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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

"All art is a form of literature." The director of the Queen Sofia Museum in Madrid, Manuel Borja-Villel, hopes that the exhibition "Fernando Pessoa" will be a "discovery" for the Spanish and international public. --- "Toda a arte é uma forma de literatura”. O diretor do Museu Rainha Sofia, em Madrid, Manuel Borja-Villel, espera que a exposição “Fernando Pessoa": seja “uma descoberta” para o público espanhol e internacional.

"The Portuguese avant-garde has its own characteristics" and the "figure of Fernando Pessoa is fundamental" in this movement of the first half of the twentieth century, said Manuel Borja-Villel, at the presentation of the exhibition this morning in Madrid.




Portuguese Prime Minister António Costa and Spanish Minister of Culture, Ínigo Méndez de Vigo, officially open the exhibition on Tuesday at 7:30 p.m. (6:30 p.m.).

The exhibition, open to the public from February 7 (Wednesday) until May 7, will bring together more than 160 works of art (painting, drawings and photography) from about 20 artists, such as José de Almada Negreiros, Amadeo de Souza -Cardoso, Eduardo Viana, Sarah Affonso, Julio, Sonia and Robert Delaunay, among others.

"Some artists are known to the Spanish public, like José de Almada Negreiros, but, as a whole, they are little known," said Borja-Villel.

The works on display are lent by various private collections and institutions such as the Calouste Gulbenkian Foundation (56 works), the National Library of Portugal, the Amadeo de Souza-Cardoso Museum in Amarante, and the Georges Pompidou Center in Paris, among others.

The director of the Queen Sofia Museum underlined that, contrary to what happened in other peripheral contexts, Portuguese avant-garde artists were never mimetic followers of the artistic innovations of the centers of the time, like Paris.

"And it's this way of being something else that is unique" with the Portuguese avant-garde, explained Manuel Borja-Villel.

The commissioners of the show are art historian Ana Ara and the deputy director of the Queen Sofia museum, the Portuguese João Fernandes, who last week told Lusa that this exhibition is going to be "a great revelation" with "fundamental names" of the history of the Modernism in Portugal.

The exhibition also pays particular attention to the magazines where Fernando Pessoa wrote, such as The Eagle, Orpheu, K4 The Blue Square, Futuristic Portugal or Presence, which "acted as a sounding board of avant-garde ideas.

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About Fernando Pessoa
Fernando António Nogueira Pessoa (Lisbon, June 13, 1888 - November 30, 1935) was a Portuguese poet, philosopher, playwright, essayist, translator, publicist, astrologer, inventor, entrepreneur, business correspondent, literary critic and political commentator .

Fernando Pessoa is the most universal Portuguese poet. Having been educated in South Africa at an Irish Catholic school, he became more familiar with the English language than with Portuguese when he wrote his first poems in that language. The literary critic Harold Bloom considered Pessoa as "born again Whitman," and included him in his canon as one of the 26 best writers of Western civilization, not only in Portuguese but also in English literature.

Of the four works he published in his lifetime, three are in the English language. Fernando Pessoa translated several works in English (e.g., Shakespeare and Edgar Allan Poe) into Portuguese, and Portuguese works (notably António Botto and Almada Negreiros) into English.

As a poet, he wrote about several personalities - heteronyms such as Ricardo Reis, Álvaro de Campos and Alberto Caeiro -, the latter being the object of most of the studies on his life and work. Robert Hass, American poet, says: "other modernists like Yeats, Pound, Elliot invented masks by which they spoke occasionally ... Person invented whole poets."







Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.
Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 
but what modifies the way of looking and hearing.









--pt
"Toda a arte é uma forma de literatura”. O diretor do Museu Rainha Sofia, em Madrid, Manuel Borja-Villel, espera que a exposição “Fernando Pessoa": seja “uma descoberta” para o público espanhol e internacional.

“A vanguarda portuguesa tem caraterísticas próprias” e a “figura de Fernando Pessoa é fundamental” neste movimento da primeira metade do século XX, disse Manuel Borja-Villel, na apresentação da exposição, esta manhã, em Madrid.

