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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Cultura brasileira, Candomblé: Salvador, Bahia, Brasil, possui, ao menos, quinze terreiros com mais de cem anos. --- Brazilian culture, Candomblé: Salvador, Bahia, Brazil, has at least fifteen yards over a hundred years.

Apesar da intolerância e do preconceito históricos, esses templos religiosos sobrevivem, graças ao trabalho e à dedicação dos seus representantes, que jamais abandonaram a crença e a fé.


É final da manhã de uma quarta-feira no terreiro Oxumarê, na Federação. Alguns homens carregam enormes sacos de alimentos e levam para a cozinha, onde mulheres preparam temperos e organizam o que chega. Lá fora - no mesmo salão onde se encontra o acaçá (oferenda) de Omolu - outro grupo inicia a cata do feijão-fradinho, posto em uma grande mesa. Dentro do casarão, o babalorixá realiza mais uma consulta. Três dias antes da festa de comemoração dos 180 anos da instituição, a casa está cheia de pessoas que trabalham para organizar a celebração de aniversário de um dos terreiros mais tradicionais da Bahia.

Além da cerimônia religiosa e de uma festa aberta ao público, as comemorações incluíram o lançamento de um selo comemorativo dos Correios em homenagem à casa. "A história do Oxumarê se confunde com a própria formação do candomblé no Brasil. Foi uma história marcada pela luta e resistência de africanos escravizados, que, obrigados a abandonar suas terras e laços familiares, não renunciaram à sua cultura e fé. Nossa missão é justamente continuar firmes nessa luta para preservar a tradição", diz Silvanilton Encarnação da Mata, o babalorixá Pecê, oitavo das gerações de líderes da instituição.

A luta, iniciada pelos escravos, permanece até os dias de hoje, já que as perseguições, racismo e intolerância contra as comunidades religiosas afro-brasileiras não são casos do passado. A reação de uma mulher, ao ser questionada pela reportagem sobre a localização do terreiro Oxumarê, é um exemplo. Em silêncio, ela fez o sinal da cruz e seguiu com passos apressados como quem foge de algum perigo. Há outros, tão lamentáveis quanto, mas bem mais graves, como os ataques aos representantes da religião e às imagens e objetos sagrados.

Intolerância

De acordo com o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, a cada mês, pelo menos oito pessoas no estado são agredidas, excluídas ou desrespeitadas por conta da religião, credo, culto ou práticas litúrgicas que escolheram seguir. Este ano, a entidade - vinculada à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) - já contabilizou 62 casos de racismo e intolerância envolvendo pessoas de religiões de matriz africana. Desde a implantação do centro, em 2013, foram registrados 247 casos.

"Em pleno século 21, há pessoas ignorantes que ainda associam o candomblé a algo demoníaco e à feitiçaria. Não importa quanto tempo passe, a intolerância só acabará quando extinguirmos o elemento balizador disso tudo, que é o racismo. É ele que sustenta essa ideia equivocada, justamente porque estamos falando de uma religião que tem como base a cultura africana", diz o historiador, escritor e religioso do candomblé Jaime Sodré. "Embora outras, as dores causadas pelo preconceito, permaneçam. O bom é que o axé nos torna mais fortes para lidar com a sociedade racista, machista e sexista em que vivemos", diz a mãe pequena da Casa Oxumarê, a socióloga Sandra Bispo, 63.

Além do Oxumarê, Salvador possui outros 14 terreiros com mais de cem anos, incluindo o Ilê Axé Opô Afonjá, fundado em 1910; o Alaketu, em 1835; e o Ilê Axé Iyá Nassô Oká, conhecido como Casa Branca, o mais antigo terreiro de candomblé de Salvador, fundado em 1735. Os dados são do Mapeamento dos Terreiros de Salvador, realizada pelo Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) da Universidade Federal da Bahia, realizado em parceria com as secretarias municipais da Reparação e da Habitação.

Divulgado em 2008, o levantamento identificou 1.410 templos afrorreligiosos na cidade e realizou o cadastramento de 1.164 terreiros, a maioria da nação Keto (57,8%), seguido da angola (24,2%), jeje (2,1%) e ijexá (1,3%). Uma tarefa difícil, segundo o coordenador da pesquisa, antropólogo e professor da Ufba, Jocélio dos Santos, devido à falta de documentos e certificação dos terreiros mais antigos, sobretudo os fundados antes do século 20.

