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sábado, 20 de agosto de 2016

Protagonismo ou mimetismo? Como arquitetos lidam com o contexto. --- Protagonism or mimicry? As architects deal with the context

Qualquer arquiteto busca o reconhecimento de seu trabalho; seja pelo desenho de seus projetos, pela qualidade construtiva ou detalhes que chamam a atenção em suas obras. Infelizmente, se todas as arquiteturas fossem concebidas para serem protagonistas, logo seria impossível avaliar a relevância cívica de determinadas áreas. Alguns edifícios, como o Museu Judaico de Daniel Libeskind, parecem adequadamente deslocados, outros buscam se destacar pelo simples fato de se destacar, voltando suas costas para seus ricos contextos históricos. 


Embora não haja uma estratégia singular para a integração contextual, Kurt Kohlstedt argumenta que a consideração do contexto histórico, seja de modo concordante ou discordante, resultará em um ambiente construído mais rico e envolvente. Em seu mais recente ensaio para a 99% Invisible, Kohlstedt explora a infinidade de formas através das quais um novo edifício pode se envolver com o contexto existente, destacando exemplos bem e mal sucedidos. Ele reconhece as dificuldades de encontrar o equilíbrio perfeito, afirmando que poucos projetos conseguem caminhar sobre a "fina linha entre o contextual e o contemporâneo."

Em seu artigo, Kohlstedt explica que não é difícil encontrar exemplos de edifícios que são tão contemporâneos que acabam em disjunção com seus entornos. Muito da obra de Libeskind, incluindo o Royal Ontario Museum e o Museu Judaico em Berlim, parece deslocada contra o fundo de edifícios históricos. Em ambos os casos, a diferenciação do novo edifício é justificada pelo programa que eles contêm. O choque de suas presenças contribui para que se tornem ícones, já que suas formas incomuns geram uma resposta do público. Em suas paisagens imediadas, são obviamente novos e não competem com outros ícones.

Kohlstedt se aprofunda em como o fenômeno do edifício noco é especialmente aparente em Paris, onde estruturas como a Torre Eiffel e a extensão do Louvre por I.M.Pei foram originalmente abominadas, mas o gosto do público com o passar do tempo as canonizou. Isto poderia ser visto como uma versão do "Efeito Bilbao", em referência ao Guggenheim de Bilbao de Frank Gehry que catalisou uma onda de interesse e turismo na cidade espanhola de Bilbao. Ao passo que a arquitetura pode se tornar um ícone pela novidade de sua forma e expressão, se as mesmas tentativas de criar ícones são constantemente colocadas em prática sem consciência de seu impacto ou transição, os resultados podem gerar uma paisagem urbana desconsiderada.

Extremismos podem ser igualmente prejudiciais quando se trata de mimetismo. Se um edifício tenta demais se "encaixar", ele pode se tornar nada além de uma cópia crua de seu entorno. Kohlstedt afirma que "o mimetismo histórico e o fachadismo podem ser também ser problemáticos para a legibilidade de uma cidade", ao passo que edifício em estilos passados começam a criar uma cidade de réplicas em vez de estruturas relevantes.

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P Mill City Museum (esquerda) adjacente aos Humbolt Lofts em Minneapolis, imagem por Kurt Kohlstedt. Imagem via 99% Invisible

Felizmente, se há duas pontas no espectro do extremismo, entre elas há infinitas possibilidades em termos de integração e visibilidade. Em seu ensaio, Kohlstedt identifica diversos projetos que conseguem navegar por seus contextos de modo a enriquecer o conjunto em vez de depreciá-lo. Todos estes projetos mostram uma consciência da estratificação histórica que ocorre quando as pessoas podem discernir entre o antigo e o novo, e oferecem uma resposta lógica ao problema em questão.





Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.archdaily.com.br/br/793351/protagonismo-ou-mimetismo-como-arquitetos-lidam-com-o-contexto

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura e o amor devem estar juntos.


--in via tradutor do google
Protagonism or mimicry? As architects deal with the context
Any architect seeks recognition of his work; is the design of its projects, the construction quality or details that draw attention to their works. Unfortunately, if all architectures were designed to be protagonists, it would soon be impossible to assess the civic relevance of certain areas. Some buildings, such as the Jewish Museum by Daniel Libeskind, seem properly displaced, others seek to highlight the simple fact stand out, turning their backs to their rich historical contexts.
Although there is no single strategy for contextual integration, Kurt Kohlstedt argues that consideration of the historical context, either concordant or discordant way, will result in a richer and built surroundings. In his latest essay for 99% Invisible, Kohlstedt explores the myriad ways in which a new building can get involved with the existing context, highlighting successful and unsuccessful examples. It recognizes the difficulties of finding the right balance, stating that few projects can walk on the "fine line between contextual and contemporary."
In his article, Kohlstedt explains that it is not difficult to find examples of buildings that are so contemporary that end up in disjunction with their surroundings. Much of the work of Libeskind, including the Royal Ontario Museum and the Jewish Museum in Berlin, seems out of place against the backdrop of historic buildings. In both cases, the differentiation of the new building is justified by the program they contain. The shock of their presence contributes to become icons, as their unusual shapes generate public response. In his imediadas landscapes are obviously new and do not compete with other icons.
Kohlstedt delves into how the noco building phenomenon is especially apparent in Paris, where structures such as the Eiffel Tower and the Louvre extension by I.M.Pei were originally abhorred, but the public taste over time the canonized. This could be seen as a version of the "Bilbao Effect", in reference to Frank Gehry's Bilbao Guggenheim that catalyzed a wave of interest and tourism in the Spanish city of Bilbao. While the architecture can become an icon for the novelty of its form and expression to the same attempts to create icons are constantly put into practice without awareness of its impact or transition, the results can generate an urban landscape disregarded.
Extremists can also be harmful when it comes to mimicry. If a building tries too "fit", it can become nothing but a crude copy of your surroundings. Kohlstedt states that "historical mimicry and fachadismo can also be problematic for the readability of a city", while after building styles begin to create a replica city rather than the relevant structures.Save to My ArchDailyP Mill City Museum (left) adjacent to Humbolt Lofts in Minneapolis image for Kurt Kohlstedt. Image via 99% Invisible
Fortunately, if there are two points on the spectrum extremism, among them there are endless possibilities in terms of integration and visibility. In his essay, Kohlstedt identifies several projects that can navigate their contexts in order to enrich the pool rather than depreciate it. All these projects show an awareness of the historical stratification that occurs when people can distinguish between the old and the new, and offer a logical answer to the problem in question.

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