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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Van Gogh foi o artista que mais divulgou o absinto. --- Van Gogh was an artist who released more wormwood.

Descobrindo o museu bêbado






Museu do Absinto, uma atração turística a mais na Provence (foto: Divulgação)


Foi em um final de tarde do verão de 1981, que Marie Claude Dalahaye encontrou pela primeira vez, no mercado das pulgas de Saint-Ouen de Paris, uma pequena colher de metal, com estranhos e belos recortes. Curiosa, a professora de biologia celular em Jussieu, descobria a colher especial para viciados em absinto.


Foi o início de uma paixão, que acabou se transformando em museu. Marie Claude acabou comprando uma casa em Auvers-sur –Oise, lugar marcado pelo Impressionismo, época em que muito da inspiração de artistas como Van Gogh era proveniente do licor verde. O elixir originou uma coleção única de copos, garrafas, textos, gravuras, cartazes, reproduções de quadros, objetos publicitários, elogios e denúncias sobre as virtudes – e os vícios – da famosa “fada verde”.


Fada verde, o absinto causou
loucura e mortes, até ser proibido



Entre pequenas salas de exposição e bar restaurado, ao som de musiquinhas da época, de Pernod a Pernot, de Dupond a Dupont, de Sarah Bernhardt top model a pinturas de Picasso envoltas em vapores mortais, o visitante encontra o universo embriagador, tristemente popular no passado, ou abstratamente genial, do absinto. Que já foi proibido, depois guerra, em 1915,e hoje virou um vício menor, com tanta droga mais poderosa no comércio lícito ou ilícito.

No tempo do absinto, pobres e ricos bebiam até cair. Gente famosa também, como Alfred Jarry, Verlaine, Rimbaud, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, todos procurando um pouco mais de gênio, de inspiração. Edouard Manet transformou seu quadro “Buveur” em patrimônio artístico da França. A partir de 1805, o absinto invadiu progressivamente os bistrôs e salões.

Era assim que o caixeiro viajante promovia 
os perfumes de Grasse no passado.
 Ganhou estátua em frente à Fragonard



Tudo começou,- como a cocaína, a internet e a televisão -, como um bem. O bem de uma planta medicinal que, na Antiguidade, Plinio e Gallien, imperador romano ( 260-268) letrado e filósofo, celebravam suas virtudes. Era a época em que a planta era utilizada para chás digestivos, com sabor amargo. Aos poucos, foi se transformando em droga. Voltaire, em “Zadig”, dizia que o primeiro mês de casamento era de lua-de-mel, o segundo já era lua de absinto.

Só no século XVIII o vegetal foi transformado em elixir. Na Suíça. Um médico, chamado Ordinaire, fez a transformação, melhorada por Henri-Louis Pernod, que comprou a fórmula e comercializou o novo produto em Pontarlier, berço da “fada feiticeira”.

Mais de trinta países - inclusive o Brasil - 
fornecem flores e plantas para os perfumes 
fabricados em Grasse, que utilizam também 
oito plantas regionais



Fruto da destilação de álcool com folhas de absinto misturadas com anis e erva doce, para mascarar o amargor, com 68 a 72 graus de força, o absinto foi logo elevado a bebida nacional francesa. Em 1900, cada francês bebia 162 litros de vinho por ano. Todas as ocasiões eram boas para beber: preguiça, tédio, miséria, fortuna. O absinto passou a ser conhecido como elixir dos poetas,- Fada Verde -, causador de loucura e de morte.

Proibido em 1915, foi preciso esperar 1922 para que os aperitivos com anis se transformassem em “bebidas alcoolicamente corretas”. Como o ouzo dos gregos, o raki dos turcos, o arak dos árabes, o pastis do francês. E é bom saber: na França as folhas do absinto são fervidas e pulverizadas nos roseirais, para acabar com os pulgões das plantas...

Para quem gosta de se inebriar de conhecimentos e descobertas, o endereço do museu bêbado: Musée de l’Absinthe – rue Callé, número 44 – Auvers-sur-Oise - França.

Pintores famosos perpetuaram
o vício do absinto francês



GRASSE – TERRA DOS PERFUMES
Tudo o que você sonha sobre Provença está concentrado em Saint Paul de Vence e Grasse. Com seus extensos e floridos campos de lavanda, que se perdem no horizonte, Grasse é uma visão magnífica na primavera. Uma paisagem que vai se transformando, sempre guardando a essência de uma arte de viver que só existe no Sul da França: Côte d’Azur, Mônaco, Eze, Cap Ferrat. Tudo próximo, tudo lindo, tudo regado ao vinho da região, um dos pontos altos da economia local.

