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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Patrimônio imaterial musica. Terras sem Sombra abre em Almodôvar para cinco meses de música, biodiversidade e património em todo o Alentejo. --- Intangible heritage music. Terras sem Sombra opens in Almodôvar for five months of music, biodiversity and heritage throughout the Alentejo.

O Terras sem Sombra, um pequeno festival fora das grandes capitais, que já é considerado o 5º melhor da Europa na sua categoria, juntando música sacra a património cultural e ambiental, e que leva o público à descoberta de algumas das mais belas igrejas do Alentejo, começa no sábado, dia 11 de Fevereiro, com o concerto de abertura na Igreja de Santo Ildefonso, em Almodôvar.

Este concerto apresentará uma inédita fusão músico-espiritual de Barroco e Flamenco. Marcado para as 21h30, estará a cargo da sevilhana Accademia del Piaccere, um grupo de referência da música antiga, que é considerado um dos principais ensembles da Europa.

Tem como diretor musical Fahmi Alqhai, que a crítica aclama como um dos mais brilhantes e prestigiados jovens intérpretes de viola da gamba no mundo, pela sua abordagem pessoal e comunicativa dos repertórios antigos e contemporâneos.

Em Almodôvar, o maestro Alqhai, acompanhado na viola da gamba por Rami Alqhai e Johanna Rose, contará ainda com a participação do celebradíssimo cantaor Arcángel, uma das grandes vozes andaluzas da atualidade, a que se associam também Pedro Esteban, o famoso percussionista que integra os agrupamentos Hespèrion XXI e Capella Reial de Catalunya, dirigidos por Jordi Savall, e o exímio guitarrista Dani de Morón, outro vulto famoso do flamenco.

Accademia del Piaccere


Na realidade, o Festival Terras sem Sombra até começa umas horas antes do concerto inaugural. É que às 14h30 deste sábado, dia 11, em Almodôvar, terá lugar a estreia da novidade deste ano: as visitas ao património do centro histórico de cidades e vilas que integram o Festival.

Desenvolvido por especialistas no estudo do património cultural e natural, o percurso tem como palco a vila de Almodôvar e como ponto de encontro o espaço onde se realiza o concerto, a igreja matriz de Santo Ildefonso.

Aos participantes na deambulação é dada a oportunidade de se familiarizarem com um bem patrimonial inédito (ou ainda pouco conhecido do público). Neste caso, o epicentro da visita é o convento franciscano de Nossa Senhora da Conceição. As igrejas de Santo Ildefonso (matriz) e da Misericórdia, a antiga cadeia, algumas casas particulares, lojas e outros edifícios e monumentos de especial interesse artístico ou histórico balizarão um itinerário que fundará no Museu da Escrita do Sudoeste. Haverá ainda tempo para se observar, a partir de um ponto alto, os arredores da vila branca, com as suas características “cercas”.

No domingo, depois do concerto, como é hábito, esta primeira etapa do Festival termina com o passeio pela biodiversidade na Serra de Mú.

Segundo ponto mais alto da Serra do Caldeirão, com 577 metros, esta constitui um extenso relevo xistograuváquico de formas arredondadas, entrecortado por rios e ribeiras. É um território singular na flora (densa e fechada nas umbrias, onde dominam o medronheiro, o sobreiro, a azinheira, a urze e o rosmaninho) e na fauna (de que se destaca a imponente águia-de-bonelli).

O sustento dos habitantes provém da floresta, da pecuária e dos recursos silvestres. Entre estes, sobressai a cortiça, de magnífica qualidade, graças à densidade que a caracteriza.

Não obstante, o equilíbrio do meio serrano está comprometido devido à ocorrência de fogos florestais de assinalável magnitude, nomeadamente o grande incêndio de 2004, no qual arderam cerca de 30 000 hectares.

De então para cá, verificaram-se mudanças: a serra perdeu população e viu transformar o capital florestal, mas assistiu também ao incremento dos trabalhos de prevenção e ao surgimento de novas oportunidades em torno dos recursos silvestres. Nesta atividade, procuramos compreender tal evolução, avaliar o seu impacto na salvaguarda da biodiversidade e apontar caminhos para o futuro.

Esta atividade em volta da biodiversidade, que une de forma inédita património cultural a património ambiental, é, no fundo, mais uma forma diferente que o Terras sem Sombra tem de «dar a sentir o território» do Baixo Alentejo, onde se desenvolve o festival.

Esperanza Fernández e Miguel Ángel Cortés

O concerto de abertura em Almodôvar não será a única vez que o Terras sem Sombra de 2017 irá cruzar-se com o flamenco, num ano em que, sob o mote do diálogo ibérico, será estabelecida «uma série de olhares de cumplicidade com Espanha», como explicou, na apresentação do festival, em Serpa, o seu diretor artístico, Juan Ángel Vela del Campo.

