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terça-feira, 11 de agosto de 2020

 Hoje é dia onze de agosto de dois mil e vinte.

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A locução, é com o software de inclusão digital, audima.

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Aviso: visite nosso  bloguê. Temas de Artes, culturas e museus.

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Endereço eletrônico é.  museu 2009 bloguê espote ponto com

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Podecast número treze.


O tema de hoje é.

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Os indígenas premiados na ONU por produtos que geram renda e mantêm floresta viva.     


Um dos líderes da Terra Indígena Wawi, em Mato Grosso, Winti Kisêdjê relata à BBC News Brasil uma conversa recente entre um fazendeiro e um cacique de seu povo.


Grande produtor de soja da região de Querência (MT), o fazendeiro ofereceu à comunidade cursos para que indígenas pudessem trabalhar como operadores de máquinas agrícolas em sua propriedade. 

O cacique respondeu que o fazendeiro não precisava mais nos procurar, porque a gente já tem o nosso trabalho, conta o indígena.


Winti se referia à produção de óleo de pequi, fruto típico do Cerrado com múltiplas aplicações culinárias, cosméticas e medicinais. 

O projeto dos kisêdjê foi agraciado neste ano com o Prêmio Equatorial, com que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) reconheceu 22 soluções de desenvolvimento sustentável promovidas por comunidades locais e indígenas. 

Membros do grupo viajarão a Nova York neste mês para receber o prêmio, durante a Assembleia Geral da ONU.


A atividade, uma das duas iniciativas brasileiras premiadas entre 847 candidaturas de 127 países, se soma a uma crescente lista de empreendimentos reconhecidos internacionalmente com que indígenas brasileiros têm conciliado geração de renda e preservação ambiental.


No caso do óleo de pequi, a coisa vai além, pois os frutos são colhidos em terras que estavam degradadas após terem sido ocupadas por pecuaristas no passado. 

Depois de retomarem o território, nos anos 1990, os kisêdjê espalharam pequizeiros pelas pastagens, que, aos poucos, vão recuperando sua feição original de floresta de transição entre o Cerrado e a Amazônia.


A lista de casos de sucesso inclui a produção de mel e de óleo de babaçu por indígenas da bacia do Xingu e a instalação de miniusinas para beneficiar produtos de ribeirinhos na região da Terra do Meio, no Pará. 

Entre os clientes dos grupos estão marcas como Pão de Açúcar, Mercur e Wickbold, além de chefs como Alex Atala e Bela Gil.


As iniciativas se destacam num momento em que o governo Jair Bolsonaro defende abrir terras indígenas para a mineração e a agropecuária, argumentando que as atividades ajudariam melhorar as condições de vida dos grupos. 

O presidente costuma dizer que o índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica, afirmação duramente criticada por indígenas presentes no quarto encontro da Rede Xingu mais, conferência de povos da floresta acompanhada pela BBC entre 21 e 23 de agosto.

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Ouça mais,  em seguida.

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14 etnias unidas no Xingu.


Grupos indígenas brasileiros mantêm graus variados de trocas econômicas com a sociedade envolvente. 

Há situações em que as trocas são mínimas, caso de alguns povos isolados na Amazônia, até grupos com relações comerciais antigas e consolidadas. 

Em vários pontos do Brasil, comunidades indígenas ajudam a abastecer mercados locais com frutas, peixes e legumes. 

Na região do Alto Rio Negro, no estado do Amazona, região norte do Brazil, por exemplo, boa parte da farinha de mandioca à venda em cidades é fabricada por comunidades indígenas.


A novidade é o surgimento de iniciativas que buscam agregar mais valor aos produtos, focando, em muitos casos, públicos de grandes cidades do Brasil e do exterior, como o óleo de pequi dos kisêdjê.


A experiência do grupo com o item foi apresentada no encontro, ocorrido na Terra Indígena Menkragnoti, no Pará. 

A reunião agregou líderes de 14 etnias indígenas e de quatro reservas extrativistas da bacia do Xingu para debater o cenário político brasileiro e alternativas econômicas a atividades que destroem a floresta.


Ao anunciar os vencedores do Prêmio Equatorial, o Pnud disse que os kisêdjê transformaram o status quo, recuperando suas terras tradicionais e desenvolvendo um modelo empresarial inovador que usa árvores de pequi nativo para restaurar paisagens, fomentar a segurança alimentar e desenvolver produtos para mercados locais e nacionais.


A outra entidade brasileira premiada foi o Conselho Indígena de Roraima, sigla, (CIR). 

Segundo o Pnud, o grupo garantiu os direitos de 55 mil indígenas sobre 1,7 milhão de hectares de terras ao promover a resiliência ecológica e social por meio da conservação de variedades de espécies tradicionais.


Produção recorde.


O pequi dos kisêdjê é colhido e processado em uma miniusina, instalada em 2011 na aldeia Ngôjhwêrê. 

O projeto foi desenvolvido com o apoio do Instituto Socioambiental, sigla, (ISA), do Instituto Bacuri e do Grupo Rezek.


Em 2018, a produção de óleo chegou a 315 litros, um recorde. 

Parte foi exportada para os EUA, e o resto foi comercializado em supermercados da rede Pão de Açúcar e no Mercado de Pinheiros, em São Paulo, Brasil.


Ao apresentar o caso no encontro da Rede Xingu mais, Winti Kisêdjê comparou a produção de óleo de pequi a práticas do agronegócio.


Em algumas terras indígenas brasileiras, comunidades têm arrendado áreas para o plantio de grãos em troca de um percentual da produção. 

A atividade é hoje proibida, embora o governo Jair Bolsonaro e congressistas da bancada ruralista tentem mudar a legislação para permiti-la.


Para Winti, porém, o agronegócio é incompatível com os modos de vida das comunidades. 

Não podemos pensar só em economia, temos que pensar na sobrevivência de nossa cultura, ele afirmou.


Winti lembrou que o plantio de grãos no Brasil envolve o uso intensivo de agrotóxicos, que podem contaminar rios e animais. 

Por isso, diz ele, indígenas que optem por aderir à atividade talvez tenham de abrir mão de práticas milenares como a caça e a pesca para não correr o risco de se contaminar.


Mel de índios do Xingu.


Não foi a primeira vez que indígenas brasileiros receberam reconhecimento internacional por algumas de suas atividades econômicas.


Em 2017, grupos do Território Indígena do Xingu, do estado de Mato Grosso, ganharam o Prêmio Equatorial do Pnud por seu trabalho na autocertificação de mel orgânico. 

O projeto envolve cem apicultores de 39 aldeias dos povos kawaiwete, yudja, kisêdjê e ikpeng.


Em 2018, a FAO, agência da ONU para agricultura e segurança alimentar, deu uma menção honrosa no prêmio Saberes e Sabores às mulheres do povo Xikrin da aldeia Pot-Krô, da Terra Indígena Trincheira Bacajá, no estado do Pará, pela produção de óleo de babaçu.


O óleo, tradicionalmente usado como cosmético nas aldeias, é hoje processado em uma miniusina e comercializado também fora do território.


Outros itens produzidos por indígenas que têm atraído a atenção de grandes marcas no Brasil e no exterior são a pimenta produzida pelo povo baniwa, no Amazonas, e os cogumelos do povo yanomami da região de Awaris, em Roraima. 

Os chefs Alex Atala e Bela Gil já usaram os produtos em receitas.


Rede de cantinas.


Na Terra do Meio, região formada por reservas extrativistas e terras indígenas no médio Xingu, no Pará, comunidades locais encontraram uma solução para a falta de capital de giro, problema que inviabilizava atividades econômicas mais vultosas.


Os grupos formaram coletivos batizados de cantinas para processar e vender produtos da floresta extraídos sem desmatamento.


Hoje há 27 cantinas na região, que contam com oito miniusinas e produzem itens como farinha de babaçu, óleo de copaíba e castanha-do-pará. 

A clientela da rede conta com multinacionais como Mercur, Firmenich e Wickbold, além de prefeituras da região.


Entre 2009 e 2018, as cantinas comercializaram produtos no valor de 3,75 milhões de reais, dos quais 2,08 milhões de reais em 2018. 

O capital de giro dos coletivos é de cerca de  500 mil reais.


Integrante da rede e moradora da Reserva Extrativista do Rio Iriri, a ribeirinha Liliane Ferreira, de 26 anos, criticou Bolsonaro por ele afirmar que povos amazônicos seriam pobres.


Ele, o Bolsonaro, diz que somos pobres porque não conhece a nossa realidade. 

A gente luta, temos dificuldades e pedras no caminho que temos de empurrar, mas temos nossos produtos da floresta. 

Não precisamos derrubar árvores para ter nosso sustento, afirmou Ferreira.


Encurtamento de distâncias.


Para Pablo Molloy, engenheiro agrônomo formado pela USP que assessora associações indígenas em seus negócios, os principais desafios enfrentados pelas comunidades para que iniciativas econômicas sustentáveis deslanchem são distâncias de três ordens.


A primeira é a distância geográfica entre vários dos territórios desses grupos e os locais onde os bens são comercializados, o que dificulta sua chegada aos mercados e encarece os produtos.


A segunda é a distância técnica, os cuidados necessários para que os produtos mantenham sua qualidade até os pontos de venda, fatores que exigem capacitação profissional e o uso de boas práticas do mercado.


A terceira é a distância de comunicação, a importância de saber contar a história desses produtos por meio de seus rótulos, tornando-os atraentes para consumidores que podem estar a milhares de quilômetros de seu local de origem.


Ele diz que os produtos premiados conseguiram encurtar essas três distâncias. 

Nesse processo, segundo ele, foi fundamental o fortalecimento das associações indígenas que encabeçam as iniciativas. 

Elas têm registro de empresa, podem emitir nota fiscal,  e são capazes de conversar com compradores nas grandes cidades ou no exterior, afirma.


Soja, versos,  produtos da floresta.


Molloy afirma que dificilmente uma atividade econômica de baixo impacto ambiental conduzida por indígenas ou ribeirinhos poderá competir, em termos de lucro, com atividades mais destrutivas que têm seduzido várias comunidades, como o garimpo, a extração de madeira ou o cultivo de grãos em larga escala.


Pode ser que o óleo de pequi saia perdendo em relação a uma mala de dinheiro dada por um garimpeiro ou a um contrato de arrendamento de terras, afirma Molloy. 

Por outro lado, quando se colocam os dois negócios em perspectiva temporal, passamos a conversar sobre autonomia e liberdade.


