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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dark Vador é estrela de galeria infantil do museu do Louvre

O Museu do Louvre acaba de inaugurar a Petite Galerie, um percurso pensado especialmente para crianças, com obras interativas e referências à cultura popular, como os heróis de Star Wars, numa tentativa de familiarizar os pequenos visitantes ao mundo das artes. Outro destaque do Agenda Europa desta semana é a exposição Making África, que abre suas portas no Guggenheim de Bilbao. A programação cultural do velho continente também é marcada pelo festival Pitchfork que traz os principais nomes da cena musical indie pop a Paris.


Cartaz da exposição "Mitos Fundadores", na Petite Galerie do Museu do Louvre.


O que é um mito e como ele é representado ? Como os artistas se apropriam do personagem do herói, presente em praticamente todas as civilizações, inclusive na cultura popular contemporânea ? Essas são algumas das questões colocadas de maneira bastante lúdica na exposição “Os mitos fundadores, de Hércules a Dark Vador” (Mythes fondateurs d’Hercule à Dark Vador), que marca a inauguração da Petite Galerie, um espaço composto por quatro salas do Louvre voltadas para o público infantil.

“O percurso é totalmente interativo e visa as pessoas que não estão necessariamente acostumadas a visitar museus e galerias”, comenta Nathalie Lacroix, que guia e responde às questões dos pequenos visitantes. “É muito pedagógico. Distribuímos livretos nos quais as crianças podem anotar, desenhar, brincar e fazer a ligação entre as obras”, comenta. Graças a uma cenografia original, etiquetas legíveis e amostras de materiais que despertam os sentidos, com texturas que podem ser tocadas, o projeto facilita o contato com os trabalhos expostos, proporcionando uma experiência mais dinâmica do museu, acessível a todas as idades. Os que sabem ler (textos em francês e inglês) acompanham as explicações escritas, enquanto os menores se divertem com as imagens e o livreto.

Outra particularidade da “Pequena Galeria” é a presença, em um mesmo local, de peças mais clássicas, como telas de Brueghel, com obras mais recentes, como uma instalação de Yves Klein ou uma peça de Christophe Berdaguer e Marie Péjus. “Para as crianças, misturar arte contemporânea e obras antigas não é um problema. Mas eles fazem muitas perguntas e, quase sempre, são muito mais curiosos que os adultos”, ressalta Nathalie Lacroix.

Mas ao passear pelo local, é possível notar que mesmo se o percurso desperta o interesse das crianças pelos heróis mais clássicos, como Orfeu Hércules ou Ícaro, o grande herói do programa é mesmo o capacete de Dark Vador, o personagem de Star Wars, que quase sempre vira coadjuvante de um selfie (as fotos são autorizadas). Um vídeo com entrevistas dos atores e diretores da saga espacial, mostrando como algumas cenas foram filmadas, completa o lado mais popular do projeto.

A Petite Galerie será um espaço permanente no Museu do Louvre, com exposições temáticas que devem mudar a cada ano. A mostra “Os mitos fundadores” fica em cartaz até julho de 2016.

África contemporânea apresentada pelo Guggenheim de Bilbao

Depois do sucesso de sua passagem no Vitra Design Museum da Basiléia, na Suíça, a exposição Making África – um continente de design contemporâneo estreou no Guggenheim de Bilbao nesta semana. A mostra, que aborda disciplinas como artesanato, design industrial, moda, arquitetura, cinema e fotografia, traz um panorama da criação no continente africano. Os organizadores não pretendem resumir a produção artística de um continente que borbulha de diversidade com seus 54 países e mais de 2 mil línguas faladas por um bilhão de habitantes. No entanto, a seleção consegue mostrar alguns aspectos que caracterizam essa parte do planeta e de sua diáspora.

Até 21 de fevereiro, o trabalho de cerca de 100 artistas vai dividido em diferentes temáticas. Enquanto a primeira parte da mostra se questiona sobra a definição de design africano, a segunda seção (Space and Object) se interessa pela comunicação entre os indivíduos da nova geração que, graças a internet, integra uma cultura global. E quando se sabe que mais de 650 milhões de telefones celulares circulam no continente africano – mais do que na Europa ou nos Estados Unidos – dá para entender que a inter-conectividade é um aspecto que não deve ser esquecido quando se fala de África. A terceira parte da exposição (Origin and Future) se concentra no passado pré-colonial, colonial e no futuro, outra questão onipresente em grande parte dos projetos artísticos do continente.

Indie Pop em Paris

Bíblia da música independente desde os anos 1990, o site norte-americano Pitchfork organiza neste fim de semana em Paris a 5ª edição de seu festival (de 29 a 31 de outubro). O evento é a ocasião para os parisienses, mas também para vários fãs que viajam para a França especialmente para o festival, verem de perto alguns dos principais nomes do gênero. A islandesa Björk, que deveria participar desta edição, anulou seu show no mês de agosto, mas a programação conta com convidados conhecidos da cena independente, além de novos talentos. Tem desde o francês Laurent Garnier até o duo nova-iorquino Ratatat, passando pelas quatro espanholas do grupo Hinds, ou ainda os britânicos Thom Yorke e Fourt Tet. 
 
fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti
http://www.brasil.rfi.fr/cultura/20151030-dark-vador-e-estrela-de-galeria-infantil-do-museu-do-louvre

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