Aliás, será em Serpa, mas a 6 de Maio, num concerto ao ar livre na Praça da República, que terá lugar o singular concerto da cantaora cigana Esperanza Fernández, acompanhada pelo guitarrista granadino Miguel Ángel Cortés. Será o flamenco «na sua dimensão mais pura», como sublinhou o diretor artístico.

Temas profundamente religiosos como o Agnus Dei, o Kyrie ou o Cordero de Dios, em ritmos de soleá, petenera ou siguriya, respetivamente, vão alternar com outros inspirados no escritor português José Saramago, a quem a cantaora sevilhana do bairro de Triana dedicou um disco intitulado «Mi voz en tu palabra».

De cruzamentos ibéricos – e não só – se fará esta edição do Festival Terras sem Sombra. Na apresentação, em Serpa, há duas semanas, as vozes infantis de meia centena de crianças do projeto «Cante nas Escolas», dirigido por Pedro Mestre, o grande cultor da viola campaniça e do cante, mostraram a força desta música que, tal como o flamenco, é Património Imaterial da Humanidade.

No fim de semana passado, em Sevilha, no Consulado Geral de Portugal, houve quase um “ato de geminação” entre o cante e o flamenco, no momento mágico em que Esperanza Fernández se encontrou com o Rancho dos Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento.

O Festival Terras sem Sombra, que integra oito concertos, outras tantas visitas culturais e atividades de biodiversidade, continua a 4 de Março, em Odemira. Às 15h00 desse sábado, haverá visita guiada ao centro histórico da vila, seguindo-se, às 21h30, na Igreja de São Salvador, o concerto «De Beate Virgine Maria: Música Portuguesa de Invocação Mariana», com o grupo «Polyphonos», composto por Raquel Alão (soprano), José Bruto da Costa (barítono e musicólogo), Carolina Figueiredo (mezzosoprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Tiago Mota (baixo).

No domingo, 5 de Março, o programa de salvaguarda da biodiversidade associado ao Festival vai levar os seus participantes (músicos, público) aos meandros do Mira, num percurso de barco. Será um passeio à descoberta da «biodiversidade deste rio muito particular do nosso Sudoeste», que até tem «pradarias na zona do estuário e uma população de lontras marinhas», como explicou Pedro Rocha, do ICNF, responsável por esta vertente ambiental do Terras sem Sombra.

A 25 de Março, o Festival chega a Santiago do Cacém. Depois da visita ao centro histórico (15h00), às 21h30 a Igreja de Santiago Maior recebe o concerto «Perpétuo Movimento: em torno d’A Arte da Fuga», com os nova-iorquinos Brentano String Quartet. Como recordou o diretor artístico Juan Ángel Vela na apresentação em Serpa, «este quarteto está a fazer uma digressão por Londres, Paris, Madrid e outras grandes capitais europeias…e vem a Santiago do Cacém», que não é propriamente uma grande metrópole.

Mas o premiadíssimo quarteto de Nova Iorque achou piada ao convite que lhe foi feito pelo pequeno, mas diferente, Festival Terras sem Sombra e aceitou estar no Alentejo, para apresentar um «programa de alta exigência», à volta dos estudos de violino. «Eles viram, pela internet, as fotografias da igreja matriz de Santiago Maior e mostraram-se muito agradados com o monumento». E por isso será em Santiago do Cacém que o quarteto residente da mítica Yale School of Music irá terminar a sua digressão europeia.

No dia seguinte, domingo, 26 de Março, o passeio ambiental será pela paisagem cultural em torno do Convento do Loreto. Aqui, onde existe uma «ocupação ancestral com um sobreiral notável», os participantes irão plantar sobreiros, mas, mais do que isso, como sublinhou Pedro Rocha, serão instituídos patronos dessas árvores, «para que elas vinguem».


O Festival chega a Castro Verde e à sua Basílica Real de Nossa Senhora da Conceição no dia 8 de Abril. A visita guiada ao centro histórico da vila vai ter lugar às 15h00, para, às 21h30, se apresentar «O Castelo de Barba-Azul», de Béla Bartók, num programa todo ele concebido na Academia Franz Liszt, de Budapeste (Hungria), «viveiro de brilhantes solistas». Neste concerto, estarão o tenor Antal Cseh e a mezzosoprano Apollónia Szolnoki, acompanhados ao piano por András Rákai.

Em Castro Verde, no domingo, dia 9 de Abril, serão a transumância e a lã a marcar a atividade em prol da biodiversidade. Os participantes no Festival irão acompanhar a tosquia tradicional de ovelhas autóctones (das raças merino e campaniça) e visitar o pólo do Lombador do Museu da Ruralidade, recentemente inaugurado, e que se dedica à tecelagem da lã.

