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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cultura - Candomblé no Brasil, tradições, festas e costumes. -- Culture - Candomble in Brazil, traditions, festivals and customs.

Os navios negreiros que chegaram entre os séculos XVI e XIX traziam mais do que africanos para trabalhar como escravos no Brasil Colônia. Em seus porões, viajava também uma religião estranha aos portugueses. Considerada feitiçaria pelos colonizadores, ela se transformou, pouco mais de um século depois da abolição da escravatura, numa das religiões mais populares do país.

Religiosos trazem oferendas à Iemanjá para a praia de 
Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil para celebrar a chegada do Ano-Novo - 31 de dezembro


Quem gosta de cachaça é Exu. Quem veste branco é Oxalá. Quem recebe oferendas em alguidares (vasos de cerâmica) são orixás. E quem adora os orixás são milhões de brasileiros. O candomblé, com seus batuques e danças, é uma festa. Com suas divindades geniosas, é a religião afro-brasileira mais influente do país.

Não existem estatísticas que dêem o número exato de fiéis. Os dados variam. Segundo o Suplemento sobre Participação Político-Social da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1988, 0,6% dos chefes de família (ou cônjuges) seguiam cultos afrobrasileiros. Um levantamento do Instituto Gallup de Opinião Pública, no mesmo ano, indicou que candomblé ou umbanda era a religião de 1,5% da população.

São índices ridículos se comparados à multidão que lota as praias na passagem de ano, para homenagear Iemanjá, a orixá (deusa) dos mares e oceanos. Elisa Callaux, gerente de pesquisa do IBGE, explica por que, tradicionalmente, os índices dos institutos não refletem exatamente a realidade: “Os próprios fiéis evitam assumir, por medo do preconceito.” Ela tem razão. A mais célebre mãe-de-santo do Brasil, Menininha do Gantois, falecida em 1986, declarou certa vez ao pesquisador do IBGE que era católica. Apostólica romana.

De seu lado, a Federação Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Fenatrab) desafia ostensivamente as cifras oficiais e garante haver 70 milhões de brasileiros, direta ou indiretamente, ligados aos terreiros — seja como praticantes assíduos, seja como clientes, que ocasionalmente pedem uma bênção ou um “serviço” ao mundo sobrenatural.

Você pode achar um exagero, e talvez seja mesmo, mas terreiro é o que não falta. Em 1980, num convênio da Prefeitura de Salvador com a Fundação Pró-Memória, o antropólogo Ordep Serra, da Universidade Federal da Bahia, concluiu um mapeamento dos terreiros existentes na região metropolitana de Salvador. Eram 1 200. “Hoje são muitos mais”, assegura Serra.

Mais recentemente, o Instituto de Estudos da Religião (ISER) verificou que 81 novos centros “espíritas” (englobando cultos afro-brasileiros e kardecismo) haviam sido abertos no Grande Rio de Janeiro no ano de 1991, e que, em 1992, surgiram outros 83. O sociólogo Reginaldo Prandi, da Universidade de São Paulo, contou, em 1984, 19 500 terreiros registrados nos cartórios da capital paulista, (em São Paulo, Brasil).




fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti 

http://super.abril.com.br/historia/candomble-no-brasil-orixas-tradicoes-festas-e-costumes


Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor.


Vamos compartilhar.


--in via tradutor do google
Culture - Candomble in Brazil, traditions, festivals and customs.
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The slave ships that arrived between the sixteenth and nineteenth centuries brought more than Africans to work as slaves in colonial Brazil. In their basements, also traveled a strange religion to the Portuguese. Considered witchcraft by the settlers, it became little more than a century after the abolition of slavery, one of the most popular religions in the country.
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Who loves cachaça is Eshu. Who wears white is I wish. Who receives offerings in bowls (ceramic vessels) are deities. And who worships the deities are millions of Brazilians. Candomblé, with their drumming and dancing, is a party. With its geniosas deities is the african-Brazilian religion most influential in the country.

There are no statistics to give the exact number of faithful. The data vary. According to the Supplement on Political and Social Participation of the National Household Sample Survey, the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) in 1988, 0.6% of household heads (or spouses) followed Afro-Brazilian cults. A survey of the Gallup Institute of Public Opinion in the same year, Candomblé or Umbanda indicated that was the religion of 1.5% of the population.

Rates are ridiculous compared to the crowd that packs the beaches in the New Year, to honor Yemanja, the Orisha (Goddess) of seas and oceans. Elisa Callaux, research manager IBGE explains why, traditionally, the contents of the institutes not exactly reflect reality: "The very loyal avoid taking for fear of prejudice." She's right. The most famous mother-of-saint of Brazil, Menininha do Gantois, who died in 1986, once declared to the IBGE researcher who was Catholic. Roman Apostolic.

For its part, the National Federation of Tradition and Afro-Brazilian Culture (Fenatrab) blatantly defies the official figures and ensures there 70 million Brazilians, directly or indirectly linked to religious communities - is as assiduous practitioners, whether as customers, who occasionally ask a blessing or a "service" to the supernatural world.

You can find an exaggeration, and perhaps even, but the yard is not lacking. In 1980, a partnership of Salvador City Hall with the Pro-Memory Foundation, the anthropologist Ordep Serra, of the Federal University of Bahia, concluded a mapping of existing religious communities in the metropolitan area of ​​Salvador. Were 1 200. "Today there are many more," says Serra.

More recently, the Institute of Religious Studies (ISER) found that 81 new centers "spiritualists" (encompassing african-Brazilian cults and spiritualism) had been opened in Grande Rio de Janeiro in 1991, and that in 1992, there were other 83. The sociologist Reginaldo Prandi of the University of Sao Paulo, said in 1984, 19 500 religious communities registered in the registry offices of São Paulo (São Paulo, Brazil).


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