É a Rota da Lavanda, planta que originalmente existia na Pérsia (hoje Irã) e foi levada para Provença no tempos mais antigos. Os romanos usavam a lavanda para fragrâncias, como está nos escritos de Plinio, o Velho: “A palavra lavanda vem do verbo lavare, porque é utilizada no preparo de banhos”. Reconhecida e apreciada pelos óleos essenciais, é também procurada para produtos farmacêuticos , suas propriedades benéficas e para a indústria dos perfumes.

Quadros que retratam o vício, são 
disputados em leilões internacionais



Lavanda era colhida pelos pastores nas colinas e crescia naturalmente no lugares chamados de “baïassières”. Primeiro começou a ser cultivada junto de plantações regulares, até ter seu espaço especial, que substituiu as “baïassières” naturais. Os terrenos cultivados com a planta tiveram um crescimento exagerado entre 1920 e 1940. Hoje é plantada no Alpes, em Sault e nas áreas de Forcalquier e também em Drôme.

As primeiras flores aparecem em junho e são colhidas entre julho e agosto. A colheita, antes manual, agora é feita com máquinas, desde 1952. Depois de colher e secar a lavanda, há um longo processo de destilação. O chamado “pescoço de cisne”, antigo, é que faz a condensação para extrair o óleo. O processo do passado também foi modificado: chamas ao vivo e água foram substituídos por vapor.

Colher perfurada, açucar em tablete, 
fogo: elementos básicos no preparo
 da chamada "bebida da morte"


Desde meados do século dezenove os óleos essenciais para perfumes e cosméticos foram levado para Grasse, uma cidade que acabou recebendo o nome de “capital do perfume”. Os anos de ouro foram a década de 1950, em termos de crescimento e expansão da indústria. Depois do período áureo, plantações e utilização da lavanda natural caíram no mercado, por causa dos produtos sintéticos. Esforços têm sido feitos para manter o desenvolvimento da planta, apreciada no mundo inteiro, verdadeira herança da cultura provençal.

Grasse é uma cidade cheia de charme na Riviera Francesa que se dedicou durante muito tempo à tradição do perfume. Uma tradição que começou no século 16 com a família Medici e se desenvolveu até o século XVIII. Grasse teve vez no mundo no século XIX e seu apogeu fez internacionais as marcas Fragonard, Molinard e Gallimard. Hoje, por causa da crise, a maior parte da produção das perfumarias é dedicada à criação de aromas alimentares. Aquele que dá a impressão de que o pão acabou de sair do forno, mas está apenas na embalagem de um pão guardado durante dias no mercado. Ou o aroma de manteiga, no pacotinho de uma reles margarina feita com milho. Coisas do “progresso” e da vida moderna, feita de mentirinhas inocentes e grandes mentiras do dia a dia.

Van Gogh foi o artista que mais divulgou o absinto. 
O cartaz mostra o trocadilho: absente em francês, 
quer dizer ausente, fora do ar. 
Sensação procurada pelos experts em absinto



As perfumarias de Grasse organizam visitas especiais para os turistas, mostrando as várias etapas da transformação de pétalas de flores e plantas em perfumes famosos, ou vivenciando a criação de um perfume personalizado, com direito a mexer nos vidrinhos de essências para encontrar a melhor combinação de um perfume só seu. Há também roteiros de visitação aos campos de lavanda e oportunidade de conhecer os museus do perfume na região, como o International Museum of Perfume, instalado em uma perfumaria do Segundo Império, que pertenceu a Hugues Aïné . O acervo mostra a história da fabricação do perfume nos tempos antigos até os dias de hoje e os produtos finais: sabonetes, cosméticos e toda gama de loções, água de colônia, perfumes. Funciona de 1 de junho até 30 de setembro no número 8 da Place du Cours, Grasse.

O Harmas Museum em Sérignan-du-Comtat fica no prédio onde viveu Jean-Henri Fabre, em meio a um parque onde foi desenvolvida uma reserva botânica com mais de 8 espécies de plantas. O museu é base para pesquisas feitas por famosos entomologistas. Uma coleção de escritos, aquarelas, herbarium, coleção de minerais e de conchas prova a profundidade dos estudos e experimentos levados a cabo pelos apreciadores da botânica. Para contato e informações, procure a Prefeitura local.