A 6 de Maio, será então a vez de Serpa receber o concerto «A minha voz na tua palavra: da devoção popular à poesia de Saramago», com a cantaora Esperanza Fernández e o guitarrista Miguel Ángel Cortés, «quiçá o melhor acompanhador de guitarra», como garantiu o diretor artístico do Festival. O concerto é às 21h30, mas às 15h00 haverá visita guiado ao centro histórico, enquanto no domingo, dia 7, o tema do percurso ambiental será o «engenho humano e o olival tradicional em torno da Serra de Ficalho».

No dia 27 de Maio, depois da visita ao centro histórico (15h00) de Ferreira do Alentejo, o concerto (21h30) será na Igreja matriz de Nossa Senhora da Assunção, desta vez tendo como mote «Um espaço comum: aspetos da tradição lírica em Portugal e Espanha». A música estará a cargo da mezzosoprano Elena Gragera e do pianista Antón Cardó.

No domingo, dia 28, a atividade ambiental dará a conhecer outro grande rio do Alentejo, desta vez o Sado, sobretudo este troço desconhecido, ainda bem longe do seu estuário.

Em Sines, a 3 de Junho, será a Igreja Matriz de São Salvador (21h30) a acolher o concerto, já se sabe que depois do passeio cultural pelo centro histórico (15h00). Será mais uma vez uma participação espanhola, com a atuação do Emsemble ]W[, com músicos de primeira fila da Orquestra do Festival de Lucerna, reforçados para esta apresentação por acompanhamento de piano, para interpretar dois quintetos para oboé, clarinete, trompa, fagote e piano, de Mozart e Beethoven.


A atividade pela biodiversidade (4 de Junho) propõe-se ir à descoberta dos monges eremitas da Junqueira, nesta que é quase uma fronteira entre Atlântico e Mediterrâneo. Tendo como pano de fundo um dos maiores complexos industriais do país – a central termoelétrica de Sines – os participantes do Festival irão à procura da presença dos monges eremitas de São Paulo da Serra de Ossa e do Convento de Nossa Senhora da Junqueira (1447).

Finalmente, a 17 de Junho, o concerto de encerramento trará a Beja, à sua Catedral, um dos maiores maestros da atualidade, Michel Corboz, para dirigir o Coro Gulbenkian, bem como Fernando Miguel Jalôto, no órgão, e Sofia Diniz, na viola de gamba. Este encerramento é consagrado a prelúdios e motetes corais de Johann Sebastian Bach.

A fechar mais uma edição intensa do Festival Terras sem Sombra, a atividade de natureza é também interessante: será percorrido um dos sete percursos pedestres que a Câmara de Beja instalou, que desce até ao Guadiana, entre azenhas de submersão e fortins. Chegados ao rio, os participantes irão avaliar a sua água, com um kit de análise.

Assumindo-se como « um hino ao Baixo Alentejo: à beleza dos seus espaços naturais e ao prazer da descoberta cultural», o Festival Terras sem Sombra é diferente. José António Falcão, diretor geral, explica que «a grande diferença é esta mescla de música, biodiversidade e património».

Além disso, trata-se de «um festival territorial», que não acontece apenas «num local determinado, mas em que se percorre um território, em que se convive com as pessoas nos concertos e nos percursos de biodiversidade, onde o aspeto humano tem muita importância».

José António Falcão faz ainda questão de salientar a «transversalidade» deste evento, que, «do interior alentejano até ao Atlântico», vive «de um território profundamente empenhado».

Todas as atividades do Terras sem Sombra são de entrada livre. O Festival, sob o título Do Espiritual na Arte Identidades e Práticas Musicais na Europa dos Séculos XVI-XX, é organizado pela Pedra Angular (Associação dos Amigos do Património da Diocese de Beja), em parceria com o Departamento do Património Histórico e Artístico desta Diocese, municípios, serviços descentralizados do Estado.






Programa de Almodôvar

11 de Fevereiro


Património

14h30 – 17h30 – Visita ao Centro Histórico

Partida – Igreja Matriz de Santo Ildefonso

Local em destaque – Convento de Nossa Senhora da Conceição


Música

21h30 – Accademia del Piacere

Da pacem, Domine: Música Espiritual nas Tradições do Barroco e do Flamenco

Local: Igreja Matriz de Santo Ildefonso

Cantaor: Arcángel

Viola da gamba e direção musical: Fahmi Alqhai

Guitarra flamenca: Dani de Morón

Percussão: Pedro Esteban

Viola da gamba: Rami Alqhai e Johanna Rose


Biodiversidade

12 de Fevereiro

Pelas alturas do Mú – o Alentejo Serrano

10h00 – Saída: Igreja Matriz de Santo Ildefonso





fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti


POR ELISABETE RODRIGUES

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,

mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 

but what modifies the way of looking and hearing.






