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quinta-feira, 28 de julho de 2016

A cultura de Cucuteni - Arqueólogos resgatam primórdios da civilização europeia. --- The culture of Cucuteni - Archaeologists recover beginnings of European civilization.

A cultura de Cucuteni, também chamada de Cultura Tripiliana foi uma cultura do período Neolítico que ocupou a região das atuais Romênia, MoldáviaUcrânia.

Suas residências, geralmente retangulares, eram dispostas em linhas ou em círculos concêntricos, atestando a existência de planos de construção pré-estabelecidos. Alguns destes assentamentos, especialmente no leste da região, parecem ter compreendido várias centenas de habitações. Nestas construções utilizavam-se madeira e uma mistura de argila e palha, e, muito raramente, pedras.
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A principal característica dessa cultura é a sua cerâmica, provavelmente produzida com o auxílio de uma roda de oleiro primitiva, e pintada de modo peculiar. A decoração, a princípio constituída de incisões e ranhuras, posteriormente passou a pinturas monocrômicas, e combinações de dois tons ou tricolores, preto, branco e vermelho. As ferramentas, fabricadas com ossos e chifres, eram ricas e variadas. Na escultura, representavam figuras antropomórficas ricamente decoradas, inicialmente com gravuras lineares e mais tarde motivos pintados. Predominavam as figuras femininas, o que sugere uma organização social matriarcal.

A economia Cucuteni era essencialmente agrícola. A importância da caça e da criação de animais dependia das condições ambientais, e a pesca e a coleta eram igualmente importantes.

Não foram descobertos cemitérios Cucutenis, apenas sepulturas individuais

Antes da glória de Grécia e Roma, e até mesmo antes das primeiras cidades da Mesopotâmia ou dos templos ao longo do Nilo, havia no vale do Baixo Danúbio e ao pé das montanhas dos Bálcãs um povo à frente de seu tempo na arte, tecnologia e no comércio de longa distância.



Exposição apresenta uma das peças de uma antiga civilização que habitou a Europa entre 5000 e 3500 a.C.

Foto: The New York Times 

Por 1,5 mil anos, começando antes de 5000 a.C., eles cultivaram e construíram cidades de tamanho considerável, algumas com até duas mil residências. Eles dominavam a fundição de cobre em larga escala, a nova tecnologia da era. Em seus túmulos foram encontrados uma gama impressionante de adereços de cabeça e colares e, em um cemitério, a mais antiga grande coleção de artefatos de ouro do mundo.

Os desenhos marcantes de sua cerâmica revelam o refinamento da linguagem visual da cultura. Até descobertas recentes, os artefatos mais intrigantes eram figuras onipresentes de "deusas" de terracota, originalmente interpretadas como evidência do poder espiritual e político das mulheres da sociedade.

Segundo arqueólogos e historiadores, a nova pesquisa ampliou a compreensão dessa cultura há muito tempo ignorada, e que parece ter se aproximado do limiar do status de "civilização". A escrita ainda não havia sido inventada e ninguém sabe como o povo se chamava. Para alguns acadêmicos, o povo e a região são simplesmente a Velha Europa.

A cultura pouco conhecida está sendo resgatada da obscuridade em uma exposição, "O Mundo Perdido da Velha Europa: o vale do Danúbio, 5000-3500 a.C.", que foi inaugurada no mês passado no Instituto para o Estudo do Mundo Antigo da Universidade de Nova York. Mais de 250 artefatos de museus da Bulgária, Moldávia e Romênia estão expostos pela primeira vez nos Estados Unidos. A mostra fica aberta até 25 de abril.

Em seu auge, em torno de 4500 a.C., disse David W. Anthony, curador convidado da exposição, "a Velha Europa estava entre os lugares mais sofisticados e tecnologicamente avançados do mundo" e desenvolveu "muitos sinais políticos, tecnológicos e ideológicos de civilização".

Anthony é professor de antropologia da Hartwick College, em Oneonta, Nova York, e autor de "The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World" (o cavalo, a roda e a linguagem: como os cavaleiros da era do bronze das estepes eurasianas moldaram o mundo moderno, em tradução livre). Historiadores sugerem que a chegada de povos das estepes ao sudeste da Europa pode ter contribuído para o colapso da cultura da Velha Europa por volta de 3500 a.C.

Na pré-abertura da exposição, Roger S. Bagnall, diretor do instituto, confessou que até agora "muitos arqueólogos não haviam ouvido falar dessas culturas da Velha Europa". Admirando a cerâmica colorida, Bagnall, especialista em arqueologia egípcia, comentou que na época "os egípcios com certeza não faziam cerâmica assim".

