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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Luanda - O Museu Regional do Dundo contará a partir de Novembro deste ano com um Depósito Central, que permitirá, futuramente, uma melhor arrumação e promoção do seu acervo.

Museu do Dundo conta com Depósito Central

MUSEU DO DUNDO


A informação foi avançada nesta sexta-feira, em Luanda, pelo director nacional dos Museus, Ziva Domingos, que disse estarem em cursos obras de restauro e apetrecho da infra-estrutura.

Ao intervir na Conferência sobre "A Protecção do Património Histórico em Tempo de Conflito Armado", explicou que o Depósito Central daquele museu será inaugurado no âmbito do 40º aniversário da Independência Nacional.

"Está em construção e deve começar a funcionar em Novembro próximo. A partir daí, teremos o nosso acervo bem arrumado e o museu poderá fazer uso das peças, incluindo aquelas que estão em mau estado", adiantou.

Anunciou que trabalho idêntico será feito com o Museu Nacional de Antropologia, cujo acervo está no Museu Nacional de História Natural.

Ziva Domingos precisou que, além de arrumar as peças, a abertura do Depósito Central vai permitir actualizar o inventário desse acervo.

"Não se pode fazer o inventário nas condições actuais. Isto será mais-valia", vincou, a respeito do Museu Nacional de História Natural.

Informou, por outro lado, que o seu elenco tem trabalhado na criação de condições objectivas para recuperar as peças roubadas do país.

A esse respeito, deixou claro que há dois museus no país: Regional do Planalto Central e dos Reis do Congo, que foram particularmente vítimas de tráfico ilícito de peças, na ordem de 80 porcento.

As peças do segundo museu, de acordo com o dirigente, saíram do país pelo território da actual República Democrática do Congo, ex-Zaíre.

Encorajou as autoridades de Angola e de África a utilizarem as convenções para reclamar o retorno dos bens culturais, mas deixou claro que, na prática, não é fácil esse processo.

"Os africanos adoptaram as convenções, reconhecidas internacionalmente, daí terem o direito de reclamar o retorno dos seus bens. Vamos utilizar todas essas convenções e outros instrumentos", encorajou.

Sublinhou que estes são processos longos e pesados, porquanto pode-se afirmar que uma peça é angolana e saiu do país, mas no campo jurídico deve ser provado.

Explicou que a prova assenta num registo de inventário, que deve sair do museu onde constava e foi registada a peça.

"Se não tiver esse elemento, fica difícil o processo. Mas em termos práticos são peças nossas, daí a necessidade de entrar na diplomacia, com discussões entre Estados", expressou.

Segundo o dirigente, "se todas as peças voltarem para África, os grande museus do Mundo fecham as portas".

"Alguns países já registaram esses bens como patrimónios deles. Já não são angolanos. A luta não será tão fácil para conseguir recuperar, mas tem de haver diálogo com essas instituições no campo da investigação", referiu.

Ressaltou que podem ser estabelecidas parcerias em termos de investigação científica, começando por recuperar os documentos que os europeus têm.

Para tal, disse, o combate tem de ser comum.

"Devemos primeiro conseguir identificar o património e o acervo angolano na diáspora. Temos o registo claro e preciso de tudo o que temos fora e quais são os países que têm", concluiu.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti
http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura/2015/6/31/Museu-Dundo-conta-com-Deposito-Central,2110602d-2945-41b0-a81d-8e059ed05d56.html

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