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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Museu Aberto de Nwadjahane, no distrito de Manjakazi, Moçambique .

A CERCA de 60 quilómetros de Xai-Xai, capital provincial de Gaza, situa-se o Museu Aberto de Nwadjahane, no distrito de Manjakazi, onde está preservada a história da vida e obra de Eduardo Mondlane, o Arquitecto da Unidade Nacional.





Exactamente no Posto Administrativo de Chalala, pouco mais de 15 quilómetros da vila sede distrital, o Museu Aberto de Nwadjahane, aldeia onde nasceu o primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), está a atrair cada vez mais cidadãos nacionais e estrangeiros interessados em saber mais sobre Mondlane.

No dia 20 de Junho último, data em que se fosse vivo Mondlane completaria 95 anos, centenas de pessoas se juntaram naquela aldeia para assistir a primeira edição do Festival Xingomana, uma iniciativa que, uma vez mais, fez de Nwadjahane parte do roteiro turístico de Gaza.

Para a maioria dos presentes o pretexto não era apenas assistir a dança Xingomana, mas aproveitar as explicações dadas durante a visita guiada pelo Museu Aberto de Nwadjahane para saber mais da história de vida desse homem.

De pacata e tradicional aldeia, igual a muitas do interior do país, Nwadjahane conheceu grandes transformações do ponto de vista de infra-estruturas sociais e bem como do número de visitantes.

Nwadjahane está transformado e dia após dia observa mudanças típicas de uma terra de liberdade, paz e desenvolvimento. Sinais positivos de progresso associados ao processo de imortalização de Eduardo Mondlane.

A aldeia já tem energia eléctrica, água potável e outros serviços tal é o caso de comunicações móveis e de informática, tudo porque foi assumida a dimensão histórica e cultural daquele ponto.

Nas infra-estruturas que compõem o Museu Aberto de Nwadjahane destacam-se uma moradia rústica, bem como a casa que mandou construir em 1960, quando funcionário das Nações Unidas. O complexo integra ainda um cemitério familiar, uma biblioteca, um Monumento comemorativo e a zona de protecção.

São estes locais que mensalmente milhares de cidadãos de várias partes do país e do mundo escalam a aldeia de Mondlane, que já se assumiu histórica.



De Middelburg à Nwadjahane


Godfrey Mondlane é um dos cidadãos sul-africanos que, no dia de aniversário de Eduardo Mondlane, deixou a sua cidade de Middelburg para escalar a aldeia de Nwadjahane, com objectivo de saber mais sobre a origem do seu sobrenome.

Filho de pai moçambicano, Godfrey Mondlane contou a nossa Reportagem que sempre se interessou por essa história, mas nunca teve a oportunidade de conhecer aquelas terras e ouvir de pessoas nativas qual é a origem dos seus progenitores.

“Também acompanhei a história de Eduardo Mondlane e quando soube a partir das redes sociais da realização do Festival Xingomana decidi abraçar a iniciativa e me juntar ao grupo e conhecer esta aldeia”, contou Godfrey Mondlane, que se deslocou a Moçambique com a esposa e todos os filhos.

Contou que nunca teve contacto ao vivo com ninguém da família Mondlane, mas através de redes sociais como Facebook conheceu muitas pessoas com o seu sobrenome e a partir daí chegou a Nwadjahane.

Segundo disse, a ideia é revelar aos filhos de onde surge esse nome, Mondlane, não obstante estar ciente de que pode não se tratar da mesma zona de onde pode ter nascido o seu pai.

“Apenas interessa conhecer a história de Eduardo Mondlane. Isso já é bastante para quem nem sequer sabia nada sobre o seu apelido”, acrescentou.








fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti


Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor.


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