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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Obra criada por brasileira causa polêmica em museu de Miami. --- Work created by Brazilian causes controversy in Miami Museum

Artista, que tem obra exposta no Institute of Contemporary Art, é acusada por duas modelos da instalação “The Inverse” de constrangimento sexual


Detalhe da obra 'The Inverse', de Laura Lima, em exibição no museu ICA, em Miami

DA REDAÇÃO (com Miami Herald) – A artista plástica brasileira Laura Lima está no centro de uma polêmica envolvendo um dos mais conceituados museus de arte contemporânea de Miami, o Institute of Contemporary Art (ICA). Tudo porque, de acordo com a acusação de duas modelos que participaram de sua instalação artística “The Inverse” (atualmente em exibição no ICA), a artista teria as pressionado para que elas introduzissem na vagina uma corda que faz parte da obra. O pedido teria vindo acompanhado da distribuição de preservativos e lubrificantes às mulheres. As informações são do jornal “Miami Herald”, em reportagem publicada na quinta-feira (30).



De acordo com a publicação, a obra de Laura consiste em um emaranhado composto por uma grossa corda cujas pontas estão presas a vãos na estrutura do prédio do museu que permitem visualizar parte das pernas das modelos.

O jornal conta que as modelos participantes da performance pensada pela brasileira vestem roupas criadas pela artista e ganham $15 por hora para se deitarem no chão e colocarem a corda no meio de suas pernas.

Uma descrição de “The Inverse” distribuída a modelos que quisessem participar da performance da obra informava que elas deveriam “interagir passivamente com a escultura, presa a elas, da forma que achassem melhor”. Todas as participantes assinaram um contrato com o ICA.

Obra ‘provocadora’

Tanto a artista quanto a direção do ICA contestam a acusação feita pelas modelos —que não tiveram seu nome divulgado pela reportagem do “Miami Herald”.

“Eu imaginei que seria uma honra participar de uma mostra no ICA e de que seria um trabalho normal, mas não importa quão famoso seja o lugar ou o artista. Se você é uma mulher, está sempre exposta a esse tipo de perigo”, afirmou uma delas ao site “Miami New Times”. A modelo realizou a performance na noite de abertura da mostra, em 3 de junho, e afirma ter sofrido “trauma emocional”.

A diretora do ICA Ellen Salpeter se limitou a enviar o seguinte comunicado ao “Miami Herald”: “O ICA Miami tem o compromisso de ser uma plataforma aberta à inovação, à arte contemporânea experimental e ao debate artístico. ‘The Inverse’ é uma obra que mistura escultura e performance de forma provocadora e que questiona a relação entre arte e corpo.”

A obra da brasileira está em exibição até outubro no museu (que fica no endereço 4040 NE 2nd Ave, Miami, FL 33137, no Design District.

A artista tem nome reconhecido no circuito de arte contemporânea ha pelo menos uma década. Museus de renome em Madri (La Reina Sofia), Londres (The Serpentine Gallery) e Boston (Isabella Stewart Gardner Museum) têm obras de Laura Lima em seus acervos.




http://www.acheiusa.com/Noticia/obra-criada-por-brasileira-causa-polemica-em-museu-de-miami-35860/

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--in via traditor do google
Work created by Brazilian causes controversy in Miami Museum

Artist who has displayed work at the Institute of Contemporary Art, is accused of two models of the installation "The Inverse" of sexual embarrassment

Detail of the work 'The Inverse', Laura Lima, on display at the ICA Museum in Miami

WRITING (with Miami Herald) - The Brazilian artist Laura Lima is at the center of a controversy involving one of the leading museums of contemporary art in Miami, the Institute of Contemporary Art (ICA). All because, according to the prosecution of two models who participated in his art installation "The Inverse" (currently on display at the ICA), the artist would have the pressure to which they introduce into the vagina a rope that is part of the work. The request would have been accompanied by the distribution of condoms and lubricants for women. The information is the newspaper "Miami Herald", in a report published on Thursday (30).

According to the publication, the work of Laura consists of a maze composed of a thick rope whose ends are attached to gaps in the museum building structure that let you see part of the legs of the models.

The newspaper says that the participating models of performance conceived by Brazilian wear clothes designed by the artist and earn $ 15 per hour to lie on the floor and put the rope between her legs.

A description of "The Inverse" distributed to models who wanted to participate in the work performance reporting that they should "passively interact with the sculpture, attached to them, the way they saw fit." All participants signed a contract with ICA.

Work 'provocative'

Both the artist and the direction of the ICA contest the charge made by the models -which did not have his name disclosed by the report of the "Miami Herald".

"I figured it would be an honor to participate in a show at the ICA and that would be a normal job, but no matter how famous is the place or the artist. If you are a woman, is always exposed to this kind of danger, "said one of them to the site" Miami New Times. " The model held the performance on the opening night of the show, on June 3, and claims to have suffered "emotional trauma".

The director of the ICA Ellen Salpeter merely sent the following statement to the "Miami Herald": "The ICA Miami is committed to be an open platform for innovation, experimental contemporary art and artistic debate. 'The Inverse' is a work that combines sculpture and performance provocatively and that questions the relationship between art and body. "

The Brazilian's work is on display until October at the museum (which is the address 4040 NE 2nd Ave, Miami, FL 33137, in the Design District.


The artist has recognized name in contemporary art circuit ha at least a decade. renowned museums in Madrid (La Reina Sofia), London (The Serpentine Gallery) and Boston (Isabella Stewart Gardner Museum) are works of Laura Lima in their collections.

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