O primeiro-ministro português, António Costa, e o ministro espanhol da Cultura, Ínigo Méndez de Vigo, inauguram oficialmente a exposição esta terça-feira, às 19h30 (18h30 de Lisboa).

A exposição, aberta ao público de 7 de fevereiro (quarta-feira) até 7 de maio, vai reunir mais de 160 obras de arte (pintura, desenhos e fotografia) de cerca de 20 artistas, como José de Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Sarah Affonso, Júlio, Sonia e Robert Delaunay, entre outros.

“Alguns artistas são conhecidos do público espanhol, como José de Almada Negreiros, mas, no seu conjunto, são pouco conhecidos”, disse Borja-Villel.

As obras em exposição são emprestadas por diversas coleções privadas e instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian (56 obras), a Biblioteca Nacional de Portugal, Museu Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, e o Centro Georges Pompidou, em Paris, entre outras.

O diretor do Museu Rainha Sofia sublinhou que, ao contrário do que aconteceu em outros contextos periféricos, os artistas vanguardistas portugueses nunca foram seguidores miméticos das inovações artísticas dos centros da época, como Paris.

“E é essa forma de ser outra coisa que é única” com a vanguarda portuguesa, explicou Manuel Borja-Villel.

Os comissários da mostra são a historiadora de arte Ana Ara e o subdiretor do museu Rainha Sofia, o português João Fernandes, que na semana passada disse à Lusa que esta exposição vai ser “uma grande revelação”, com “nomes fundamentais” da história do Modernismo em Portugal.

A exposição também presta uma atenção especial às revistas onde Fernando Pessoa escreveu, como A Águia, Orpheu, K4 O Quadrado Azul, Portugal Futurista ou Presença, que “atuaram como caixa de ressonância das ideias de vanguarda.

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Sobre Fernando Pessoa.

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 — Lisboa, 30 de novembro de 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português.

Fernando Pessoa é o mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português ao escrever os seus primeiros poemas nesse idioma. O crítico literário Harold Bloom considerou Pessoa como "Whitman renascido", e o incluiu no seu cânone entre os 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também da inglesa.

Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras em inglês (e.g., de Shakespeare e Edgar Allan Poe) para o português, e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para o inglês.

Enquanto poeta, escreveu sobre diversas personalidades – heterónimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro –, sendo estes últimos objeto da maior parte dos estudos sobre a sua vida e obra. Robert Hass, poeta americano, diz: "outros modernistas como Yeats, Pound, Elliot inventaram máscaras pelas quais falavam ocasionalmente... Pessoa inventava poetas inteiros." 

Oral History. The illustrious Sephardic story exhibited at the Jewish Museum of Montreal. "We worked with the oral history and stories of the people who helped us identify some of the places we discover during the visit," says Moses. - História oral. A ilustre história sefardita exibida no Museu Judeu de Montreal. "Trabalhamos com a história oral e as histórias das pessoas que nos ajudaram a identificar alguns dos lugares que descobrimos durante a visita", diz Moisés. - Histoire Orale. L’illustre histoire des Séfarades exposée au musée juif de Montréal. “Nous avons travaillé avec l’histoire orale et les histoires des gens qui nous ont aidé à identifier certains des endroits que nous faisons découvrir pendant la visite », précise Moses.

Visitors to the museum can experience the glorious - and sometimes confusing - side of the city's Jewish past like never before.

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MONTREAL - In September, the Jewish Montreal Museum launched its first pedestrian visit dedicated to the city's Sephardim. The two-hour tour tells the story of the Moroccan, Iraqi, Iranian, Egyptian and Lebanese Jewish communities of the city - from their settlement in the 1950s and 1960s to the rise of a population of nearly 25 000 members today.

