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sábado, 5 de março de 2016

ARTE CAMBOJANA. A repatriação de obras de arte ao Camboja

Sempre que for seguro, as obras de arte e os bens culturais devem ser devolvidos aos seus países de origem



Os Estados Unidos repatriaram 97 obras de arte nos últimos 20 anos 


No mês passado, uma multidão se reuniu em frente ao Museu Nacional do Camboja para testemunhar uma união histórica: a cabeça e o corpo de uma estátua indiana do século VII. Os espectadores enfeitaram seus braços com guirlandas de flores brancas; dançarinas vestidas com trajes típicos Khmer dourados jogaram pétalas de flores na direção de seus pés destruídos pelo tempo. Desde 1889, a cabeça da estátua Harihara, uma divindade que associa elementos dos deuses Shiva e Vishnu—Sat, era exibida no Museu Guimet em Paris, depois que pesquisadores franceses a trouxeram de sua antiga colônia no Sudeste Asiático.

Agora, dias depois da cerimônia de repatriamento a estátua da deusa Harihara é exibida em meio a outras estátuas, só identificada pela cola em excesso em seu pescoço. Na cerimônia o vice-primeiro-ministro, Sok An, disse que “o retorno da cabeça da estátua era um símbolo de prosperidade”. 

Antigas obras de arte, algumas cobertas por uma ferrugem azul esverdeada, espalham-se pelas galerias banhadas pelo sol do Museu Nacional. À primeira vista, o espaço não é diferente de outros museus no mundo. Mas com um olhar mais atento, o visitante vê estátuas de Lokeshvara, Durga e Buda, entre outras, datadas do século VII do período pré-angkoriano, sem cabeças e extremidades. Essa é a norma, uma consequência do passado colonial devastado pela guerra.

Nos últimos anos, os grandes museus do mundo devolveram obras de arte valiosas ao Camboja. Em 2013, o Metropolitan Museum of Art de Nova York devolveu as duas estátuas Khmer Atendentes Ajoelhados, o Norton Simon Museum da Califórnia repatriou uma estátua de Bhima em 2014 e, no ano seguinte, o Cleveland Museum of Art devolveu a estátua de Hanuman, todas datadas do século X. Segundo a embaixada americana, os Estados Unidos repatriaram 97 obras de arte nos últimos 20 anos. É um número expressivo, porém é apenas uma fração das obras que ainda estão no exterior.

“O retorno de bens culturais significa soberania no cenário mundial após longos períodos de instabilidade paralisante”, disse Donna Yates, arqueóloga e pesquisadora do Centro Escocês para Pesquisa de Crimes e Justiça na Universidade de Glasgow.






Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor.

Vamos compartilhar.

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