--in via tradutor do google
Intangible heritage music. Terras sem Sombra opens in Almodôvar for five months of music, biodiversity and heritage throughout the Alentejo.

Terras sem Sombra, a small festival outside of the big capitals, which is already considered the 5th best in Europe in its category, bringing sacred music to cultural and environmental heritage, and which leads the public to discover some of the most beautiful churches of the Alentejo , Begins on Saturday, February 11, with the opening concert at the Church of Santo Ildefonso in Almodôvar.

This concert will present an unprecedented musician-spiritual fusion of Baroque and Flamenco. Scheduled for 9:30 pm, it will be the responsibility of the Sevillian Accademia del Piaccere, a reference group of the old music, which is considered one of the main ensembles of Europe.

It has as musical director Fahmi Alqhai, which critics acclaim as one of the most brilliant and prestigious young violin performers in the world, for his personal and communicative approach to ancient and contemporary repertoires.

In Almodôvar, the maestro Alqhai, accompanied in the gamba viola by Rami Alqhai and Johanna Rose, will also count on the participation of the celebrated cantaor Arcángel, one of the great Andalusian voices of the present time, to which also associate Pedro Esteban, the famous percussionist that integrates The groupings Hespèrion XXI and Capella Reial de Catalunya, directed by Jordi Savall, and the outstanding guitarist Dani de Morón, another famous figure of flamenco.

Accademia del Piaccere



In fact, the Landless Shadow Festival even starts a few hours before the opening concert. It is that at 2:30 p.m. on Saturday 11, in Almodôvar, will be the premiere of the novelty of this year: visits to the heritage of the historical center of cities and towns that make up the Festival.

Developed by specialists in the study of cultural and natural heritage, the course has as stage the town of Almodôvar and as a meeting point the space where the concert is held, the main church of Santo Ildefonso.

Participants in walking are given the opportunity to familiarize themselves with an unprecedented asset (or even little known to the public). In this case, the epicenter of the visit is the Franciscan convent of Our Lady of the Conception. The churches of Santo Ildefonso (headquarters) and Misericórdia, the old chain, some private houses, shops and other buildings and monuments of special artistic or historical interest will mark an itinerary to be founded in the Southwest Writing Museum. There will still be time to observe, from a high point, the surroundings of the white village, with its characteristics "fences".

On Sunday, after the concert, as usual, this first stage of the Festival ends with a tour of biodiversity in the Serra de Mú.

Second highest point of the Serra do Caldeirão, with 577 meters, this constitutes an extensive xistograúquáquico relief of forms rounded, intersperse by rivers and streams. It is a singular territory in the flora (dense and closed in the umbrias, where the arbutus, cork oak, holm oak, heather and rosemary dominate) and in the fauna (of which the imposing Bonelli's eagle stands out).

The inhabitants' livelihood comes from the forest, livestock and wild resources. Among these, the cork excels, of magnificent quality, thanks to the density that characterizes it.

Nevertheless, the balance of the mountain environment is compromised due to the occurrence of forest fires of considerable magnitude, namely the great fire of 2004, which burned about 30 000 hectares.

Since then, there have been changes: the saw lost population and saw the transformation of forest capital, but also saw the increase of prevention work and the emergence of new opportunities around wild resources. In this activity, we seek to understand such evolution, evaluate its impact in safeguarding biodiversity and show ways for the future.

This activity around biodiversity, which unites cultural patrimony to environmental heritage, is, in essence, a different form that Terras sem Sombra has to "give a sense of the territory" of Baixo Alentejo, where the festival takes place .


Esperanza Fernández and Miguel Ángel Cortés

The opening concert in Almodôvar will not be the only time that the Land Without Shadow of 2017 will cross with flamenco, in a year in which, under the motto of the Iberian dialogue, a series of glances of complicity with Spain will be established , As he explained at the presentation of the festival in Serpa, its artistic director, Juan Angel Vela del Campo.

In fact, it will be in Serpa, but on May 6, in an outdoor concert in Praça da República, which will take place the singular concert of the gypsy singer Esperanza Fernández, accompanied by the guitarist from Granada, Miguel Angel Cortés. It will be flamenco "in its purest dimension", as emphasized by the artistic director.

Deeply religious themes such as Agnus Dei, Kyrie or Cordero de Dios, in soleá, petenera or siguriya rhythms, respectively, will alternate with others inspired by the Portuguese writer José Saramago, whom the Sevillian singer from the district of Triana dedicated a disc Entitled "My voice in your word".

