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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Toré is a collection of indigenous cultural and historical songs and dances from Brazil. --- O Toré é um conjunto de cantos e danças indígenas históricas e culturais do Brasil.

Presented in art form the natural phenomena of the tribal universe. The corner connected with the dance spilling sweat on the floor.

Toré is energy, Toré is joy, Toré is sacred!



With arms movements, they bring rain and circles of dance movements represent the cycle of the earth, the sun, the moon, the village and the circle of life.

The indigenous prayer that involves songs and smoking to invoke ancestral spirits, accompanied by the maracá.

This experience aims to awaken the connection with the ancestors and beings of the forests. The sacred chants work with the release of energies, traumas, fears, imbalances, anchoring of courage, strength and joy. Smoke works by releasing negative energies, cleansing the physical, mental, and spiritual body.

Toré is energy, Toré is joy, Toré is sacred!

According to Alceu Maynard Araújo, in O Folclore Nacional, volume III, Toré would be the same as Catimbó, Pajelança, Babassuê or Encanteria do Piauí. In the vast Brazil the denominations of a dance, of a ceremony vary from region to region. In Alagoas, at the mouth of the São Francisco River, in Piaçabuçu, Toré is the same Catimbó where, in addition to the medicinal functions of phytotherapy, the fundamental elements of this are found inherited from the Indian: jurema and curative smoking.

In Toré, one searches for the name of the disease and magic divination. Besides smoking they use herbs and among them stands the jurema in whose magic powers the sertanejos believe piously. It is, therefore, magical medicine whose officer and executor is the president of Toré, also called "mestre".

In Toré de Piaçabuçu, the "caboclos" to "descend into the earth" must be called in the "piana" through a corner, "linen" or line and beats of the maracá. The master, the leader of Toré, does not wear special clothing other than a feathered koala, called by him an "Indian helmet". The Torah members meet on Wednesdays and Saturdays just after sunset. It's the meeting, the "call." After the meeting in which several people take part, there is another, which is the "work of science", assisted by five or six more important members, or better, more advanced in "work". To this "table service" to the uninitiated is not allowed to participate, except what "has Indian blood, blood reá". There is another meeting, sometimes annual, which is the "maracá banquet", "where only the former can cumé", reserved exclusively for the frequent regulars "son of village children". These practices and other cultural traits left by the Indians, such as herbal medicine, can be seen in the region of lower São Francisco.

One of the characteristics of the current Toré that relates very closely to the indigenous beliefs is the process of manifestation of the caboclos in the terreiro. They are spirits of the living that are in distant villages. "When they are called, there in the village where they live (the living) they fall into drowsiness to be able to attend where they have been called." In Toré there is no invocation of "white spirit," that is, the spirit of people who have died. In this they differ from Spiritism, where they invoke the spirit of people who have disincarnated. In Toré, however, only the caboclos descend and some juremados. Juremado is what is in the air, when still alive drank jurema or when dying is under a juremeira. It is a spirit in the process of "caboclization" (sanctification), but it is not dangerous as the white spirit. The juremado can go to villages and descend in the tores. In torés only those who have Indian blood work. White or black on it do not come in. The juremates are those who have Indian blood and have taken jurema will be at the foot of the jure, a kind of Roman Catholic purgatory, where with the help and work of the other members of the toré can become a beneficial spirit, that is, a caboclo. It would be a mixture of Roman Catholic belief, existence of purgatory and spiritist, that is, the development of the spirit through reincarnations, the process of juremação.

The caboclo is called in the toré through his "linen", from his corner, but when a juremado descends, although he is not called, he is not repelled because to him will be done a work that will perfect him. The perfection of the juremado begins with the fact that he is going to compose a "linen". The moment your "linen" becomes known, just one of the present reminds one piece of the melody so that it manifests itself in the terreiro. The juremado must have Indian blood. White or black who has taken jurema will not be sworn. "Their mestizos with Indians do, because they will have some Indian blood." Black and white when they die are white spirits whom they refuse to receive in the toré. So that these do not approach, in the "pianas" they put arrows, thus the white spirit can not arrive. The jurema, sacred tree, will only be beneficial to those who have Indian blood. Annually, one of the members of the Torah, Indian blood may participate in the meeting, Matecai, in the village of Ouric.







fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

https://pib.socioambiental.org/pt/povo/potiguara/941
colaboração: Silvia Villalva

Metropolitan Museum of Art New York Public Library Rijksmuseum

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,

mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 

but what modifies the way of looking and hearing.










--br
O Toré é um conjunto de cantos e danças indígenas históricas e culturais do Brasil.


Apresentado em forma de arte os fenômenos naturais do universo tribal. O canto conectado com a dança derramando o suor no chão. 