Segundo Molloy, uma comunidade indígena que passe a produzir soja será um elo frágil em uma cadeia muito maior, onde sua palavra, sua autonomia e sua liberdade estão encurtadas.


Já iniciativas sustentáveis que valorizem produtos locais permitiriam ao grupo ser ator da construção daquele produto, definir seu preços, associar-se a ele para transformá-lo em dinheiro.


Além disso, ele diz que atividades destrutivas podem se mostrar menos vantajosas ainda que resultem em lucros maiores, caso se considerem todos os seus impactos para a comunidade. 

Por exemplo, um grupo indígena que deixe de pescar e se banhar num rio contaminado por garimpo terá de gastar mais com comida adquirida na cidade e com outras formas de lazer. 

Eles terão de gastar muito mais dinheiro do que gastariam caso suas tradições tivessem sido levadas em consideração, afirma.


Mercados locais.


Apesar dos avanços de várias comunidades em seus empreendimentos sustentáveis Molloy diz que ainda há espaço para melhorias nesses casos, especialmente na comunicação com moradores de regiões vizinhas.


Um relato presenciado pela BBC no encontro da Rede Xingu, mais,  ilustra esse ponto. 

Representantes do Território Indígena do Xingu disseram ter dificuldade para vender seu mel em mercados de municípios vizinhos, onde moradores teriam receio quanto à qualidade de produtos fabricados por indígenas, embora o item esteja nas prateleiras de uma das principais redes de supermercados do país, o  supermercado Pão de Açúcar.


Seria interessante que os mercados locais também pudessem ter contato com os produtos da floresta, o que passa pela desconstrução de preconceitos, afirma.

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Agradecemos os ouvintes.

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visite a playlist dos podcasts em.  https://anchor.fm/museu2009gmailcom

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Obrigado.


Indigenous people awarded at the UN for products that generate income and keep the forest alive. -- Os indígenas premiados na ONU por produtos que geram renda e mantêm floresta viva. -- Indigene Völker, die bei den Vereinten Nationen für Produkte ausgezeichnet wurden, die Einkommen generieren und den Wald am Leben erhalten. -- Коренные народы награждаются ООН за продукты, приносящие доход и сохраняющие жизнь лесам. -- 在联合国获得奖励的土著人,其产品可产生收入并使森林保持生命。 -- يُمنح السكان الأصليون في الأمم المتحدة للمنتجات التي تدر الدخل وتحافظ على الحياة في الغابة.

One of the leaders of the Wawi Indigenous Land in Mato Grosso, Winti Kisêdjê tells BBC News Brasil a recent conversation between a farmer and a chief of his people.

A large soybean producer in the Querência (MT) region, the farmer offered courses to the community so that indigenous people could work as operators of agricultural machinery on their property. "The chief replied that the farmer no longer needed to look for us, because we already have our work", says the indigenous.

Winti referred to the production of pequi oil, a typical fruit of the Cerrado with multiple culinary, cosmetic and medicinal applications. This year the kisêdjê project was awarded the Equatorial Award, with which the United Nations Development Program (UNDP) recognized 22 sustainable development solutions promoted by local and indigenous communities. Group members will travel to New York this month to receive the award, during the UN General Assembly.

The activity - one of two Brazilian initiatives awarded among 847 applications from 127 countries - adds to a growing list of internationally recognized enterprises with which Brazilian Indians have reconciled income generation and environmental preservation.

In the case of pequi oil, the thing goes further, as the fruits are harvested on lands that were degraded after having been occupied by ranchers in the past. After retaking the territory in the 1990s, the Kisêdjê spread pequizeiros across the pastures - which, little by little, are recovering their original feature of the transition forest between the Cerrado and the Amazon.

The list of success cases includes the production of honey and babassu oil by indigenous people from the Xingu basin and the installation of mini-plants to benefit riverside products in the Terra do Meio region, in Pará. Among the groups' customers are brands such as Pão de Açúcar, Mercur and Wickbold, as well as chefs like Alex Atala and Bela Gil.

The initiatives stand out at a time when the Jair Bolsonaro government advocates opening indigenous lands for mining and agriculture, arguing that the activities would help improve the groups' living conditions. The president used to say that "the Indian cannot continue to be poor on rich land" - a statement strongly criticized by indigenous people present at the 4th meeting of the Xingu + Network, a conference of forest peoples followed by the BBC between 21 and 23 August (read more below).

14 ethnic groups united in the Xingu

Brazilian indigenous groups maintain varying degrees of economic exchange with the surrounding society. There are situations in which exchanges are minimal - in the case of some isolated peoples in the Amazon - even groups with long-standing and consolidated commercial relations. In various parts of Brazil, indigenous communities help to supply local markets with fruits, fish and vegetables. In the Alto Rio Negro region (AM), for example, much of the cassava flour for sale in cities is manufactured by indigenous communities.

The novelty is the emergence of initiatives that seek to add more value to the products, focusing, in many cases, on audiences in large cities in Brazil and abroad - such as pequi oil from kisêdjê.

The group's experience with the item was presented at the meeting, which took place in the Menkragnoti Indigenous Land, in Pará. The meeting brought together leaders from 14 indigenous ethnic groups and four extractive reserves in the Xingu basin to debate the Brazilian political scenario and economic alternatives to activities that destroy the forest.

In announcing the winners of the Equatorial Prize, UNDP said the Kisêdjê transformed "the status quo, reclaiming their traditional lands and developing an innovative business model that uses native pequi trees to restore landscapes, foster food security and develop products for local markets. and national ".

The other Brazilian entity awarded was the Indigenous Council of Roraima (CIR). According to the UNDP, the group "guaranteed the rights of 55 thousand indigenous people on 1.7 million hectares of land by promoting ecological and social resilience through the conservation of varieties of traditional species".

Record production

The pequi of the kisêdjê is harvested and processed in a mini-plant, installed in 2011 in the village Ngôjhwêrê. The project was developed with the support of Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Bacuri and Grupo Rezek.

In 2018, oil production reached 315 liters - a record. Part of it was exported to the USA, and the rest was sold in supermarkets of the Pão de Açúcar chain and in the Mercado de Pinheiros, in São Paulo.

When presenting the case at the meeting of the Xingu + Network, Winti Kisêdjê compared the production of pequi oil to agribusiness practices.

In some Brazilian indigenous lands, communities have leased areas for planting grain in exchange for a percentage of production. The activity is now prohibited, although the Jair Bolsonaro government and congressmen from the ruralist bench try to change the legislation to allow it.

For Winti, however, agribusiness is incompatible with the communities' ways of life. "We can't just think about economics, we have to think about the survival of our culture," he said.

Winti recalled that the planting of grains in Brazil involves the intensive use of pesticides, which can contaminate rivers and animals. For this reason, he says, indigenous people who choose to join the activity may have to give up ancient practices such as hunting and fishing in order not to run the risk of becoming contaminated.

Honey from Xingu Indians

It was not the first time that Brazilian Indians received international recognition for some of their economic activities.

In 2017, groups from the Xingu Indigenous Territory (MT) won the UNDP Equatorial Award for their work on self-certification of organic honey. The project involves 100 beekeepers from 39 villages of the Kawaiwete, Yudja, Kisêdjê and Ikpeng peoples.

In 2018, FAO (UN agency for agriculture and food security) gave an honorable mention in the "Knowledge and Flavors" award to the women of the Xikrin people of the Pot-Krô village, in the Trincheira Bacajá Indigenous Land (PA), for the production of oil of babassu.

The oil, traditionally used as a cosmetic in the villages, is now processed in a mini-mill and sold also outside the territory.

Other items produced by indigenous people that have attracted the attention of major brands in Brazil and abroad are the pepper produced by the Baniwa people, in Amazonas, and the mushrooms of the Yanomami people of the Awaris region, in Roraima. Chefs Alex Atala and Bela Gil have already used the products in recipes.

Canteen network

In Terra do Meio, a region formed by extractive reserves and indigenous lands in the middle Xingu, in Pará, local communities found a solution to the lack of working capital, a problem that prevented more significant economic activities.

The groups formed collectives called canteens to process and sell forest products extracted without deforestation.

Today there are 27 canteens in the region, which have eight mini-mills and produce items such as babassu flour, copaiba oil and Brazil nuts. The chain's clientele includes multinationals such as Mercur, Firmenich and Wickbold, in addition to city halls in the region.

Between 2009 and 2018, canteens sold products worth R $ 3.75 million, of which R $ 2.08 million in 2018. The working capital of collectives is around R $ 500 thousand.

A member of the network and resident of the Rio Iriri Extractive Reserve, the riverside Liliane Ferreira, 26, criticized Bolsonaro for saying that Amazonian people would be poor.

"He (Bolsonaro) says that we are poor because he does not know our reality. We struggle, we have difficulties and stones in the way that we have to push, but we have our products from the forest. We do not need to cut down trees to make a living," said Ferreira .

Shortening distances

For Pablo Molloy, an agronomist graduated from USP who advises indigenous associations in their businesses, the main challenges faced by communities for sustainable economic initiatives to take off are distances of three orders.

The first is the geographical distance between several of the territories of these groups and the places where the goods are traded, which makes it difficult for them to reach markets and makes products more expensive.

The second is technical distance - the care necessary for products to maintain their quality at points of sale, factors that require professional training and the use of good market practices.

The third is communication distance - the importance of knowing how to tell the story of these products through their labels, making them attractive to consumers who may be thousands of kilometers from their place of origin.

He says that the award-winning products have managed to shorten these three distances. In this process, according to him, it was essential to strengthen the indigenous associations that lead the initiatives. "They have CNPJ and are able to talk to buyers in big cities or abroad", he says.

Soy x forest products

Molloy says that hardly any economic activity with a low environmental impact conducted by indigenous people or riverside dwellers can compete, in terms of profit, with more destructive activities that have seduced several communities, such as mining, logging or large-scale grain cultivation. .

"It may be that pequi oil loses in relation to a bag of money given by a gold miner or a land lease," says Molloy. "On the other hand, when the two businesses are placed in a time perspective, we start talking about autonomy and freedom."

According to Molloy, an indigenous community that starts to produce soy "will be a fragile link in a much larger chain, where its word, its autonomy and its freedom are shortened".

Sustainable initiatives that value local products, on the other hand, would allow the group "to be an actor in the construction of that product, to define its prices, to associate with it to transform it into money".

In addition, he says that destructive activities may prove to be less advantageous even if they result in higher profits, if all their impacts on the community are considered. For example, an indigenous group that stops fishing and bathes in a river contaminated by mining will have to spend more on food purchased in the city and other forms of leisure. "They will have to spend a lot more money than they would have if their traditions had been taken into account," he says.