"Os que vieram depois desse período foram mais fáceis de identificar porque já contavam com documentação. Também encontramos situações em que o terreiro havia sido fundado em uma determinada época, passou um período fechado e, anos mais tarde, foi reaberto. Nesse caso, consideramos o ano de fundação", explica.

Não há, no entanto, nenhum estudo que tenha mapeado o número de terreiros em todo o estado. Um levantamento realizado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), em 2012, contabilizou 374 terreiros no Recôncavo baiano e 103 no baixo sul. Cinco terreiros com mais de cem anos foram localizados no Recôncavo, mas estima-se que o número seja bem maior. Sabe-se apenas que dos oito terreiros tombados no estado, cinco têm mais de cem anos.

Em Salvador, há quatro deles: Casa Branca, Axé Opô Afonjá, Ilê Iyá Omim Axé Iyamassé (Gantois), Ilê Axé Oxumaré e o terreiro Ilê Maroiá Láji (Alaketo). O quinto, o Zogbodo Male Bogun Seja Unde (Roça do Ventura), está localizado em Cachoeira. As exceções, de acordo com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia, Bruno César Tavares, são o Bate-Folha, que completa seu centenário em dezembro; e o Omo Ilê Agboulá, de Itaparica, que possui cerca de 96 anos.

Diante da imprecisão dos dados e das dificuldades de encontrar documentos e registros escritos no passado, são, sobretudo, os candomblecistas mais velhos dos terreiros que, com os seus relatos, ajudam a tecer os pontos que alinhavam essas histórias. Além de ser uma grande aliada na perpetuação dos ritos e preceitos do candomblé, a tradição oral também contribuiu para eternizar os acontecimentos.

Tradição oral

Criada e 'feita' no terreiro Oxumarê, mãe Ana de Ogum, 72, recorda o tempo em que o povo de santo tinha que pedir autorização para cultuar seus orixás. "Éramos obrigados a solicitar uma licença na Delegacia Estadual de Crimes contra os Costumes, Jogos e Diversões Públicas toda vez que realizávamos uma festa no terreiro", conta Ana Maria Santos, ialorixá do terreiro Ilê Axé Oju Onirê, localizado no Parque Jacarandá em, São Paulo, onde reside atualmente.

As batidas policiais e as prisões dos adeptos do candomblé também eram constantes, principalmente entre 1920 e 1930. "Os terreiros sofreram muito com a repressão impetrada pela Igreja Católica e pelos governantes locais por meio da ação policial. Aqui, a Santa Inquisição também fez suas vítimas. A Igreja impôs o catolicismo como religião universal, mas, assim como na África, no Brasil, a formação de instituições com traços da religiosidade africana iam se multiplicando nos cantos da cidade e em outras regiões", explica o antropólogo e pesquisador Renato da Silveira, autor do livro O Candomblé da Barroquinha: Processo de Constituição do Primeiro Terreiro Baiano de Keto.

Segundo ele, essa era a mesma polícia que fazia 'vistas grossas' quando descobria casas de candomblé que realizavam o trabalho de cura, por meio de folhas e ervas. "Em algumas situações, a polícia evitava agir porque sabia que os terreiros prestavam um serviço de saúde pública. E não eram apenas os pobres que se beneficiavam, mas a própria elite da época, incluindo intelectuais e políticos, que costumavam procurar os 'curandeiros'. Essa é uma tradição que, até hoje, se mantém".

O terreiro Bate-Folha, em Mata Escura, foi um dos mais utilizados com esse fim. "É o maior centro de candomblé em extensão territorial do país e o maior em área verde da cidade", afirma Cícero Rodrigues Franco Lima, o Tata Muguanxi, no comando da casa desde 2006.

O terreiro da nação Congo-Angola ocupa uma área de 15,5 hectares. O trabalho com as folhas, cultivadas na mata sagrada, deu nome à casa. A valorização e o cultivo do conhecimento associados à flora por seus membros ainda hoje fazem do lugar, além de centro cultural e espiritual, espaço de preservação ambiental. "As anciãs contam que, quando a polícia baixava aqui, as imagens eram escondidas na mata".

