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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Nisa é uma vila portuguesa no Distrito de Portalegre, região Alentejo e sub-região do Alto Alentejo, Portugal, com cerca de 3 300 habitantes.

É sede de um município com 7 450 habitantes (2011), subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a oeste e norte pelo município de Vila Velha de Ródão, a nordeste pela Espanha, a sudeste por Castelo de Vide, a sul pelo Crato, a sudoeste por Gavião e a noroeste por Mação.



Entre o vale do rio Tejo e a Serra de São Mamede situa-se uma zona de planície dominada por giestas e alguns carvalhais. Do ponto de vista avifaunístico, esta zona é uma das mais ricas de todo o Alentejo e merece bem uma visita, pois aqui ocorrem algumas espécies interessantes.


O concelho de Nisa é percorrido por uma vasta rede viaria, que permite visitar os vários habitats existentes na zona. O principal eixo viario é a N18, que atravessa o concelho de norte para sul (ligando Vila Velha de Ródão a Crato e Alter do Chão), ao passo que a N359 atravessa o concelho de oeste para leste.

Saindo de Nisa para sul pela já referida N18 e percorrendo 11 km chega-se à vila de Alpalhão. Aqui existe uma grande colónia de andorinhas-dos-beirais, no depósito de água situado um pouco a sul do centro da localidade. Também vale a pena procurar o andorinhão-pálido, que nidifica muito perto do centro da vila. 

Cerca de um quilómetro para leste, em direcção a Castelo de Vide (ao longo da N246), surgem à esquerda dois postes de média tensão, feitos de cimento, que albergam uma pequena colónia de pega-rabuda. 

Para oeste de Alpalhão, seguindo pelo IP2 chega-se a Gáfete (já no concelho do Crato). Aqui é possível explorar as zonas de matos para norte, que são um excelente local para observar o cuco-rabilongo e o alcaravão. Com um pouco de paciência, poderá descobrir-se uma toutinegra-tomilheira a cantar no topo de 

uma pequena giesta. Outras espécies fáceis de observar nesta zona incluem a fuinha-dos-juncos, o estorninho-preto e o trigueirão.

Voltando a Alpalhão, vale a pena tomar a estrada municipal 1176, que segue para noroeste. Ao longo deste percurso é possível observar facilmente o picanço-real, que pousa de forma conspícua nos fios eléctricos. 

No Inverno, esta zona é frequentada por bandos de abibes e por algumas tarambolas-douradas. que se alimentam nos campos, por vezes a poucos metros da estrada. Ao fim de alguns quilómetros passa-se por uma pedreira onde é frequente encontrar o melro-azul. Finalmente, chega-se às Termas de Nisa. Este é um local aprazível onde é possível observar aves tranquilamente, sem a contínua presença de carros. Os bosques envolventes são dominados por sobreiros, azinheiras, carvalhos-negrais e alguns pinheiros. Entre as espécies mais frequentes nestes bosques refiram-se o tentilhão-comum, a trepadeira-azul e o gaio. Na Primavera, os enormes eucaliptos situados junto ao edifício das antigas termas têm geralmente alguns pardais-espanhóis.

fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti colaboração: Ana Rita Libório Junquilho
http://www.avesdeportugal.info/sitnisa.html

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