Local markets

Despite the advances of several communities in their sustainable ventures, Molloy says that there is still room for improvement in these cases - especially in communication with residents of neighboring regions.

A report witnessed by the BBC at the Xingu + Network meeting illustrates this point. Representatives of the Xingu Indigenous Territory said they had difficulty selling their honey in markets in neighboring municipalities, where residents would be concerned about the quality of products made by indigenous people - although the item is on the shelves of one of the country's main supermarket chains, Pão of sugar.

"It would be interesting that local markets could also have contact with products from the forest, which involves deconstructing prejudices," he says.





by Edison Mariotti, 

Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.

Cultura é o que somos
Cultura é a maneira como nos expressamos
Cultura é criatividade sem limites
Cultura é o que compartilhamos

A Cultura inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

“A matemática, vista corretamente, possui não apenas verdade, mas também suprema beleza - uma beleza fria e austera, como a da escultura.”
frase BERTRAND RUSSEL - matemático indiano
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data analyst in code programming language, R.
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Diga não às propagandas falsas
Say no to fake advertisements.
This report, is guaranteed to verify the address of the LINK above

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49531696?at_campaign=64&at_custom1=%5Bpost+type%5D&at_medium=custom7&at_custom3=BBC+Brasil&at_custom4=8C6240B0-D8F1-11EA-9657-2F674_ac484DA4






--br 

Os indígenas premiados na ONU por produtos que geram renda e mantêm floresta viva.     

Um dos líderes da Terra Indígena Wawi, em Mato Grosso, Winti Kisêdjê relata à BBC News Brasil uma conversa recente entre um fazendeiro e um cacique de seu povo.

Grande produtor de soja da região de Querência (MT), o fazendeiro ofereceu à comunidade cursos para que indígenas pudessem trabalhar como operadores de máquinas agrícolas em sua propriedade. "O cacique respondeu que o fazendeiro não precisava mais nos procurar, porque a gente já tem o nosso trabalho", conta o indígena.

Winti se referia à produção de óleo de pequi, fruto típico do Cerrado com múltiplas aplicações culinárias, cosméticas e medicinais. O projeto dos kisêdjê foi agraciado neste ano com o Prêmio Equatorial, com que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) reconheceu 22 soluções de desenvolvimento sustentável promovidas por comunidades locais e indígenas. Membros do grupo viajarão a Nova York neste mês para receber o prêmio, durante a Assembleia Geral da ONU.

A atividade - uma das duas iniciativas brasileiras premiadas entre 847 candidaturas de 127 países - se soma a uma crescente lista de empreendimentos reconhecidos internacionalmente com que indígenas brasileiros têm conciliado geração de renda e preservação ambiental.

No caso do óleo de pequi, a coisa vai além, pois os frutos são colhidos em terras que estavam degradadas após terem sido ocupadas por pecuaristas no passado. Depois de retomarem o território, nos anos 1990, os kisêdjê espalharam pequizeiros pelas pastagens - que, aos poucos, vão recuperando sua feição original de floresta de transição entre o Cerrado e a Amazônia.

A lista de casos de sucesso inclui a produção de mel e de óleo de babaçu por indígenas da bacia do Xingu e a instalação de miniusinas para beneficiar produtos de ribeirinhos na região da Terra do Meio, no Pará. Entre os clientes dos grupos estão marcas como Pão de Açúcar, Mercur e Wickbold, além de chefs como Alex Atala e Bela Gil.

As iniciativas se destacam num momento em que o governo Jair Bolsonaro defende abrir terras indígenas para a mineração e a agropecuária, argumentando que as atividades ajudariam melhorar as condições de vida dos grupos. O presidente costuma dizer que o "índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica" - afirmação duramente criticada por indígenas presentes no 4º encontro da Rede Xingu+, conferência de povos da floresta acompanhada pela BBC entre 21 e 23 de agosto (leia mais abaixo).

14 etnias unidas no Xingu

Grupos indígenas brasileiros mantêm graus variados de trocas econômicas com a sociedade envolvente. Há situações em que as trocas são mínimas - caso de alguns povos isolados na Amazônia - até grupos com relações comerciais antigas e consolidadas. Em vários pontos do Brasil, comunidades indígenas ajudam a abastecer mercados locais com frutas, peixes e legumes. Na região do Alto Rio Negro (AM), por exemplo, boa parte da farinha de mandioca à venda em cidades é fabricada por comunidades indígenas.

A novidade é o surgimento de iniciativas que buscam agregar mais valor aos produtos, focando, em muitos casos, públicos de grandes cidades do Brasil e do exterior - como o óleo de pequi dos kisêdjê.

A experiência do grupo com o item foi apresentada no encontro, ocorrido na Terra Indígena Menkragnoti, no Pará. A reunião agregou líderes de 14 etnias indígenas e de quatro reservas extrativistas da bacia do Xingu para debater o cenário político brasileiro e alternativas econômicas a atividades que destroem a floresta.

Ao anunciar os vencedores do Prêmio Equatorial, o Pnud disse que os kisêdjê transformaram "o status quo, recuperando suas terras tradicionais e desenvolvendo um modelo empresarial inovador que usa árvores de pequi nativo para restaurar paisagens, fomentar a segurança alimentar e desenvolver produtos para mercados locais e nacionais".

A outra entidade brasileira premiada foi o Conselho Indígena de Roraima (CIR). Segundo o Pnud, o grupo "garantiu os direitos de 55 mil indígenas sobre 1,7 milhão de hectares de terras ao promover a resiliência ecológica e social por meio da conservação de variedades de espécies tradicionais".

Produção recorde

O pequi dos kisêdjê é colhido e processado em uma miniusina, instalada em 2011 na aldeia Ngôjhwêrê. O projeto foi desenvolvido com o apoio do Instituto Socioambiental (ISA), do Instituto Bacuri e do Grupo Rezek.

Em 2018, a produção de óleo chegou a 315 litros - um recorde. Parte foi exportada para os EUA, e o resto foi comercializado em supermercados da rede Pão de Açúcar e no Mercado de Pinheiros, em São Paulo.

Ao apresentar o caso no encontro da Rede Xingu +, Winti Kisêdjê comparou a produção de óleo de pequi a práticas do agronegócio.

Em algumas terras indígenas brasileiras, comunidades têm arrendado áreas para o plantio de grãos em troca de um percentual da produção. A atividade é hoje proibida, embora o governo Jair Bolsonaro e congressistas da bancada ruralista tentem mudar a legislação para permiti-la.

Para Winti, porém, o agronegócio é incompatível com os modos de vida das comunidades. "Não podemos pensar só em economia, temos que pensar na sobrevivência de nossa cultura", ele afirmou.

Winti lembrou que o plantio de grãos no Brasil envolve o uso intensivo de agrotóxicos, que podem contaminar rios e animais. Por isso, diz ele, indígenas que optem por aderir à atividade talvez tenham de abrir mão de práticas milenares como a caça e a pesca para não correr o risco de se contaminar.

Mel de índios do Xingu

Não foi a primeira vez que indígenas brasileiros receberam reconhecimento internacional por algumas de suas atividades econômicas.

Em 2017, grupos do Território Indígena do Xingu (MT) ganharam o Prêmio Equatorial do Pnud por seu trabalho na autocertificação de mel orgânico. O projeto envolve cem apicultores de 39 aldeias dos povos kawaiwete, yudja, kisêdjê e ikpeng.

Em 2018, a FAO (agência da ONU para agricultura e segurança alimentar) deu uma menção honrosa no prêmio "Saberes e Sabores" às mulheres do povo Xikrin da aldeia Pot-Krô, da Terra Indígena Trincheira Bacajá (PA), pela produção de óleo de babaçu.

O óleo, tradicionalmente usado como cosmético nas aldeias, é hoje processado em uma miniusina e comercializado também fora do território.

Outros itens produzidos por indígenas que têm atraído a atenção de grandes marcas no Brasil e no exterior são a pimenta produzida pelo povo baniwa, no Amazonas, e os cogumelos do povo yanomami da região de Awaris, em Roraima. Os chefs Alex Atala e Bela Gil já usaram os produtos em receitas.

Rede de cantinas

Na Terra do Meio, região formada por reservas extrativistas e terras indígenas no médio Xingu, no Pará, comunidades locais encontraram uma solução para a falta de capital de giro, problema que inviabilizava atividades econômicas mais vultosas.

Os grupos formaram coletivos batizados de cantinas para processar e vender produtos da floresta extraídos sem desmatamento.

Hoje há 27 cantinas na região, que contam com oito miniusinas e produzem itens como farinha de babaçu, óleo de copaíba e castanha-do-pará. A clientela da rede conta com multinacionais como Mercur, Firmenich e Wickbold, além de prefeituras da região.

Entre 2009 e 2018, as cantinas comercializaram produtos no valor de R$ 3,75 milhões, dos quais R$ 2,08 milhões em 2018. O capital de giro dos coletivos é de cerca de R$ 500 mil.

Integrante da rede e moradora da Reserva Extrativista do Rio Iriri, a ribeirinha Liliane Ferreira, de 26 anos, criticou Bolsonaro por ele afirmar que povos amazônicos seriam pobres.

"Ele (Bolsonaro) diz que somos pobres porque não conhece a nossa realidade. A gente luta, temos dificuldades e pedras no caminho que temos de empurrar, mas temos nossos produtos da floresta. Não precisamos derrubar árvores para ter nosso sustento", afirmou Ferreira.

Encurtamento de distâncias

Para Pablo Molloy, engenheiro agrônomo formado pela USP que assessora associações indígenas em seus negócios, os principais desafios enfrentados pelas comunidades para que iniciativas econômicas sustentáveis deslanchem são distâncias de três ordens.

A primeira é a distância geográfica entre vários dos territórios desses grupos e os locais onde os bens são comercializados, o que dificulta sua chegada aos mercados e encarece os produtos.

A segunda é a distância técnica - os cuidados necessários para que os produtos mantenham sua qualidade até os pontos de venda, fatores que exigem capacitação profissional e o uso de boas práticas do mercado.

A terceira é a distância de comunicação - a importância de saber contar a história desses produtos por meio de seus rótulos, tornando-os atraentes para consumidores que podem estar a milhares de quilômetros de seu local de origem.

Ele diz que os produtos premiados conseguiram encurtar essas três distâncias. Nesse processo, segundo ele, foi fundamental o fortalecimento das associações indígenas que encabeçam as iniciativas. "Elas têm CNPJ e são capazes de conversar com compradores nas grandes cidades ou no exterior", afirma.