Participants can visit the Spanish and Portuguese Synagogue, which is also the oldest synagogue in Canada, the Grand Rabbinate of Quebec, the Moroccan religious institutions of Montreal and visit the Moroccan fishmongers and butchers of the city. They can also discover the Sephardic Festival of Montreal, listen to Sephardic Montrealers tell their stories and even have the chance to smell the spices used in Judeo-Moroccan cuisine.

"We are delighted," Zev Moses, the museum's director, enthuses. So far, all "Jewish" visits have focused on Montreal's Ashkenazi heritage.

"We worked with the oral history and stories of the people who helped us identify some of the places we discover during the visit," says Moses.

The story of Sephardim in the French-speaking province of Canada has not always been easy.

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Sephardic Jews arrived in Montreal in the 1950s, 1960s and 1970s - a period of French-speaking nationalism that launched what has been called the Quiet Revolution in Quebec. At that time, French-speaking Canadians began to assert their language rights, and immigration laws in Quebec began to favor Francophones.

Many Ashkenazi Jews, most of whom spoke English, responded by moving from Montreal to Toronto. Some of them did not trust newly arrived Sephardic Jews, fearing that they would support Francophones, explains Aviv Milgram, the museum's community leader and the main organizer of the visit.

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"The main source of tension was linguistic," says Milgram. People were confused by the fact that there could be French-speaking Jews. French-speaking Jews were sometimes called 'Catholic Jews' because Catholicism and the French language were intermixed. "

Today, about 28% of Montreal's 90,000 Jews speak French, according to Moses. Most French-speaking Jews in Montreal are Moroccan, but some also come from Tunisia, Lebanon and France.

The situation of French-speaking Jews in Quebec was further complicated by the fact that Jewish children were not allowed to attend the francophone public school system.

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"The public schools of Quebec were separated between Catholics and Protestants, and the Jews were integrated by the Protestant school system, because the Catholics did not want them," says Milgram.

"When Sephardic Jews arrived, even though they were Francophones, they had to integrate into the Protestant school system and receive instruction in English. Parents could not help their children with their homework. It was a strange situation, "she adds.

According to Milgram, for a while Protestant schools in Quebec allowed Jewish children to attend classes, but they did not hire Jewish teachers and Jewish parents were not allowed to participate in school boards.

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A stone from the Spanish and Portuguese synagogue, one of the stops of the visit of the Sephardic history of Montreal, organized by the Jewish Museum of the city. (Credit: authorization)

The Jewish community of Montreal responded by creating their own private schools. In Ashkenazi schools, however, children first learned their lessons in Yiddish and later in Hebrew and English. When the French-speaking Sephardim arrived, they could not integrate.

"It pushed the Sephardic Jews to create a private school, the Maimonides School," says Milgram.

According to the school's website, the school was established in 1969 because, at the time, French-speaking Jewish children had to choose between a Protestant public school that welcomed Jews but taught them English, a school private Ashkenazi where the language of instruction was also English, and a Catholic public school, where children could study in French, but in which Christian religious education was compulsory.

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One of the stops of the visit of the Sephardic history of Montreal, organized by the Jewish Museum of the city. (Credit: authorization)

Despite tensions between Ashkenazi and Sepharad in Montreal, the two communities have influenced each other, says Milgram. For example, Ashkenazi Jews in Montreal began to adopt the Sephardic custom of eating rice during Pesach.

On the other hand, some of the Sephardim of Montreal have adopted Ashkenazi religious traditions. For example, there is now a Chabad-Lubavitch Sephardic synagogue in Montreal, says Milgram.

To prepare for the visit, the museum's researchers spent several months talking with Sephardic Montrealers and even tested them so that members of the North African and Middle Eastern Jewish communities in the city could give their opinion before the visit. is not offered to the public, says Milgram.

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One of the stops of the visit of the Sephardic history of Montreal, organized by the Jewish Museum of the city. (Credit: authorization)

The Iraqi-Canadian Jewish writer Naim Kattan, author of over thirty books and decorated with the Order of Canada, was one of the people interviewed by museum staff for the development of the visit.

