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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Brazilian culture: Candomblé. Pedra de Xangô Walk brings together 2,000 people in Cajazeiras, Bahia, Brazil. - Cultura brasileira: Candomblé. Caminhada da Pedra de Xangô reúne 2 mil pessoas em Cajazeiras, Bahia, Brasil.

Celebration is held by Terreiro Ilê Tomim Kiosise Ayo for 9 years.

The main crossroads of the Campo da Pronaica region in Cajazeiras X were taken by thousands of Candomblé supporters on Sunday morning (4). Fathers and mothers of several terreiros gathered for a common goal: to ask for protection to Xangô, the orixá of justice.

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"Our religion has a strong aspect of worshiping nature. That is why stone is such an important instrument for us," he said.

The Padê, an offering to Exu, responsible for opening the way, marked the beginning of the IX Walk of the Stone of Xangô, carried out by Terreiro Tomim Kiosise Ayo, always with the sound of the atabaques, that sang the xirê - dance of greeting to the orixá. on the second Sunday of February.

Accompanied by her ekedis and ogãs, daughters and sons of santo, respectively, Mother Iara of Oxum was in charge of asking the authorization of Exu to begin the walk, almost two kilometers, towards the stone, located in the Avenue Assis Valente.

With a candle in her hand, the little Ekedi Agatha, 4 years old, showed serenity by assisting her hostess in the rituals of departure for the celebration which, for the people of Candomblé, symbolizes courage, resistance and respect for Xangô.

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Ritual of offering to Exu brand start of walk (Photo: Arisson Marinho / CORREIO)

"We are here for another year to show society that we, as a saint, are alive and resisting. Our greatest goal is to bring our people together in a journey of peace and unity," said Mother Iara to the MAIL. In front of Ilê Tomim Kiosise Ayohá, located in Cajazeiras 11, 20 years ago, Iara said that it was her initiative to create a religious manifestation for the stone. "I articulated with other fathers and mothers, because it was a place of forest kills closed and of difficult access".

Tombada by the Foundation Gregory of Mattos exactly eight months ago, the monument is considered sacred by adherents of the religions of African matrices.

"Our religion has a strong aspect of worshiping nature. That is why stone is such an important instrument for us," he said.

Resistance

Located in an area of ​​forest, the giant stone, according to Mother Iara, served as a refuge for enslaved blacks. Although it represents a symbol of struggle for the black people, the saint's mother explained that the Xangô Stone is a constant victim of the intolerance of many.

"They have already thrown kilos of coarse salt in there, they throw in garbage and throw garbage, besides offerings that are destroyed." Unfortunately, this is what happens, and for this reason we cry out for justice and equality to Xangô, besides thanking for blessings. " , responsible for giving the name of the orixá to the structure.


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"We do everything we can to preserve it. We are [cleaning] and we take care of every area," Iara added.

The disrespect and episodes of violence were also remembered by the daughter of Saint Marta Rocha. "Historically, our place has always been in the back door, in the kitchen, cleaning up the dirt that they [whites] do not have, You can no longer tolerate these practices, "she said, every year attending the walk.

For the babalorixá Roberto D'Oxóssi, the Xangô Walk is an opportunity to bring knowledge and, consequently, more tolerance to the people. "It is resistance, first of all.This kind of event is important so that the engagement is exercised, and so that the people know a little more of the people, because the sacred of them we respect.That one day they can also respect the which is sacred to us, "he said, which belongs to a terrarium in Camaçari.

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At the top of Xangô Stone, the ogres deliver amalá (Photo: Arisson Marinho / MAIL)

The suitcase

At various times, during the walk, the saintly people, unanimously wearing white, manifested their orixás. The white corn, which represents peace and balance, was thrown from the top of the minstrel to the thousands of Xangô admirers who, together, took the amalá - the caruru, the favorite food of the orixá - to the top of the stone.

Filha de santo, Jessica de Iemanja, 20, left Paripe, in the Suburban Railway, to participate. Accompanied by her daughter, the little Manuele Victoria, 2, she commented on the importance of bringing the understanding of religion to the child. "It's our first time here, I brought it because I believe that the sooner she has an understanding of the doctrine, the better," he said.

