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domingo, 29 de novembro de 2015

Museu Violeta Parra traz acervo musical e destaca obra visual da artista chilena. -- Museo Violeta Parra trae colección de música y destaca el trabajo visual del artista chileno.

Iniciativa dos filhos e netos de Parra, museu busca reunir obra da artista popular mais significativa da história do Chile numa única exposição permanente
por Victor Farinelli, do Opera Mundi.

A presidenta chilena, Michele Bachelet,
inaugura o Museu Violeta Parra


Santiago – O centro de Santiago do Chile ganhou hoje (4) mais um espaço cultural, desta vez dedicado à artista popular mais significativa da história do país. A data de inauguração do Museu Violeta Parra não foi escolhida por acaso, já que nela se celebravam também os 98 anos do nascimento da cantora, compositora, folclorista e artista plástica chilena.

O novo museu é resultado de um trabalho de 20 anos, iniciado com o nascimento da Fundação Violeta Parra, em 1995, fruto da iniciativa dos filhos – entre eles, os também cantores e compositores Isabel e Ángel Parra – e dos netos de Violeta, de buscar reunir o máximo possível de sua obra numa única exposição permanente no Chile.

Violeta Parra foi uma das mais importantes artistas populares do Chile, reconhecida internacionalmente por sua música – diversas vezes reproduzida por grandes brasileiros, como Milton Nascimento e Chico Buarque, entre outros. Sua obra em artes visuais não é tão conhecida na América Latina, mas teve grande repercussão na Europa nas várias exposições de que participou. Uma delas, em 1964, no Museu do Louvre, com uma coleção de obras em bordado e tapeçaria que reproduziam diferentes aspectos das culturas regionais chilenas, especialmente a cultura popular mapuche, na qual ela possuía raízes ancestrais. Com esta exposição, ela se tornou a primeira artista latino-americana a apresentar individualmente sua obra no mais conhecido museu da Europa.

O projeto arquitetônico do museu em sua homenagem na capital chilena tem forma de uma enorme viola de concreto e foi elaborado pensando em integrar no mesmo espaço todas as obras da artista. O espaço abriga tanto seu acervo musical, reconhecido em toda a América Latina e no mundo, e dá destaque para sua obra visual com seus trabalhos em bordado, tapeçaria, pintura, escultura em cerâmica e em papel machê.

A chefe de coleção do Museu é Milena Rojas, filha de Isabel Parra e neta de Violeta. Ela conta que o museu em si foi um projeto nascido em 2007 – aprovado durante o primeiro governo de Michelle Bachelet (2006-2010), que participou da cerimônia de inauguração este ano –, e que uniu o trabalho de investigação, resgate e restauração das obras visuais.

“Muitas das peças realizadas no período em que ela mais se dedicou às artes plásticas, entre os anos 1950 e 60, ela as fez durante viagens pelo Chile ou pela Europa. Às vezes ela viajava com essas obras e chegando lá fazia outras para incrementar a exposição. Ela depois as doava a amigos porque não podia trazer de volta, ou fazia algo especial para presentear outros amigos em outras viagens. Ir atrás do rastro de todas elas é um trabalho que ainda não terminou”, relata Milena. Ela diz que agora que o museu foi inaugurado, se reforçará a campanha para que aqueles que possuem obras originais de Violeta Parra possam doá-las à Fundação ou emprestá-las para exposições temporárias.

A disposição das obras no museu obedece a um padrão que tenta recriar o clima que existia na mítica “barraca dos Parra”, uma espécie de circo folclórico montado fora do perímetro urbano de Santiago, no setor pré-cordilheirano, onde Violeta Parra e os filhos organizavam eventos artísticos da família e de outros artistas – como Víctor Jara, Patricio Manns e Quilapayún. “Havia um clima no qual se mesclava a apresentação musical e a exposição das obras, apresentando artistas novos. Violeta gostava de criar esse efeito, de fazer com que fossem diferentes extensões de uma coisa só”.

Uma das atrações que mais surpreende os visitantes do museu é o Jardim de Violeta, onde quem se aproxima das árvores pode escutar suaves melodias. Para identificar o som é preciso chegar cada vez mais perto até abraçar a árvore, colando o ouvido ao seu tronco, para escutar Violeta tocando uma de suas canções.
Interação com Mercedes Sosa

O Museu Violeta Parra fica no número 1.129 da Avenida Vicuña Mackenna, a poucos metros da estação Baquedano do metrô de Santiago. Está aberto de terça a domingo, das 9h30 às 18h, e abriga atrações musicais e saraus especialmente nos fins de semana durante a tarde. Quem puder visitar a capital chilena ainda em 2015 terá a oportunidade de visitá-lo de forma gratuita – a partir de janeiro de 2016, será cobrado um valor que ainda não está estipulado.

Apesar de o museu já estar aberto ao público, o trabalho de recuperação das obras continua, razão pela qual ele deverá passar em breve por novas obras, para expansão e reacomodação dos espaços. Uma das obras já previstas tem a ver com o edifício vizinho: a Embaixada da Argentina, que iniciará até o fim do ano a construção do Centro Cultural Mercedes Sosa, cujo desenho contempla uma passagem subterrânea que fará a interligação com o Museu Violeta Parra, unindo o legado de duas grandes artistas latino-americanas cuja vida e obra sempre estiveram em sintonia.


http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2015/11/museu-violeta-parra-traz-acervo-musical-e-destaca-obra-visual-da-artista-chilena-2505.html

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Museo Violeta Parra trae colección de música y destaca el trabajo visual del artista chileno.