Coleção das colheres especiais 
para o preparo da bebida proibida



O Aroma and Perfume Museum, em Graveson-en-Provence fica no meio do caminho entre Arles e Avignon. O museu está em uma antiga fazenda do século XIX e tem no acervo os instrumentos de cobre que serviam para retirar o óleo essencial, os garrafões do passado e acessórios que fizeram a história do perfume. Os visitantes recebem aulas de destilação e uso do instrumental antigo. Em La Chévêche, Petite Route de Grès – Graveson.

A Rota da Lavanda tem Associação, fundada pelos departamentos de Turismo de Vaucluse, Drôme, Hautes Alpes e Alpes de Haute Provence e por representantes dos cultivadores de lavanda. A associação coordena as principais áreas de cultivo e organiza para os turistas publicações com informações gerais, indicação de hospedagem e restaurantes, além de tours e locais de interesse mais destacados. Para correspondência use Avenue de Venterol, número 2 – 26111 Nyons Cédex – França.

Entre a embriaguez do perfume das flores e a embriaguez do absinto, toda uma história marcando os atrativos da Provence.







Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor.

Vamos compartilhar.









--in via tradutor do google
Van Gogh was an artist who released more wormwood.

Discovering drunk museum

Absinthe Museum, a tourist attraction more in Provence (Photo: Disclosure)

It was on a late summer afternoon in 1981 Marie Claude Dalahaye met for the first time on the market of Saint-Ouen flea Paris, a small metal spoon, with strange and beautiful cuts. Curiously, the professor of cell biology at Jussieu, discovering the special spoon for addicted to absinthe.

It was the beginning of a passion that turned into museum. Marie Claude ended up buying a house in Auvers-sur -Oise, place marked by Impressionism, a time when much of artists such as Van Gogh inspiration came from the green liquor. The elixir originated a unique collection of cups, bottles, texts, pictures, posters, reproductions of paintings, advertising objects, compliments and complaints about the virtues - and vices - the famous "green fairy".

green fairy, absinthe caused
madness and death, to be banned

Among small showrooms and restored bar, to the sound of little songs of the time, Pernod the Pernot of Dupond Dupont, Sarah Bernhardt supermodel Picasso wrapped paintings in deadly fumes, the visitor finds the intoxicating universe, sadly popular in past or abstractly genius, the wormwood. Which it has been banned after the war in 1915, and today has become a minor addiction, so most powerful drug in the licit or illicit trade.

The Absinthe time, rich and poor drinking till you drop. Famous people also like Alfred Jarry, Verlaine, Rimbaud, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, all looking for a little more genius, inspiration. Edouard Manet transformed his "buveur" framework artistic heritage of France. From 1805, absinthe progressively invaded the bistros and lounges.


It was so the traveling salesman promoted
the scents of Grasse in the past.
 Won statue in front of the Fragonard

It started - like cocaine, Internet and television - as well. The good of a medicinal plant, in antiquity, Pliny and Gallien, Roman emperor (260-268) scholar and philosopher, celebrated his virtues. It was the time when the plant was used for digestive teas with bitter taste. He gradually becoming drug. Voltaire in "Zadig," said the first marriage month was honeymoon honeymoon, the second was already moon wormwood.

Only in the eighteenth century, the plant was transformed into elixir. In Switzerland. A doctor called Ordinaire made the transformation, enhanced by Henri-Louis Pernod, who bought the formula and marketed the new product in Pontarlier, cradle of "witch fairy".

More than thirty countries - including Brazil -
They provide flowers and plants for perfume
manufactured in Grasse, also using
eight regional plants

Fruit of alcohol distillation with wormwood leaves mixed with anise and fennel, to mask the bitterness, with 68 to 72 degrees of force, absinthe was soon elevated the French national drink. In 1900, every Frenchman drank 162 liters of wine per year. All times were good to drink: laziness, boredom, misery, fortune. Absinthe became known as elixir of poets, - Green Fairy - causing madness and death.

Banned in 1915, it was not until 1922 that the appetizers with aniseed to turn into "alcoholically correct drinks." As ouzo of the Greeks, the Turks raki, the arak of the Arabs, the pastis French. And it's good to know: in France the wormwood leaves are boiled and sprayed the rosebushes, to end the aphids from plants ...

For those who like to intoxicate knowledge and discoveries, the address of drunk museum: Musée de l'Absinthe - rue CALLE, number 44 - Auvers-sur-Oise - France.