At the end of the procession and dressed in character, Manuele seemed at ease with the crowd around her. "She likes it, she already feels the energy. We're axé, she's in the blood," concluded Jessica.

Already in the place, the ogãs ascended to the top of the stone taking the main offering. It was time to put their hands and heads on the giant stone and individually ask for their blessings. Fireworks and white doves signaled, according to Mother Iara, the fulfillment of yet another "obligation to the sovereign king."








Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.
Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 
but what modifies the way of looking and hearing.











--br
Cultura brasileira: Candomblé. Caminhada da Pedra de Xangô reúne 2 mil pessoas em Cajazeiras, Bahia, Brasil.

Celebração é realizada pelo Terreiro Ilê Tomim Kiosise Ayo há 9 anos.

A encruzilhada principal da região do Campo da Pronaica, em Cajazeiras X, foi tomada por milhares de adeptos do Candomblé, na manhã deste domingo (4). Pais e mães de santo de diversos terreiros se reuniram por um objetivo em comum: pedir proteção a Xangô, o orixá da justiça.

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"Nossa religião tem uma forte vertente de adoração à natureza. Por isso a pedra é um instrumento tão importante para nós", salientou.

Ao som dos atabaques, que entoavam o xirê - dança de saudação ao orixá -, o Padê, oferenda destinada a Exu, responsável por abrir os caminhos, marcou o início da IX Caminhada da Pedra de Xangô, realizada pelo Terreiro Tomim Kiosise Ayo, sempre no segundo domingo de fevereiro. 

Acompanhada de seus ekedis e ogãs, filhas e filhos de santo, respectivamente, Mãe Iara de Oxum ficou encarregada de pedir a autorização de Exu para dar início à caminhada, de quase dois quilômetros, rumo à pedra, localizada na Avenida Assis Valente.

Com uma vela nas mãos, a pequena ekedi Ágata, 4 anos, demonstrou serenidade ao auxiliar sua anfitriã nos rituais de partida à celebração que, para o povo do Candomblé, simboliza coragem, resistência e respeito a Xangô.

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Ritual de oferenda a Exu marca início de caminhada (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

"Estamos aqui, mais um ano, para mostrar à sociedade que nós, de santo, estamos vivos e resistimos. O maior objetivo é reunir o nosso povo numa caminhada de paz e unidade", afirmou Mãe Iara ao CORREIO. À frente do Ilê Tomim Kiosise Ayohá, localizado em Cajazeiras 11, há 20 anos, Iara disse que partiu dela a iniciativa de criar uma manifestação religiosa em prol da pedra. "Me articulei com outros pais e mães, porque era um local de mata mata fechada e de difícil acesso".

Tombada pela Fundação Gregório de Mattos há exatos oito meses, o monumento é considerado sagrado por adeptos das religiões de matrizes africanas.

"Nossa religião tem uma forte vertente de adoração à natureza. Por isso a pedra é um instrumento tão importante para nós", salientou.

Resistência

Localizada em uma área de mata, a pedra gigante, segundo Mãe Iara, servia de refúgio para negros escravizados. Embora represente um símbolo de luta para o povo negro, a mãe de santo explicou que a Pedra de Xangô é uma vítima constante da intolerância de muitos. 

"Já jogaram quilos de sal grosso lá. Picham e jogam lixo, além de oferendas que são destruídas. Infelizmente, é o que acontece. Por este motivo, clamamos por justiça e igualdade a Xangô, além de agradecer pelas bênçãos", salientou Mãe Iara, responsável por dar o nome do orixá à estrutura.


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"Nós fazemos de tudo para preservá-la. Somos nós [de santo] que limpamos e cuidamos de toda área", acrescentou Iara. 

