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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Eudotius House-Museum is reopened. One year after his death, exhibition of the remaining pieces honors the master. --- Casa-museu de Eudócio é reaberta. Um ano depois de sua morte, exposição das peças remanescentes homenageia o mestre.

After a strictly closed year, the house where Manuel Eudócio lived and worked will be opened in February 2017. The last great name of Vitalino's generation who created the aesthetic of Alto do Moura and defined the main language of Brazilian popular pottery in the 20th century, the master will be honored with an exhibition of the pieces inherited by the family just a year after his death.


Picasso, even exhibited an ox of Vítalino next to his own works. Said they had the same importance. Manuel Eudócio was the last remaining artist of the first generation of the figurative pottery of Alto do Moura, the district of Caruaru recognized by Unesco as the largest center of figurative art in the Americas - because of him and his peers.


On February 13, 2016, Manuel Eudócio Rodrigues da Silva died, at age 85, a victim of kidney failure after contracting the chicungunya virus. "We did not have the conditions to open before, it was very difficult to touch all of him," says Ademilson Rodrigues, 52, one of the nine children who, along with the brothers Luiz Carlos, 59, and Silvano, 58, follow the career of the father's ceramist .


In the small house inlaid in Alto do Moura, Caruaru, more than a hundred pieces will be exposed. The oldest ones are only 15 years old. "My father was not in the habit of keeping old pieces. When the collectors came and went crazy with what they saw, he sold," says Ademilson. The exhibition with what was left for the family will be organized by the artist Ana Veloso and by the Lurdinha Vasconcelos painter from Sobrado 7, who was the main commercial representative of Eudócio's work. Lurdinha, by the way, tries to make a book feasible with the repertoire and critical analysis of the work of Manuel Eudócio. "He died, and nothing was done by his memory. Eudócio is one of the most important popular artists of the 20th century in Brazil," she says.

More than an artist, the ceramist Manuel Eudócio was a great creator of archetypes. Chronist of his time and of the people around him, he shaped in the clay characters and scenes of Northeastern life that, today rare, are more present in the collective imagination than in the reality itself. It was he who conceived the figures of the seahorse and the boi-bumbá, characters of the reisado, one of the most complex folguedos of the Northeast, very popular when the artist was a boy in Caruaru, in Agreste Pernambuco. The pieces became synonymous with Northeastern folk pottery.

At the end of the 1940s, when he was in his early 20s, Eudcio wanted to reproduce what he saw and the joys of which he participated. "At that time, the reissue would start at night and go until dawn. We would just stop for coffee or wine at someone's house," he said in one of the interviews with JC.

The reisado gained eternity in about 200 different pieces that he created from the folklore. With the madwoman Tereza da Conceição, the grandmother who created him after her mother's death, he learned to shape the clay. Alongside Zé Caboclo, Zé Rodrigues, Ernestina and the most notorious of them all, Master Vitalino, Eudcio helped establish the foundations of the school that would change the vision of Brazilian folk art.

More conspicuous of all the chroniclers of the Northeastern clay, Vitalino not only influenced but was influenced by the contemporary, who today has, more than any scholar, the memory of early times. Eudoto only put to burn the 50 pieces of about 18 centimeters of his first reissued after seeing Vitalino selling figures of animals and types as retirees, doctors and drunkards, in the fair of Caruaru. "When I got home, I thought of making some dolls that looked like Vitalino's," he says. Soon he would be dividing trays with the master.

At first, Vitalino pierced the eyes of his figures with wire. Together with Zé Caboclo, Eudcio developed details such as round, white-painted eyes that, curiously, would become one of the main features of Vitalin's work. "They formed a very democratic school of reciprocal influences. There was no master figure, established later by criticism," says researcher Walmiré Dimeron.

Eudocio was also responsible for technical improvements. With the break of prejudices already paved by the Week of Modern Art and the Regionalist Movement led by Gilberto Freyre in Recife in 1926, his aesthetics helped to soften the rigid boundaries that separate it from the so-called erudite art.









fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/artes-plasticas/noticia/2017/02/12/casa-museu-de-eudocio-e-reaberta-270312.php

JC PICTURE

Bruno Albertim

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,

mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 

but what modifies the way of looking and hearing.



--BR
Casa-museu de Eudócio é reaberta. Um ano depois de sua morte, exposição das peças remanescentes homenageia o mestre.

Picasso, chegou a expor um boi de Vítalino ao lado de suas próprias obras. Disse que tinham a mesma importância. Manuel Eudócio foi o último artista remanescente da primeira geração da cerâmica figurativa do Alto do Moura, o bairro de Caruaru reconhecido pela Unesco como maior centro de arte figurativa das Américas - por causa dele e de seus pares.

