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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Cultura - Candomblé no Brasil, tombamento do Sítio Acais, solo sagrado da Jurema, .. Culture - Candomble in Brazil, site of tipping Acais, sacred soil of Jurema

Em 2 de outubro de 2009, Iphaep aprova o tombamento do Sítio Acais. 


Sítio do Acais em Alhandra, Paraiba, Brasil,
 tombado sob a Guarda de Religiões de Matriz Afro-Brasileira
do Conselho Deliberativo do IPHAEP.

O Conselho Deliberativo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba vivenciou, esta semana, um momento ímpar na sua história: a presença na sala de reuniões dos interessados no processo, a emoção dos conselheiros que avaliaram o parecer do relator Kleber Moreira, representante da APAN, e, ao final da sessão, os aplausos à decisão de aprovar, por unanimidade, o tombamento do Sítio Acais, localizado no município de Alhandra.

Na área, há décadas, a cultura indígena e afro brasileira – especialmente o ritual da jurema – vem resistindo à ação dos homens. “É a primeira vez que a Paraíba realiza um tombamento assim. É um momento histórico, com importância para todo o Brasil”, afirmou Damião Cavalcanti, diretor do IPHAEP. “Neste momento, o CONPEC presta homenagem às coisas mais antigas da humanidade: o espírito da religiosidade humana”.

Já o Pai Beto de Xangô, que é presidente da Federação Cultural Paraibana de Umbanda, Candomblé e Jurema, resumiu, em poucas palavras, o sentimento do grupo. “Não tenho muito o que falar, só que nossos antepassados agradecem este gesto e nós aproveitamos o momento para oferecer ao IPHAEP um presente sagrado: uma muda de jurema preta, muito mimosa, para ser plantada no jardim”, disse o líder espiritual, com os olhos marejados pelas lágrimas.

Em seguida, juremeiros e juremeiros fizeram uma louvação, com cânticos, palmas e o toque ritmado do tambor (ilú), que foi tocado por Netinho, 16 anos, há dois anos juremeiro e Filho de Pai de Santo. A cantoria terminou com uma toada de ensinamento, onde eles questionaram a necessidade de que haja o respeito a todas as crenças religiosas e evocaram os sentimentos de paz, amor, luz e proteção. 

O local – O Sítio Acais está localizado a oeste do município de Alhandra, às margens da antiga estrada João Pessoa/Recife. No local, além da vegetação jurema preta, que é característica da manifestação religiosa afro-indígena, encontram-se sítios de mangueiras e jaqueiras. Possui uma casa grande, um coreto e, na parte mais alta da fazenda, a capela de São João Batista. Sua última proprietária foi Maria das Dores, neta de Maria do Acais. Atualmente, o cenário é de destruição e devastação da área, restando apenas a capela e o túmulo do mestre Fósculo. 

A sessão – A reunião do CONPEC começou, como de praxe, às 14h30. Inicialmente foi discutida a questão de um imóvel em Sousa. Em seguida, os conselheiros avaliaram o pedido de tombamento do Sítio Açaís, cujos interessados são a Sociedade Yorubana Teológica de Cultura Afro Brasileira (RJ) e Federação Cultural Paraibana de Umbanda, Candomblé e Jurema (PB). 

O relator do processo, Kleber Mendonça, da APAN, explicou todo o desenrolar do processo, começando pela visita que fez ao local, acompanhado de outros dois conselheiros – Carlos Azevedo e Raglan Gondim –, onde ficou decidido que o polígono de tombamento foi demarcado pelo GPS.

Logo depois, ele leu seu relatório, favorável ao tombamento, justificando: “Diante dessa exposição, considero que a medida é inadiável e aponta para um novo marco da política de proteção e preservação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba – IPHAEP, assegurando garantias legais de proteção e reconhecendo a importância de um território da religiosidade afro-indígena”. Colocado em votação, o tombamento de Acais foi aprovado por unanimidade.

Emoção – Vários dos conselheiros ressaltaram o ineditismo do tombamento e sua importância para a história do patrimônio estadual. A representante do IPHAEP, arquiteta Cristina Evelise, lembrou suas origens – ela nasceu em Angola, na época em que o pais ainda era colônia portuguesa – e a conselheira Rossana Honorato, destacou o tombamento “como um elemento que converge para a valorização da cultura, da identidade e da origem da História do Brasil”.