Kattan speaks both English and French because he was born in Iraq - a former British colony - but educated in France. He helped build bridges between the French and English Jewish communities in Quebec, as well as between French-speaking Catholics and Jews.

The writer created the first French-language Jewish publication in Canada, "Le Bulletin du Cercle Juif", and organized debates to which he invited prominent Quebec politicians.

The visit stops in front of a house where Kattan lived.

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The old house of Naim Kattan, one of the stops of the visit of the Sephardic history of Montreal, organized by the Jewish Museum of the city. (Credit: authorization)

Other stops are planned in a community garden or in a sports community center, where participants can discover the Moroccan Jewish Scout movement and a choir.

The tour also features a Sephardic synagogue where five different types of services for the different communities of the city take place during the major Jewish holidays. Last stop: the Segal Center, a theater in which visitors can get acquainted with the Sephardic Festival of Montreal and discover a group playing in Ladino.

The visit "Sephardic Militaries - Refashioned Jewish Montreal" is available in English and French every Sunday. For more information, visit the Jewish Museum of Montreal website.






Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.
Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 
but what modifies the way of looking and hearing.







--br via tradutor do google
A ilustre história sefardita exibida no Museu Judeu de Montreal. "Trabalhamos com a história oral e as histórias das pessoas que nos ajudaram a identificar alguns dos lugares que descobrimos durante a visita", diz Moisés.

Os visitantes do museu podem experimentar o lado glorioso - e às vezes confuso - do passado judaico da cidade como nunca antes.

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MONTREAL - Em setembro, o Museu Judaico de Montreal lançou sua primeira visita pedestre dedicada aos Sephardim da cidade. O passeio de duas horas conta a história das comunidades judeus marroquinas, iraquianas, iranianas, egípcias e libanesas da cidade - desde o seu assentamento nas décadas de 1950 e 1960 até o aumento de uma população de quase 25 000 membros hoje.

Os participantes podem visitar a sinagoga espanhola e portuguesa, que também é a sinagoga mais antiga do Canadá, o Grand Rabbinate de Quebec, as instituições religiosas marroquinas de Montreal e visita os pescadores e açougueiros marroquinos da cidade. Eles também podem descobrir o Sephardic Festival de Montreal, ouvir Sephardic Montrealers contar suas histórias e até mesmo ter a chance de cheirar as especiarias usadas na cozinha judeu-marroquina.

"Estamos encantados", entusiasma Zev Moses, diretor do museu. Até agora, todas as visitas "judaicas" se concentraram no património Ashkenazi em Montreal.

"Trabalhamos com a história oral e as histórias das pessoas que nos ajudaram a identificar alguns dos lugares que descobrimos durante a visita", diz Moisés.

A história de Sephardim na província francófona do Canadá nem sempre foi fácil.

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Os judeus sefarditas chegaram a Montreal nos anos 1950, 1960 e 1970 - um período de nacionalismo francófono que lançou o que foi chamado de Revolução tranquila em Quebec. Naquela época, os canadenses francófonos começaram a afirmar seus direitos linguísticos, e as leis de imigração em Quebec começaram a favorecer os francófonos.

Muitos judeus Ashkenazi, a maioria dos quais falavam inglês, responderam mudando-se de Montreal para Toronto. Alguns deles não confiam nos judeus sefarditas recém-chegados, temendo que eles apoiem os francófonos, explica Aviv Milgram, líder da comunidade do museu e principal organizador da visita.

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"A principal fonte de tensão foi linguística", diz Milgram. As pessoas ficaram confusas pelo fato de que poderia haver judeus de língua francesa. Os judeus de língua francesa às vezes eram chamados de "judeus católicos" porque o catolicismo e a língua francesa estavam entrelaçados. "

Hoje, cerca de 28% dos 90 mil judeus de Montreal falam francês, segundo Moisés. A maioria dos judeus francófonos em Montreal são marroquinos, mas alguns também vêm da Tunísia, do Líbano e da França.

A situação dos judeus francófonos em Quebec foi ainda mais complicada pelo fato de os filhos judeus não terem permissão para participar do sistema de ensino público francófono.