Foi a Lei Estadual 25.095, de 15 de janeiro de 1976, decretada pelo então governador da Bahia, Roberto Santos, o marco regulatório que, de fato, liberou os terreiros de terem que pedir a licença policial para praticar a sua liturgia. É justamente a partir da segunda metade dos anos 1970 que se verifica o crescimento do número de terreiros. "Houve uma expressiva fundação de terreiros de candomblé a partir desse período. Isso nos permite observar o que significou a liberdade religiosa para o povo de santo", diz Jocélio.

Somente no ano do decreto foram criados 46 terreiros, o que representou uma média superior a três a cada mês, quando comparado aos anos anteriores. A partir de então, o número anual esteve acima de dez, e, em 1986, houve o maior número de candomblés fundados na história da religiosidade afro-baiana. Foram 59, uma média de quase cinco a cada mês.

Se do século 18 ao 20 os terreiros foram vítimas da perseguição policial, da imprensa, da Igreja Católica e do poder público, nas últimas décadas, são os grupos neopentencostais que têm exercido mais fortemente esse papel. "Em festas de largo, como a de Iemanjá, por exemplo, tem sido cada vez mais comum vermos grupos evangélicos distribuindo panfletos e ridicularizando os orixás, o que é um desrespeito", diz Jocélio.

Missão

Ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá e uma das mulheres mais respeitadas do candomblé no Brasil, mãe Stella de Oxóssi lidera um terreiro de 106 anos, quase a mesma idade que ela tem de vida, 91. "Liderar um terreiro é como administrar uma repartição pública. Tem a parte burocrática, resolvemos os conflitos internos e externos, organizamos as festas, damos orientação aos que precisam. Não é fácil, mas é a nossa missão", diz a religiosa, que vem tentando diminuir as obrigações. "A saúde pede".

Iniciada no candomblé aos 14 anos, ela comanda o Afonjá desde 1976. Mulher à frente do seu tempo, mostrou que os terreiros não são apenas espaços nos quais se pratica a religião, mas de mobilização social. Na área de 39 mil metros quadrados, além de edificações de uso habitacional e religioso, funcionam também a Escola Eugênia Anna dos Santos, o Museu Ilê Ohum Ilailai e a Biblioteca Ikojppo Ilê Iwe Axé Opô Afonjá, espaços de formação, preservação e difusão da história dos africanos no Brasil. Há cinco meses, a ialorixá cedeu uma casa do terreiro para o funcionamento de uma creche, que acolhe crianças de diferentes idades e religiões. "Nós fomos adotados por essa mulher, que tem uma generosidade imensa. Ela é uma revolucionária", diz a coordenadora da instituição, Tereza da Silva, 68.

E apesar do desejo de ter menos atribuições, mãe Stella não para de inovar. Depois de publicar nove livros, de ser a única ialorixá a ocupar uma cadeira da Academia de Letras da Bahia, prepara-se para lançar, em dezembro, o aplicativo Mãe Stella, uma vida em movimento, que terá áudio com mensagens da ialorixá e informações sobre o candomblé e a cultura afro-brasileira. "Tenho esperança de ainda poder ver o candomblé ser respeitado por todos. Acredito nisso". Enquanto não acontece, segue com o seu trabalho, referência para aqueles que estão iniciando o caminho. Aos 91 anos, sabe o segredo para se manter na ativa. "Conhecimento e fé".





Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti



Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.




--in via tradutor do google
Brazilian culture, Candomblé: Salvador, Bahia, Brazil, has at least fifteen yards over a hundred years.

 Despite the intolerance and prejudice historical, these religious temples survive, thanks to the work and dedication of its representatives, who never abandoned the belief and faith.

It's late morning of Wednesday at Oxumarê yard, in the Federation. Some men carry huge bags of food and lead to the kitchen, where women prepare spices and organize arriving. Outside - in the same hall where the corn meal (offering) of Omolu - another group starts cata of cowpeas, put on a large table. Inside the mansion, the babalorixá performs another query. Three days before the party celebrating the 180 years of the institution, the house is full of people working to organize the birthday celebration of one of the most traditional terreiros of Bahia.