Soja x produtos da floresta

Molloy afirma que dificilmente uma atividade econômica de baixo impacto ambiental conduzida por indígenas ou ribeirinhos poderá competir, em termos de lucro, com atividades mais destrutivas que têm seduzido várias comunidades, como o garimpo, a extração de madeira ou o cultivo de grãos em larga escala.

"Pode ser que o óleo de pequi saia perdendo em relação a uma mala de dinheiro dada por um garimpeiro ou a um contrato de arrendamento de terras", afirma Molloy. "Por outro lado, quando se colocam os dois negócios em perspectiva temporal, passamos a conversar sobre autonomia e liberdade."

Segundo Molloy, uma comunidade indígena que passe a produzir soja "será um elo frágil em uma cadeia muito maior, onde sua palavra, sua autonomia e sua liberdade estão encurtadas".

Já iniciativas sustentáveis que valorizem produtos locais permitiriam ao grupo "ser ator da construção daquele produto, definir seu preços, associar-se a ele para transformá-lo em dinheiro".

Além disso, ele diz que atividades destrutivas podem se mostrar menos vantajosas ainda que resultem em lucros maiores, caso se considerem todos os seus impactos para a comunidade. Por exemplo, um grupo indígena que deixe de pescar e se banhar num rio contaminado por garimpo terá de gastar mais com comida adquirida na cidade e com outras formas de lazer. "Eles terão de gastar muito mais dinheiro do que gastariam caso suas tradições tivessem sido levadas em consideração", afirma.

Mercados locais

Apesar dos avanços de várias comunidades em seus empreendimentos sustentáveis, Molloy diz que ainda há espaço para melhorias nesses casos - especialmente na comunicação com moradores de regiões vizinhas.

Um relato presenciado pela BBC no encontro da Rede Xingu+ ilustra esse ponto. Representantes do Território Indígena do Xingu disseram ter dificuldade para vender seu mel em mercados de municípios vizinhos, onde moradores teriam receio quanto à qualidade de produtos fabricados por indígenas - embora o item esteja nas prateleiras de uma das principais redes de supermercados do país, o Pão de Açúcar.

"Seria interessante que os mercados locais também pudessem ter contato com os produtos da floresta, o que passa pela desconstrução de preconceitos", afirma.





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Indigene Völker, die bei den Vereinten Nationen für Produkte ausgezeichnet wurden, die Einkommen generieren und den Wald am Leben erhalten.    

Winti Kisêdjê, einer der Führer des indigenen Landes der Wawi in Mato Grosso, erzählt BBC News Brasil ein kürzlich geführtes Gespräch zwischen einem Landwirt und einem Chef seines Volkes.

Als großer Sojabohnenproduzent in der Region Querência (MT) bot der Landwirt der Gemeinde Kurse an, damit die Ureinwohner als Betreiber landwirtschaftlicher Maschinen auf ihrem Grundstück arbeiten konnten. "Der Chef antwortete, dass der Bauer nicht mehr nach uns suchen müsse, weil wir bereits unsere Arbeit haben", sagt der Ureinwohner.

Winti verwies auf die Herstellung von Pequiöl, einer typischen Frucht des Cerrado mit vielfältigen kulinarischen, kosmetischen und medizinischen Anwendungen. In diesem Jahr wurde das kisêdjê-Projekt mit dem Äquatorialpreis ausgezeichnet, mit dem das Entwicklungsprogramm der Vereinten Nationen (UNDP) 22 Lösungen für nachhaltige Entwicklung auszeichnete, die von lokalen und indigenen Gemeinschaften gefördert wurden. Die Mitglieder der Gruppe werden diesen Monat während der UN-Generalversammlung nach New York reisen, um die Auszeichnung zu erhalten.

Die Aktivität - eine von zwei brasilianischen Initiativen, die unter 847 Anträgen aus 127 Ländern vergeben wurden - ergänzt eine wachsende Liste international anerkannter Unternehmen, mit denen brasilianische Inder Einkommensgenerierung und Umweltschutz in Einklang gebracht haben.

Im Fall von Pequi-Öl geht die Sache noch weiter, da die Früchte auf Flächen geerntet werden, die nach der Besetzung durch Viehzüchter in der Vergangenheit degradiert wurden. Nach der Rückeroberung des Territoriums in den 1990er Jahren verteilten die Kisêdjê Pequizeiros auf den Weiden - die nach und nach ihr ursprüngliches Merkmal des Übergangswaldes zwischen Cerrado und Amazonas wiedererlangen.

Die Liste der Erfolgsfälle umfasst die Herstellung von Honig und Babassuöl durch Ureinwohner aus dem Xingu-Becken und die Installation von Minipflanzen zugunsten von Produkten am Fluss in der Region Terra do Meio in Pará. Zu den Kunden der Gruppe zählen Marken wie Pão de Açúcar, Mercur und Wickbold sowie Köche wie Alex Atala und Bela Gil.

Die Initiativen stechen zu einer Zeit hervor, in der die Regierung von Jair Bolsonaro die Öffnung indigener Gebiete für Bergbau und Landwirtschaft befürwortet und argumentiert, dass die Aktivitäten dazu beitragen würden, die Lebensbedingungen der Gruppen zu verbessern. Der Präsident pflegte zu sagen, dass "der Inder auf reichem Land nicht weiterhin arm sein kann" - eine Erklärung, die von den indigenen Völkern, die beim 4. Treffen des Xingu + -Netzwerks, einer Konferenz der Waldvölker, gefolgt von der BBC zwischen 21 und 23, anwesend waren, stark kritisiert wurde August (lesen Sie weiter unten).

14 ethnische Gruppen im Xingu vereint

Die indigenen Gruppen Brasiliens pflegen einen unterschiedlichen wirtschaftlichen Austausch mit der umliegenden Gesellschaft. Es gibt Situationen, in denen der Austausch minimal ist - im Fall einiger isolierter Völker im Amazonasgebiet - sogar Gruppen mit langjährigen und konsolidierten Handelsbeziehungen. In verschiedenen Teilen Brasiliens tragen indigene Gemeinschaften dazu bei, die lokalen Märkte mit Obst, Fisch und Gemüse zu versorgen. In der Region Alto Rio Negro (AM) wird beispielsweise ein Großteil des in Städten zum Verkauf stehenden Maniokmehls von indigenen Gemeinschaften hergestellt.

Die Neuheit ist die Entstehung von Initiativen, die darauf abzielen, den Produkten einen Mehrwert zu verleihen, und sich in vielen Fällen auf das Publikum in Großstädten in Brasilien und im Ausland konzentrieren - wie beispielsweise Pequi-Öl aus Kisêdjê.

Die Erfahrungen der Gruppe mit dem Gegenstand wurden auf dem Treffen vorgestellt, das im indigenen Land der Menkragnoti in Pará stattfand. Das Treffen brachte Führer aus 14 indigenen ethnischen Gruppen und vier Rohstoffreserven im Xingu-Becken zusammen, um das politische Szenario Brasiliens und wirtschaftliche Alternativen zu Aktivitäten zu diskutieren, die den Wald zerstören.

Bei der Bekanntgabe der Gewinner des Äquatorialpreises sagte UNDP, die Kisêdjê hätten "den Status quo verändert, ihr traditionelles Land zurückerobert und ein innovatives Geschäftsmodell entwickelt, das einheimische Pequibäume verwendet, um Landschaften wiederherzustellen, die Ernährungssicherheit zu fördern und Produkte für lokale Märkte und nationale Märkte zu entwickeln." ".

Die andere brasilianische Einheit, die ausgezeichnet wurde, war der Indigene Rat von Roraima (CIR). Laut UNDP garantierte die Gruppe "die Rechte von 55.000 indigenen Völkern auf 1,7 Millionen Hektar Land, indem sie die ökologische und soziale Widerstandsfähigkeit durch den Erhalt von Sorten traditioneller Arten förderte".

Plattenproduktion

Die Pequi des Kisêdjê werden in einer 2011 im Dorf Ngôjhwêrê installierten Minipflanze geerntet und verarbeitet. Das Projekt wurde mit Unterstützung des Instituto Socioambiental (ISA), des Instituto Bacuri und der Grupo Rezek entwickelt.

Im Jahr 2018 erreichte die Ölproduktion 315 Liter - ein Rekord. Ein Teil davon wurde in die USA exportiert, der Rest in Supermärkten der Kette Pão de Açúcar und im Mercado de Pinheiros in São Paulo.

Bei der Präsentation des Falls auf dem Treffen des Xingu + -Netzwerks verglich Winti Kisêdjê die Produktion von Pequiöl mit den Praktiken der Agrarindustrie.

In einigen indigenen Ländern Brasiliens haben Gemeinden Flächen für den Anbau von Getreide gepachtet, um einen Prozentsatz der Produktion zu erhalten. Die Aktivität ist jetzt verboten, obwohl die Regierung von Jair Bolsonaro und Kongressabgeordnete von der Bank für ländliche Gebiete versuchen, die Gesetzgebung zu ändern, um dies zu ermöglichen.

Für Winti ist das Agribusiness jedoch nicht mit den Lebensweisen der Gemeinden vereinbar. "Wir können nicht nur an Wirtschaft denken, wir müssen auch an das Überleben unserer Kultur denken", sagte er.

Winti erinnerte daran, dass der Anbau von Getreide in Brasilien den intensiven Einsatz von Pestiziden beinhaltet, die Flüsse und Tiere kontaminieren können. Aus diesem Grund müssten indigene Völker, die sich für die Teilnahme an der Aktivität entscheiden, möglicherweise alte Praktiken wie Jagd und Fischerei aufgeben, um nicht das Risiko einer Kontamination einzugehen.

Honig von Xingu Indianern

Es war nicht das erste Mal, dass brasilianische Indianer für einige ihrer wirtschaftlichen Aktivitäten internationale Anerkennung erhielten.

2017 gewannen Gruppen aus dem Xingu Indigenous Territory (MT) den UNDP Equatorial Award für ihre Arbeit zur Selbstzertifizierung von Bio-Honig. An dem Projekt sind 100 Imker aus 39 Dörfern der Völker Kawaiwete, Yudja, Kisêdjê und Ikpeng beteiligt.

Im Jahr 2018 hat die FAO (UN-Agentur für Landwirtschaft und Ernährungssicherheit) die Frauen der Xikrin im Dorf Pot-Krô im indigenen Land Trincheira Bacajá (PA) in der Auszeichnung "Wissen und Aromen" ehrenvoll erwähnt die Herstellung von Öl von Babassu.