Com movimentos dos braços ,trazem a chuva e os círculos dos movimentos da dança representam o ciclo da terra, do sol, da lua, da aldeia e o círculo da vida. 

A reza indígena que envolve cantos e defumação para invocar espíritos ancestrais, acompanhados pelo maracá.

Esta vivencia tem como objetivo despertar a conexão com os ancestrais e seres da florestas. Os cantos sagrados trabalham com a liberação de energias, traumas, medos, desequilíbrios, ancoramento de coragem, força e alegria. A defumação trabalha com a liberação de energias negativas, limpando o corpo físico, mental e espiritual. 

Toré é energia, Toré é alegria, Toré é sagrado!


De acordo com Alceu Maynard Araújo, em O Folclore Nacional, volume III, Toré seria o mesmo que Catimbó, Pajelança, Babassuê ou a Encanteria do Piauí. No vasto Brasil as denominações de uma dança, de uma cerimônia variam de região para região. Em Alagoas, na foz do Rio São Francisco, em Piaçabuçu, Toré é o mesmo Catimbó onde além das funções medicinais fitoterapêuticas são encontrados os elementos fundamentais deste, herdadas do índio: a jurema e a defumação curativa.

No Toré, faz-se a procura do nome da moléstia e adivinhação mágica. Além da defumação usam ervas e dentre elas se destaca a jurema em cujos poderes mágicos os sertanejos acreditam piamente. É, portanto, medicina mágica cujo oficial e executor é o presidente do Toré, também chamado "mestre".

No Toré de Piaçabuçu, os "caboclos" para "baixarem na terrêra", precisam ser chamados na "piana" por meio de um canto, "linho" ou linha e batidas do maracá. O mestre, dirigente do Toré, não usa indumentária especial a não ser um cocá de penas, chamado por ele de "capacete de índio". Os membros do Toré se reúnem às quartas-feiras e sábados, logo após o sol se pôr. É a reunião, a "chamada". Após a reunião em que várias pessoas tomam parte, há uma outra, que é o "trabalho da ciência", assistido por cinco ou seis membros mais importantes, ou melhor, mais adiantados no "trabalho". A este "serviço de mesa" aos não iniciados não é permitido participar, a não ser o que "tem sangue de índio, sangue reá". Há uma outra reunião, às vezes anual, que é a do "banquete dos maracá", "onde só os antigo pode cumê", reservada exclusivamente para os provados frequentadores "filho dos filhos de aldeias". Estas práticas e outros traços culturais deixados pelos índios, como a fitoterapia, podem ser constatados na região do baixo São Francisco.

Uma das características do atual Toré que se relaciona bem de perto com as crenças indígenas é o processo de manifestação dos caboclos no terreiro. São espíritos de vivos que se encontram em aldeias distantes. "Quando são chamados, lá na aldeia onde moram (os vivos) caem em sonolência para poder comparecer onde foram chamados". No Toré não há a invocação de "espírito branco", isto é, espírito de pessoas que morreram. Nisto diferem do Espiritismo, onde invocam o espírito de pessoas que desencarnaram. No Toré, no entanto, descem somente os caboclos e alguns juremados. Juremado é o que está nos ares, quando ainda vivo bebeu jurema ou ao morrer está sob uma juremeira. É um espírito em processo de "caboclização" (santificação), mas não é perigoso como o espírito branco. O juremado pode frequentar aldeias e descer nos torés. Nos torés trabalham somente aqueles que têm sangue de índio. Branco ou negro nele não entram. Os juremados são os que têm sangue índio e tomaram jurema estarão ao pé da juremeira, uma espécie de purgatório católico romano, onde com o auxílio e trabalho dos demais membros do toré poderá tornar-se um espírito benéfico, isto é, um caboclo. Seria uma mistura de crença católica romana, existência de purgatório e espírita, isto é, o desenvolvimento do espírito através da reencarnações, processo da juremação.

O caboclo é chamado no toré através de seu "linho", de seu canto, porém, quando desce um juremado, embora não seja chamado não é repelido porque para ele será feito um trabalho que o aperfeiçoará. O aperfeiçoamento do juremado começa pelo fato de ele ser ir compondo um "linho". O momento que seu "linho" fique conhecido, basta um dos presentes lembrar um pedaço da melodia para que ele se manifeste no terreiro. O juremado tem que ter sangue índio. Branco ou negro que tenha tomado jurema não ficará juremado. "Os mestiços deles com indígenas sim, porque terá um pouco de sangue de índio". Negro e branco quando morrem são espíritos brancos aos quais recusam receber no toré. Para que estes não se aproximem, nas "pianas" colocam flechas, assim o espírito branco não pode chegar. A jurema, árvore sagrada, só será benéfica aos que possuem sangue de índio. Anualmente, um dos membros do Toré, de sangue índio poderá participar da reunião, matecai, na aldeia de Ouric.

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