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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Centro Cultural Máxima Astrogilda de Souza, Araranguá, Santa Catarina, Brasil.

Estruturado há mais de 70 anos no centro de Araranguá está o prédio onde hoje fica a Subsecretaria Municipal de Cultura. No entanto, muito mais que a sede da pasta da administração municipal, a construção tem uma longa história, que se mistura com a da cidade.



Hoje Centro Cultural Máxima Astrogilda de Souza, o prédio abriga o museu e o arquivo histórico araranguaense. Construído no início do século XX, ele é a mais antigo do centro do município. Abrigou durante 40 anos o Banco Nacional do Comércio, que tinha sede em Porto Alegre.

“A instituição financeira funcionou ali da década de 40 até os anos 80. O gerente do banco morava no andar de cima, em um dos apartamentos que hoje abrigam a Subsecretária de Cultura. Embaixo era o banco”, conta o diretor da Subsecretaria de Turismo de Araranguá, Daniel Vieira.



Somente em 1996, após outros dois bancos operarem ali, o Banco Sul Brasileiro e o Banco do Meridional, o prédio foi comprado pelo prefeito da época, Primo Menegalli, e passou a ser a casa da cultura araranguaense.

As relíquias do tempo em que a construção guardava o dinheiro dos cidadãos da Cidade das Avenidas ainda permanecem ali, onde hoje está o museu histórico de Araranguá. “Os itens que contam um pouco a história do prédio estão armazenados dentro do cofre, o mesmo onde ficava o dinheiro”, comenta Vieira.

Museu histórico

Há sete anos o espaço no andar terro do imóvel foi reformado e preparado para se tornar o Museu Histórico de Araranguá. Iluminação e mobília foram adequadas ao ambiente e novas peças foram instaladas para melhor atender os visitantes. De acordo com Daniel Vieira, o espaço é um dos mais adequados da nova museologia do sul de Santa Catarina.



Diferente de outros museus, o araranguaense possui um conceito diferenciado em exposições. A temática muda de acordo com o que é apresentado, podendo ser tanto artística quanto histórica.

“Para podermos realizar as pesquisas, nós intercalamos as amostras entre curtas e longas”, explica o diretor da Subsecretaria de Cultura de Araranguá.

Arquivo histórico

Em 2005, os amontoados de jornais, livros e papéis como documentos da administração da cidade deram lugar ao Acervo Histórico Municipal de Araranguá. Junto deles, a coleção com mais de duas mil fotos antigas foi digitalizada e organizada graças à ajuda dos acadêmicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).




“Todas as imagens foram convertidas para arquivos digitalizados com altíssima qualidade de mais de 600dpi de resolução”, esclarece Daniel Vieira.

Dentre os documentos históricos do município, encontra-se:
Informações catalogadas com mais de cem anos de existência, do ano de 1880, período de fundação de Araranguá;
Jornais com edições desde a década de 30;
Livros com registro de compras da prefeitura do período de sua criação até os dias atuais;
O livro original de Paulo Hobold: “A história de Araranguá”, que foi lançado nos anos 30;
E os poemas manuscritos de Dona Maria Pipoqueira, que vendia pipocas no centro da cidade e escrevia versos sobre Araranguá e seus moradores.




Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti




Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor

Vamos compartilhar.

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