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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Borboleta azul é atração em museu da cidade; - Museu da Amazônia, Brasil ( Musa ) -- Blue butterfly is attraction in town museum; - Museum of the Amazon, Brazil (Musa)

Azul resultante de fenômeno ótico faz fama das espécies Morpho, uma das quais é criada no Musa. Desmatamento em Manaus, Amazonas, Brasil,  porém, ameaça animal.


Manaus, 346 anos, aniversário, cores, azul, borboleta, Thainá Naiara Knights,
biologia, museu, Musa, Reserva Florestal Adolpho Ducke, meio ambiente.



Apesar da beleza, espécie famosa pelo azul das asas vem sofrendo com redução das áreas de floresta nativa em Manaus (Antonio Lima)

Os vívidos tons de um azul metálico nas asas fazem da chamada borboleta azul da Amazônia uma das espécies mais belas e exóticas da fauna da região. Mas esses animais do gênero Morpho, que em Manaus habitam regiões de mata primária, são também provas vivas de como as aparências podem ser ilusórias: é que a borboleta azul, veja só, não é azul – ou pelo menos não da forma como podemos achar à primeira vista.

“A cor em azul não é resultado de pigmentação das asas, mas do reflexo da luz em contato com as escamas das asas. Quando observamos sob a lupa, vemos que as escamas não são necessariamente azuis”, explica a bióloga Thainá Naiara Knights, de 26 anos. Para ela, natural de Porto Velho e há 17 anos em Manaus, no entanto, saber que a aparência extraordinária é um truque óptico não diminui o fascínio dessa ilusionista da natureza.

“Creio que é por isso mesmo que há esse encanto em torno da borboleta azul: na verdade ela não é azul”, diz.

O conhecimento de Thainá sobre as borboletas azuis não vem só dos livros, mas do convívio diário com os bichos no borboletário pelo qual é responsável há pouco mais de um ano no Museu da Amazônia (Musa), na Reserva Florestal Adolpho Ducke, bairro Cidade de Deus, Zona Norte. Na reserva ocorrem três das espécies Morpho: menelaus, achilles ehelenor, sendo esta última criada no viveiro experimental da instituição.

O trabalho de Thainá inclui desde a coleta de espécies na floresta até o acompanhamento dos animais no laboratório e no viveiro, além de cuidar da alimentação deles e da manutenção do espaço. “A ideia é se aprofundar nessa criação”, explica a pesquisadora. “Estou aqui para entender a dinâmica de um borboletário, entender o que funciona e o que não funciona na criação. É preciso errar e aprender, descartar certas técnicas e criar outras”.

VIDAS BREVES

O ciclo de vida da Morpho helenor, segundo Thainá, dura de cinco a seis meses, boa parte dos quais o animal passa na forma de lagarta. “Elas vivem como adultas apenas por um mês, até um mês e uma semana. Já como lagartas podem passar até 100, 115 dias”, informa ela, exibindo um vistosa lagarta em tons de preto e amarelo. O visual exótico, por outro lado, infelizmente às vezes assusta.

“Alguns visitantes daqui às vezes dizem, ‘Já vi essas lagartas no quintal, mas matei porque achei que queimavam’. Buscamos tirar essas dúvidas, explicando que nem toda lagarta queima, ou falando da diferença entre borboletas e mariposas”.

Após a fase de lagarta, durante a qual trocam de pele várias vezes, como todo inseto, os animais passam mais 15 dias como pupa, quando ocorre sua metamorfose. É uma fase delicada para esses bichos sensíveis, afirma Thainá, mas os que conseguem passam por ela se tornarão adultos e poderão copular e reiniciar o ciclo. E, de quebra, exibir o elusivo azul que tornou a espécie famosa.

“Muita gente que vem aqui fica extasiada com o voo da borboleta. Gente às vezes que veio do outro lado do mundo, que nunca viu algo parecido e se emociona”, conta.


BELEZA EM RISCO

Apesar do encanto que provoca nas pessoas, a borboleta azul corre o risco de desaparecer por conta da ação humana. “Ela é característica da mata primária (nativa) e tem sofrido grande impacto. Tem diminuído em população e está correndo risco de extinção, justamente pelo desmatamento e pelo avanço da cidade dentro da reserva”, lamenta Thainá, explicando que a borboleta depende de suas plantas hospedeiras – no caso dahelenor, a Machaerium sp.

“Recurso alimentar é básico: se você tira o verde, tira a planta onde a borboleta vai depositar os ovos e que vai servir de alimento à lagarta. A cada vez que uma área é desmatada ou sofre uma fragmentação, o animal sofre consequências”, afirma a pesquisadora, que cita ainda colecionadores irresponsáveis entre vilões que ameaçam a espécie.

PAIXÃO PELAS BORBOLETAS

Por sua vez, Thainá se diz feliz de conviver com os animais vivos. “Passo o tempo todo com elas, e mesmo quando estou sentada estudando, elas ficam passando ao meu redor o tempo todo”, declara, revelando a paixão pelo ofício e pelas borboletas. “Para trabalhar com borboletas, e com a Biologia em geral, é preciso estar muito apaixonada. As borboletas me causam isso, uma paixão grande”.