Das Öl, das traditionell in den Dörfern als Kosmetik verwendet wird, wird heute in einer Minimühle verarbeitet und auch außerhalb des Territoriums verkauft.

Andere Produkte der Ureinwohner, die die Aufmerksamkeit großer Marken in Brasilien und im Ausland auf sich gezogen haben, sind der Pfeffer der Baniwa in Amazonas und die Pilze der Yanomami in der Region Awaris in Roraima. Die Köche Alex Atala und Bela Gil haben die Produkte bereits in Rezepten verwendet.

Kantinen-Netzwerk

In Terra do Meio, einer Region, die aus Rohstoffreserven und indigenen Gebieten im mittleren Xingu in Pará besteht, fanden die örtlichen Gemeinden eine Lösung für den Mangel an Betriebskapital, ein Problem, das größere wirtschaftliche Aktivitäten verhinderte.

Die Gruppen bildeten Kollektive, sogenannte Kantinen, um Waldprodukte zu verarbeiten und zu verkaufen, die ohne Abholzung gewonnen wurden.

Heute gibt es in der Region 27 Kantinen mit acht Minimühlen, in denen Babassu-Mehl, Copaiba-Öl und Paranüsse hergestellt werden. Zu den Kunden der Kette zählen neben Rathäusern in der Region auch multinationale Unternehmen wie Mercur, Firmenich und Wickbold.

Zwischen 2009 und 2018 verkauften Kantinen Produkte im Wert von 3,75 Mio. R $, davon 2,08 Mio. R $ im Jahr 2018. Das Betriebskapital von Kollektiven beträgt rund 500.000 R $.

Die 26-jährige Liliane Ferreira vom Flussufer, Mitglied des Netzwerks und Bewohnerin des Rio Iriri Extractive Reserve, kritisierte Bolsonaro dafür, dass die Menschen im Amazonasgebiet arm seien.

"Er (Bolsonaro) sagt, dass wir arm sind, weil er unsere Realität nicht kennt. Wir kämpfen, wir haben Schwierigkeiten und Steine ​​in der Art, wie wir schieben müssen, aber wir haben unsere Produkte aus dem Wald. Wir müssen nicht schneiden Bäume fällen, um ihren Lebensunterhalt zu verdienen ", sagte Ferreira.

Abstände verkürzen

Für Pablo Molloy, einen Agronomen der USP, der indigene Verbände in ihren Unternehmen berät, sind die größten Herausforderungen für die Gemeinden, um nachhaltige Wirtschaftsinitiativen in Angriff zu nehmen, Entfernungen von drei Ordnungen.

Die erste ist die geografische Entfernung zwischen mehreren Gebieten dieser Gruppen und den Orten, an denen die Waren gehandelt werden, was es für sie schwierig macht, Märkte zu erreichen, und die Produkte teurer macht.

Die zweite ist die technische Distanz - die Sorgfalt, die erforderlich ist, damit Produkte ihre Qualität an den Verkaufsstellen erhalten, Faktoren, die eine professionelle Ausbildung erfordern, und die Anwendung guter Marktpraktiken.

Die dritte ist die Kommunikationsentfernung - die Wichtigkeit, zu wissen, wie man die Geschichte dieser Produkte durch ihre Etiketten erzählt, um sie für Verbraucher attraktiv zu machen, die möglicherweise Tausende von Kilometern von ihrem Herkunftsort entfernt sind.

Er sagt, dass es den preisgekrönten Produkten gelungen ist, diese drei Entfernungen zu verkürzen. In diesem Prozess sei es seiner Meinung nach wichtig, die indigenen Vereinigungen zu stärken, die die Initiativen leiten. "Sie haben CNPJ und können mit Käufern in Großstädten oder im Ausland sprechen", sagt er.

Soja x Waldprodukte

Molloy sagt, dass kaum eine wirtschaftliche Aktivität mit geringen Umweltauswirkungen, die von Indigenen oder Flussbewohnern betrieben wird, in Bezug auf den Gewinn mit destruktiveren Aktivitäten konkurrieren kann, die mehrere Gemeinden verführt haben, wie Bergbau, Holzeinschlag oder großflächiger Getreideanbau. .

"Es kann sein, dass Pequi-Öl im Verhältnis zu einem Sack Geld verliert, den ein Goldminenarbeiter oder ein Landpachtvertrag gegeben hat", sagt Molloy. "Auf der anderen Seite sprechen wir, wenn die beiden Unternehmen in einer zeitlichen Perspektive stehen, über Autonomie und Freiheit."

Laut Molloy wird eine indigene Gemeinschaft, die mit der Produktion von Soja beginnt, "ein fragiles Glied in einer viel größeren Kette sein, in der ihr Wort, ihre Autonomie und ihre Freiheit verkürzt werden".

Nachhaltige Initiativen, die lokale Produkte schätzen, würden es der Gruppe andererseits ermöglichen, "ein Akteur bei der Konstruktion dieses Produkts zu sein, seine Preise zu definieren, sich mit ihm zu verbinden, um es in Geld umzuwandeln".

Darüber hinaus könnten sich destruktive Aktivitäten als weniger vorteilhaft erweisen, selbst wenn sie zu höheren Gewinnen führen, wenn alle ihre Auswirkungen auf die Gemeinschaft berücksichtigt werden. Zum Beispiel muss eine indigene Gruppe, die nicht mehr fischt und in einem durch Bergbau kontaminierten Fluss badet, mehr für in der Stadt gekaufte Lebensmittel und andere Freizeitformen ausgeben. "Sie müssen viel mehr Geld ausgeben, als sie hätten, wenn ihre Traditionen berücksichtigt worden wären", sagt er.

Lokale Märkte

Trotz der Fortschritte mehrerer Gemeinden bei ihren nachhaltigen Unternehmungen gibt es laut Molloy in diesen Fällen noch Verbesserungspotenzial - insbesondere bei der Kommunikation mit Bewohnern benachbarter Regionen.

Ein Bericht, den die BBC auf dem Xingu + Network-Treffen gesehen hat, veranschaulicht diesen Punkt. Vertreter des Xingu Indigenous Territory sagten, sie hätten Schwierigkeiten, ihren Honig auf Märkten in benachbarten Gemeinden zu verkaufen, wo die Bewohner über die Qualität der von Indigenen hergestellten Produkte besorgt wären - obwohl der Artikel in den Regalen einer der wichtigsten Supermarktketten des Landes steht. Pão Zucker.

"Es wäre interessant, dass die lokalen Märkte auch Kontakt zu Produkten aus dem Wald haben könnten, was den Abbau von Vorurteilen mit sich bringt", sagt er.







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Коренные народы награждаются ООН за продукты, приносящие доход и сохраняющие жизнь лесам.    

Винти Киседже, один из лидеров племени вави в Мату-Гросу, рассказал BBC News Brasil о недавнем разговоре между фермером и главой его народа.


Крупный производитель сои в регионе Керенсия (MT), фермер предлагал общине курсы, чтобы коренные жители могли работать операторами сельскохозяйственной техники на своей территории. «Вождь ответил, что крестьянину больше не нужно нас искать, потому что у нас уже есть работа», - говорит коренной.


Винти упомянул о производстве масла пеки, типичного фрукта Серрадо, который находит применение в различных кулинарии, косметике и медицине. В этом году проект киседже был удостоен Экваториальной премии, которой Программа развития Организации Объединенных Наций (ПРООН) отметила 22 решения в области устойчивого развития, продвигаемые местными и коренными общинами. Члены группы отправятся в Нью-Йорк в этом месяце для получения награды во время Генеральной Ассамблеи ООН.


Это мероприятие - одна из двух бразильских инициатив, получивших награду среди 847 заявок из 127 стран - пополняет растущий список международно признанных предприятий, с которыми бразильские индейцы совмещают получение дохода и охрану окружающей среды.


В случае с маслом пеки дело идет дальше, так как плоды собирают на землях, которые деградировали после того, как в прошлом были заняты владельцами ранчо. После возвращения территории в 1990-х годах киседже распространил пекизейро по пастбищам, которые постепенно восстанавливают свои первоначальные черты переходного леса между Серрадо и Амазонкой.


В список успешных примеров входит производство меда и масла бабассу коренными жителями бассейна Шингу и установка мини-заводов для производства прибрежных продуктов в регионе Терра-ду-Мейо в Пара. Среди клиентов группы - такие бренды, как Pão de Açúcar, Mercur и Wickbold, а также такие повара, как Алекс Атала и Бела Гил.


Эти инициативы выделяются в то время, когда правительство Жаира Болсонару выступает за открытие земель коренных народов для добычи полезных ископаемых и сельского хозяйства, утверждая, что эти мероприятия помогут улучшить условия жизни групп. Президент говорил, что «индейцы не могут и дальше оставаться бедными на богатой земле» - заявление, подвергшееся резкой критике со стороны коренных жителей, присутствовавших на 4-м заседании Xingu + Network, конференции лесных народов, за которой следовала BBC между 21 и 23. Август (подробнее читайте ниже).


14 этнических групп объединились в Шингу

Группы коренного населения Бразилии поддерживают разную степень экономического обмена с окружающим обществом. Бывают ситуации, когда обмены минимальны - в случае некоторых изолированных народов Амазонки - даже группы с давними и прочными коммерческими отношениями. В различных частях Бразилии коренные народы помогают снабжать местные рынки фруктами, рыбой и овощами. Например, в регионе Альто-Рио-Негро (AM) большая часть муки из маниоки для продажи в городах производится общинами коренных народов.


Новизна заключается в появлении инициатив, направленных на повышение ценности продуктов, во многих случаях ориентированных на аудиторию в крупных городах Бразилии и за рубежом, таких как масло pequi from kisêdjê.


Опыт группы с этим предметом был представлен на встрече, которая проходила на земле коренных народов Менкрагноти в Пара. На встрече собрались лидеры 14 коренных этнических групп и четырех добывающих заповедников в бассейне Шингу, чтобы обсудить политический сценарий Бразилии и экономические альтернативы деятельности, разрушающей лес.


Объявляя лауреатов Экваториальной премии, ПРООН заявила, что Киседже изменил "статус-кво", вернув свои традиционные земли и разработав инновационную бизнес-модель, в которой местные деревья пекуи используются для восстановления ландшафтов, содействия продовольственной безопасности и разработки продуктов для местных и национальных рынков. ».


Другой бразильской организацией, получившей награду, стал Совет коренных народов Рораймы (CIR). По данным ПРООН, группа «гарантировала права 55 тысяч коренных жителей на 1,7 миллиона гектаров земли, содействуя экологической и социальной устойчивости путем сохранения разновидностей традиционных видов».

