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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Tesouro naufragado do Hermitage é alvo de controvérsia com Finlândia. --- Shipwrecked treasure Hermitage is a controversial subject with Finland

Submersa há 245 anos, coleção de obras avaliada em 1,5 bilhão de euros havia sido encomendada por Catarina 2ª, mas acabou no fundo do mar junto com navio de carga.




Pinturas que seriam incorporadas ao Hermitage foram adquiridas em leilão 
Foto:Panthermedia / Vostock-photo

Obras de arte de valor inestimável que seguiam para São Petersburgo e foram perdidas a bordo de um navio que afundou no mar Báltico, em meados do século 18, ainda são alvo de disputa entre Rússia e Finlândia e, talvez, jamais sejam recuperadas. A embarcação holandesa Frau Maria, que, entre outras cargas, transportava quadros da coleção do comerciante Gerrit Braamkamp, adquiridos pela imperatriz russa Catarina 2ª para o Hermitage, afundaram há 245 anos na costa da atual Finlândia.

Os destroços do navio foram descobertos por mergulhadores finlandeses em 1999, perto das Ilhas Aland, entre a Finlândia e a Suécia. Desde então, os tesouros, que ainda estariam no fundo do mar, são motivo de discórdia entre russos e finlandeses.


Diário de bordo

De acordo com o diário de bordo do navio, que é mantido nos arquivos da cidade finlandesa de Turku, o navio embarcou em sua última viagem, de Amsterdã a São Petersburgo, no dia 5 de setembro de 1771.

A embarcação transportava diferentes tipos de carga, desde açúcar a vestuário e outros itens de luxo, bem como 27 obras de mestres holandeses do século 17, entre eles Gerard ter Borch, Adriaen van de Velde e Gerrit Dou.

Os quadros haviam sido adquiridos em um leilão em Amsterdã, conforme instruções pessoais da tsarina, pelo embaixador russo na Holanda, príncipe Dmítri Golitsin.

A rota do filibote, tipo de veleiro de origem holandesa, pressupunha que a embarcação navegasse mais ao norte, através do mar Báltico, para evitar as perigosas águas finlandesas com seus fundos rochosos, porém, saiu do curso e bateu nas rochas.

O diário de bordo descreve que o navio se tornou incontrolável durante uma tempestade; diante da gravidade, a tripulação inteira se reuniu para uma oração.


Depois de evacuarem em botes salva-vidas para uma das ilhas próximas, os marinheiros se aproximaram novamente do filibote naufragado, em 7 de outubro, na tentativa de resgatar o máximo de carga possível.

“Descobrimos que metade do andar superior estava debaixo d’água. Nós salvamos tudo o que conseguimos”, lê-se no diário.

No dia seguinte, o resgate de objetos teve de ser interrompido devido às condições meteorológicas. Ao inspecionar o local do naufrágio em 9 de outubro, a tripulação percebeu que já não era mais possível conduzir qualquer operação.

1 carga, 4 proprietários

O destino do navio foi então esquecido, até que, na década de 1970, o historiador sueco Christian Ahlström encontrou dados sobre o Frau Maria em arquivos finlandeses.

No verão de 1999, uma expedição finlandesa sob o comando do Rauno Koivusaari descobriu os destroços do navio a 11 km da ilha de Jurmo, no mar do Arquipélago (parte do mar Báltico entre os golfos de Bótnia e da Finlândia). Os pesquisadores perceberam então que a carga não havia sido danificada durante o incidente.

Como o valor total das obras a bordo do Frau Maria poderia chegar a 1,5 bilhão de euros, empresários russos e suecos começaram a planejar o resgate dos quadros. No entanto, surgiram também dúvidas sobre a quem pertenceria a carga do navio.

No total, quatro Estados teriam a possibilidade de reivindicar o conteúdo presente no Frau Maria – a Holanda, que detinha o veleiro; a Suécia, em cujo território (na época) aconteceu o naufrágio; a Rússia, como o país ao qual a carga era destinada; e a Finlândia, a quem pertencem as ilhas do mar do Arquipélago atualmente.

De acordo com a legislação finlandesa, no entanto, se um navio e sua carga permanecerem em águas territoriais da Finlândia por 100 anos, o país torna-se seu único proprietário legal. Este prazo irá se expirar em dezembro de 2017, quando o país nórdico celebrará o centenário de sua independência.

Tentativas de resgate

As autoridades russas tentaram resgatar as pinturas ainda no século 18. Quando a notícia sobre o desastre chegou a São Petersburgo, o governo russo pediu à Suécia permissão para atuar no local.

Na época, o chanceler Nikita Panin escreveu a seu homólogo sueco, Ulrik Scheffer, que “a bordo [no navio] havia várias caixas de pinturas valiosas pertencentes a Sua Majestade Imperial”.

As tentativas de resgate, suspensas no inverno por causa das condições climáticas, foram renovadas em meados de 1772, mas a tecnologia de então não permitiu que a operação fosse bem-sucedida.

Após a descoberta dos destroços, em 1999, a questão veio à tona novamente, e os especialistas russos propuseram uma investigação conjunta com os finlandeses. As negociações, conduzidas desde 2008, foram, contudo, encerradas três anos mais tarde, quando a Finlândia anunciou oficialmente que rejeitava os planos de recuperar o navio.

Novas perspectivas

Especialistas russos em arqueologia subaquática têm convicção de que o único obstáculo para a recuperação das obras encontra-se na legislação finlandesa.

