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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Cultura brasileira - Candomblé - Trinta anos sem Mãe Menininha do Gantois. --- Brazilian culture - Candomblé - Thirty years without Mother Menininha Gantois.

Há 30 anos morria Mãe Menininha do Gantois. Eternizada em canção de Dorival Caymmi, a estrela mais linda resolveu descansar aos 92 anos – 64 deles à frente do Ilê Iya Omin Axé Iyamassê, o terreiro mais célebre da Bahia. Sua luz, no entanto, continua presente entre seus filhos de santo e todos aqueles que a conheceram.



“Ela soube ser mãe, ser mulher, ser guia espiritual. Cumpriu seu papel na Terra muito bem. Então essa lembrança nunca se acaba com o desaparecimento físico”, afirma Mãe Carmem de Oxaguian, sua filha e atual Ialorixá do terreiro. Neste sábado (13), às 10h, uma missa será celebrada em sua homenagem na Igreja da Vitória.

Maria Escolástica da Conceição Nazaré nasceu no Centro Histórico de Salvador. Quando criança, gostava de jogar búzios e dar nome de divindades africanas para os seus bonecos. Aos oito anos, foi iniciada no candomblé por Mãe Pulchéria, sua tia-avó e responsável pelo apelido de “menininha”. Foi a terceira ialorixá a assumir o terreiro do Gantois, fundado no século 19 e hoje localizado no bairro da Federação.

As águas doces guiaram bem os passos da Oxum mais bonita. Desde criança, foi preparada pelas mulheres da família para assumir o posto de mãe de santo. Aos 28 anos, colocou seu pano da costa amarelo - a cor de Oxum - nos ombros, marcando-a como ialorixá do terreiro. Logo depois, casou com o advogado descendente de ingleses Álvaro McDowell de Oliveira, com quem teve duas filhas, Cleusa e Carmem.

Os 64 anos que ficou à frente do terreiro do Gantois foram marcados por lutas contra o preconceito, chegando até a receber ameaça de prisão. A democratização do candomblé e a aproximação com intelectuais e artistas também foram fatores que contribuíram para Mãe Menininha se tornar símbolo da cultura baiana.

Sortudo é aquele que teve a chance de pedir a benção à mão da doçura. O cantor Jota Veloso é um desses felizardos. “Ela trazia uma nobreza no olhar, que conquistava qualquer pessoa. Era uma figura inspiradora, que conduziu uma religião cheia de preconceitos com uma fé inigualável”, lembra. “Ela era toda carinho e atenção, pra qualquer pessoa que a procurava para um consolo, uma orientação”, reforça Mãe Carmem.

O historiador Jaime Sodré conta que ela era uma mãe de todas as maneiras que poderia ser. “Atendia a todos, não importava de onde viessem. Com ela não tinha cara amarrada. Quando chegávamos com algum problema, minha Mãe Menininha dava aquela risada gostosa e dizia ‘tenha a calma’. Para ela, tudo podia se resolver com a fé”, lembra ele. 

Muitos não tiveram o privilégio de ouvir essa risada. A estes, resta sentir a presença dessa filha de Oxum, a quem Olorum mandou tomar conta da gente e de tudo cuidar. Afinal, ela está no Gantois e em todos os lugares. Ora iê iê ô!







Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.correio24horas.com.br/detalhe/salvador/noticia/trinta-anos-sem-mae-menininha-do-gantois/?cHash=b54673119a6ed61e7747069a9227c70c

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.





--in via tradutor do google
Brazilian culture - Candomblé - Thirty years without Mother Menininha Gantois.

30 years ago died Mother Menininha Gantois. Eternalized in Dorival Caymmi song, the most beautiful star decided to rest for 92 years - 64 of them in front of Ilê Iya Omin Axé Iyamassê, the most famous yard of Bahia. His light, however, still present among his sons holy and all those who knew her.



"She knew a mother, a woman, a spiritual guide. Fulfill their role in the Earth well. So that memory never ends with the physical disappearance, "said Mother Carmen of Oxaguian, his daughter and current yard Ialorixá. On Saturday (13) at 10 am, a Mass will be celebrated in his honor at the Victory Church.

Maria Scholastica of Nazareth Conception was born in Salvador Historical Center. As a child, I liked to play whelks and name of African deities for their dolls. At eight, she was initiated in Candomblé by Mother Pulcheria, her great-aunt and responsible for the nickname "little girl." It was the third ialorixá to take the Terreiro do Gantois, founded in the 19th century and today located in the district of the Federation.

Freshwaters and guided the steps of the most beautiful Oshun. As a child, she was prepared by the family women to take the holy mother station. At 28, he puts his cloth coast yellow - the color of Oshun - shoulders, marking it as the yard ialorixá. Soon after, he married the descendant of English lawyer Alvaro de Oliveira McDowell, with whom he had two daughters, Cleoza and Carmen.

64 years who was ahead of Gantois the yard were marked by struggles against prejudice, coming to receive threat of arrest. Democratization of Candomblé and closer ties with intellectuals and artists were also factors that contributed to Mother Menininha become symbol of Bahian culture.

Lucky is the one who had the chance to ask the blessing hand of sweetness. The singer Jota Veloso is one of those lucky ones. "She had a nobility in look, that conquered anyone. It was an inspiring figure who led a full religious prejudices with matchless faith, "he recalls. "She was all warmth and attention to anyone that was looking for a consolation, guidance," adds Mother Carmen.

The historian Jaime Sodre account that she was a mother in every way it could be. "I attended to all, no matter where they came. With it was not frowned upon. When we got in trouble, my mother gave Menininha that sexy laugh and say, 'get calm'. For her, everything could be resolved with faith, "he recalls.

Many have not had the privilege of hearing that laugh. To these remains feel the presence of this daughter of Oshun, who sent Olorun take care of us and take care of everything. After all, it is in the Gantois and everywhere. Now yeh yeh ô!


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