O catálogo da mostra, publicado pela Princeton University Press, é o primeiro compêndio em inglês da pesquisa sobre as descobertas da Velha Europa. O livro, editado por Anthony, com Jennifer Y. Chi, diretora-associada para exposições, inclui ensaios de especialistas da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Estados Unidos e dos países onde a cultura existiu.

Chi disse que a exposição reflete o interesse do instituto em estudar as relações entre as culturas conhecidas e as "subapreciadas".

Embora escavações ao longo do último século tenham descoberto vestígios de antigos assentamentos e estátuas de deusas, foi apenas em 1972, quando arqueólogos locais descobriram um grande cemitério do quinto milênio a.C. em Varna, Bulgária, que eles começaram a suspeitar que aquelas não eram pessoas pobres vivendo em sociedades igualitárias não estruturadas. Mesmo então, isolados pela Guerra Fria com a Cortina de Ferro, os búlgaros e romenos foram incapazes de transmitir seu conhecimento ao Ocidente.

A história que agora surge é que agricultores pioneiros após aproximadamente 6200 a.C. se mudaram para o norte em direção à Velha Europa, vindos da Grécia e da Macedônia e levando trigo, sementes de cevada e sua criação de gado e ovelhas. Eles estabeleceram colônias ao longo do Mar Negro e nas planícies e colinas do rio, que evoluíram em culturas relacionadas, mas um tanto distintas, descobriram os arqueólogos. Os assentamentos mantinham contato próximo através de redes de comércio de cobre e ouro e também compartilhavam padrões de cerâmica.

A concha Spondylus do Mar Egeu era um item especial de comércio. Talvez as conchas, usadas em pingentes e pulseiras, fossem símbolos de seus ancestrais egeus. Outros acadêmicos veem essas aquisições de longa distância como motivadas em parte pela ideologia de que os produtos não eram bens no sentido moderno, mas sim "valores", símbolos de status e reconhecimento.

Notando a difusão dessas conchas naquela época, Michel Louis Seferiades, antropólogo do Centro Nacional para Pesquisa Científica, na França, suspeita "que os objetos eram parte de um círculo de mistérios, um conjunto de crenças e mitos".

De qualquer forma, Seferiades escreveu no catálogo da exposição que a predominância das conchas sugere que a cultura possuía ligações com "uma rede de rotas de acesso e elaborados sistemas sociais de trocas - incluindo o escambo, a troca de presentes e a reciprocidade".

Ao longo de uma ampla área que hoje é a Bulgária e a Romênia, o povo se assentou em vilarejos de casas de um ou múltiplos recintos, comprimidas dentro de fortificações. As casas, algumas com dois pisos, tinham suportes de madeira, paredes rebocadas com barro e chão de terra batida. Por alguma razão, as pessoas gostavam de fazer modelos de barro de residências com múltiplos pisos, exemplos dos quais estão em exposição.

Algumas cidades do povo cucuteni, uma cultura posterior e aparentemente robusta no norte da Velha Europa, cresceram ao longo de mais de 320 hectares, o que os arqueólogos consideram maior do que qualquer assentamento humano da época. Mas as escavações ainda precisam encontrar evidências definitivas de palácios, templos ou grandes edifícios cívicos. Os arqueólogos concluíram que os rituais religiosos pareciam ser praticados nos lares, onde artefatos de culto foram encontrados.

A cerâmica caseira decorada em estilos diversos e complexos sugere a prática de refeições ritualísticas nas residências. Travessas enormes em prateleiras eram típicas da "apresentação socializante do alimento" da cultura, Chi disse.

À primeira vista, a falta de uma arquitetura de elite levou os acadêmicos a presumir que a Velha Europa possuía pouca ou nenhuma estrutura hierárquica de poder. Isso foi descartado pelos túmulos do cemitério de Varna. Nas duas décadas seguintes a 1972, os arqueólogos encontraram 310 túmulos datados de aproximadamente 4500 a.C.. Anthony disse que isso foi "a melhor prova da existência de uma posição social e política superior claramente distinta".

Vladimir Slavchev, curador do Museu Regional de História de Varna, disse que "a riqueza e variedade dos presentes nos túmulos de Varna foi uma surpresa", mesmo para o arqueólogo búlgaro Ivan Ivanov, que liderou as descobertas. "Varna é o cemitério mais antigo já encontrado em que humanos foram enterrados com ornamentos de ouro", Slavchev disse.

