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quinta-feira, 6 de março de 2014

Ibram vai cadastrar pesquisadores em museus e memória



Cadastramento permitirá um maior intercâmbio e troca de informações entre grupos que compartilham afinidades





O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) deu início a um trabalho de mapeamento de pesquisadores vinculados à instituição interessados em liderar grupos de pesquisa sobre a área de museus e memória. O objetivo é formar um Diretório dos Grupos de Pesquisa do Ibram, que serão cadastrados junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O cadastramento permitirá um maior intercâmbio e troca de informações entre grupos que atuam dentro do próprio Ibram e outros grupos, instituições e pesquisadores com os quais compartilhem afinidades. Vai possibilitar também o acompanhamento das pesquisas em andamento no instituto e contribuir para a preservação da memória sobre a produção de conhecimento na área museal.

Como funcionará

O Ibram já está inscrito no CNPq como instituição de pesquisa e encontra-se formalmente autorizado a iniciar o processo de cadastramento de líderes e grupos. A partir desses cadastramentos, as informações geradas pelo desenvolvimento das pesquisas dos futuros grupos passarão a constar da base de dados do CNPq – que reúne, além dos grupos, informações sobre pesquisadores, linhas de pesquisa, especialidades de conhecimento, setores de atividade envolvidos e a produção dos participantes, entre outras.

Cada grupo de pesquisa será formado por um líder (que deve ser um pesquisador com doutorado e cadastrado na plataforma Lattes) e por pesquisadores (graduados ou pós-graduados), podendo incluir ainda estudantes e técnicos. O CNPq não fixa limite para o número de grupos por instituição de pesquisa.

Até o momento, o Ibram cadastrou 12 líderes que atuam dentro do instituto. Será iniciado em breve o cadastramento de líderes não vinculados instituição, mas com um histórico de participação em projetos e ações promovidos pelo Ibram.

Projeto Música no Museu tem programação especial em março



Serão 30 concertos no Rio de janeiro, São Paulo e Porto Alegre, com participação de autoras e musicistas mulheres




O projeto Música no Museu, apoiado pelo Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, vai apresentar uma programação especial para o mês de março. Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado neste sábado (8), o público vai poder contar com apresentações que destacam a importância da mulher no meio musical.

Serão concertos com musicistas e autoras mulheres durante todo o mês de março. A programação inclui 30 concertos, sendo 26 no Rio de Janeiro, 4 em São Paulo e 1 em Porto Alegre (RS).

As exceções:

- Coro de Câmara Harvestehude, da Alemanha, dia 13 às 12:30 na Igreja Santa Cruz dos Militares;

- Camerata Assis Brasil nos dia 25 às 19:30, no Iate Clube (comemorando o aniversário do clube) e no dia 26 às 12:30, no Teatro SESI;

- Brazilian Tropical Violins, com o mesmo programa que fez o maior sucesso em Viena, na Igreja N.Sa. da Paz no dia 27 de março, às 18:30hs.

Museu de Novgorod apresenta tesouro de 1.000 anos em Londres



O Museu Britânico está recebendo a partir de quarta-feira, 05, a exposição "Vikings: Vida e Lenda", que pretende mostrar as principais etapas na era deste povo entre os séculos VIII e XI. A instituição, uma das maiores da Rússia, apresentará na mostra um tesouro com, aproximadamente, um milênio, encontrado há muitos anos por fazendeiros na beira do Lago Ilmen, na mesma região onde se situa o museu russo.

Ao todo, o público poderá apreciar 73 itens de uma arca de joias que foi descoberta durante a aração de um campo perto da vila de Liuboyezhi. De acordo com o representante do museu russo, o tesouro original consistia de 112 objetos decorados com prata de alta qualidade e outros parcialmente dourados.

Arqueólogos acreditam que alguns itens da coleção tiveram origens escandinavas, o que indica evidências de relações comerciais entre a antiga Novgorod e a Escandinávia. Além disso, o tesouro encontrado em Liuboyezhi é semelhante a outras descobertas feitas na ilha de Gottland, situada no Mar Báltico, e na Suécia continental.

A exposição no Museu Britânico promete se tornar um dos principais eventos culturais da Europa em 2014 e ficará aberta ao público até o dia 22 de junho.


fonte:
http://www.diariodarussia.com.br/cultura/noticias/2014/03/06/museu-de-novgorod-apresenta-tesouro-de-1000-anos-em-londres/

Museu quer resgatar presença judaica em Colônia


Comunidade judaica de Colônia já foi a maior na Europa ao norte dos Alpes. Novo museu deverá reconstruir passado, lembrando sua tradição de cidade aberta e cosmopolita desde a Idade Média.



Gerry White escava um sítio arqueológico situado no centro de Colônia, cidade localizada no oeste alemão. Entre a prefeitura e o Museu Wallraf Richartz, foram descobertas ruínas de uma mikvá da Idade Média – casa de banhos judaica, possivelmente frequentada naquela época somente por mulheres.



Hoje, uma enorme tenda protege o sítio arqueológico do sol e da chuva. Ali, nas imediações do centro histórico da cidade, foram encontrados vestígios da história de dois mil anos da cidade. No local, especialistas procuram agora partes de muros e de edificações antigas.



Bairro judaico nas ruínas da ocupação romana


O arqueólogo Gerry White



Os arqueólogos conseguiram detectar que, na Idade Média, havia ali um bairro judaico, construído bem em cima das ruínas de uma edificação romana. Durante muito tempo, os pesquisadores não tinham certeza se Colônia havia sido povoada continuamente da Antiguidade até a Idade Média.



