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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Directora do Museu Gulbenkian vai ser curadora na feira de Maastricht. --- Director of the Gulbenkian Museum will be curator at the fair in Maastricht.

Em 2017, Penelope Curtis vai ter a seu cargo a secção contemporânea da Tefaf, a mais importante das feiras internacionais de arte e antiguidades.


Penelope Curtis está há menos de um 
ano à frente do Museu Gulbenkian RUI GAUDÊNCIO



Penelope Curtis, a historiadora de arte que dirigia a Tate Britain e que chegou há dez meses a Lisboa para encabeçar a equipa do Museu Calouste Gulbenkian tem a seu cargo mais um desafio. Segundo o site da revista norte-americana Artforum, especializada em notícias do mundo da arte, sobretudo contemporânea, a inglesa vai passar a estar ligada à Tefaf, a feira de antiguidades de Maastricht. Nada que a impeça, note-se, de se manter em funções no museu da Fundação.

Curtis vai chefiar a Tefaf Curated, a secção de arte contemporânea desta feira que é vista como a mais importante do mundo no seu género. Esta secção, que vai apenas na sua terceira edição – a principal, mais centrada na pintura antiga e na arte oriental, com muito mobiliário, peças arqueológicas e jóias à mistura, nasceu há 40 anos –, vai convidar em 2017 uma série de galerias a apresentarem trabalhos enquadrados pelo mote genérico Heaven and Earth.

Segundo o site da Artnet, empresa internacional que acompanha o mercado da arte, Curtis vai pedir aos galeristas, em particular, que submetam peças e projectos que envolvam a exploração da figura reclinada, motivo recorrente na arte desde a Antiguidade, sobretudo na escultura, abordando temas como a fertilidade, o sofrimento, a fecundidade e a celebração. 

A escolha da figura reclinada como fio condutor dificilmente poderia ter mais a ver com esta conservadora. Curtis especializou-se em escultura do século XX e fez parte do grupo fundador do Instituto Henry Moore, em Leeds, um centro de investigação que dirigiu durante 11 anos e que deixou para liderar a Tate Britain entre 2010 e 2015, período em que o museu londrino foi totalmente renovado de acordo com um projecto que implicou reorganizar a narrativa das suas colecções e exigiu um investimento de 54 milhões de euros.

No Museu Gulbenkian, Penelope Curtis também está a reorganizar a casa,combinando as duas colecções da fundação: a de Calouste Sarkis Gulbenkian, imutável - cerca de seis mil peças que vão desde a antiguidade clássica e oriental à pintura europeia de Manet ou Turner, além de peças de ourivesaria e artes decorativas –, e a do antigo Centro de Arte Moderna (a designação desapareceu com a chegada desta historiadora de arte inglesa), consagrada sobretudo às artes moderna e contemporânea portuguesas, mas que inclui um importante núcleo de arte britânica do século XX e mais recente. Foram já inauguradas as duas primeiras exposições sob a sua direcção, reflexo evidente dos seus projectos para o futuro do museu, um dos mais importantes do país, ainda que Curtis esteja a aprender o que pode ou não fazer com os dois acervos, como explicou numa entrevista ao PÚBLICO no início de Julho.

“O principal é atingir uma maior paridade entre as duas colecções”, disse na altura. “Os turistas vêm ao museu e a audiência lisboeta vai à Colecção Moderna. Gostava que os turistas também fossem à Colecção Moderna e que o público lisboeta voltasse ao museu. […] Podemos fazer do museu um espaço que muda um pouco mais e tornar o da Colecção Moderna um pouco mais estável.”

Como curadora na Tefaf, Penelope Curtis volta a ser uma mulher entre dois universos – o da arte antiga e o da arte moderna e contemporânea. A sua presença na feira de Maastricht, que todos os anos atrai importantes coleccionadores, galeristas e directores de museus de todo o mundo, pode servir também de montra ao “novo” Museu Gulbenkian.



Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti


https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/directora-do-museu-gulbenkian-vai-ser-curadora-na-feira-de-maastritcht-1741379

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura e o amor devem estar juntos.

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--in via tradutor do google
Director of the Gulbenkian Museum will be curator at the fair in Maastricht.

In 2017, Penelope Curtis will be responsible for the contemporary section of Tefaf, the most important international art fairs and antiques.


Penelope Curtis is less than a
year ahead of the Gulbenkian Museum RUI GAUDÊNCIO



Penelope Curtis, the art historian who ran the Tate Britain and arrived ten months ago to Lisbon to lead the team to the Calouste Gulbenkian Museum is responsible for more of a challenge. According to the website of the American magazine Artforum, specializing in news from the art world, especially contemporary, the English will now be linked to Tefaf, the fair Maastricht antiques. Nothing to prevent, note, to remain in office in the Foundation's museum.

Curtis will lead the Tefaf Curated, contemporary art section of this fair which is seen as the most important in the world of its kind. This section, which will only in its third edition - the main, more focused on ancient painting and Eastern art, with much furniture, archaeological pieces and jewelry to the mix, was born 40 years ago - will invite in 2017 a number of galleries present papers framed by the generic motto Heaven and Earth.

According to the website of Artnet, an international company that monitors the art market, Curtis will ask the gallery owners, in particular, to report parts and projects involving the exploitation of the recumbent figure, recurrent motif in art since ancient times, especially sculpture, addressing topics such as fertility, pain, fertility and celebration.

The choice of the recumbent figure as a guide could hardly have more to do with this conservative. Curtis specialized in sculpture of the twentieth century and was part of the founding group of the Institute Henry Moore in Leeds, a research center that he directed for 11 years and left to lead the Tate Britain between 2010 and 2015, during which the museum London has been totally renovated according to a project that involved reorganizing the narrative of their collections and required an investment of 54 million euros.

The Gulbenkian Museum, Penelope Curtis is also rearrange the house, combining the two collections of the foundation: the Calouste Sarkis Gulbenkian, unchangeable - about six thousand pieces ranging from classical and oriental antiquity to European painting of Manet or Turner, besides pieces of jewelery and decorative arts - and the old modern art Centre (the designation disappeared with the arrival of this English art historian), devoted mainly to modern and contemporary arts Portuguese, but includes an important British art core XX and latest century. They have been inaugurated the first two exhibitions under his direction, clear reflection of their projects for the future of the museum, one of the most important in the country, although Curtis is to learn what can and can not do with the two collections, as explained in interview with Publico in early July.

"The key is to achieve a greater parity between the two collections," he said at the time. "Tourists come to the museum and the Lisbon audience goes to the Modern Collection. I liked that tourists also were to Modern Collection and the Lisbon audience back to the museum. [...] We can make the museum a space that changes a little more and make the Modern Collection a little more stable. "

As a curator in the Tefaf, Penelope Curtis returns to a woman between two worlds - the ancient and the modern and contemporary art. Their presence at the fair in Maastricht, which every year attracts major collectors, gallery owners and museum directors from around the world, can also serve to showcase the "new" Gulbenkian Museum.

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