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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Um pouco da História de Ilhabela, litoral norte de São Paulo, Brasil. --- A little of the History of Ilhabela, north coast of São Paulo, Brazil. @edisonmariotti

Parte das ilhas que integram o arquipélago de Ilhabela já era habitada muito antes da chegada dos primeiros europeus ao Brasil. Pesquisas arqueológicas realizadas pelo Projeto Arqueológico de Ilhabela já identificaram no território do município 14 sítios arqueológicos pré-coloniais, ou seja, locais que foram ocupados por seres humanos antes de 1500.

Pintura de Debret datada de 1827
retrata mercado de escravos e pelourinho em Villa Bella da Princesa


Treze desses sítios – descobertos nas ilhas de São Sebastião, dos Búzios e da Vitória – são o que os especialistas denominam “acampamentos concheiros”; que foram habitados – acredita-se que desde o ano 500 antes de Cristo – por “homens pescadores coletores do litoral”, indígenas assim denominados porque não dominavam a agricultura e nem a produção de cerâmica, vivendo apenas do que encontravam na natureza, especialmente animais marinhos.

Um outro sítio arqueológico pré-colonial foi localizado na Ilha de São Sebastião, no bairro do Viana, graças à existência no local de farto material cerâmico da tradição Itararé; indicando a possibilidade de ali ter existido uma aldeia indígena do tronco linguístico macro-jê.

Milhares de fragmentos arqueológicos já foram recolhidos e integram o acervo do Instituto Histórico, Arqueológico e Geográfico de Ilhabela.

Apesar de os indígenas da família linguística tupi-guarani terem dominado, por muitos anos, o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, não existe qualquer comprovação arqueológica ou bibliográfica de que eles tenham estabelecido alguma aldeia nas ilhas do arquipélago de Ilhabela. Talvez isso explique porque esses indígenas denominavam a Ilha de São Sebastião como Maembipe, o que significa “local de resgate de prisioneiros e troca de mercadorias”. A escolha de um local neutro para a troca de prisioneiros e mercadorias é um antigo costume tribal vigente até hoje em alguns países da África, Ásia, Oriente Médio e até mesmo na Amazônia.

Os tupis eram profundos conhecedores da natureza e viviam guerreando entre si. Os inimigos eram mortos e comidos pela tribo, durante o chamado ritual antropofágico, no qual se acreditava que as qualidades do inimigo morto seriam transmitidas a quem comesse da sua carne.

Inúmeras palavras de origem tupi-guarani permanecem entre nós até hoje, tais como capim, goiaba, pitanga, mingau, baiacu, mandioca, biju, além de topônimos (nomes próprios de locais) ilhabelenses como Pacoíba, Baepí, Pirabura, Pirassununga, Jabaquara, Perequê, Itaquanduba, Itaguaçu, Cocaia, Guarapocaia, Piava, Piavú, Pequeá, Papagaio, Itapecerica, Sepituba, dentre outros.

Além da grande herança lingüística, os tupis exerceram uma grande influência na cultura e na alimentação do Brasil colonial, sendo que muitos desses hábitos permanecem vivos até os presentes dias na cultura caiçara.



A história colonial de Ilhabela começa quando os integrantes da primeira expedição exploradora enviada por Portugal à Terra de Santa Cruz chegaram a Maembipe em 20 de janeiro de 1502, dia consagrado, pela Igreja, a São Sebastião. Essa expedição – que rebatizou a ilha de Maembipe com o nome de São Sebastião – foi comandada por Gonçalo Coelho, era composta por três caravelas, e dela fez parte Américo Vespúcio, conhecido navegante italiano.






fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.ilhabela.com.br/historia/

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

O tempo voa, obras de arte são para a eternidade, sem rugas!







--in via tradutor do google

A little of the History of Ilhabela, north coast of São Paulo, Brazil.

Part of the islands that make up the Ilhabela archipelago was inhabited long before the first Europeans arrived in Brazil. Archaeological studies carried out by the Archaeological Project of Ilhabela have already identified 14 pre-colonial archaeological sites in the territory of the municipality, that is, sites that were occupied by humans before 1500.


Painting of Debret dated 1827
Portrays slaves and pillory market in Villa Bella da Princesa


Thirteen of these sites - discovered on the islands of São Sebastião, Búzios and Vitória - are what the specialists call "concheiros camps"; Which were inhabited - believed to be from the year 500 BC - by "fishermen collectors of the coast", indigenous people so named because they did not dominate agriculture and the production of pottery, living only what they found in nature, especially animals Marine ecosystems.

Another pre-colonial archaeological site was located on the island of São Sebastião, in the neighborhood of Viana, thanks to the existence in the place of abundant ceramic material of the Itararé tradition; Indicating the possibility that there existed an indigenous village of the linguistic trunk macro-jê.

Thousands of archaeological fragments have already been collected and are part of the collection of the Historical, Archaeological and Geographical Institute of Ilhabela.

Although indigenous peoples of the Tupi-Guarani linguistic family have long dominated the coast of São Paulo and Rio de Janeiro, there is no archaeological or bibliographical evidence that they have established any village on the islands of the Ilhabela archipelago. Perhaps this explains why these natives called the Island of São Sebastião as Maembipe, which means "place of prisoner rescue and merchandise exchange." The choice of a neutral place for the exchange of prisoners and merchandise is an old tribal custom up to now in some countries in Africa, Asia, the Middle East and even in the Amazon.

The Tupi were profoundly knowledgeable of nature and lived in warfare among themselves. The enemies were killed and eaten by the tribe during the so-called anthropophagic ritual, in which it was believed that the qualities of the dead enemy would be transmitted to those who ate of their flesh.

Many words of Tupi-Guarani origin remain among us to this day, such as grass, guava, pitanga, mingau, baiacu, cassava, biju, as well as toponyms (names proper to localities) such as Pacoíba, Baepí, Pirabura, Pirassununga, Jabaquara, Perequê, Itaquanduba, Itaguaçu, Cocaia, Guarapocaia, Piava, Piavú, Pequea, Parrot, Itapecerica, Sepituba, among others.

Besides the great linguistic inheritance, the Tupi exerted a great influence in the culture and the food of colonial Brazil, being that many of these habits remain alive until the present days in the caiçara culture.

The colonial history of Ilhabela begins when the members of the first exploratory expedition sent by Portugal to the Land of Santa Cruz arrived in Maembipe on January 20, 1502, a day consecrated by the Church to St. Sebastian. This expedition - that renamed the island of Maembipe with the name of San Sebastião - was commanded by Gonçalo Coelho, was composed of three caravels, and was part Amerigo Vespucci, well-known Italian navigator.

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