O contra-almirante Konstantin Chopotov, membro da comissão sobre o Frau Maria da Rosokhrankultura (agência de proteção do patrimônio cultural), acredita que o resgate seria relativamente fácil se não houvesse obstáculos jurídicos.

“Trazer o Frau Maria à superfície não é uma tarefa difícil, o navio está no raso, e as águas do mar Báltico são frias – isto é, não existem pragas que comprometam a boa conservação da madeira”, explica.

“É claro que a carga a bordo do navio poderia ter sido parcial ou totalmente saqueada ao longo dos mais de 200 anos, mas, se as pinturas ainda estiveram por lá, elas estão embaladas em tubos, e, assim, podemos assumir que estão em total segurança.”

Segundo Chopotov, o filibote em si não apresenta valor científico nem histórico.



Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

O tempo voa, obras de arte são para a eternidade, sem rugas!





--in via tradutor do google
Shipwrecked treasure Hermitage is a controversial subject with Finland

Submerged there 245 years, collection of works valued at 1.5 billion euros was commissioned by Catherine the 2nd, but ended up on the seabed along with cargo ship.



Paintings that would be incorporated into the Hermitage were acquired at auction
Photo: Panthermedia / Vostock-photo

priceless works of art that followed him to St. Petersburg and were lost on board a ship that sank in the Baltic Sea in the mid-18th century, are still the subject of dispute between Russia and Finland, and perhaps may never be recovered. The Dutch ship Frau Maria, which, among other charges, carrying paintings from the collection of Gerrit Braamkamp merchant, acquired by the Russian Empress Catherine the 2nd to the Hermitage, sank 245 years ago on the coast of present-day Finland.

The ship wreck was discovered by Finnish divers in 1999, near the Aland Islands between Finland and Sweden. Since then, the treasures, which would still be under the sea, are a cause of contention between Russians and Finns.



logbook

According to the vessel's logbook, which is kept in the archives of the Finnish city of Turku, the ship embarked on his last journey, from Amsterdam to St. Petersburg on September 5, 1771.

The vessel was carrying different types of cargo, from sugar to clothing and other luxury items as well as 27 works by Dutch masters of the 17th century, including Gerard ter Borch, Adriaen van de Velde and Gerrit Dou.

The tables had been purchased at an auction in Amsterdam, as the tsarina personal statements by the Russian ambassador to the Netherlands, Prince Dmitry Golitsin.

The route of fluyt, type of Dutch origin sailboat, presupposed that the vessel sailed further north, through the Baltic Sea to avoid the dangerous Finnish waters with its rocky, however, left the course and hit the rocks.

The logbook describes the ship became unmanageable during a storm; on the severity, the entire crew gathered for a prayer.



After evacuating in lifeboats for one of the nearby islands, the sailors came again from fluyt shipwrecked on 7 October, in an attempt to rescue the load as possible.

"We found that half of the top floor was underwater. We save everything we can, "reads the diary.

The next day, the rescue of objects had to be stopped due to weather conditions. When inspecting the wreck site on October 9, the crew realized it was no longer possible to conduct any operation.

1 cargo owners 4

The ship's destination was then forgotten until, in the 1970s, the Swedish historian Christian Ahlström found data about Frau Maria in Finnish archives.

In the summer of 1999, a Finnish expedition under the command of Rauno Koivusaari discovered the wreck 11 km from the island of Jurmo, in the Archipelago Sea (part of the Baltic Sea between the gulfs of Bothnia and Finland). The researchers realized then that the load was not damaged during the incident.

As the total value of the works on board the Frau Maria could reach 1.5 billion euros, Russian and Swedish businessmen began planning the rescue of frames. However, there were also doubts about who belong to the ship's cargo.

In total, four states would be able to claim this content in Frau Maria - the Netherlands, who held the sailboat; Sweden, on whose territory (at the time) happened the wreck; Russia, as the country to which the cargo was intended; and Finland, who owns the islands of the Archipelago Sea today.

According to Finnish legislation, however, if a ship and its cargo remain in the territorial waters of Finland for 100 years, the country becomes your only legal owner. This term will expire in December 2017, when the Nordic country will celebrate the centenary of its independence.

rescue attempts

The Russian authorities still tried to rescue the paintings in the 18th century when the news of the disaster reached St. Petersburg, the Russian government asked Sweden allowed to work on site.

At the time, Foreign Minister Nikita Panin wrote to his Swedish counterpart, Ulrik Scheffer, "the board [on the ship] had several boxes of valuable paintings belonging to His Imperial Majesty."

rescue attempts, suspended in the winter because of weather conditions, were renewed in mid-1772, but then the technology did not allow the operation was successful.

After the discovery of the wreck in 1999, the question came up again, and Russian experts have proposed a joint investigation with the Finns. The negotiations, conducted since 2008, were, however, closed three years later, when Finland officially announced that rejected plans to recover the ship.

New perspectives

Russian experts in underwater archeology have conviction that the only obstacle to the recovery of the works is in Finnish legislation.

Rear Admiral Konstantin Chopotov, member of the committee on the Frau Maria da Rosokhrankultura (cultural heritage protection agency), believes that the rescue would be relatively easy if there were no legal obstacles.

"Bring the Frau Maria to the surface is not a difficult task, the ship is in shallow, and the Baltic Sea are cold - that is, there are no pests that compromise the good preservation of wood," he explains.

"Of course, the cargo aboard the ship might have been partially or completely ransacked over the more than 200 years, but the paintings still were there, they are packed in tubes, and thus we can assume that are in total security. "

According Chopotov the fluyt itself has no scientific value or historical.







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