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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Em busca de esperança para um museu

Juiz tenta evitar venda de obras do Instituto de Artes de Detroit; dinheiro seria usado para pagar dívidas da cidade

Uma campanha lançada por um juiz federal é a nova esperança para o Instituto de Artes de Detroit. Ao longo deste ano, a prefeitura da cidade, que vive uma crise financeira que vem sendo tratada como a pior da história dos municípios americanos, decidiu vender algumas das principais obras do museu compradas com dinheiro público. A casa de leilões Christie’s acredita que o lote, que representa 5% do acervo da instituição, poderia alcançar entre US$ 467 e US$ 867 milhões – e a ideia é usar o dinheiro para pagar por serviços públicos básicos e honrar vencimentos.



Joshua Lott/Reuters
O Art Institute of Detroit

Parte da população da cidade e especialistas em arte, no entanto, têm se colocado contra a decisão. Para eles, o dinheiro arrecadado com a venda das peças de Van Gogh, Matisse, Brueguel e Rembrandt, entre outros, não será suficiente para resolver os problemas financeiros da cidade – mas vai significar uma perda considerável para o acervo daquele que é considerado um dos principais museus dos Estados Unidos.

Foi com esse pensamento em mente que o juiz federal Geraldo Rosen lançou uma campanha dirigida às fundações privadas mais importantes do país. O objetivo é arrecadar com elas US$ 500 milhões, valor que, segundo seus cálculos, seria suficiente para honrar o pagamento de pensões e outros débitos municipais e evitar a venda das obras mais famosas da cidade.

Rosen, no entanto, foi além. Segundo ele, precisa haver uma mudança no regimento do museu, que passaria a ser uma entidade sem fins lucrativos, independente tanto das fundações doadoras quanto do poder público – o que impediria novas ocorrências do que ele chamou de “constantes tentativas de assalto” ao acervo.

Em um comunicado, o Instituto de Arte disse que apoia “100%” a ideia de Rosen, iniciativa considerada “criativa e razoável” – segundo o texto, o sucesso da campanha levaria o museu a ser “otimista” com relação ao futuro. O plano de Rosen, no entanto, precisa ser aprovado ainda pelo juiz Steven Rhodes, que deu luz verde para que a cidade declarasse falência. E, entre alguns dos credores, já há quem defina a campanha como um “contratempo” no processo de busca de uma solução para o pagamento das dívidas que com eles mantém a prefeitura. Para eles, é consensual a ideia de que a venda das obras é não apenas a melhor como a única maneira de resolver a questão.



fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,em-busca-de-esperanca-para-um-museu,1112904,0.htm
 

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