Thainá tem com os animais do borboletário uma relação de igualdade. “Ela é tão viva como eu e você, ela come, ela respira como nós. Quando estou com elas é como fossem minhas ‘filhinhas’, como meus colegas de trabalho costumam dizer, pela coisa de acompanhar, cuidar das lagartas, alimentar todo dia. Você tem de colocar sua essência naquilo”, afirma ela. “É uma questão de amor mesmo, não tem explicação”.



Thainá Knights é responsável pelo borboletário do Musa
há pouco mais de um ano. “Borboletas me causam paixão”, diz (Antonio Lima)

http://acritica.uol.com.br/especiais/Amazonas-Amazonia-Ilusionista-natureza-borboleta-atracao-Manaus_0_1454254601.html

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

Vamos compartilhar.



--in
Blue butterfly is attraction in town museum; - Museum of the Amazon, Brazil (Musa)

Blue resultant optical phenomenon makes fame of Morpho species, one of which is created in Musa. Deforestation in Manaus, Amazonas, Brazil, however, animal threat.



Despite the beauty, famous for the kind of blue wings has suffered from reduced areas of native forest in Manaus (Antonio Lima)

Vivid shades of a metallic blue wings make the call Amazon Blue Butterfly one of the most beautiful and exotic species of fauna. But these animals the genus Morpho, which in Manaus inhabit primary forest areas are also living proof of how appearances can be misleading: it is the blue butterfly, you see, is not blue - or at least not the way we think at first sight.

"The color blue is not the result of pigmentation of the wings, but the reflection of light in contact with the scales of the wings. When we look under the magnifying glass, we see that the scales are not necessarily blue, "explains biologist Thainá Naiara Knights, 26. For her, born in Porto Velho and 17 years in Manaus, however, know that the extraordinary appearance is an optical trick does not diminish the fascination of this magician of nature.

"I think it is for this reason that there is this charm around Blue Butterfly: in fact it is not blue," he says.

Knowledge of Thainá on blue butterflies comes not only from books, but from daily contact with animals in the butterfly garden it is responsible for just over a year at the Museum of the Amazon (Musa) in the Reserva Florestal Adolpho Ducke, City neighborhood God, Zona Norte. In the reserve there are three species Morpho: menelaus, ehelenor achilles, the latter being created in the experimental nursery of the institution.

The Thainá work ranges from the collection of species in the forest to the monitoring of animals in the laboratory and in the nursery, besides taking care of their diet and maintenance of space. "The idea is to delve into this creation," the researcher explained. "I'm here to understand the dynamics of a butterfly, understand what works and what does not work in creation. You have to make mistakes and learn, discard certain techniques and create others. "

BRIEF LIVES

The life cycle of the Morpho helenor, according Thainá, lasts five to six months, most of which the animal passes in the form of caterpillar. "They live as adults only for a month to a month and a week. Already as caterpillars can go up to 100, 115 days, "she reports, displaying a showy caterpillar in black and yellow tones. The exotic look, on the other hand, unfortunately sometimes scare.

"Some visitors here sometimes say, 'I've seen these caterpillars in the yard, but I killed because I thought I burned'. We seek to take those doubts, explaining that not all burning caterpillar, or talking about the difference between butterflies and moths. "

After the caterpillar phase during which switch skin several times, like all insects, animals spend over 15 days as pupa, when there is a bubble. It is a delicate phase for these sensitive animals, says Thainá, but they can pass through it will become adults and can copulate and restart the cycle. And, to boot, view the elusive blue that made the famous species.

"Many people who come here is ecstatic with the butterfly flight. Sometimes people who came from across the world who have never seen something like that and gets emotional, "he says.


BEAUTY AT RISK

Despite the charm that brings in people, blue butterfly is in danger of disappearing because of human action. "It is characteristic of primary forest (native) and has undergone major impact. Has declined in population and is at risk of extinction, just by deforestation and the advance of the city within the reserve, "Thainá regrets, explaining that the butterfly depends on their host plants - in dahelenor case, Machaerium sp.

"Food resource is basic: If you take the green, take the plant where the butterfly will lay her eggs and will serve as food the caterpillar. Each time an area is cleared or suffer fragmentation, the animal suffers consequences, "says the researcher, who also cites irresponsible collectors of villains that threaten the species.

PASSION FOR BUTTERFLIES

In turn, is said Thainá happy to live with live animals. "I spend all the time with them, and even when I'm sitting studying, they are passing around me all the time," he says, revealing his passion for craft and butterflies. "To work with butterflies, and biology in general, one must be very passionate. Butterflies cause me, a great passion. "

Thainá have with animals butterfly an equal relationship. "She's as alive as you and me, she eats, she breathes like us. When I'm with them I am like they were my 'little girls', as my co-workers often say, the thing to follow, take care of the caterpillars, food all day. You have to put your essence what, "she says. "It's a matter of love itself, has no explanation."

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