Рекордное производство

Пекуи киседже собирают и перерабатывают на мини-заводе, установленном в 2011 году в деревне Нгоджвере. Проект был разработан при поддержке Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Bacuri и Grupo Rezek.


В 2018 году добыча масла достигла 315 литров - рекорд. Часть его экспортировалась в США, а остальное продавалось в супермаркетах сети Pão de Açúcar и на Mercado de Pinheiros в Сан-Паулу.


Представляя этот случай на встрече Xingu + Network, Винти Киседже сравнил производство масла пекви с практикой агробизнеса.


В некоторых бразильских землях коренных народов общины арендовали участки под посевы зерна в обмен на процент от производства. В настоящее время эта деятельность запрещена, хотя правительство Жаира Болсонару и конгрессмены из числа сельских жителей пытаются изменить законодательство, чтобы разрешить это.


Однако для Винти агробизнес несовместим с образом жизни местного населения. «Мы не можем думать только об экономике, мы должны думать о выживании нашей культуры», - сказал он.


Винти напомнил, что при выращивании зерновых в Бразилии интенсивно используются пестициды, которые могут загрязнять реки и животных. По этой причине, по его словам, коренным народам, которые решат присоединиться к этой деятельности, возможно, придется отказаться от древних обычаев, таких как охота и рыбалка, чтобы не подвергнуться риску заражения.


Мед от индейцев шингу

Это не первый случай, когда бразильские индейцы получили международное признание за свою экономическую деятельность.


В 2017 году группы из Территории коренных народов Шингу (MT) получили Экваториальную премию ПРООН за свою работу по самосертификации органического меда. В проекте участвуют 100 пчеловодов из 39 деревень народов Кавайвете, Юджа, Киседже и Икпенг.


В 2018 году ФАО (Агентство ООН по сельскому хозяйству и продовольственной безопасности) удостоило почетной награды «Знания и вкусы» женщин из племени шикрин из деревни Пот-Кро в земле коренных народов Тринчейра-Бакая (PA) за производство масла бабассу.


Масло, которое традиционно использовалось в деревнях в качестве косметического средства, теперь перерабатывается на мини-заводе и продается также за пределами территории.


Другие продукты, производимые коренными народами, которые привлекли внимание крупных брендов в Бразилии и за рубежом, - это перец, производимый народом банива в Амазонасе, и грибы народа яномами в регионе Аварис в Рорайме. Повара Алекс Атала и Бела Гил уже использовали продукты в своих рецептах.


Сеть столовых

В Терра-ду-Мейо, регионе, образованном месторождениями полезных ископаемых и землями коренных народов в среднем Шингу, в Пара, местные общины нашли решение проблемы нехватки оборотного капитала - проблемы, которая препятствовала более значительной экономической деятельности.


Группы сформировали коллективы, называемые столовыми, для обработки и продажи лесных продуктов, добытых без вырубки леса.


Сегодня в регионе 27 столовых, восемь мини-заводов, где производятся такие продукты, как мука бабассу, масло копаиба и бразильские орехи. В число клиентов сети входят такие транснациональные корпорации, как Mercur, Firmenich и Wickbold, а также мэрии региона.


В период с 2009 по 2018 год в столовых было реализовано продуктов на сумму 3,75 миллиона реалов, из которых 2,08 миллиона реалов - в 2018 году. Оборотный капитал коллективов составляет около 500 тысяч реалов.


Член сети и жительница Добывающего заповедника Рио-Ирири, расположенного на берегу реки, 26-летняя Лилиан Феррейра раскритиковала Болсонару за то, что он сказал, что жители Амазонки будут бедны.


«Он (Болсонару) говорит, что мы бедны, потому что он не знает нашей реальности. Мы боремся, у нас есть трудности и камни, которые нам приходится толкать, но у нас есть продукты из леса. Нам не нужно рубить валить деревья, чтобы заработать на жизнь, - сказал Феррейра.

Сокращение расстояний

Для Пабло Моллоя, агронома, окончившего USP, который консультирует ассоциации коренных народов в их бизнесе, основные проблемы, с которыми общины сталкиваются при реализации устойчивых экономических инициатив, - это расстояния в три порядка.


Первый - это географическое расстояние между несколькими территориями этих групп и местами торговли товарами, что затрудняет им доступ на рынки и делает товары более дорогими.


Во-вторых, это техническая дистанция: необходимая забота о продуктах для поддержания их качества в точках продаж, факторы, требующие профессионального обучения и использования передовой рыночной практики.


Третий - это дистанция коммуникации - важность знания того, как рассказать историю этих продуктов через их этикетки, что делает их привлекательными для потребителей, которые могут находиться за тысячи километров от места их происхождения.


Он говорит, что отмеченным наградами продуктам удалось сократить эти три расстояния. В этом процессе, по его словам, было важно укрепить ассоциации коренных народов, которые возглавляют инициативы. «У них есть CNPJ, и они могут общаться с покупателями в больших городах или за границей», - говорит он.


Соя х лесные продукты

Моллой говорит, что вряд ли какая-либо экономическая деятельность коренных народов или прибрежных жителей с низким уровнем воздействия на окружающую среду может конкурировать с точки зрения прибыли с более разрушительной деятельностью, соблазнившей несколько сообществ, такой как добыча полезных ископаемых, лесозаготовка или крупномасштабное выращивание зерна. ,


«Может оказаться, что нефть Pequi проигрывает по сравнению с мешком денег, предоставленным золотодобытчиком или арендой земли», - говорит Моллой. «С другой стороны, когда два предприятия помещены во временную перспективу, мы начинаем говорить об автономии и свободе».


По словам Моллоя, коренная община, которая начинает производить сою, «будет хрупким звеном в гораздо более крупной цепи, где ее слово, ее автономия и свобода будут сокращены».


С другой стороны, устойчивые инициативы, в рамках которых ценится местная продукция, позволили бы группе «быть участником создания этого продукта, определять его цены, связываться с ним, чтобы превращать его в деньги».


Кроме того, он говорит, что деструктивные действия могут оказаться менее выгодными, даже если они приведут к более высокой прибыли, если учесть все их воздействия на сообщество. Например, группа коренного населения, которая прекращает рыбную ловлю и купается в реке, загрязненной горнодобывающей промышленностью, должна будет тратить больше на продукты, покупаемые в городе, и другие формы отдыха. «Им придется потратить намного больше денег, чем если бы были приняты во внимание их традиции», - говорит он.


Местные рынки

Несмотря на успехи нескольких общин в их устойчивых предприятиях, Моллой говорит, что в этих случаях еще есть возможности для улучшения, особенно в общении с жителями соседних регионов.


Отчет, засвидетельствованный BBC на встрече Xingu + Network, иллюстрирует эту точку зрения. Представители территории коренного населения Шингу заявили, что им трудно продавать свой мед на рынках в соседних муниципалитетах, где жители будут обеспокоены качеством продуктов, произведенных коренными народами, хотя этот продукт находится на полках одной из основных сетей супермаркетов страны. Пао сахара.


«Было бы интересно, если бы местные рынки также могли контактировать с продуктами из леса, что требует деконструкции предрассудков», - говорит он.







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在联合国获得奖励的土著人,其产品可产生收入并使森林保持生命。   


温蒂·基塞吉(WintiKisêdjê)是马托格罗索州(Mato Grosso)瓦威土著土地的领导人之一,他告诉BBC新闻巴西一位农民与其酋长之间的最近对话。


这位农民是Querência(MT)地区的一家大型大豆生产商,为社区提供了课程,以便土著人民可以在其财产上担任农业机械的经营者。土著人说:“酋长回答说,农民不再需要寻找我们,因为我们已经有了工作。”


温蒂提到了pequi油的生产,pequi油是塞拉多的一种典型水果,具有多种烹饪,化妆品和医学用途。今年,kisêdjê项目获得了赤道奖,联合国开发计划署(开发署)凭借该奖项认可了本地和土著社区推广的22种可持续发展解决方案。小组成员将于本月在联合国大会期间前往纽约领奖。


这项活动是来自127个国家的847项申请中所授予的两项巴西倡议之一,增加了越来越多的国际认可企业,巴西印第安人已与这些企业协调了创收和环境保护。


就pequi石油而言,情况就更进一步了,因为水果是在过去被牧场主占领后退化的土地上收获的。在1990年代夺回领土后,基塞吉布(Kisêdjê)在牧场上分布了pequizeiros,这些牧场逐渐恢复了它们在塞拉多(Cerrado)和亚马逊(Amazon)之间过渡森林的原始特征。


成功案例清单包括来自新谷盆地的土著人民生产蜂蜜和巴巴苏油,以及在帕拉的梅多地区的多米诺地区安装微型植物,以使河边产品受益。集团的客户包括Pã​​odeAçúcar,Mercur和Wickbold等品牌,以及Alex Atala和Bela Gil等厨师。


在贾尔·博尔索纳罗(Jair Bolsonaro)政府提倡开放土著土地用于采矿和农业的时候,这些倡议就显得特别突出,他们认为这些活动将有助于改善该群体的生活条件。总统过去曾说过“印度人不能在富裕的土地上继续贫穷”-一位在新谷+网络第4次会议,土著人民会议以及BBC在21-23之间举行的第四次会议上受到土著人民强烈批评的声明。八月(更多内容请见下文)。


新姑14个民族团结

巴西土著群体与周围社会保持着不同程度的经济交流。在某些情况下,交流很少(对于亚马逊地区一些孤立的人而言),甚至是具有长期和巩固的商业关系的团体。在巴西各地,土著社区帮助向当地市场供应水果,鱼类和蔬菜。例如,在上里约内格罗地区(AM),许多在城市销售的木薯粉都是由土著社区生产的。


新颖性是各种旨在增加产品价值的举措的兴起,在许多情况下,这些举措的重点是巴西和国外大城市的受众,例如kisêdjê的pequi oil。


在会议上介绍了小组在该项目上的经验,该会议在帕拉的Menkragnoti土著土地举行。会议召集了新谷盆地14个土著民族和4个采掘保护区的领导人,讨论了巴西的政治局势以及破坏森林活动的经济替代方案。


联合国开发计划署在宣布赤道奖得主时说,基塞德改变了现状,收回了他们的传统土地,并开发了一种创新的商业模式,利用当地的pequi树来恢复景观,促进粮食安全并为当地市场和国家开发产品。 ”。


授予的另一个巴西实体是Roraima土著理事会(CIR)。根据联合国开发计划署的说法,该组织“通过保护传统物种的品种,促进了五万五千土著人民在170万公顷土地上的权利,以增强其生态和社会适应力”。