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"As escolas públicas de Quebec foram separadas entre católicos e protestantes, e os judeus foram integrados pelo sistema escolar protestante, porque os católicos não os queriam", diz Milgram.

"Quando os judeus sefardicos chegaram, apesar de serem francófonos, eles tiveram que se integrar no sistema escolar protestante e receber instruções em inglês. Os pais não podiam ajudar seus filhos com seus deveres de casa. Foi uma situação estranha ", acrescenta.

De acordo com Milgram, por um tempo, as escolas protestantes em Quebec permitiram que crianças judeus frequentassem aulas, mas não contrariaram professores judeus e os pais judeus não podiam participar dos conselhos escolares.

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Uma pedra da sinagoga espanhola e portuguesa, uma das paradas da visita à história sefardita de Montreal, organizada pelo Museu Judeu da cidade. (Crédito: autorização)

A comunidade judaica de Montreal respondeu criando suas próprias escolas privadas. Em escolas Ashkenazi, no entanto, as crianças primeiro aprenderam suas lições em iídiche e depois em hebraico e inglês. Quando os Sephardim de língua francesa chegaram, não podiam se integrar.

"Empurrou os judeus sefarditas para criar uma escola particular, a Escola Maimonides", diz Milgram.

De acordo com o site da escola, a escola foi criada em 1969 porque, naquela época, os filhos judeus francófonos tinham que escolher entre uma escola pública protestante que recebesse os judeus, mas ensinava inglês, uma escola Ashkenazi privado, onde o idioma de instrução também era inglês e uma escola pública católica, onde as crianças podiam estudar em francês, mas em que a educação religiosa cristã era obrigatória.

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Uma das paradas da visita da história sefardita de Montreal, organizada pelo Museu Judaico da cidade. (Crédito: autorização)

Apesar das tensões entre Ashkenazi e Sepharad em Montreal, as duas comunidades influenciaram-se, diz Milgram. Por exemplo, judeus Ashkenazi em Montreal começaram a adotar o costume Sephardic de comer arroz durante Pesach.

Por outro lado, alguns Sephardim de Montreal adotaram as tradições religiosas Ashkenazi. Por exemplo, agora há uma sinagoga sefardita Chabad-Lubavitch em Montreal, diz Milgram.

Para se preparar para a visita, os pesquisadores do museu passaram vários meses conversando com Montreal Montreal e até testá-los para que membros da comunidade judaica norte-africana e do Oriente Médio na cidade pudessem dar sua opinião antes da visita. não é oferecido ao público, diz Milgram.

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Uma das paradas da visita da história sefardita de Montreal, organizada pelo Museu Judaico da cidade. (Crédito: autorização)

O escritor judeu iraquiano-canadense Naim Kattan, autor de mais de trinta livros e decorado com a Ordem do Canadá, foi uma das pessoas entrevistadas pela equipe do museu para o desenvolvimento da visita.

Kattan fala inglês e francês porque ele nasceu no Iraque - uma antiga colônia britânica - mas educado na França. Ele ajudou a construir pontes entre as comunidades judaicas francesa e inglesa em Quebec, bem como entre católicos francófonos e judeus.

O escritor criou a primeira publicação judaica de língua francesa no Canadá, "Le Bulletin du Cercle Juif", e debates organizados para os quais ele convidou políticos dobres nobres.

A visita pára em frente a uma casa onde viveu Kattan.

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A antiga casa de Naim Kattan, uma das paradas da visita da história sefardita de Montreal, organizada pelo Museu Judaico da cidade. (Crédito: autorização)

Outras paradas são planejadas em um jardim comunitário ou em um centro de comunidade esportiva, onde os participantes podem descobrir o movimento escocês judeu marroquino e um coro.

A turnê também possui uma sinagoga sefardita onde cinco diferentes tipos de serviços para as diferentes comunidades da cidade ocorrem durante os principais feriados judeus. Última parada: o Segal Center, um teatro em que os visitantes podem se familiarizar com o Sephardic Festival de Montreal e descobrir um grupo que joga em Ladino.