Famous painters perpetuated
addiction French absinthe

GRASSE - LAND OF PERFUMES
All you dream about Provence is concentrated in Saint Paul de Vence and Grasse. With its extensive and flowering lavender fields, which are lost in the horizon, Grasse is a magnificent sight in the spring. A landscape that is transformed, always keeping the essence of an art of living that exists only in the South of France: Côte d'Azur, Monaco, Eze, Cap Ferrat. All close, all beautiful, all washed down with wine from the region, one of the highlights of the local economy.

It is the route of Lavender plant that originally existed in Persia (now Iran) and was taken to Provence in ancient times. The Romans used lavender for fragrance, as it is in the writings of Pliny the Elder: "The word lavender comes from lavare verb because it is used in the preparation of baths." Recognized and appreciated by the essential oils, it is also sought for pharmaceuticals, its beneficial properties and for the perfume industry.


Paintings depicting addiction are
played in international auctions



Lavender was taken by the shepherds in the hills and grew naturally in places called "baïassières". First began to be cultivated with regular crops, even have their special space, which replaced the "baïassières" natural. Land cultivated with the plant had an exaggerated growth between 1920 and 1940. Today it is planted in the Alps in Sault and in the areas of Forcalquier and in Drôme.

The first flowers appear in June and are harvested between July and August. The harvest before manual, is now made with machines, since 1952. After harvest and dry the lavender, there is a long process of distillation. The so-called "gooseneck" old, is what makes the condensation to extract the oil. The process of the past was also modified: live fire and water were replaced by steam.

perforated spoon, sugar in tablet,
fire: basic elements in the preparation
 the so-called "death drink"

Since the mid-nineteenth century essential oils for perfumes and cosmetics were taken to Grasse, a city that has just given the name "capital of perfume." The golden years were 1950 in terms of growth and expansion of industry. After the golden age, plantations and use of natural lavender fell in the market because of synthetics. Efforts have been made to keep the development of the plant, appreciated worldwide, true heritage of Provençal culture.

Grasse is a city full of charm on the French Riviera that is dedicated to the long tradition of perfume. A tradition that began in the 16th century by the Medici family and developed until the eighteenth century. Grasse had time in the world in the nineteenth century and its height made the international brands Fragonard, Molinard and Gallimard. Today, because of the crisis, most of the production of perfume is dedicated to creating food flavorings. One that gives the impression that the bread just out of the oven, but it is only on the packaging of a saved bread for days on the market. Or the aroma of butter, margarine relays a packet made with maize. Things of "progress" and modern life, made of white lies and big lies everyday.

Van Gogh was an artist who released more wormwood.
The poster shows the pun: absente in French,
means absent, out of breath.
Feeling sought after by experts wormwood

The perfumeries of Grasse organize special tours for tourists, showing the various stages of transformation petals of flowers and plants in famous perfumes, or experiencing the creation of a personalized perfume, with the right to move the essences of jars to find the best combination of a perfume of your own. There are also visiting routes to lavender fields and opportunity to meet the perfume museums in the region, such as the International Museum of Perfume, installed in a perfumery of the Second Empire, which belonged to Hugues Aine. The collection shows the history of perfume making in ancient times to the present day and the final products: soaps, cosmetics and the entire range of lotions, cologne, perfume. It runs from June 1 to September 30 at 8 Place du Cours, Grasse.

The Harmas Museum in Sérignan-du-Comtat is in the building where he lived Jean-Henri Fabre, amidst a park where a botanical reserve with over 8 species of plants was developed. The museum is the basis for research by famous entomologists. A collection of writings, watercolors, herbarium, collection of minerals and proof shells depth studies and experiments carried out by lovers of botany. For contact and information, look for the local city hall.

Collection of special spoons
for the preparation of the forbidden drink

Aroma and Perfume Museum in Graveson-en-Provence is half way between Arles and Avignon. The museum is in an old farm of the nineteenth century and has the copper collection instruments that were used to remove the essential oil, the bottles of the past and accessories that have made the history of perfume. Visitors are distilling lessons and old instrumental use. La Chévêche, Petite Route de Grès - Graveson.

The Route Lavender has Association, founded by the Tourism department of Vaucluse, Drome, Hautes Alpes and Alpes de Haute Provence and representatives of lavender growers. The association coordinates the main areas of cultivation and organizes for tourists publications with general information, hosting indication and restaurants, as well as tours and most prominent attractions. Corresponding use of Venterol Avenue, number 2-26111 Nyons Cédex - France.

Among drunkenness perfume of flowers and the intoxication of wormwood, a whole story marking the attractions of Provence.

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