O desrespeito e episódios de violência também foram lembrados pela filha de santo Marta Rocha. "É intolerável que nossas crianças não possam exercer nossa religião nos espaços comuns. Nas escolas, nos parques, por medo de sofrer repressão. Historicamente, o nosso lugar sempre foi na porta dos fundos, na cozinha, limpando a sujeira que eles [brancos] deixavam. Não dá mais para tolerar essas práticas", desabafou ela, que todo ano comparece à caminhada. 

Para o babalorixá Roberto D'Oxóssi, a Caminhada de Xangô é uma oportunidade de levar conhecimento e, consequentemente, mais tolerância às pessoas. "É resistência, antes de tudo. Esse tipo de evento é importante para que o engajamento seja exercitado, e para que as pessoas conheçam um pouco mais da gente, pois o sagrado deles nós respeitamos. Que um dia eles possam, também, respeitar o que é sagrado para nós", afirmou ele, que pertence a um terreio de Camaçari. 

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No topo da Pedra de Xangô, ogãs entregam amalá (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Amalá

Em vários momentos, durante a caminhada, o povo de santo, unanimemente vestindo branco, manifestou seus orixás. O milho branco, que representa a paz e o equilíbrio, era jogado do alto do minitrio nos milhares de admiradores de Xangô que, unidos, levaram o amalá - o caruru, a comida preferida do orixá - ao topo da pedra. 

Filha de santo, Jéssica de Iemanjá, 20, saiu de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, para participar. Acompanhada da filha, a pequena Manuele Victória, 2, ela comentou sobre a importância de levar o entendimento da religião à criança. "É nossa primeira vez aqui. Trouxe porque acredito que quanto mais cedo ela tiver o entendimento da doutrina, melhor", afirmou.

No final do cortejo e vestida a caráter, Manuele parecia à vontade com a multidão à sua volta. "Ela gosta, já sente a energia. Somos do axé, tá no sangue", concluiu Jéssica.

Já no local, os ogãs subiram ao topo da pedra levando a principal oferenda. Foi a hora de encostar as mãos e cabeças na pedra gigante e, individualmente, pedir suas bênçãos. Fogos de artifício e pombas brancas sinalizavam, segundo Mãe Iara, o cumprimento de mais uma "obrigação ao rei soberano". 

Scandinavians shaped by several waves of immigration. - Escandinavos moldados por várias ondas de imigração.

Directly following the last ice age, people from the western parts of what is now Norway were a population that had substantially different genetics from the people living in the area corresponding to present-day Sweden.

Anne-Marian Snaaijer, a PhD candidate at the Norwegian University of Science and Technology works in Trondheim's Archive Centre at Dora. The collection trays hold lots of bone discoveries [Credit: Åge Hojem, NTNU University Museum]


"We were surprised that the results showed such marked dissimilarities," says associate professor and archaeologist Birgitte Skar at the Norwegian University of Science and Technology's (NTNU) University Museum. Skar is responsible for the museum's Stone Age and Bronze Age collections.

Scandinavia was one of the last parts of Europe to become habitable when the glaciers released their icy grip more than 10,000 years ago. The ocean's resources and the coastal archipelago attracted marine hunter-gatherers of yore to the region.

Swedish and Norwegian researchers have collaborated on analysing the DNA in 9500-year-old bone samples from the southern and western Norwegian coast and from the Swedish islands of Gotland and Stora Karlsö. This period corresponds to the Mesolithic Stone Age.

Researchers examined seven excavated individuals and compared their genetic material with samples from other parts of Europe.

"People from the Norwegian south and west coast were genetically similar to populations east of the Baltic Sea that came from today's Russia. People from eastern Scandinavia - present-day Sweden - were more genetically similar to populations from central and western Europe," says population geneticist Torsten Günther from Uppsala University. He is one of the main authors of the new study.

Norwegian results are key

This finding may seem strange if you just look at the geography, but it may due to multiple waves of migration to Scandinavia. About 11,500 years ago, people migrated from the south, through Germany and Denmark and then by sea to Norway. About 1000 years later, people traveled from the northeast and followed the Norwegian Atlantic coast southward.