Marcus Trier, diretor do Museu Romano-Germânico da cidade e coordenador interino das escavações, afirma: "No bairro que circunda a prefeitura, há muito a descobrir: restos do pretório, o palácio do lugar-tenente da Baixa Germânia, vestígios do domínio no início da Idade Média, partes do bairro judaico e porões destruídos durante a Segunda Guerra Mundial".



Tecnologia digital ajuda na reconstrução


Marcus Trier, diretor do Museu-Romano Germânico de Colônia



Já nos anos 1950 e 1960, os arqueólogos começaram a se interessar pelo que havia debaixo da praça da prefeitura, nas imediações da Catedral de Colônia. Em 1956, foram descobertos vestígios de uma mikvá no local, bem como da sinagoga frequentada pela comunidade judaica, que existia na Idade Média na cidade. As escavações duraram nada menos que 20 anos, embora, neste ínterim, grande parte da praça tenha sido fechada de novo e transformada provisoriamente em estacionamento.



Somente em 2007 é que as escavações foram retomadas, sob a coordenação dos arqueólogos Sven Schütte e Marianne Gechter, tendo sido conduzidas por eles até abril de 2013. Graças à tecnologia digital e a métodos aplicados nas ciências naturais, foi possível reinterpretar os vestígios do tempo no lugar. Maquetes tridimensionais facilitam a reconstrução do que havia ali no passado.



Os arqueólogos procuraram descobrir até onde vão as raízes da comunidade judaica de Colônia. Na praça da prefeitura, eles acharam partes de uma sinagoga, inclusive uma bimá (plataforma sobre a qual fica uma mesa, de onde se lê a torá), bem como restos de comida kosher, quadros negros com provérbios escritos e objetos de decoração.



"No século 4º já havia uma comunidade judaica em Colônia", diz Marcus Trier. Suas dimensões e onde os judeus viviam exatamente não se sabe ao certo. As escavações arqueológicas levam a crer, contudo, que a partir do século 10 muitos judeus viviam na cidade.



"Durante muito tempo, uma convivência que funcionava"
Reconstrução da sinagoga no século 13



A sinagoga de Colônia na praça da prefeitura é considerada a mais antiga na Europa ao norte dos Alpes. No entorno dela, os arqueólogos encontraram indícios de uma convivência tranquila entre cristãos e judeus. "Era um bairro fechado, mas que mantinha um intercâmbio com os cristãos. Durante um longo tempo, havia uma convivência que funcionava bem", diz Trier. A prova de que isso viria a mudar posteriormente é o pogrom do ano de 1349 e, por conseguinte, a perseguição aos membros da comunidade judaica que se seguiu. Em 1424, todos os judeus foram obrigados a deixar a cidade.



Uma prova extraordinária do pogrom é um brinco de ouro, também encontrado pelos arqueólogos na praça da prefeitura – um exemplo perfeito da ourivesaria saliana do fim do século 10 e início do século 11. A proprietária do brinco provavelmente deve tê-lo escondido para protegê-lo de saqueadores. "Um peça valiosa como essa ninguém perde simplesmente por aí", suspeita Trier.



Peças em exposição: da Antiguidade até a Idade Média


Escavações na área central de Colônia



Há planos de criação de um Museu Judaico no local – uma localização autêntica, ou seja, os objetos serão exibidos onde ficava a sinagoga, centro espiritual e religioso. No projeto arquitetônico do Museu serão envolvidos os vestígios da sinagoga e da mikvá, o banho ritualizado judaico.



Este é pelo menos o projeto que venceu a concorrência realizada em 2007, pelo grupo de arquitetos Wandel, Höfer, Lorch+Hirsch, para a construção da sede do Museu. Uma zona arqueológica deverá ter em exposição peças originárias da Idade Antiga até a Idade Média, ligadas através de um caminho subterrâneo, acessível ao público.



O projeto, contudo, desperta críticas, entre outros porque a administração da cidade de Colônia enfrenta problemas financeiros, apresentando já hoje dificuldades para gerenciar os museus existentes na cidade. Quanto mais se discute a respeito, mais se adia o início da construção do Museu.

DW.DE

O Museu de Palácio, também conhecido como a Cidade Proibida, anunciou que já estabeleceu uma estação de trabalho de pós-doutorado que terá foco na arqueologia e pesquisa de relíquias culturais.

Cidade Proibida estabelece estação de trabalho de pós-doutorado

A estação planeja atrair tanto os doutores do país quanto estrangeiros nos próximos três anos para realizar estudos com os especialistas e acadêmicos do museu, disse o administrador Shan Jixiang.

Além de pesquisa científica e projetos de publicação, o museu também quer trabalhar com o Museu de Palácio de Taipei para conduzir em conjunto pesquisas sobre mais de 2 mil artigos de bronze. A parte de Taipei já respondeu positivamente sobre o trabalho em conjunto.

Também na cerimônia, Shan disse que a China está em um período importante para o desenvolvimento de museus. Mais de 200 museus são abertos a cada ano.

Contudo, ainda existe diferença entre os museus chineses e os de nível mundial, disse Shan.

Localizada no centro de Beijing, a Cidade Proibida foi residência de imperadores da China e o centro do poder de 1420 a 1911. Ela atrai mais de 15 milhões visitantes anualmente.

por Xinhua


fonte:
http://portuguese.cri.cn/721/2014/03/06/1s180628.htm