A visita "Militares Sefarditas - Montreal reformado" está disponível em inglês e francês todos os domingos. Para mais informações, visite o site do Museu Judaico de Montreal. http://mimj.ca/









--fr
L’illustre histoire des Séfarades exposée au musée juif de Montréal. “Nous avons travaillé avec l’histoire orale et les histoires des gens qui nous ont aidé à identifier certains des endroits que nous faisons découvrir pendant la visite », précise Moses.

Les visiteurs du musée peuvent découvrir comme jamais auparavant le côté glorieux - et parfois trouble - du passé juif de la ville.

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MONTRÉAL – En septembre, le Musée du Montréal juif a lancé sa première visite pédestre consacrée aux Séfarades de la ville. L’excursion de deux heures raconte l’histoire des communautés juives marocaine, irakienne, iranienne, égyptienne et libanaise de la ville – depuis leur implantation dans les années 1950 et 1960 jusqu’à l’essor d’une population riche de près de 25 000 membres aujourd’hui.

Les participants peuvent visiter la synagogue espagnole et portugaise, qui est aussi la synagogue la plus ancienne du Canada, le Grand Rabbinat du Québec, les institutions religieuses marocaines de Montréal et faire un tour dans les poissonneries et boucheries marocaines de la ville. Ils peuvent également découvrir le festival séfarade de Montréal, écouter des Montréalais séfarades leur raconter leurs histoires et même avoir la chance de sentir les épices utilisées dans la cuisine judéo-marocaine.

« Nous en sommes ravis », s’enthousiasme Zev Moses, le directeur du musée. Jusqu’ici, toutes les visites « juives » se concentraient sur le patrimoine ashkénaze de Montréal.

“Nous avons travaillé avec l’histoire orale et les histoires des gens qui nous ont aidé à identifier certains des endroits que nous faisons découvrir pendant la visite », précise Moses.

L’histoire des Séfarades dans la province francophone du Canada n’a pas toujours été facile.

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Les Juifs séfarades sont arrivés à Montréal dans les années 1950, 1960 et 1970 – une période de nationalisme francophone qui a lancé ce qu’on a appelé la Révolution tranquille au Québec. A cette époque, les Canadiens francophones ont commencé à affirmer leurs droits linguistiques et les lois sur l’immigration au Québec ont commencé à favoriser les francophones.

Beaucoup de Juifs ashkénazes, dont la plupart parlaient anglais, ont réagi en déménageant de Montréal à Toronto. Certains d’entre eux n’ont pas fait confiance aux Juifs séfarades récemment arrivés, craignant qu’ils ne soient partisans des francophones, explique Aviv Milgram, responsable communautaire du musée et principale organisatrice de la visite.

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« La principale source de tension était linguistique, souligne Milgram. Les gens étaient déconcertés par le fait qu’il puisse y avoir des Juifs francophones. Les Juifs francophones étaient parfois appelés les ‘Juifs catholiques’ parce que le catholicisme et la langue française étaient entremêlés. »

Aujourd’hui, environ 28 % des 90 000 Juifs de Montréal parlent français, selon Moses. La plupart des Juifs francophones à Montréal sont marocains, mais certains viennent aussi de Tunisie, du Liban et de France.

La situation des Juifs francophones au Québec a été d’autant plus compliquée que les enfants juifs n’étaient pas autorisés à fréquenter le système scolaire public francophone.

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« Les écoles publiques du Québec étaient séparées entre catholiques et protestants, et les Juifs ont été intégrés par le système scolaire protestant, parce que les catholiques ne voulaient pas d’eux », précise Milgram.

« Lorsque les Juifs séfarades arrivaient, même s’ils étaient francophones, ils devaient s’intégrer au système scolaire protestant et recevoir un enseignement en anglais. Les parents ne pouvaient pas aider leurs enfants à faire leurs devoirs. C’était une situation étrange », ajoute-t-elle.