"To understand the migration routes, it was essential to obtain data from the Norwegian individuals," explains Skar, co-author of the study. The Norwegian skeletal remains from southern Norway are also the oldest of the individuals studied.

Over time, the various migration waves led to extensive contact between the diverse populations, and this is also reflected in the genetic data.

The researchers analysed the genetic data in conjunction with other archaeological findings and new insights from climate models to increase their understand of the migration routes, settlement patterns and the first people to settle in Scandinavia as the ice retreated.

Archaeological artefacts and isotopic analysis - which can tell us something about what people ate - help to fill out the picture. The new immigrants that came from the northeast learned new boating and fishing skills to access marine resources, which offered their main source of food.

The researchers discovered that these immigrants also introduced new tools and innovative ways to produce them. This shift in material culture can now be linked to a particular migration wave.

"We expect that a migrating population comes with an entire cultural package - a knowledge of nature, ways of life, craft traditions, beliefs and other customs," says Skar. "Now we can explore more closely how the relationship between the original and new populations evolved. The original inhabitants were highly skilled and adventurous seafaring hunters, whereas the new population was originally an inland people. Archaeologists can track the processes of change in their material culture," she adds.

Light pigmentation variants may have been advantageous

People at that time were largely dependent on the ocean for food. They braved challenging climate conditions that required behavioral adaptations in the short term, and that in the longer term could lead to changes in the population's genetic composition.

"The two groups that migrated to Scandinavia at that time were genetically distinct. People from the south probably had blue eyes and dark skin, while those from the northeast had various eye colours and light skin," says population geneticist Mattias Jakobsson from Uppsala University, another of the main authors.

The genetic variation between the Mesolithic individuals from Scandinavia is surprisingly high, and greater than in the populations who lived in western and central Europe. This contrasts with the Europe of today, where the largest genetic variation is found in the south.

The lighter variations of skin and eye color that are more common in Scandinavia than in other parts of Europe also appear to have been the case at the time of the migrations. Pigmentation, now as then, tends to decrease the farther away a population group lives from the equator. We can assume this to be an indicator of climate adaptation.

Good results

The results are presented in a research article recently published in PLoS Biology. The sample quality is very high.

The remains of one of the individuals studied yielded aDNA results with the best coverage, or depth, achieved for any human being from prehistoric times. The abbreviation aDNA stands for ancient DNA and refers to the study of genetic data obtained from fossil subjects.







Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.
Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 
but what modifies the way of looking and hearing.








--br via tradutor do google
Escandinavos moldados por várias ondas de imigração.

Diretamente após a última era do gelo, as pessoas das partes ocidentais do que hoje é a Noruega eram uma população que tinha uma genética substancialmente diferente das pessoas que viviam na área correspondente à atual Suécia.



Anne-Marian Snaaijer, candidata de doutoramento da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega trabalha no Centro de Arquivo de Trondheim em Dora. As bandejas de coleta detêm muitas descobertas ósseas [Crédito: Åge Hojem, NTNU University Museum]

"Ficamos surpresos que os resultados tenham mostrado diferenças tão marcantes", diz o professor associado e o arqueólogo Birgitte Skar no Museu Universitário da Universidade Norueguesa da Ciência e Tecnologia (NTNU). Skar é responsável pelas coleções da Idade da Pedra e do Bronze do museu.

A Escandinávia foi uma das últimas partes da Europa a se tornar habitável quando as geleiras liberaram sua garganta gelada há mais de 10.000 anos. Os recursos do oceano e o arquipélago costeiro atraíram caçadores-coletores marinhos de outrora para a região.

Pesquisadores suecos e noruegueses colaboraram na análise do DNA em amostras de osso de 9500 anos da costa do sul e oeste da Noruega e das ilhas suecas de Gotland e Stora Karlsö. Este período corresponde à Idade da Pedra Mesolítica.

Os pesquisadores examinaram sete indivíduos escavados e compararam seu material genético com amostras de outras partes da Europa.