Mais de três mil peças de ouro foram encontradas em 62 túmulos, junto de armas e instrumentos de cobre, ornamentos, colares e pulseiras das apreciadas conchas do Egeu. "A concentração de objetos de prestígio importados em uma distinta minoria de túmulos sugere que posições superiores institucionalizadas existiam", observam os curadores da exposição em um painel que acompanha o ouro de Varna.

Contudo, é intrigante que a elite não parecesse usufruir de uma vida privada de excessos. "As pessoas que quando vivas vestiam trajes de ouro para eventos públicos", Anthony escreveu, "voltavam para casas bastante comuns".

O cobre, não o ouro, pode ter sido a principal fonte do sucesso econômico da Velha Europa, afirma Anthony. Como a fundição do cobre foi desenvolvida por volta de 5400 a.C., as culturas da Velha Europa exploraram os minérios da Bulgária e do que hoje é a Sérvia e aprenderam a técnica de alto aquecimento para extrair cobre metálico puro.

O cobre fundido, usado em machados, lâminas de faca e em pulseiras, se tornou uma exportação valiosa. As peças de cobre da Velha Europa foram encontradas em túmulos ao longo do Rio Volga, 1,9 mil km a leste da Bulgária. Os arqueólogos recuperaram mais de cinco toneladas de peças de locais da Velha Europa.

Uma galeria inteira é dedicada às estatuetas, as mais familiares e provocantes peças dos tesouros da cultura. Elas foram encontradas em praticamente toda cultura da Velha Europa em vários contextos: em túmulos, santuários e outros prováveis "espaços religiosos".

Uma das mais conhecidas é a figura em argila de um homem sentado, com os ombros curvados e as mãos no rosto em aparente contemplação. Chamada de "Pensador", essa peça e outra figura feminina comparável foram encontradas em um cemitério da cultura hamangia, na Romênia. Será que eles estavam pensativos ou de luto?

Muitas das figuras representam mulheres em uma abstração estilizada, com corpos truncados ou alongados, de seios fartos e quadris largos. A sexualidade explícita dessas figuras convida interpretações relacionadas à fertilidade terrena e humana.

Um grupo notável de 21 figuras femininas, sentadas em um círculo, foi encontrado no local de um vilarejo anterior aos cucutenis no nordeste da Romênia. "Não é difícil imaginar", disse Douglass W. Bailey da Universidade Estadual de São Francisco, o povo da Velha Europa "arrumando as figuras sentadas em um ou vários grupos de atividades em miniatura, talvez com figuras menores aos seus pés ou até mesmo no colo das figuras sentadas maiores".

Outros imaginam as figuras como o "Conselho das Deusas". Em seus influentes livros de três décadas atrás, Marija Gimbutas, antropóloga da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, ofereceu a hipótese de que essa e outras das chamadas figuras de Vênus eram representantes de divindades em cultos a uma Deusa Mãe que predominavam na Europa pré-histórica.

Embora a teoria de Gimbutas ainda tenha seguidores ardorosos, muitos acadêmicos se conformam com explicações mais conservadoras e não-divinas. O poder dos objetos, afirma Bailey, não estava em qualquer referência específica ao divino, mas em "um entendimento compartilhado de identidade de grupo".

Como Bailey escreveu no catálogo da exposição, as figuras talvez devessem ser definidas apenas em termos de sua aparência real: retratos representativos em miniatura da forma humana. Assim, "presumo (como é justificado por nosso conhecimento da evolução humana) que a habilidade de fazer, usar e entender objetos simbólicos como tais estatuetas é uma habilidade compartilhada por todos os humanos modernos e, portanto, uma capacidade que conecta você, eu, o homem, a mulher e a criança do Neolítico e os pintores paleolíticos das cavernas".

Ou então o "Pensador", por exemplo, é a imagem de você, de mim, dos arqueólogos e historiadores confrontados e perplexos por uma cultura "perdida" no sudeste da Europa que viveu de maneira intensa muito antes de uma palavra ser escrita ou da roda ser girada.

publicação de 3-12-2009



Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.


A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.







--in via tradutor do google
The culture of Cucuteni - Archaeologists recover beginnings of European civilization.

The Cucuteni culture, also called Tripiliana Culture it was a Neolithic culture that occupied the region of Romania today, Moldova and Ukraine.

