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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Museu Histórico Sorocabano é lançado amanhã


A história de Sorocaba contada por historiadores, jornalistas, artistas e personalidades que têm envolvimento com a cidade. É por essa linha que segue o documentário Museu Histórico Sorocabano, dirigido por José Antônio Barros Freire, que será lançado amanhã, às 20h, no Auditório do Jornal Cruzeiro do Sul, com entrada gratuita e aberta ao público. Apaixonado por patrimônios históricos, o documentarista produziu um vídeo com duração de 40 minutos em que intercala imagens dos entrevistados, dos monumentos da cidade, de aquarelas que retratam o tropeirismo, pintadas pelo artista carioca Getúlio Delphim, tudo num formato jornalístico que pende para a poesia ao usar como fundo musical a viola tropeira de Ricardo Anastácio.

Entre os 18 entrevistados que contam e ressaltam os fatos históricos que marcaram a participação de Sorocaba no desenvolvimento do Brasil estão os historiadores José Rubens Incao, Adolfo Frioli, Adilson Cesar, o jornalista José Carlos Fineis, o maestro Jonicler Real, a arte-educadora Maria Inês Moron Pannunzio. "Tive a sorte de encontrar pessoas que estudam a cidade e seus movimentos há anos e que me passam muita segurança sobre os detalhes que ricamente contam", comentou José Antônio, explicando que o documentário aborda vários ciclos da cidade. "São abordadas desde a fundação da cidade, passando pelo ciclo dos bandeirantes, o dos tropeiros e da industrialização." O presidente da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), Laelso Rodrigues, também deu um depoimento resgatando parte significativa da história sorocabana. Segundo o diretor do documentário, "Laelso fala sobre a importância da maçonaria para cidade. A loja maçônica em Sorocaba ajudou a criar uma escola para alfabetizar os filhos dos antigos escravos. Isso é muito bonito e talvez poucos saibam disso."

As pesquisas feitas pelo documentarista partiram do acervo do Museu Histórico Sorocabano - daí o nome dado ao documentário que tem coordenação de Domitila Gonzales. Entre pesquisas, entrevistas e edição, o trabalho levou cerca de um ano até ser concluído. "Foi feito com uma produtora de Sorocaba, que faz um trabalho incrível por sinal, a RTV Digital Films, e foi patrocinado pela empresa Dana, através do Programa de Ação Cultural (Proac) da Secretaria de Estado da Cultura." Após o lançamento oficial do documentário, alguns exemplares do vídeo serão distribuídos às Secretarias de Cultura e de Educação de Sorocaba, segundo José Antônio, com permissão para que sejam disponibilizados em redes sociais, internet, em escolas municipais, museus e bibliotecas da cidade. "Portanto, quem quiser ter acesso a esse material, basta ir diretamente a essas instituições (museus e bibliotecas)", ele garante. A empresa patrocinadora, de acordo com o documentarista, também vai distribuir algumas edições do filme às escolas estaduais da cidade.

José Antônio Barros Freire é da cidade de Tatuí e tem feito um cerco aos monumentos históricos das cidades da região através da produção de vídeos documentários. Ele já produziu documentários da história de São Paulo, Itu, Salto e Porto Feliz e já planeja dar início a mais um projeto em Sorocaba, com foco específico no tropeirismo. "Devo começar no próximo mês e vou contar com o apoio de Geraldo Bonadio (jornalista e presidente da Academia Sorocabana de Letras), que também deu um depoimento para o Museu Histórico Sorocabano." José Antônio faz questão de dizer que ficou surpreso com dois documentários produzidos na cidade: A Sorocabana: Ferrovia-Cultura, de Márcio Schimming Dias e Tauana Fontão, e Aluísio, de José Carlos Fineis e Sandra Nascimento. "Os autores (Fineis e Schimming) inclusive participam com entrevistas desse documentário que lanço amanhã. Faço questão de comentar e divulgar esses trabalhos belíssimos que eles fizeram deles", ressaltou. "Meu trabalho é o de dar voz aos historiadores. Como dizia Darcy Ribeiro, histórias existem muitas, o que falta é gente pra contar."

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