From Iberian crossings - and not only - will be this edition of the Landless Shadow Festival. In the presentation in Serpa, two weeks ago, the children's voices of half a hundred children from the project "Cante na Escolas", directed by Pedro Mestre, the great viola campaniça and cante master, showed the strength of this music, The flamenco, is Intangible Heritage of Humanity.

Last weekend, in Seville, at the Consulate General of Portugal, there was almost a "twinning act" between singing and flamenco, at the magic moment when Esperanza Fernández met with the Ranch of the Singers of Aldeia Nova de S. Bento.

The Festival Terras sem Sombra, which includes eight concerts, other cultural visits and biodiversity activities, continues on March 4 in Odemira. At 3:00 pm on Saturday, there will be a guided tour of the historic center of the village, followed by the "De Beate Virgine Maria: Portuguese Music of Marian Invocation" with the group "Polyphonos" (Figueiredo), Marco Alves dos Santos (tenor), and Tiago Mota (bass). He is also a member of the band.

On Sunday, March 5, the Festival's biodiversity safeguard program will take its participants (musicians, public) to Mira in a boat trip. It will be a trip to discover the «biodiversity of this very particular river in our Southwest», which even has "prairies in the estuary zone and a population of sea otters", as Pedro Rocha of the ICNF explained, responsible for this environmental aspect of the Lands without Shadow.

On March 25, the Festival arrives in Santiago do Cacém. After the visit to the historic center (3:00 p.m.), at 9:30 p.m., the Church of Santiago Maior receives the concert "Perpetual Motion: around the Art of Fugue", with New Yorkers Brentano String Quartet. As the artistic director Juan Ángel Vela recalled at the presentation in Serpa, "this quartet is touring in London, Paris, Madrid and other major European capitals ... and comes to Santiago do Cacém", which is not exactly a great metropolis.

But the award-winning New York quartet found it funny to have been invited by the small but different Festival Land without Shadow and agreed to be in the Alentejo to present a "high-demand program" around violin studies. "They saw, on the Internet, the photographs of the main church of Santiago Maior and were very pleased with the monument." And so it will be in Santiago do Cacém that the resident quartet of the mythical Yale School of Music will finish its European tour.

The following day, Sunday, March 26, the environmental tour will be for the cultural landscape around the Loreto Convent. Here, where there is an "ancestral occupation with a remarkable overhang," participants will plant cork oaks, but more than that, as Pedro Rocha emphasized, patrons of these trees will be instituted, "so that they will win."

The Festival arrives in Castro Verde and its Royal Basilica of Our Lady of Conception on April 8. The guided visit to the historical center of the village will take place at 3:00 p.m., at 9:30 p.m., to present "The Castle of Barba-Azul" by Béla Bartók, in a program he designed at the Franz Liszt Academy in Budapest, Hungary. 'Nursery of brilliant soloists'. In this concert, will be the tenor Antal Cseh and the mezzosoprano Apollónia Szolnoki, accompanied to the piano by András Rákai.

In Castro Verde, on Sunday, April 9, transhumance and wool will mark the activity for biodiversity. Participants at the Festival will accompany the traditional shearing of native sheep (from the merino and campaniça races) and visit the Lombador Pole of the recently opened Museum of Rurality, dedicated to weaving wool.

On May 6, it will be Serpa's turn to receive the concert "My voice in your word: from popular devotion to Saramago's poetry", with singer Esperanza Fernández and guitarist Miguel Ángel Cortés, "perhaps the best guitar accompanist "As the artistic director of the Festival assured. The concert is at 9.30 pm, but at 3 pm there will be a guided tour of the historic center, while on Sunday, the theme of the environmental journey will be the "human ingenuity and the traditional olive grove around the Ficalho Mountain".

On May 27th, after the visit to the historical center (15h00) of Ferreira do Alentejo, the concert (9.30pm) will be in the Mother Church of Our Lady of the Assumption, this time having as motto "A common space: aspects of the lyrical tradition in Portugal and Spain '. The music will be in charge of the mezzosoprano Elena Gragera and the pianist Antón Cardó.

On Sunday, the 28th, the environmental activity will reveal another great river of the Alentejo, this time the Sado, especially this unknown section, still very far from its estuary.

In Sines, on June 3, the Church of Saint Salvador (21h30) will host the concert, it is known that after the cultural tour through the historic center (15h00). It will once again be a Spanish participation with the performance of the Emsemble] W [, with front-line musicians from the Lucerne Festival Orchestra, reinforced for this performance by piano accompaniment, to perform two quintets for oboe, clarinet, trumpet, bassoon And piano, by Mozart and Beethoven.