Besides the religious ceremony and a party open to the public, the celebrations included the launch of a Post Office commemorative stamp in honor of the house. "The history of Oxumarê is intertwined with the formation of Candomble in Brazil. It was a story marked by struggle and resistance of enslaved Africans, who, forced to leave their land and family ties, not renounced their culture and faith. Our mission is just stand firm in this struggle to preserve the tradition, "says Silvanilton Incarnation of Forest, Pece babalorixá, eighth generations of leaders of the institution.

The fight, begun by slaves, remains to this day, since the persecution, racism and intolerance against african-Brazilian religious communities are not cases of the past. The reaction of a woman, when questioned by this reporter about the location of Oxumarê yard, is an example. Silently, she made the sign of the cross and followed with hurried steps as fleeing from danger. There are others, as regrettable as, but much more serious, as the attacks on representatives of religion and the images and sacred objects.

Intolerance

According to Combat Racism Reference Center and Religious Intolerance Nelson Mandela, every month, at least eight people in the state are beaten, excluded or disrespected because of religion, creed, worship or liturgical practices have chosen to follow. This year, the organization - linked to the Promotion Department of Racial Equality (Sepromi) - has recorded 62 cases of racism and intolerance involving people of religions of African origin. Since the establishment of the center in 2013, 247 cases were recorded.

"In the 21st century, there are ignorant people who still associate Candomblé something demonic and witchcraft. No matter how much time passes, intolerance will only end when extinguirmos the beacon element of it all, that is racism. It is he who supports this idea wrong, precisely because we are talking about a religion that is based on African culture, "says the historian, writer and religion candomble Jaime Sodre. "While others, the pain caused by prejudice, remain. The good thing is that the ax makes us stronger to deal with racist society, machista and sexist in which we live," says the little mother's house Oxumarê, sociologist Sandra Bishop, 63.
Besides Oxumarê, Salvador has another 14 yards over a hundred years, including the Ile Axe Opo Afonjá, founded in 1910; the Alaketu in 1835; and Ilê Axe Iya Nassô Oká, known as the White House, the oldest yard of Candomble Salvador, founded in 1735. The data mapping of Terreiros Salvador, held by the Center for Afro-Oriental Studies (Ceao) of the Federal University Bahia, conducted in partnership with the municipal Repair and Housing.

Released in 2008, the survey identified 1,410 afrorreligiosos temples in the city and held the registration of 1,164 yards, most of Ketu nation (57.8%), followed by Angola (24.2%), Jeje (2.1%) and ijexá (1.3%). A difficult task, according to the coordinator of the research, anthropologist and professor at UFBA, Jocélio dos Santos due to lack of documents and certification of the oldest religious communities, especially those founded before the 20th century.
"Those who came after this period were easier to identify because they already had documentation. We also found situations where the yard had been founded in a season, has a closed period and, years later, was reopened. In this case, we consider the year of foundation, "he explains.

There is, however, no study has mapped the number of religious communities throughout the state. A survey conducted by the Secretariat for the Promotion of Racial Equality (Sepromi), in 2012, accounted for 374 yards in the Bahian Reconcavo and 103 in the lower South. Five yards with over a hundred years were located in the Reconcavo, but it is estimated that the number is much higher. It is only known that the eight yards fallen in the state, five have over a hundred years.
In Salvador, there are four of them: White House, Axé Opo Afonjá, Ilê Iyá OMIM Axé Iyamassé (Gantois), Ile Axé Oxumaré and yard Ilê Maroiá Laji (Alaketu). The fifth, Zogbodo Male Bogun Be Unde (Roça do Ventura), it is located in Cachoeira. The exceptions, according to the superintendent of the Heritage Institute for National Artistic (IPHAN) in Bahia, Bruno César Tavares, are the Bate-Folha, which celebrates its centenary in December; and Omo Ilê Agboulá, Itaparica, which has about 96 years.
Given the inaccuracy of the data and the difficulties of finding documents and records written in the past, are mainly older candomblecistas of terraces that with their reports, help to weave the points that lined these stories. Besides being a great ally in the perpetuation of the rites and precepts of Candomblé, oral tradition also contributed to immortalize the events.
oral tradition

Created and 'made' in the yard Oxumarê, mother Ana Ogun, 72, recalls the time when the holy people had to seek permission to worship their deities. "We were forced to apply for a license at the State Crime Police Station against Customs, Games and Public Entertainment every time we held a party in the yard," says Ana Maria Santos, terreiro ialorixá Ilê Axé Oju Onirê located in Rosewood Park in St. Paul, where he currently resides.