"As pessoas da costa norueguesa do sul e do oeste eram geneticamente semelhantes às populações a leste do mar Báltico que vieram da Rússia de hoje. Pessoas da Escandinávia Oriental - Suécia atual - eram mais geneticamente similares às populações da Europa Central e Ocidental", diz a população geneticista Torsten Günther da Universidade de Uppsala. Ele é um dos principais autores do novo estudo.

Os resultados noruegueses são fundamentais

Esse achado pode parecer estranho se você apenas olha a geografia, mas pode ser devido a múltiplas ondas de migração para a Escandinávia. Cerca de 11,500 anos atrás, as pessoas migraram do sul, através da Alemanha e da Dinamarca, e depois pelo mar para a Noruega. Cerca de 1000 anos depois, as pessoas viajaram do nordeste e seguiram a costa atlântica norueguesa para o sul.

"Para entender as rotas de migração, era essencial obter dados dos indivíduos noruegueses", explica Skar, co-autor do estudo. Os restos esqueletais noruegueses do sul da Noruega também são os mais antigos dos indivíduos estudados.

Ao longo do tempo, as várias ondas de migração levaram a um amplo contato entre as diversas populações, o que também se reflete nos dados genéticos.

Os pesquisadores analisaram os dados genéticos em conjunto com outros achados arqueológicos e novas idéias dos modelos climáticos para aumentar sua compreensão das rotas de migração, padrões de assentamento e as primeiras pessoas a se instalarem na Escandinávia à medida que o gelo recuou.

Os artefatos arqueológicos e a análise isotópica - que podem nos dizer algo sobre o que as pessoas comem - ajudam a preencher a imagem. Os novos imigrantes que vieram do nordeste aprenderam novas habilidades de navegação e pesca para acessar recursos marinhos, que ofereceram sua principal fonte de alimento.

Os pesquisadores descobriram que esses imigrantes também apresentaram novas ferramentas e formas inovadoras de produzi-los. Essa mudança na cultura material agora pode ser vinculada a uma onda de migração particular.

"Esperamos que uma população migrante venha com todo um pacote cultural - um conhecimento da natureza, modos de vida, tradições artesanais, crenças e outros costumes", diz Skar. "Agora, podemos explorar mais de perto como a relação entre as populações original e nova evoluiu. Os habitantes originais eram caçadores marinhos altamente qualificados e aventureiros, enquanto a nova população era originalmente uma população interior. Os arqueólogos podem acompanhar os processos de mudança em sua cultura material ," Ela adiciona.

Variantes de pigmentação leve podem ter sido vantajosas

As pessoas naquela época eram em grande parte dependentes do oceano para alimentação. Eles enfrentaram condições climáticas desafiadoras que exigiam adaptações comportamentais a curto prazo e que, a longo prazo, poderiam levar a mudanças na composição genética da população.

"Os dois grupos que migraram para a Escandinávia na época eram geneticamente distintos. As pessoas do sul provavelmente tinham olhos azuis e pele escura, enquanto as do nordeste tinham várias cores oculares e pele clara", diz o geneticista populacional Mattias Jakobsson da Universidade de Uppsala, outro dos principais autores.

A variação genética entre os indivíduos mesolíticos da Escandinávia é surpreendentemente alta e maior do que nas populações que viveram na Europa ocidental e central. Isso contrasta com a Europa de hoje, onde a maior variação genética é encontrada no sul.

As variações mais claras da cor da pele e dos olhos que são mais comuns na Escandinávia do que em outras partes da Europa também parecem ter sido o caso no momento das migrações. A pigmentação, agora como então, tende a diminuir quanto mais longe um grupo populacional vive do equador. Podemos assumir que isso seja um indicador da adaptação climática.

Bons resultados

Os resultados são apresentados em um artigo de pesquisa recentemente publicado na PLoS Biology. A qualidade da amostra é muito alta.

Os restos de um dos indivíduos estudados produziram resultados de AAD com a melhor cobertura, ou profundidade, alcançada para qualquer ser humano desde a pré-história. A abreviatura aDNA significa ADN antigo e refere-se ao estudo de dados genéticos obtidos de indivíduos fósseis.