Selon Milgram, pendant un certain temps, les écoles protestantes du Québec ont permis aux enfants juifs d’assister aux cours, mais ils n’ont pas embauché d’enseignants juifs et les parents juifs n’étaient pas autorisés à participer aux commissions scolaires.

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Une pierre de la synagogue espagnole et portugaise, l’un des arrêts de la visite de l’histoire séfarade de Montréal, organisée par le musée juif de la ville. (Crédit : autorisation)

La communauté juive de Montréal a réagi en créant ses propres écoles privées. Dans les écoles ashkénazes, cependant, les enfants ont d’abord appris leurs leçons en yiddish et plus tard en hébreu et en anglais. Quand les Séfarades francophones sont arrivés, ils n’ont pas pu s’y intégrer.

« Cela a poussé les Juifs séfarades à créer une école privée, l’École Maïmonide », raconte Milgram.

Selon le site internet de l’école, l’établissement a été créé en 1969 parce que, à l’époque, les enfants juifs francophones devaient choisir entre une école publique protestante qui accueillait les Juifs mais leur dispensait des cours en anglais, une école ashkénaze privée où la langue d’enseignement était aussi l’anglais, et une école publique catholique, où les enfants pouvaient étudier en français, mais au sein de laquelle l’éducation religieuse chrétienne était obligatoire.

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L’un des arrêts de la visite de l’histoire séfarade de Montréal, organisée par le musée juif de la ville. (Crédit : autorisation)

Malgré les tensions entre Ashkénazes et Séfarades à Montréal, les deux communautés se sont influencées mutuellement, explique Milgram. Par exemple, les Juifs ashkénazes de Montréal ont commencé à adopter la coutume séfarade consistant à manger du riz pendant Pessah.

D’autre part, certains des Séfarades de Montréal ont adopté les traditions religieuses ashkénazes. Par exemple, il existe aujourd’hui une synagogue séfarade Habad-Loubavitch à Montréal, souligne Milgram.

Pour préparer la visite, les chercheurs du musée ont passé plusieurs mois à parler avec les Montréalais séfarades et ont même effectué des tests pour que les membres des communautés juives nord-africaines et moyen-orientales de la ville puissent donner leur avis avant que la visite ne soit proposée au public, indique Milgram.

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L’un des arrêts de la visite de l’histoire séfarade de Montréal, organisée par le musée juif de la ville. (Crédit : autorisation)

L’écrivain juif irako-canadien Naim Kattan, auteur de plus de trente livres et décoré de l’Ordre du Canada, fait partie des personnes qui ont été interviewées par le personnel du musée pour l’élaboration de la visite.

Kattan parle à la fois l’anglais et le français parce qu’il est né en Irak – une ancienne colonie britannique – mais a été éduqué en France. Il a aidé à établir des ponts entre les communautés juives francophones et anglophones au Québec, ainsi qu’entre les catholiques et les Juifs francophones.

L’écrivain a créé la première publication juive en langue française au Canada, « Le Bulletin du Cercle juif », et a organisé des débats auxquels il a invité d’importants politiciens québécois.

La visite s’arrête notamment devant une maison où Kattan a habité.

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L’ancienne maison de Naim Kattan, l’un des arrêts de la visite de l’histoire séfarade de Montréal, organisée par le musée juif de la ville. (Crédit : autorisation)

D’autres arrêts sont prévus dans un jardin communautaire ou encore dans un centre communautaire sportif, où les participants peuvent découvrir le mouvement scout juif marocain et une chorale.

La visite permet également de voir une synagogue séfarade où cinq types de services différents pour les différentes communautés de la ville se déroulent pendant les grandes fêtes juives. Dernier arrêt : le Centre Segal, un théâtre dans lequel les visiteurs peuvent se familiariser avec le festival séfarade de Montréal et découvrir un groupe qui joue en Ladino.

La visite « Milieux séfarades – le Montréal juif refaçonné » est proposée en anglais et en français tous les dimanches. Pour plus d’informations, visitez le site du Musée du Montréal juif.