The activity for biodiversity (June 4) aims to discover the hermit monks of Junqueira, in what is almost a border between the Atlantic and Mediterranean. Against the backdrop of one of the largest industrial complexes in the country - the Sines thermal power plant - the participants of the Festival will be looking for the presence of the hermit monks of São Paulo de Serra de Ossa and the Convent of Nossa Senhora da Junqueira (1447).

Finally, on June 17, the closing concert will bring Beja, his Cathedral, one of the greatest conductors of the day, Michel Corboz, to direct the Choir Gulbenkian, as well as Fernando Miguel Jalôto in the organ, and Sofia Diniz, in the viola Of gamba. This closure is dedicated to the preludes and choir motets of Johann Sebastian Bach.

To conclude another intense edition of the Festival Terras sem Sombra, the activity of nature is also interesting: one of the seven pedestrian paths that the Câmara de Beja installed, which descends to the Guadiana, between submersible waterfalls and forts will be covered. Arrived at the river, the participants will evaluate your water with an analysis kit.

Assuming "a hymn to the Lower Alentejo: the beauty of its natural spaces and the pleasure of cultural discovery", the Landless Shadow Festival is different. José António Falcão, director general, explains that "the great difference is this mixture of music, biodiversity and heritage".

In addition, it is a 'territorial festival', which is not only 'in a specific place, but in a territory where people live in concerts and on biodiversity paths, where human Much importance. "

José António Falcão also emphasizes the "transversality" of this event, which, "from the interior of the Alentejo to the Atlantic", lives "from a deeply committed territory".

All the activities of the Land without Shadow are free entry. The Festival, under the title of Spiritual in Art, Identities and Musical Practices in Europe of the XVI-XX Centuries, is organized by Pedra Angular (Association of Friends of the Heritage of the Diocese of Beja), in partnership with the Department of Historic and Artistic Patrimony of this Diocese, municipalities, decentralized services of the State.

Almodôvar's program

February 11


Patrimony

14:30 - 17:30 - Visit to the Historical Center

Departure - Igreja Matriz de Santo Ildefonso

Featured Place - Convent of Our Lady of Conception


Music

9:30 p.m. - Accademia del Piacere

Da pacem, Domine: Spiritual Music in the Baroque and Flamenco Traditions

Location: Igreja Matriz de Santo Ildefonso

Cantaor: Archangel

Viola da gamba and musical direction: Fahmi Alqhai

Flamenco guitar: Dani de Morón

Percussion: Pedro Esteban

Viola da gamba: Rami Alqhai and Johanna Rose


Biodiversity

February 12th

By the heights of Mú - the Alentejo Serrano

10:00 am - Departure: Mother Church of Santo Ildefonso

Organizações culturais americanas a tomar posição e a criticar as políticas de seu Presidente. E se fosse aqui?

A Harvard Books criou uma secção especial nas suas prateleiras em resposta à referência de uma porta-voz do Donald Trump a um massacre que nunca aconteceu. 



Concerto da Seattle Symphony 

(imagem retirada do Twitter da orquestra)




Devo admitir que é com grande emoção e admiração que vejo as organizações culturais americanas a tomar posição e a criticar as políticas de seu Presidente. Alguns reagem de forma mais suave, outros assumem um tom bastante mais afirmativo e franco (vejam aqui). É uma grande lição para todos nós e, muito provavelmente, a prova de que as organizações culturais são tudo menos neutras, são, na verdade, inevitavelmente políticas.

As primeiras reações vieram no fim-de-semana logo após as eleições, com museus como o Brooklyn Museum e o National Museum of Women in the Arts a reafirmar os seus princípios e valores (ver nosso post de Novembro passado). Foi, no entanto, após a tomada de posse do novo Presidente e depois de ele assinar as suas primeiras ordens executivas, que as reações se intensificaram e se tornaram mais institucionais.


A acção que mais chamou a atenção dos meios de comunicação foi a do MoMA, que protestou contra a proibição de entrada de cidadãos de sete países maioritariamente muçulmanos substituiindo algumas das obras nas suas salas por outras, criadas por artistas originários desses sete países (ler no The New York Times). O gesto foi recebido com grande entusiasmo por muitas pessoas, com algumas delas a afirmar que é exactamente por isso que apoiam o museu, outras a decidir renovar a sua assinatura, etc. Houve, naturalmente, algumas acusações de que o museu está a servir uma agenda política em vez de ser sobre arte, mas estas foram contrariadas por pessoas que diziam que a arte é precisamente sobre isto (ver a discussão na página de Facebook do MoMA).