The police raids and arrests of Candomble followers were also constant, especially between 1920 and 1930. "Terreiros suffered greatly from the repression brought by the Catholic Church and the local governments through police action. Here the Holy Inquisition also made their victims. the Church imposed Catholicism as universal religion, but, as in Africa, Brazil, the training institutions with traces of African religiosity were multiplying in the corners of the city and other regions, "explains anthropologist and researcher Renato da Silveira, author of Candomblé of Barroquinha: First Constitution Process Terreiro Baiano Keto.

According to him, this was the same police that was 'blind eye' when he discovered candomblé houses which performed the healing work through leaves and herbs. "In some situations, the police avoided act because he knew the terraces lent a public health service. And it was not only the poor who benefited, but the very elite of the time, including intellectuals and politicians, who used to look for 'healers' . This is a tradition that, even today, remains ".

Bate-leaf yard in Darken Wood, was one of the most used for this purpose. "It is the largest center of Candomblé in area of ​​the country and the largest green area of ​​the city," says Cicero Rodrigues Franco Lima, Tata Muguanxi, in charge of the house since 2006.
The yard of the Congo-Angola nation occupies an area of ​​15.5 hectares. Working with the leaves, grown in the sacred forest, gave its name to the house. The appreciation and cultivation of knowledge associated with flora by its members still make the place as well as cultural and spiritual center, environmental preservation space. "The elders say that when the police descended here, the images were hidden in the woods."

It was the State Law 25,095, of January 15, 1976, enacted by the governor of Bahia, Roberto Santos, the regulatory framework, in fact, released the terreiros have to ask the police license to practice their liturgy. It is precisely from the second half of the 1970s that checks the growth of religious communities. "There was a significant foundation of Candomblé from that period. This allows us to see what it meant religious freedom for the holy people," says Jocélio.
Only in the year of the decree they were created 46 yards, which represented an average of more than three every month, compared to previous years. Since then, the annual number was above ten, and in 1986 was the highest number of Candomblé founded in the history of african-Bahian religion. 59 were an average of almost five each month.

If the 18th century to the 20 religious communities were victims of police harassment, the press, the Catholic Church and the government, in recent decades, are neopentencostais groups that have exercised more strongly that role. "In street festivals, such as Yemanja, for example, has been increasingly common to see evangelical groups distributing leaflets and ridiculing the orishas, ​​which is disrespectful," says Jocélio.

Mission

Ialorixá the Ile Axe Opo Afonjá and one of the most respected women of Candomblé in Brazil, mother Stella Oxóssi leads a yard of 106 years, almost the same age as she has of life, 91. "Leading a yard is like managing a public office . it has the paperwork, we solve internal and external conflicts, organize parties, give guidance to those who need it. it's not easy, but it is our mission, "says the nun, who has been trying to reduce the obligations. "Health asks."

Begun in Candomblé at 14, she commands the Afonjá since 1976. woman ahead of her time, showed that the terraces are not only spaces in which to practice religion, but social mobilization. In the area of ​​39 thousand square meters, in addition to housing and religious use buildings also work Eugenia Anna School of Santos, Ilê Museum Ohum Ilailai and Ikojppo Library Ilê Iwe Axé Opo Afonjá, training spaces, preservation and dissemination of the history of Africans in Brazil. Five months ago, the ialorixá transferred a yard of the house for the operation of a day care center, which welcomes children of different ages and religions. "We were adopted by this woman, who has an immense generosity. It is a revolutionary," says the coordinator of the institution, Tereza da Silva, 68.

And despite the desire to have fewer assignments, mother Stella is constantly innovating. After publishing nine books, being the only ialorixá to occupy a chair of the Bahia Academy of Letters, is preparing to launch in December, Mother Stella application, a moving life, which will have audio with messages ialorixá and information on candomblé and african-Brazilian culture. "I hope to still be able to see Candomblé be respected by all. I believe that." While not, continues with its work, reference to those who are setting out. Aged 91, knows the secret to stay active. "Knowledge and faith."

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