Depois de um ano rigorosamente fechada, será aberta, em fevereiro de 2017, a casa onde viveu e trabalhou Manuel Eudócio. Último grande nome da geração de Vitalino que criou a estética do Alto do Moura e definiu a principal linguagem da cerâmica popular brasileira no século 20, o mestre será homenageado com uma exposição das peças herdadas pela família justamente um ano depois de falecer.

Em 13 de fevereiro de 2016, Manuel Eudócio Rodrigues da Silva morria, aos 85 anos, vítima de uma insuficiência renal depois de contrair o vírus da chicungunya. 'Não tivemos condições de abrir antes, era muito sofrido mexer em tudo dele", diz Ademilson Rodrigues, 52, um dos nove filhos que, ao lado dos irmãos Luiz Carlos, 59, e Silvano, 58, seguem a carreira de ceramista do pai.

Na pequena casa incrustada no Alto do Moura, Caruaru, mais de cem peças estarão expostas. As mais antigas têm apenas 15 anos de confecção. "Meu pai não tinha o hábito de guardar peças antigas. Quando chegavam os colecionadores e ficavam loucos com o que viam, ele vendia", conta Ademilson. A exposição com o que ficou de acervo para a família será organizada pela artista plástica Ana Veloso e pela marchande Lurdinha Vasconcelos, da Sobrado 7 que foi a principal representante comercial da obra de Eudócio. Lurdinha, por sinal, tenta viabilizar um livro com o repertório e análise crítica da obra de Manuel Eudócio. "Ele morreu, e nada foi feito por sua memória. Eudócio é um dos artistas populares mais importantes do século 20 no Brasil", diz ela.

Mais que artista, o ceramista Manuel Eudócio foi um grande criador de arquétipos. Cronista de seu tempo e da gente ao redor, moldou no barro personagens e cenas da vida nordestina que, hoje raras, estão mais presentes no imaginário coletivo do que na própria realidade. Foi ele quem concebeu as figuras do cavalo-marinho e do boi-bumbá, personagens do reisado, um dos mais complexos folguedos do Nordeste, muito popular quando o artista era menino em Caruaru, no Agreste pernambucano. As peças tornaram-se sinônimos da cerâmica popular nordestina.

No final dos anos 1940, com 20 e poucos anos, Eudócio sentiu vontade de reproduzir o que via e os folguedos de que participava. "Naquela época, o reisado começava de noite e ia até o amanhecer. A gente só parava para tomar café ou vinho na casa de alguém", disse ele, numa das entrevistas concedidas ao JC.

O reisado ganhou eternidade nas cerca de 200 peças diferentes que ele criou a partir do folguedo. Com a louceira Tereza da Conceição, a avó que o criou após a morte da mãe, ele aprendeu a moldar o barro. Ao lado de Zé Caboclo, Zé Rodrigues, Ernestina e do mais notório de todos eles, mestre Vitalino, Eudócio ajudou a estabelecer as bases da escola que mudaria a visão sobre a arte popular do Brasil.

Mais consagrado de todos os cronistas do barro nordestinos, Vitalino não só influenciou como foi influenciado pelo contemporâneo, que hoje tem, mais que qualquer estudioso, a memória dos primeiros tempos. Eudócio só pôs para queimar as 50 peças de cerca de 18 centímetros de seu primeiro reisado após ver Vitalino vendendo figuras de animais e tipos como retirantes, médicos e bêbados, na feira de Caruaru. "Quando cheguei em casa, pensei em fazer uns bonecos parecidos com aqueles de Vitalino", diz ele. Logo estaria dividindo tabuleiros com o mestre.

No princípio, Vitalino furava com arame os olhos de suas figuras. Junto com Zé Caboclo, Eudócio desenvolveu detalhes como os olhos redondos e pintados de branco que, curiosamente, passariam a ser uma das principais características da obra vitaliniana. "Eles formavam uma escola muito democrática, de influências recíprocas. Não havia a figura do mestre, estabelecida depois pela crítica", diz o pesquisador Walmiré Dimeron.

Eudócio também foi responsável por aprimoramentos técnicos. Com a quebra de preconceitos já pavimentada pela Semana de Arte Moderna e pelo Movimento Regionalista liderado por Gilberto Freyre no Recife, em 1926, sua estética contribuiu para flexibilizar as rígidas fronteiras que a separam da chamada arte erudita.



JC IMAGEM
Bruno Albertim

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