Their homes, usually rectangular, were arranged in lines or concentric circles, attesting to the existence of pre-established construction plans. Some of these settlements, especially in the eastern region, seem to have understood several hundred homes. In these constructions used is a mixture of wood and clay and straw, and very rarely, stones.
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The main feature of this culture is its pottery, probably produced with the aid of a primitive potter's wheel, and painted in a special way. The decor, consisting principle of nicks and scratches, later came to monochrome paintings, and combinations of two-tone or tri-color, black, white and red. The tools made of bone and horn, were rich and varied. Sculpture, represented anthropomorphic figures richly decorated, initially with linear engravings and later painted motifs. Predominated the female figures, which suggests a matriarchal social organization.

The Cucuteni economy was primarily agricultural. The importance of hunting and breeding depended on the environmental conditions, and fishing and gathering were equally important.

There were discovered Cucutenis cemeteries, only individual graves

Before the glory of Greece and Rome, and even before the first cities of Mesopotamia or temples along the Nile, was in the valley of the Lower Danube and at the foot of the mountains of the Balkans a people ahead of his time in art, technology and in long distance trade.




Exhibition presents one of the pieces of an ancient civilization that inhabited Europe between 5000 and 3500 BC

Photo: The New York Times

For 1500 years, beginning before 5000 BC, they farmed and built sizable towns, some with up to two thousand homes. They dominated the copper smelting on a large scale, the new technology era. In their graves found an impressive range of headdresses and necklaces and, in a cemetery, the oldest large collection of the world's gold artifacts.

The striking of his ceramic designs reveal the refinement of the visual language of culture. Until recent discoveries, the most intriguing artifacts were ubiquitous figures of "goddesses" terracotta, originally interpreted as evidence of the spiritual and political power of women in society.

According to archaeologists and historians, new research has broadened the understanding of this culture long ignored time, and that seems to have approached the status of the threshold of "civilization." The writing had not been invented and no one knows how the people was called. For some scholars, the people and the region are simply Old Europe.

The little-known culture is being rescued from obscurity in an exhibition, "The Lost World of Old Europe: the Danube Valley, 5000-3500 BC", which opened last month at the Institute for the Study of the Ancient World of the New University York. More than 250 Bulgarian museum artifacts, Moldova and Romania are exposed for the first time in the United States. The exhibition is open until April 25.

At its peak, around 4500 BC, said David W. Anthony, guest curator of the exhibition, "Old Europe was among the most sophisticated and technologically advanced places in the world" and developed "many political signs, technological and ideological civilization" .

Anthony is a professor of anthropology Hartwick College in Oneonta, New York, and author of "The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World" (the horse, the wheel and language: as the bronze age riders from the Eurasian steppes shaped the modern world, in free translation). Historians suggest that the arrival of people from the steppes southeast Europe may have contributed to the collapse of the Old Europe culture around 3500 B.C.

In the exhibition of pre-opening, Roger S. Bagnall, director of the institute, confessed that until now "many archaeologists had not heard of these cultures of Old Europe." Admiring the colorful ceramics, Bagnall, a specialist in Egyptian archeology, said that at the time "the Egyptians certainly were not like ceramics."

The exhibition catalog, published by Princeton University Press, is the first compendium in English of research on Old Europe discoveries. The book, edited by Anthony, Jennifer Y. Chi, associate director for exhibitions, includes experts from trials of Britain, France, Germany, United States and the countries where the culture existed.

Chi said the exhibition reflects the interest of the institute in studying the relationship between the known cultures and "subapreciadas".

Although excavations over the last century have discovered traces of ancient settlements and goddesses statues, it was only in 1972 when local archaeologists discovered a large cemetery of the fifth millennium BC in Varna, Bulgaria, they began to suspect that these were not poor living in egalitarian societies unstructured. Even then isolated by the Cold War with the Iron Curtain, Bulgarians and Romanians were unable to transmit their knowledge to the West.

The story that emerges now is that pioneer farmers after about 6200 BC moved north towards Old Europe, coming from Greece and Macedonia and taking wheat, barley seeds and their cattle and sheep. They established colonies along the Black Sea and the plains and hills of the river, which evolved in cultures related but somewhat distinct, archaeologists discovered. The settlements maintained close contact through copper trade networks and gold and also shared ceramic standards.

The Aegean Spondylus shell was a special item of trade. Perhaps the shells, used in pendants and bracelets, were symbols of their Aegean ancestors. Other scholars see these long-distance acquisitions as motivated in part by ideology that the goods were not goods in the modern sense, but "values," symbols of status and recognition.

Noting the diffusion of these shells at the time, Michel Louis Seferiades, an anthropologist at the National Center for Scientific Research in France, suspicion "that the objects were part of a circle of mysteries, a set of beliefs and myths."