Iniciativa de los hijos y nietos de Parra, el museo busca llevar el trabajo en conjunto de los artistas populares más significativo en la historia de Chile una única exposición permanente 
por Victor Farinelli, Opera Mundi.

El presidente de Chile, Michele Bachelet,
Violeta Parra inaugura el Museo

Santiago - el centro de Santiago de Chile ganó hoy (4) otro espacio cultural, esta vez dedicada a la artista popular más importante en la historia del país. La fecha de apertura de Violeta Parra Museo no fue elegido por casualidad, ya que también está celebrando 98 años desde el nacimiento de la cantante, compositor, folclorista y artista chilena.

El nuevo museo es el resultado del trabajo de 20 años, que comienza con el nacimiento de la Fundación Violeta Parra, en 1995, el resultado de la iniciativa de los niños - incluyendo los también cantautores Isabel y Ángel Parra - y nietos de Violeta tratar de reunir la mayor cantidad posible de su obra en una exposición permanente en Chile.

Violeta Parra fue uno de los más importantes artistas populares de Chile, reconocido internacionalmente por su música - jugó varias veces por una gran brasileña, como Milton Nascimento y Chico Buarque, entre otros. Su trabajo en las artes visuales no es tan conocido en América Latina, pero tuvo gran repercusión en Europa en diversas exposiciones en las que participó. Uno en 1964 en el Museo del Louvre, con una colección de obras sobre bordados y tapices que reproducen diferentes aspectos de las culturas regionales chilenas, especialmente la cultura mapuche popular en la que ella tenía raíces ancestrales. Con esta exposición, se convirtió en la primera artista latinoamericana para presentar individualmente su trabajo en el museo más famoso en Europa.

El diseño arquitectónico del museo en su honor en la capital chilena tiene la forma de una enorme brecha de hormigón y fue diseñado pensando en la integración en el mismo lugar todas las obras del artista. Alberga tanto su colección de música, reconocido en toda América Latina y en todo el mundo, y se destacan por su trabajo visual con su trabajo en el bordado, tapicería, pintura, escultura, cerámica y papel maché.

El jefe de la colección del museo es Milena Rojas, hija de Isabel Parra y la nieta de Violeta. Ella dice que el museo en sí era un proyecto nacido en 2007 - aprobada durante el primer gobierno de Michelle Bachelet (2006-2010), que participó en esta ceremonia de apertura del año - y que se unió a los trabajos de investigación, rescate y restauración de obras visuales.

"Muchas de las piezas en el período en el que es más dedicado al arte, a partir de la década de 1950 y 60, que los hizo durante el viaje a través de Chile o Europa. A veces, ella viajó con estas obras y llegar allí fue otra para aumentar la exposición. Luego donó a los amigos porque no podía traer de vuelta, o hizo algo especial para dar a otros amigos en otros viajes. Ir detrás de la estela de todos ellos es un trabajo que aún no ha terminado ", dice Milena. Ella dice que ahora que se abrió el museo para reforzar la campaña para las personas con trabajos originales de Violeta Parra pueden donar a la Fundación o prestar ellas para exposiciones temporales.

La disposición de las obras en el museo sigue un patrón que intenta recrear el ambiente que se vivía en la "tienda de la Parra" mítico, una especie de circo popular montada fuera del área urbana de Santiago, en el sector de pre-cordilheirano, donde Violeta Parra y niños organizado eventos artísticos de la familia y otros artistas - como Víctor Jara, Patricio Manns y Quilapayún. "Había un clima en el que mezcló la presentación musical y exposición de las obras mediante la presentación de nuevos artistas. Violeta le gusta para crear este efecto, para hacer eran diferentes extensiones de uno. "

Uno de los atractivos es visitantes de los museos más sorprendentes es el Jardín Violeta, donde cualquiera que se acerca a los árboles puede escuchar melodías calmantes. Para identificar el sonido que necesita para obtener más y más a abrazar el árbol, presionando su oreja a su torso para escuchar Violeta juega una de sus canciones.

Interacción con Mercedes Sosa
Violeta Parra Museo está en 1.129 el número Avenida Vicuña Mackenna, a pocos metros de la estación Baquedano del Metro de Santiago. Está abierto de martes a domingo de 09:30 am a las 18h, y acoge actuaciones musicales y veladas en especial los fines de semana durante la tarde. ¿Quién puede visitar la capital chilena en 2015 todavía tienen la oportunidad de visitar de forma gratuita - a partir de enero de 2016, se cobrará un valor que no está estipulado.

Aunque el museo ya está abierto al público, el trabajo de recuperación continúa las obras, por lo que debe pasar pronto de nuevos espacios de construcción, ampliación y re-alojamiento. Una de las obras ya planificadas tiene que ver con el edificio vecino: la Embajada de Argentina, que se iniciará a finales de año la construcción del Centro Cultural Mercedes Sosa, cuyo diseño incluye un paso subterráneo que unirá con Violeta Museo Parra, uniendo el legado de dos grandes artistas latinoamericanos cuya vida y obra han sido siempre en sintonía.

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