but also on my Portuguese, which I had neglected. When my double bass teacher told me about the audition for the Gulbenkian Orchestra internship, we decided together to give it a try, although the vacancies are usually for the students of the Higher School of Music. I didn’t pass, but it was one of my best experiences. I was very nervous in front of the jury and at a certain moment I thought to myself ‘Well, you better enjoy it’. There is no need to be sure that we are going to make it in order to try, to take the risk. When we gave our concert in July in the Grand Auditorium of the Gulbenkian Foundation we were very surprised to find out that tickets were not for free, they would be sold. We were treated like artists.

The students of the Conservatoire are not very happy about all the support the Orchestra Geração is having and all the opportunities its members are getting. I’ve talked to them, I understand them. They have taken the normal way and they are paying for their classes. But what I tell them is that, if it hadn’t been in this way, I would have never had access to this opportunity.”

Impact is not just about numbers. Just like access is not just about ramps and disabled toilets. We need to talk about the human stories behind our professional bla-bla and go beyond the checklists we are asked to tick in order to prove our ‘success’. We know the stories, but we don’t talk enough about them. But it’s precisely these stories that will allow more people to become part of our world, help funders understand the kind of return we all get on their investment. Impact has got a name; it has actually got many names. We should all know them. They are the reason we do what we do.

Obama inaugura museu de história afro-americana em Washington. --- You can’t tell U.S. history without black history. Finally, a museum gets that.

Ideia surgiu há mais de 100 anos, mas só foi aprovada em 2003.
Cerimônia contou com a presença do cantor Stevie Wonder.



O presidente Barack Obama inaugurou neste sábado o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington. Na cerimônia de inauguração, cortou a fita e inaugurou o museu de 37 mil metros quadrados revestido em bronze, diante de milhares de pessoas.



Museu Afro-americano inaugurado neste sábado (24)
em Washington (Foto: Pablo Martinez Monsivais / AP)



"Além da suntuosidade do edifício, o que torna esta ocasião tão especial é a rica história que ele abriga", disse Obama durante a cerimônia, da qual participaram personalidades como o cantor Stevie Wonder e a apresentadora de TV Oprah Winfrey.

"A história afro-americana não está separada da nossa grande história americana. Não é a parte inferior da história americana. É parte central da história americana", expressou.

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama 

inaugura museu afro-americano em Washington (Foto: Zach Gibson / AFP)

O museu foi concebido originalmente em 1915, quando veteranos da guerra civil americana buscavam uma maneira de homenagear a experiência dos afro-americanos no conflito.

A construção foi finalmente aprovada numa lei assinada pelo ex-presidente George W. Bush em 2003. O prédio tem uma localização privilegiada, próxima à Casa Branca e ao Monumento de Washington, e abriga 34 mil objetos, tendo sido quase a metade deles doados.

Tensão racial
A inauguração acontece em um contexto de forte tensão racial, enquanto cresce a indignação no país diante da morte de negros por policiais. O caso mais recente gerou protestos em Charlotte, Carolina do Norte (sudeste).

Este é o primeiro museu nacional dedicado a documentar as verdades incômodas envolvendo a opressão sistemática sofrida pelos negros no país, ao mesmo tempo em que homenageia o papel da cultura afro-americana.

"Uma visão clara da história pode nos incomodar (...) mas é, precisamente, a partir deste incômodo que aprendemos e crescemos, e aproveitamos o poder coletivo para tornar esta nação perfeita".

Eleito em meio a uma onda de otimismo, em 2008, Obama prometeu unificação, reiterando que não era presidente dos negros, e sim de todos os americanos. Mas seu mandato termina e as pesquisas mostram que a ampla maioria dos americanos vêem as relações inter-raciais como "em geral, ruins".

Os tiroteios recentes em que negros foram mortos pelas polícias de Tulsa (Oklahoma, sudoeste) e Charlotte (Carolina do Norte, sudeste) voltaram a expor os problemas raciais do país.

Stevie Wonder se apresenta na inauguração do Museu Afro-Americano, em Washington (Foto: Yuri Gripas / Reuters)

"Mesmo diante de dificuldades inimagináveis, os Estados Unidos avançaram. E este museu contextualiza os debates do nosso tempo."

"Talvez possa ajudar um visitante branco a compreender o sofrimento e a indignação dos manifestantes em lugares como Ferguson e Charlotte", assinalou.

O museu mostra "que este país, nascido da mudança, este país, nascido de uma revolução, este país, nosso, do povo, este país pode ser melhor", disse o presidente.

"É um monumento, não menos importante do que os outros neste passeio, para o profundo e duradouro amor por este país e os ideais sobre os quais ele foi fundado. Porque nós também somos americanos", assinalou.