Anyway, Seferiades wrote in the exhibition catalog that the predominance of the shells suggests that culture had links with "a network of access routes and elaborate social exchange systems - including bartering, exchanging gifts and reciprocity".

Over a wide area that is now Bulgaria and Romania, the people sat in the villages of houses of one or multiple enclosures, compressed within fortifications. The houses, some with two floors, had wooden supports, walls plastered with mud and dirt floors. For some reason, people liked to make clay models of houses with multiple floors, examples of which are on display.

Some cities in the Cucuteni people, a later and apparently robust culture in the north of Old Europe, grew over more than 320 hectares, which archaeologists consider larger than any human settlement of the time. But excavations have yet to find definitive evidence of palaces, temples or large civic buildings. Archaeologists concluded that religious rituals seemed to be practiced in homes where cult artifacts were found.

The homemade pottery decorated in diverse and complex styles suggested the practice of ritualistic meals in homes. huge platters on shelves were typical of "socializing presentation of food" culture, Chi said.

At first glance, the lack of an elite architecture led scholars to assume that Old Europe had little or no hierarchical power structure. This was dismissed by the tombs of the cemetery of Varna. Over the next two decades to 1972, archaeologists found 310 graves dating from about 4500 B.C .. Anthony said this was "the best evidence of a social position and clearly distinct higher policy".

Vladimir Slavchev, curator of the Regional Museum of History of Varna, said that "the richness and variety of gifts in the graves of Varna was a surprise," even to the Bulgarian archaeologist Ivan Ivanov, who led the discovery. "Varna is the oldest cemetery ever found where humans were buried with golden ornaments," said Slavchev.

More than three thousand gold pieces were found in 62 graves, along with weapons and copper tools, ornaments, necklaces and bracelets of the prized Aegean shells. "The concentration of prestigious imported objects in a distinct minority of graves suggest that institutionalized higher positions there," the exhibition's curators in a panel accompanying the Varna gold.

However, it is puzzling that the elite did not seem to enjoy a private life of excess. "People who live when wearing gold costumes for public events," Anthony wrote, "returned to quite ordinary houses."

The copper, not gold, may have been the main source of economic success of Old Europe, says Anthony. As the molten copper was developed around 5400 BC, the Old Europe cultures explored the Bulgarian minerals and of what is now Serbia and learned the high heating technique to extract pure copper metal.

The molten copper, used in axes, knife blades and bracelets, has become a valuable export. Copper pieces of Old Europe were found in graves along the Volga River, 1900 kilometers east of Bulgaria. Archaeologists have recovered more than five tons of parts of sites of Old Europe.

An entire gallery is devoted to the figurines, the most familiar and provocative pieces of cultural treasures. They were found in almost every culture of Old Europe in various contexts: in graves, shrines and other probable "religious spaces."

One of the best known is the figure in clay of a man sitting with his shoulders hunched and his hands on his face in apparent contemplation. Called "Thinker", this piece and other comparable female figure found in a cemetery Hamangia culture in Romania. Were they thought-provoking or mourning?

Many of the figures representing women in a stylized abstraction, with truncated or elongated bodies, buxom and broad hips. The explicit sexuality of these figures invites interpretations relating to earthly and human fertility.

A notable group of 21 female figures sitting in a circle, was found at the site of a former village to cucutenis in northeastern Romania. "It's not hard to imagine," said Douglass W. Bailey of San Francisco State University, the people of Old Europe "arranging the seated figures in one or more miniature activity groups, perhaps with smaller figures at his feet or even in lap of the largest seated figures. "

Others imagine the figures as "Council of the Goddesses". In his influential books three decades ago, Marija Gimbutas, an anthropologist at the University of California, Los Angeles, offered the hypothesis that this and other calls Venus figures were representatives of divinities in cults to a Mother Goddess that prevailed in pre Europe -histórica.

Although Gimbutas's theory still has ardent followers, many academics conform to more conservative and non-divine explanation. The power of objects, says Bailey, was not in any specific reference to the divine, but "a shared understanding of group identity".

As Bailey wrote in the exhibition catalog, the figures should perhaps be defined only in terms of their actual appearance: miniature portraits representative of the human form. So "assume (as is justified by our knowledge of human evolution) the ability to use and understand symbolic objects as such figurines is a shared ability for all modern humans and thus a capability that connects you, me, man, woman and child from the Neolithic and Paleolithic cave painters. "

Or else the "Thinker," for example, is the image of you, me, archaeologists and confronted historians and perplexed by a culture "lost" in southeastern Europe who lived intensely long before a word is written or wheel is rotated.

Publication 03/12/2009

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