Mas houve mais. Além das declarações oficiais de várias associações de profissionais do sector cultural (ver no blog Museums and Migration), houve há dois dias um concerto de protesto da Seattle Symphony, Music Beyond Borders: Voices from the Seven, que apresentou música por e com músicos dos sete países afectados pela proibição. Foi um apelo muito determinado e emocional, ao qual a comunidade respondeu entusiasticamente. Alguns dias antes, uma outra orquestra, a Budapest Festival Orchestra, teve que defender um dos seus músicos com dupla nacionalidade, quando houve dúvidas se a entrada nos EUA lhe ia ser permitida. O maestro de orquestra, Ivan Fischer, "uma voz pela tolerância e a inclusão à medida que o seu país tem adoptado políticas nacionalistas e firmemente anti-imigrantes", afirmou que "nunca permitirei que alguém discrimine um músico na minha orquestra por causa da sua origem, cor da pele, religião ou qualquer outro factor." (ler no The New York Times).




(imagem retirada do Instagram da Harvard Books)

Outro gesto muito significativo foi o de cinco teatros americanos terem reagido rapidamente para incluir na sua programação a peça "Building the Wall", escrita no espaço de uma semana pelo premiado dramaturgo Robert Schenkkan. "Não vivemos mais num mundo em que é business as usual- Trump deixou isso muito claro", disse Schenkkan, "e para o teatro continuar a ser relevante, temos que nos tornar mais rápidos na nossa resposta. Não podemos esperar ser úteis se não temos capacidade de reagir até 18 meses após os factos". O director artístico do Fountain Theatre, Stephen Sachs, explicou a sua decisão: "Tínhamos a nossa temporada pronta, tínhamos planeado uma outra produção, mas, assim que li o guião, percebi que tinhamos que ser rápidos. É um grito de alerta cru e apaixonado, e eu sabia que tínhamos que ser ousados ​​e fazer essa declaração." (ler no The New York Times)


Enquanto acompanho com entusiasmo estes desenvolvimentos que têm lugar numa Democracia do outro lado do Atlântico, há uma pergunta constante no fundo do meu pensamento: E nós? Quando partilhei no Facebook um artigo sobre  How museums can stand up to Trump and discriminatory policies, escrito por Robin Clarke da Universidade de Leicester, um colega perguntou-me: "Em Portugal sabemos fazer isso?". É verdade, sabemos? Estamos a fazer isso? Em Portugal, na Grécia, na Hungria e em toda a Europa?


Foi precisamente nesse momento que Nicole Deufel publicou Heritage Resistance no seu blog. E começa assim: "É óptimo ver museus, organizações ligadas ao património e organizações de profissionais a montar uma resistência contra as políticas divisivas e perigosas da nova administração Trump. E é óptimo que museus e profissionais do património, bem como instituições noutros lugares, discutam essas mesmas questões e mostrem solidariedade. No entanto, devemos garantir que, para aqueles de nós fora dos Estados Unidos, isso não se torne meramente simbólico. A proibição de imigração de Trump não se deve tornar numa outra Cruz de Lampedusa. É muito fácil fazer grandes gestos atravessando o oceano, ignorando o que está a acontecer na nossa própria porta."


Imagem retirada do website Museums and Heritage.

É este exactamente o problema. O nosso interesse pelas políticas dos EUA e pela maneira como os nossos colegas estão a lidar com elas neste momento pode ser compreensivelmente justificado pelo facto da política americana afectar a vida de todos nós. Mas a proibição de entrada a refugiados e imigrantes não é algo inédito, não é verdade? Já o vimos na fronteira húngara em Setembro de 2015; vimo-lo quando a UE assinou o seu acordo com o governo turco em Março de 2016; vimo-lo no anúncio de que o governo do Reino Unido ia construir um muro em Calais para bloquear os refugiados, em Setembro de 2016; vimo-lo no desmantelamento de The Jungle em Calais em Outubro de 2016; agora estamos a vê-lo de novo no anúncio do governo britânico que não vai acolher mais crianças refugiadas e no do governo austríaco que está a planear enviar tropas para deter o fluxo de refugiados. Vemo-lo ainda na decisão do parlamento britânico de rejeitar uma alteração que teria protegido o direito de 3,3 milhões de cidadãos da UE de permanecer no país depois de sua saída da União Europeia (e esta é provavelmente a única coisa que nós ou os nossos parentes ou amigos sentiremos na própria pele).


O que é diferente na proibição do governo americano? Nada realmente. O título deste post pergunta "E se fosse aqui?", mas a verdade é que ESTÁ aqui. Está em todo o lado à nossa volta. Como reagimos? O que é que fazemos? Não quero dizer que nada está a acontecer na Europa e que todo o mundo está a dormir o sono dos inocentes. Se há algo que aprendi com o blog Museums and Migration é o quanto está a ser feito por muitos indivíduos e instituições no sector cultural. Mas é altura de o fazermos institucionalmente. O que é diferente na proibição do governo americano é que os nossos colegas nesse país não têm dúvidas sobre o seu papel perante esta situação e estão a assumir abertamente as suas responsabilidades. Isso é o que é diferente.





fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,

mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 

but what modifies the way of looking and hearing.