唱片制作

kisêdjê的pequi采摘并加工成迷你植物,该植物于2011年安装在Ngôjhwêrê村。该项目是在社会环境研究所(ISA),Bacuri研究所和Grupo Rezek的支持下开发的。


2018年,石油产量达到315升-创纪录。其中一部分出口到美国,其余的则在PãodeAçúcar连锁超市和圣保罗的Mercado de Pinheiros的超市中出售。


在Xingu + Network会议上介绍此案时,WintiKisêdjê将pequi油的生产与农业综合企业进行了比较。


在巴西的一些土著土地上,社区已租用土地种植谷物,以换取一定比例的生产。尽管贾尔·博尔索纳罗(Jair Bolsonaro)政府和农村委员会的议员试图改变法律以允许这样做,但现在已禁止该活动。


但是,对于Winti而言,农业综合企业与社区的生活方式不相容。他说:“我们不能只考虑经济学,而必须考虑我们文化的生存。”


温蒂回忆说,巴西的谷物种植涉及农药的大量使用,这会污染河流和动物。他说,出于这个原因,选择参加该活动的土著人民可能不得不放弃古老的习俗,例如狩猎和捕鱼,以免遭受被污染的风险。


新谷印第安人的蜂蜜

这不是第一次巴西印第安人的某些经济活动获得国际认可。


2017年,来自新谷土著地区(MT)的团体因其在有机蜂蜜自我认证方面的工作而获得了开发署赤道奖。该项目涉及来自Kawaiwete,Yudja,Kisêdjê和Ikpeng人民的39个村庄的100位养蜂人。


2018年,粮农组织(联合国农业和粮食安全机构)在TrincheiraBacajá土著土地(PA)的Pot-Krô村的Xikrin村妇女中获得了“知识和风味”奖,巴巴苏的石油生产。


传统上在村庄中用作化妆品的这种油现在在微型磨房中加工,并在境外出售。


土著人民生产的其他产品引起了巴西和国外主要品牌的关注,其中包括亚马逊河地区的巴尼瓦人生产的辣椒,以及罗赖马地区的阿瓦里斯地区的亚诺玛米人的蘑菇。厨师Alex Atala和Bela Gil已经在食谱中使用了该产品。


食堂网络

在帕拉州新古县中部由采掘储量和土著土地组成的地区Terra do Meio,当地社区找到了解决缺乏营运资金的办法,这一问题阻碍了更重要的经济活动。


这些团体成立了称为食堂的集体,以加工和销售未经砍伐的森林产品。


如今,该地区有27个食堂,其中有8个小型磨坊,生产诸如巴巴苏粉,copaiba油和巴西坚果之类的食品。该连锁店的客户包括该地区的市政厅之外的跨国公司,例如Mercur,Firmenich和Wickbold。


在2009年至2018年期间,食堂售出的产品价值375万雷亚尔,其中2018年为208万雷亚尔。集体的营运资金约为50万雷亚尔。


该网络的成员,里约·伊里里(Rio Iriri)采油区的居民,26岁的河边莉莉安·费雷拉(Liliane Ferreira)批评博尔索纳罗(Bolsonaro)说亚马逊人会很贫穷。


“他(博尔索纳罗)说我们很贫穷,因为他不了解我们的现实。我们在努力奋斗,我们遇到了困难和困难,但我们的产品来自森林。我们不需要砍伐森林砍伐树木为生。”费雷拉说。

缩短距离

对于从USP毕业的农艺师Pablo Molloy而言,该公司为土著协会的经营提供咨询服务,而社区要想采取可持续的经济举措,面临的主要挑战是距离三个订单的距离。


首先是这些群体中几个领土与商品交易地点之间的地理距离,这使他们难以进入市场并使产品更昂贵。


第二个是技术距离-产品在销售点保持质量所必需的保养,需要专业培训的因素以及使用良好的市场惯例。


第三是沟通距离-了解如何通过其标签讲述这些产品故事的重要性,这对于可能距其原产地数千公里的消费者具有吸引力。


他说,屡获殊荣的产品设法缩短了这三个距离。他认为,在这一过程中,必须加强领导倡议的土著协会。他说:“他们拥有CNPJ,并能够与大城市或国外的买家交谈。”


大豆x林产品

莫洛伊说,就利润而言,由土著人民或河边居民进行的任何对环境影响小的经济活动都无法与更具破坏性的活动竞争,这些活动诱骗了多个社区,例如采矿,伐木或大规模谷物种植。 。


莫洛伊(Molloy)说:“可能是由于矿工或土地租赁给一袋钱而造成的pequi石油损失。” “另一方面,当从时间角度来看这两家公司时,我们开始谈论自治和自由。”


根据莫洛伊(Molloy)的说法,一个开始生产大豆的土著社区“将在更大的链条中成为脆弱的纽带,在此链条中,其词句,自治权和自由度将被缩短”。


另一方面,重视本地产品的可持续性举措将使该集团“成为该产品构造中的参与者,确定其价格,与之联系,将其转化为货币”。


此外,他说,即使考虑到破坏性活动对社区的所有影响,破坏性活动即使带来更高的利润也可能被证明不利。例如,一个土著群体停止捕鱼并在被采矿污染的河流中沐浴,将不得不在城市购买的食物和其他休闲形式上花费更多。他说:“与考虑到他们的传统相比,他们将不得不花更多的钱。”


当地市场

尽管有几个社区在可持续发展事业方面取得了进步,但莫洛伊说,在这些情况下,尤其是在与邻近地区居民的交流中,仍有改善的空间。


BBC在Xingu + Network会议上见证的一份报告说明了这一点。新谷土著地区的代表说,他们很难在邻近城市的市场上出售蜂蜜,在那里居民会担心土著人民生产的产品的质量-尽管该产品在该国主要超市之一的货架上,白糖。


他说:“有趣的是,当地市场也可以与森林产品接触,这涉及消除偏见。”






--ae via tradutor do google

يُمنح السكان الأصليون في الأمم المتحدة للمنتجات التي تدر الدخل وتحافظ على الحياة في الغابة.


أحد قادة منطقة واوي الأصلية في ماتو غروسو ، وينتي كيزيدجي ، يخبر بي بي سي نيوز برازيل محادثة جرت مؤخرًا بين مزارع وزعيم شعبه.


كمنتج كبير لفول الصويا في منطقة Querência (MT) ، قدم المزارع دورات للمجتمع حتى يتمكن السكان الأصليون من العمل كمشغلين للآلات الزراعية في ممتلكاتهم. "رد الرئيس أن المزارع لم يعد بحاجة للبحث عنا ، لأن لدينا عملنا بالفعل" ، يقول السكان الأصليون.


أشار وينتي إلى إنتاج زيت البيكوي ، وهو ثمرة نموذجية لسيرادو مع تطبيقات متعددة في الطهي ومستحضرات التجميل والطب. حصل مشروع kisêdjê هذا العام على جائزة Equatorial Award ، حيث أقر برنامج الأمم المتحدة الإنمائي (UNDP) 22 حلاً من حلول التنمية المستدامة التي تروج لها المجتمعات المحلية والأصلية. سيسافر أعضاء المجموعة إلى نيويورك هذا الشهر لاستلام الجائزة ، خلال الجمعية العامة للأمم المتحدة.


هذا النشاط - وهو أحد مبادرتين برازيليتين تم منحهما من بين 847 طلبًا من 127 دولة - يضيف إلى قائمة متزايدة من الشركات المعترف بها دوليًا والتي التوفيق معها من قبل الهنود البرازيليين لتوليد الدخل والحفاظ على البيئة.


في حالة زيت البيكوي ، يذهب الأمر إلى أبعد من ذلك ، حيث يتم حصاد الثمار في الأراضي التي تدهورت بعد أن احتلها أصحاب المزارع في الماضي. بعد استعادة المنطقة في تسعينيات القرن الماضي ، نشر Kisêdjê البيكيزيروس عبر المراعي - والتي ، شيئًا فشيئًا ، تستعيد ميزتها الأصلية للغابة الانتقالية بين سيرادو والأمازون.


تشمل قائمة حالات النجاح إنتاج العسل وزيت الباباسو من قبل السكان الأصليين من حوض شينغو وتركيب نباتات صغيرة لصالح المنتجات الواقعة على ضفاف النهر في منطقة تيرا دو ميو في بارا. من بين عملاء المجموعة علامات تجارية مثل Pão de Açúcar و Mercur و Wickbold ، بالإضافة إلى طهاة مثل Alex Atala و Bela Gil.


تبرز المبادرات في وقت تدعو فيه حكومة جاير بولسونارو إلى فتح أراضي السكان الأصليين للتعدين والزراعة ، بحجة أن الأنشطة ستساعد في تحسين الظروف المعيشية للمجموعات. اعتاد الرئيس أن يقول إن "الهنود لا يمكنهم الاستمرار في أن يكونوا فقراء على الأراضي الغنية" - وهو بيان انتقده بشدة السكان الأصليون الحاضرون في الاجتماع الرابع لشبكة Xingu + ، وهو مؤتمر لسكان الغابات تبعته هيئة الإذاعة البريطانية (BBC) بين 21 و 23. أغسطس (اقرأ المزيد أدناه).


14 مجموعة عرقية متحدة في Xingu

تحافظ مجموعات السكان الأصليين البرازيليين على درجات متفاوتة من التبادل الاقتصادي مع المجتمع المحيط. هناك حالات يكون فيها التبادل في حده الأدنى - في حالة بعض الشعوب المعزولة في منطقة الأمازون - حتى المجموعات التي لديها علاقات تجارية طويلة الأمد ومتينة. في أجزاء مختلفة من البرازيل ، تساعد المجتمعات الأصلية في تزويد الأسواق المحلية بالفواكه والأسماك والخضروات. في منطقة ألتو ريو نيغرو (AM) ، على سبيل المثال ، يتم تصنيع الكثير من دقيق الكسافا للبيع في المدن من قبل مجتمعات السكان الأصليين.


الحداثة هي ظهور مبادرات تسعى إلى إضافة قيمة أكبر للمنتجات ، مع التركيز ، في كثير من الحالات ، على الجماهير في المدن الكبرى في البرازيل وخارجها - مثل زيت البيكوي من kisêdjê.


تم تقديم تجربة المجموعة مع هذا البند في الاجتماع ، الذي عقد في Menkragnoti Indigenous Land ، في بارا. جمع الاجتماع قادة من 14 مجموعة عرقية أصلية وأربعة محميات استخراجية في حوض زينغو لمناقشة السيناريو السياسي البرازيلي والبدائل الاقتصادية للأنشطة التي تدمر الغابة.


