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domingo, 14 de junho de 2015

Livro fala de roubos e sumiços famosos de obras da arte e da literatura O roubo do quadro mais famoso do mundo e outras histórias reais são o mote de "Alguém viu a Mona Lisa?", de Rick Gekoski

A obra de arte mais famosa do mundo, a Mona Lisa, já desapareceu das paredes do Louvre por mais de dois anos. Em agosto de 1911, enquanto um vigia tomava café e outro cochilava, alguém entrou no museu, desparafusou com cuidado a tela e a levou sem ser notado. A notícia causou uma comoção geral. No livro Alguém viu a Mona Lisa?, (Record) lançado agora no Brasil, o comerciante de livros raros Rick Gekoski diz que o volume de visitas ao museu francês e ao quadro aumentou muito quando o espaço reabriu, uma semana após o roubo.

Foto da parede do Louvre na semana do sumiço da Mona Lisa / Mary Evans/Reprodução

Foto da parede do Louvre na semana do sumiço da Mona Lisa

Mary Evans/Reprodução


O escritor reúne relatos como esse sobre obras de arte e da literatura que nunca foram encontradas ou foram roubadas e fascinam e intrigam pesquisadores e críticos até hoje. Com um estilo subjetivo, Gekoski vai contando cada caso em detalhes, mostrando casos que rendem verdadeiras histórias de investigações (leia algumas acima). “Essas histórias foram recolhidas porque fazem parte de meu próprio museus interior de perdas”, conta ele no prefácio do volume.

No caso da Mona Lisa, Gekoski revela que o roubo demorou a ser notado: por horas, os funcionários do museu achavam que ela havia sido removida para algum restauro. Quando a polícia começou a investigar o caso, alguns dos primeiros suspeitos foram nomes famosos da arte ligados ao “anarquismo”, como Picasso, que, prestou depoimento, e o escritor Guillaume Apollinaire, que chegou a ser preso como suspeito e inocentado.

Gekoski ainda revela outro momento de fascinação: a visita de Franz Kafka e seu amigo Max Brody ao Louvre, no período em que a Mona Lisa esteve sumida. “Ele (Kafka) é o observador perfeito para uma presença ausente, não da Mona Lisa em si, mas do local onde ela costumava estar”, pondera. Dois anos depois do sumiço, o moldureiro italiano Vicenzio Peruggia foi pego ao tentar vender a obra para um colecionador na Itália – ele ainda disse que o sequestro da tela foi uma tentativa de devolução da obra a sua pátria.

Não está na obra, mas Pernambuco já teve sua versão de um roubo de arte: em julho de 2010, os funcionários do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE) notaram a ausência da tela Enterro, de Cândido Portinari, com valor estimado na época entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão. O museu não tinha sistema de vigilância e só contava com dois seguranças. A obra foi devolvida em agosto do mesmo ano, depois da prisão dos dois responsáveis pelo roubo – um deles, Leonardo Jorge, chegou a visitar o museu olindense depois de solto, pedindo desculpas.

Conheça outros casos do livro:

Mural some na Nova Zelândia
Dentro de um dos pontos turísticos da Nova Zelândia, o lago Waikaremoana, está uma das grandes obras de arte do país, o mural de Urewera, feito por McCahon, que desapareceu numa noite de 1997. O mentor da ação, o militante radical Te Kaha, era um nativo tuhoe que questionava a usurpação de terras e de direitos pelo estado nao-zelandês. Depois de meses de negociação secreta, ele devolveu a tela, mas declarou: “McCahon foi uma amostra do que é ter algo tomado de você contra a sua vontade”.

O retrato infame de Wiston Churchill
Como presente para os seus 80 anos, Churchill ganhou das duas casas legislativas inglesas uma pintura, feita pelo artista Graham Sutherland. Mais do que um retrato simplesmente elogioso, ele fez uma obra que mostrava um homem em declínio, com certa amargura expressa na tela. Nem Churchill e nem a sua esposa gostaram do retrato e o destruíram em segredo – Sutherland nunca perdoou o gesto e o descreveu como “um ato de vandalismo”.

Poema desaparecido de James Joyce
Quando James Joyce tinha nove anos, ouviu seu pai se indignar contra a morte injusta de um colega, Parnell. O garoto compôs um poema sobre o fato, criticando a hipocrisia de padres e sacerdotes locais contra ele. Orgulhoso, seu pai, Stephen, imprimiu um folheto com o poema, que nunca foi achado pela família ou por pesquisadores e é um dos tesouros literários de língua inglesa mais valiosos: Gekoski estima que ele valeria cerca de 1,4 milhões de dólares.

O falsificador de carreira
Um dos mais famosos documentos da história dos Estados Unidos, a Oath of a freeman, tem um texto bastante conhecido, mas nunca o folheto original foi encontrado. Filhos de mórmons, Mark Hoffman é apontado como “o mais habilidoso falsário que o país já viu”. Com cuidado, criou uma versão do documento e tentou obter mais de um milhão de dólares pelo papel com grandes instituições. Quase conseguiu. Antes de obter êxito, foi preso, mas por um outro crime: explodiu uma bomba e matou duas pessoas com ela.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti 
http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2015/06/14/livro-fala-de-roubos-e-sumicos-famosos-de-obras-da-arte-e-da-literatura-185733.php

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