Le Musée Abderrahman Slaoui veut vous plonger dans l'âge d'or du cinéma égyptien. --- O Museu Abderrahman Slaoui quer mergulhar na idade de ouro do cinema egípcio.

Le Musée Abderrahman Slaoui à Casablanca organise en coopération avec le Centre culturel égyptien à Rabat, une manifestation artistique sous le thème "Hollywood sur Nil", en hommage à l'âge d’or du cinéma égyptien, et ce du 15 février au 15 avril 2017 au siège du musée.



Au programme : la projection de nombreux longs métrages, notamment ceux produits durant la période allant de 1940 à 1960, outre l’organisation de conférences et d'une exposition d’art abstrait qui regroupera six artistes contemporains d’Egypte et du monde arabe. Il s’agit de Meryem Abou Zaid Souali, Zolaikha Bouabdellah, Nabil Botross, Mona Jamal Seyala, Khalil Namaoui et Rita Skalli.

Les œuvres de ces artistes porteront notamment sur l’âge d’or du cinéma égyptien et ses symboles légendaires, (Oum Kalthoum, Mohamed Abdelouahab, Farid El Atrache, Abelhalim Hafed et Asmahan), les films documentaires ("Hollywood sur Nil" de Saida Abou Kamel) et les longs métrages ("Fatma" de Ahmed Badrakhan, et "Afrita Hanem" de Henry Barakat).

Le programme de cette manifestation comprend la projection du film "Hollywood sur Nil" le 24 février, une rencontre avec l’artiste Zolaikha Bouabdellah et la cinéaste Yassmina Chami pour débattre la portée du film "Afrita Hanem" le 4 mars, ainsi que la projection des films documentaires "Samia Forever" et "Hello Mister Barakat"de Saida Boukhemal.

A compter également, la projection du film "Fatma" de Ahmed Badrakhan, une rencontre avec Léa Moran, spécialiste dans la conservation du patrimoine cinématographique dans le monde arabe et Hassan Belkadi, directeur du Cinéma Rif de Casablanca le 5 avril, outre une rencontre avec l’artiste Khalil El Maoui et la chercheuse en histoire, Nadia Sabri le 22 avril ainsi que la projection du film "Whatever Lola Wants" de Nabil Ayouch.










fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti


http://www.2m.ma/fr/news/20170208-le-musee-abderrahman-slaoui-veut-vous-plonger-dans-lage-dor-du-cinema-egyptien/

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,

mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 

but what modifies the way of looking and hearing.










--BR via tradutor do google
O Museu Abderrahman Slaoui quer mergulhar na idade de ouro do cinema egípcio.

O Museu Abderrahman Slaoui em Casablanca organizada em cooperação com o Centro Egípcio Cultural em Rabat, um evento artístico sob o tema "Hollywood no Nilo", em homenagem à idade de ouro do cinema egípcio, e de 15 fevereiro - 15 abril de 2017, a sede do museu.

No programa: a projeção de diversos filmes, incluindo aqueles produzidos no período de 1940 a 1960, além de organização de conferências e uma exposição de arte abstrata que vai reunir seis artistas contemporâneos do Egito e do mundo árabe. Este é Meryem Abu Zaid Souali, Zolaikha Bouabdellah Nabil Botross Mona Seyala Jamal Khalil e Rita Namaoui Skalli.

As obras destes artistas irá incluir a idade de ouro do cinema egípcio e símbolos lendários (Oum kalthoum, Mohamed Abdelouahab, Farid El atrash, Asmahan e Abelhalim Hafed), documentários ( "Hollywood no Nilo" Saida Abu Kamel) e longas-metragens ( "Fatma" Ahmed Badrakhan e "Afrita Hanem" Henry Barakat).

O programa do evento inclui a exibição de "Hollywood no Nilo" 24 de fevereiro de um encontro com o artista e cineasta Zolaikha Bouabdellah Yassmina Shami para discutir o escopo do filme "Afrita Hanem" 04 de março ea projeção documentários "Samia Forever" e "Olá Sr. Barakat" Saida Boukhemal.

Começando Além disso, o filme "Fatma" Ahmed Badrakhan, uma reunião com Leah Moran, especialista na conservação do património cinematográfico no mundo árabe e Hassan Belkadi, diretor do Cinema Rif Casablanca em 5 de Abril, além de cumprir com artista Khalil El Mani e pesquisador na história, Nadia Sabri 22 de abril ea exibição de "Whatever Lola Wants" por Nabil Ayouch.