--in
When I walked into the new National Museum of African American History and Culture for a preview last week, my excitement was tempered. I’d heard about the feats of engineering: rooms built around a massive guard tower from Louisiana’s Angola Prison, a Southern Railroad train car and a Tuskegee Airman-flown plane. I’d heard about the big donationsfrom Oprah Winfrey and Michael Jordan. I’d followed the decades-long campaign for real estate and funding that were required to make this new institution a reality. But that was the story of the museum itself. I was worried that the exhibits might fall short of illustrating — panel by panel, artifact by artifact — the story of black America, which is not merely about the biggest names and the best-remembered movements. I was worried about what might have been intentionally left out or inadvertently forgotten.


The National Museum of African American History and Culture shows a reflection of the Washington Monument on Tuesday, August 9, 2016. The new museum opens to the public on September 24. (Jahi Chikwendiu/The Washington Post)

By Blair L.M. Kelley September 22
Blair L.M. Kelley is associate professor of history and assistant dean of Interdisciplinary Studies and International Programs at North Carolina State University.




But my worries were unfounded. The museum succeeds by grappling, in an elegant fashion, with the many strands — sometimes uncomfortable, sometimes uplifting — of African American history, and how closely they’re interwoven with the American experiment from its inception. It tells the stories of black America the way they should be told, the way I, as a historian, strive to tell them: Not an account of black people fitting into American history, but American history told through the black experience.

History, after all, isn’t just curating facts but marshaling the facts of our collective past to help us better understand our present. That’s one of the reasons I wrote “Right to Ride: Streetcar Boycotts and African American Citizenship in the Era of Plessy v. Ferguson,” to address the misperception that generations of black Americans passively accepted segregation prior to the civil rights movement of the 1960s. My examination of the period when segregation laws were first introduced in the 1840s and 1850s in Northern cities, and then with ubiquity in Southern cities in the decades around the turn of the 20th century, revealed that protest was the norm — and showed a broader truth about the constancy of black struggle in America. Black travelers on trains sued when they were excluded from first-class cars. African American streetcar riders launched boycotts in more than 25 Southern cities between 1900 and 1907.

In the same spirit, the museum works because its artifacts aren’t merely displayed to narrate a tidy through-line of black history’s greatest hits, from Crispus Attucks to Harriet Tubman to Frederick Douglass to Michelle Obama. Rather, its spaces remind us that from before the nation’s beginnings, African Americans have experienced victories and defeats in many times and places, and our traumas have often taken place alongside our triumphs. There’s the exhibit highlighting the people Thomas Jefferson enslaved, with bricks inscribed with their names standing like a wall behind his statue. Around the nation’s third president, author of our Declaration of Independence, stand African American luminaries, such as poet Phillis Wheatley, whom Jefferson dismissed as inferior in his “Notes on the State of Virginia,” and scientist Benjamin Banneker, who challenged Jefferson on race. In the same exhibit you can see shackles designed for a small child; they’re the sort used when people were sold away, just as hundreds of people enslaved by Jefferson were sold on the lawn of Monticello to settle his estate after his death.

This one exhibit takes you from achievement to seemingly insurmountable barriers and back. This isn’t a clean or easy story to tell, but to tell it another way would be wrong, a perpetuation of the too-frequent oversimplification of black history.



This museum’s triumph is that it gives teachers and learners a fresh start at thinking about black life and culture in this country on the same intellectual track as the rest of our nation’s history, rather than as a version that spotlights African Americans as a people apart, feted every February, then relegated to the background.

Yes, some artifacts in some museums are there purely to remind tour groups and summer class trips about milestones in American history. But the African American Museum adds an extra dimension by showcasing lesser-known pieces of black history that tie the narrative together. It shows us that the folks who organized the Niagara, anti-lynching and women’s club movements were just as “woke” to the oppression of white supremacy as the civil rights generation. As you progress through the space you also understand that, as Ella Baker said, black Americans have long been, and should be, demanding “more than a hamburger.” Today’s debate over economic inequality comes to mind when you see the art wall preserved from Resurrection City, a shantytown protest mounted by the Poor People’s Campaign, the last protest initiative organized by Martin Luther King Jr. before his assassination. The striking images from the wall include the command to “tell it like it is”; situating the protest, in other words, in the wider context of the long fight for equality.

The museum’s curators did important work in centering the ordinary and extraordinary people highlighting the stories we know, such as Douglass and King, but placing them alongside artifacts from people we probably have never heard of whose experiences are just as telling. In contrast to the CliffsNotes version of black history that usually focuses on the Great Men, they emphasize women’s experiences with regularity and clarity. A casual observer might miss the panels focused on black female ministers Florence Spearing Randolph, Mary J. Small, Jarena Lee and Julia A.J. Foote. On a first pass, one might not notice that Sojourner Truth is highlighted on a panel with the label “black feminist,” or sense the full import of a panel featuring Maggie Lena Walker and the Independent Order of St. Luke. But in these works, I hope museum-goers absorb the scholarly contributions of female black historians. In reflecting this work, the exhibits consistently tell us more about what we already know and offer nuance about things most Americans have never heard of.