عند الإعلان عن الفائزين بالجائزة الاستوائية ، قال برنامج الأمم المتحدة الإنمائي إن Kisêdjê غيرت "الوضع الراهن ، واستصلاح أراضيها التقليدية وتطوير نموذج عمل مبتكر يستخدم أشجار البيكوي الأصلية لاستعادة المناظر الطبيعية وتعزيز الأمن الغذائي وتطوير المنتجات للأسواق المحلية والوطنية. ".


الكيان البرازيلي الآخر الذي حصل على الجائزة كان مجلس السكان الأصليين في رورايما (CIR). ووفقًا لبرنامج الأمم المتحدة الإنمائي ، فإن المجموعة "ضمنت حقوق 55 ألفًا من السكان الأصليين على 1.7 مليون هكتار من الأراضي من خلال تعزيز المرونة البيئية والاجتماعية من خلال الحفاظ على أنواع مختلفة من الأنواع التقليدية".

إنتاج قياسي

يتم حصاد ومعالجة قشور الكيسدجي في معمل صغير أقيم عام 2011 في قرية نجوجويري. تم تطوير المشروع بدعم من Instituto Socialambiental (ISA) ، Instituto Bacuri و Grupo Rezek.


في عام 2018 ، وصل إنتاج النفط إلى 315 لترًا - وهو رقم قياسي. تم تصدير جزء منه إلى الولايات المتحدة ، وتم بيع الباقي في محلات السوبر ماركت التابعة لسلسلة Pão de Açúcar وفي Mercado de Pinheiros في ساو باولو.


عند عرض القضية في اجتماع شبكة Xingu + ، قارن Winti Kisêdjê إنتاج زيت pequi بممارسات الأعمال التجارية الزراعية.


في بعض الأراضي البرازيلية الأصلية ، تمتلك المجتمعات المحلية مساحات مستأجرة لزراعة الحبوب مقابل نسبة مئوية من الإنتاج. النشاط محظور الآن ، على الرغم من أن حكومة جاير بولسونارو وأعضاء الكونجرس من مقاعد البدلاء الريفية يحاولون تغيير التشريع للسماح بذلك.


لكن بالنسبة إلى وينتي ، فإن الأعمال التجارية الزراعية غير متوافقة مع أساليب حياة المجتمعات. وقال: "لا يمكننا التفكير في الاقتصاد فقط ، علينا التفكير في بقاء ثقافتنا".


وأشار وينتي إلى أن زراعة الحبوب في البرازيل تنطوي على الاستخدام المكثف لمبيدات الآفات التي يمكن أن تلوث الأنهار والحيوانات. لهذا السبب ، كما يقول ، قد يضطر السكان الأصليون الذين يختارون الانضمام إلى النشاط إلى التخلي عن الممارسات القديمة مثل الصيد وصيد الأسماك حتى لا يتعرضوا لخطر التلوث.


عسل من هنود Xingu

لم تكن هذه هي المرة الأولى التي يحصل فيها الهنود البرازيليون على اعتراف دولي ببعض أنشطتهم الاقتصادية.


في عام 2017 ، فازت مجموعات من إقليم زينغو للسكان الأصليين (MT) بجائزة برنامج الأمم المتحدة الإنمائي الاستوائية لعملهم في التصديق الذاتي على العسل العضوي. يشترك في المشروع 100 مربي نحل من 39 قرية من شعوب Kawaiwete و Yudja و Kisêdjê و Ikpeng.


في عام 2018 ، أعطت منظمة الأغذية والزراعة (وكالة الأمم المتحدة للزراعة والأمن الغذائي) تنويهًا مشرفًا في جائزة "المعرفة والنكهات" لنساء شعب Xikrin في قرية Pot-Krô ، في Trincheira Bacajá Indigenous Land (PA) ، من أجل إنتاج زيت باباسو.


الزيت ، الذي يستخدم تقليديا كمستحضرات تجميل في القرى ، تتم معالجته الآن في مطحنة صغيرة ويباع أيضًا خارج الإقليم.


العناصر الأخرى التي أنتجها السكان الأصليون والتي جذبت انتباه العلامات التجارية الكبرى في البرازيل والخارج هي الفلفل الذي ينتجه شعب بانيوا في أمازوناس وفطر شعب اليانومامي في منطقة أواريس في رورايما. استخدم الشيفان Alex Atala و Bela Gil المنتجات بالفعل في الوصفات.


شبكة مقصف

في Terra do Meio ، وهي منطقة تشكلت من المحميات الاستخراجية والأراضي الأصلية في وسط Xingu ، في بارا ، وجدت المجتمعات المحلية حلاً لنقص رأس المال العامل ، وهي مشكلة حالت دون القيام بأنشطة اقتصادية أكثر أهمية.


شكلت المجموعات مجموعات تسمى المقاصف لمعالجة وبيع منتجات الغابات المستخرجة دون إزالة الغابات.


يوجد اليوم 27 مطعمًا في المنطقة ، بها ثمانية مطاحن صغيرة تنتج مواد مثل طحين الباباسو وزيت الكوبيبا والجوز البرازيلي. يشمل عملاء السلسلة الشركات متعددة الجنسيات مثل Mercur و Firmenich و Wickbold ، بالإضافة إلى قاعات المدينة في المنطقة.


بين عامي 2009 و 2018 ، باعت المقاصف منتجات بقيمة 3.75 مليون ريال برازيلي ، منها 2.08 مليون ريال برازيلي في عام 2018. ويبلغ رأس المال العامل للمجموعات حوالي 500 ألف ريال برازيلي.


انتقدت ليليان فيريرا ، العضو في الشبكة والمقيمة في محمية ريو إيري الاستخراجية ، على ضفاف النهر ، بولسونارو لقولها إن شعب الأمازون سيكون فقيرًا.


"يقول (بولسونارو) إننا فقراء لأنه لا يعرف واقعنا. إننا نكافح ، ولدينا صعوبات وأحجار في الطريقة التي يتعين علينا دفعها ، لكن لدينا منتجاتنا من الغابة. لا نحتاج إلى قطع قال فيريرا "على الأشجار لكسب لقمة العيش".

تقصير المسافات

بالنسبة إلى بابلو مولوي ، وهو مهندس زراعي تخرج من جامعة جنوب المحيط الهادئ يقدم المشورة لجمعيات السكان الأصليين في أعمالهم ، فإن التحديات الرئيسية التي تواجهها المجتمعات للمبادرات الاقتصادية المستدامة للإقلاع هي مسافات ثلاثة أوامر.


الأول هو المسافة الجغرافية بين العديد من مناطق هذه المجموعات والأماكن التي يتم فيها تداول السلع ، مما يجعل من الصعب عليهم الوصول إلى الأسواق ويجعل المنتجات أكثر تكلفة.


والثاني هو المسافة الفنية - الرعاية اللازمة للمنتجات للحفاظ على جودتها في نقاط البيع ، والعوامل التي تتطلب تدريبًا مهنيًا واستخدام ممارسات السوق الجيدة.


والثالث هو مسافة الاتصال - أهمية معرفة كيفية سرد قصة هذه المنتجات من خلال ملصقاتها ، مما يجعلها جذابة للمستهلكين الذين قد يكونون على بعد آلاف الكيلومترات من مكانهم الأصلي.


يقول إن المنتجات الحائزة على جوائز نجحت في تقصير هذه المسافات الثلاثة. في هذه العملية ، حسب قوله ، كان من الضروري تقوية الجمعيات الأهلية التي تقود المبادرات. "لديهم CNPJ ويمكنهم التحدث إلى المشترين في المدن الكبرى أو في الخارج" ، كما يقول.


منتجات غابات فول الصويا

يقول مولوي إنه لا يكاد أي نشاط اقتصادي له تأثير بيئي منخفض يقوم به السكان الأصليون أو سكان ضفاف النهر يمكن أن يتنافس ، من حيث الربح ، مع أنشطة أكثر تدميراً أغرت العديد من المجتمعات ، مثل التعدين أو قطع الأشجار أو زراعة الحبوب على نطاق واسع. .


يقول مولوي: "قد يكون السبب هو أن نفط البيكوي يخسر فيما يتعلق بكيس من المال قدمه عامل منجم الذهب أو عقد إيجار أرض". "من ناحية أخرى ، عندما يتم وضع الشركتين في منظور زمني ، نبدأ في الحديث عن الاستقلالية والحرية."


وفقًا لمولوي ، فإن المجتمع الأصلي الذي يبدأ في إنتاج فول الصويا "سيكون رابطًا هشًا في سلسلة أكبر بكثير ، حيث يتم اختصار كلمته واستقلاليته وحريته".


ومن ناحية أخرى ، فإن المبادرات المستدامة التي تقدر المنتجات المحلية ستسمح للمجموعة "بأن تكون فاعلاً في بناء هذا المنتج ، وتحديد أسعاره ، والارتباط به لتحويله إلى نقود".


بالإضافة إلى ذلك ، يقول إن الأنشطة المدمرة قد تكون أقل فائدة حتى لو أدت إلى أرباح أعلى ، إذا تم النظر في جميع آثارها على المجتمع. على سبيل المثال ، سيتعين على مجموعة السكان الأصليين التي توقف الصيد والاستحمام في نهر ملوث بالتعدين أن تنفق المزيد على الطعام الذي تم شراؤه في المدينة وأشكال الترفيه الأخرى. يقول: "سيتعين عليهم إنفاق أموال أكثر بكثير مما كانوا سينفقون لو تم أخذ تقاليدهم في الاعتبار".


الأسواق المحلية

على الرغم من التقدم الذي أحرزته العديد من المجتمعات في مشاريعها المستدامة ، يقول مولوي إنه لا يزال هناك مجال للتحسين في هذه الحالات - لا سيما في التواصل مع سكان المناطق المجاورة.


يوضح تقرير شاهدته BBC في اجتماع Xingu + Network هذه النقطة. قال ممثلو إقليم زينغو للسكان الأصليين إنهم واجهوا صعوبة في بيع عسلهم في أسواق البلديات المجاورة ، حيث سيكون السكان قلقين بشأن جودة المنتجات التي يصنعها السكان الأصليون - على الرغم من أن العنصر موجود على أرفف إحدى سلاسل المتاجر الكبرى في البلاد ، باو من السكر.


ويقول: "سيكون من المثير للاهتمام أن الأسواق المحلية يمكنها أيضًا أن تكون على اتصال بمنتجات الغابة ، والتي تتضمن تفكيك الأفكار المسبقة".