Mas, o momento de maior emoção aconteceu quando da fala do professor e antropólogo Carlos Azevedo, que tem assento no Conselho enquanto representante do IPHAEP. “O Sítio Acaís é um lugar de memória afro-indígena. E estava sendo depredado, desprezando-se uma história de muito sofrimento, que vem de Maria Acais”, explicou. Em seguida, Azevedo levou muitos juremeiros às lágrimas, ao destacar que, ainda muito jovem, esteve na Bahia e conheceu Jorge Amado, Pierre Vérger, Caribé e Mãe Menininha de Gantoais. “Se não fosse materialista, estaria com vocês”, disse ele, referindo-se diretamente ao Pai Beto de Xangô e seus seguidores. “Acredito em vocês, meus irmãos e minhas irmãs!”.



fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

Thamara Duarte, da Assessoria de Imprensa do Iphaep

colaboraçãoJeane Alves

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor.

Vamos compartilhar.


--in via tradutor do google
Culture - Candomble in Brazil, site of tipping Acais, sacred soil of Jurema, ..

On October 2, 2009, Iphaep approves the registration of the Acais site.

The Deliberative Council of the Paraíba State Historical and Artistic Heritage Institute experienced this week, a unique moment in its history: the presence in the meeting room of stakeholders in the process, the thrill of counselors who evaluated the opinion of rapporteur Kleber Moreira, representative of APAN, and at the end of the session, the applause the decision to approve unanimously the registration of the Acais site, located in the city of Alhambra.

In the area for decades, indigenous culture and Brazilian african - especially the ritual of jurema - has resisted the action of men. "It's the first time the Paraíba performs a tipping well. It is a historic moment, with importance for Brazil, "said Damian Cavalcanti, director of IPHAEP. "Right now, the CONPEC pays tribute to older stuff of humanity: the spirit of human religiosity."

Already the Father Beto of Shango, who is president of the Cultural Federation Paraibana of Umbanda, Candomblé and Jurema, summed up in a nutshell, the feeling of the group. "I have much to say, except that our ancestors thank this gesture and we took the time to offer IPHAEP a sacred gift: a seedling black jurema, very mimosa, to be planted in the garden," said the spiritual leader with eyes brimming with tears.

Then juremeiros and juremeiros made a praise, with singing, clapping and rhythmic touch the drum (Ilú), which was touched by Netinho, 16, two years and juremeiro Holy Father to Son. The singing ended with a teaching of tune, where they questioned the need that there is respect for all religious beliefs and evoked feelings of peace, love, light and protection.

The point - Acais site is located west of the city of Alhambra, on the banks of the old road João Pessoa / Recife. On site, in addition to black jurema vegetation, which is characteristic of the african-indigenous religious manifestation, are sites of mango and jackfruit. It has a big house, a gazebo and, on the highest part of the farm, the chapel of St. John the Baptist. Its last owner was Mary of Sorrows, Mary's granddaughter Acais. Currently, the scenario is destruction and devastation of the area, leaving only the chapel and the Fósculo master's grave.

The meeting - A meeting of CONPEC began, as usual, at 14.30. Initially it discussed the matter of a property in Sousa. Then, the board reviewed the application for registration of the site Açaís, whose stakeholders are the Yorubana Theological Society of Afro Brazilian Culture (RJ) and Cultural Federation Paraibana of Umbanda, Candomblé and Jurema (PB).

The rapporteur of the case, Kleber Mendonça, APAN, explained all the proceedings, starting with the visit he made to the site, accompanied by two other directors - Carlos Azevedo and Raglan Gondim - where it was decided that the tipping polygon was marked by GPS.

Soon after, he read his report favorable to tipping, explaining: "Before this exhibition, I consider that the measure is urgent and points to a new milestone in the protection policy and preservation of the Historical and Artistic Heritage Institute of the State of Paraíba - IPHAEP ensuring legal guarantees of protection and recognizing the importance of a territory of african-indigenous religiosity ". Put to a vote, the tipping Acais was approved unanimously.

Emotion - Several of the board members stressed the uniqueness of tipping and its importance to the history of state assets. The representative of IPHAEP architect Cristina Evelise recalled its origins - she was born in Angola, at a time when the country was still a Portuguese colony - and the counselor Rossana Honorato said the tipping "as an element that converges to the appreciation of culture, identity and origin of the history of Brazil. "


But the moment of greatest emotion came when speech teacher and anthropologist Carlos Azevedo, who sits on the Board as a representative of IPHAEP. "The Acaís site is a place of african-indigenous memory. And was being vandalized, disregarding a history of much suffering that comes from Maria Acais "he said. Then Azevedo led many juremeiros to tears, to point out that, at a young age, was in Bahia and met Jorge Amado, Pierre Verger, Caribé and Mother Menininha of Gantoais. "If it was not materialistic, be with you," he said, referring directly to the Father Beto Shango and his followers. "I believe in you, my brothers and sisters."

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