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sábado, 28 de novembro de 2015

François Hollande e a oferta de ‘asilo’ à arte. -- François Hollande and the offer of 'asylum' to art. -- François Hollande et l'offre de «l'asile» à l'art.

"Passado o perigo, as obras voltarão à Síria,
ou serão incorporadas aos museus europeus, sob custódia eterna"?

Nem penso em chorar a arte destruída ou perdida nas guerras e atentados, antes de lamentar as vidas. Sem longas teorias estéticas, fazendo uma frase de efeito, mas em que acredito, não há museu que justifique uma morte.



Mas arte se perde e há sofrimento nestas desaparições, imediatamente, pelo apreço que temos por ela e num prazo mais longo, pelo significado cultural para a Humanidade. Não é mero exercício burocrático a classificação de certos lugares e objetos como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Apesar do pouco impacto punitivo que tem, a menção de crime de guerra quando da destruição de monumentos, de forma abertamente predatória, até galhofeira, como as do Estado Islâmico em Palmira, são uma maneira de reação a esta monstruosidade . O choque das constantes imagens dos jihadistas passando tratores e enfiando a picareta nos sítios arqueológicos com dois mil anos de idade é parte do barbarismo destes militantes da escuridão. A cultura é um produto humano coletivo — queimar um museu é incendiar a memória de centenas de pessoas.

Paris sempre viveu este drama, a ocupação foi um extremo deste medo, o da erradicação física da cidade. Já é conhecido o projeto de Hitler, com a guerra perdida, de fazer voar pelos ares a cidade inteira, “que ficassem só ruínas”. Houve um filme hollywodiano chamado “Paris está em chamas?” mostrando a desobediência do governador alemão, o general general Von Choltitz; não sem grandes dilemas de obediência militar. A ordem de tirar Paris do mapa virou outro filme, do ano passado (“Diplomatie”) de Volker Schlöndorff, onde se mostra um dialogo entre o general e o cônsul sueco em 24 de agosto de 1944.

A história, com se sabe, terminou bem, Paris está aqui.

As discussões culturais do momento são o filme “Francofonia, o Louvre sob a Ocupação” do cineasta russo Alexander Sokurov, e a proposta de asilo para obras ameaçadas, feita por Hollande na Unesco. O filme de Sokurov criou bastante polêmica. Ele já tinha filmado uma obra-prima sobre museus, “Arca russa” (2002). O atual, feito a convite do antigo diretor do Louvre, não é brilhante como aquele, chega a ser aborrecido em algumas partes e sua premissa tem sido negada por historiadores da arte (boa parte das obras já tinha sido retirada antes da queda de Paris, para evitar a pilhagem alemã). Mas como ficção baseada num acontecimento factual, é interessante.

Sokurov dá a entender, aqui e ali, que todo museu é um saque, que as vastas coleções de arte antiga do Louvre, muita coisa trazida por Napoleão das suas campanhas no Egito, já eram pilhagem de guerra. O pedido grego aos ingleses para que devolvam os chamados Elgin Marbles, parte do Parthenon, que estão na coleção da Tate Gallery, são outro eco deste ponto de vista.

O filme está nos cinemas e Hollande, na semana passada, ofereceu “asilo” às obras de arte ameaçadas mundo afora pelos extremistas. Gesto louvável, Paris é capaz de estocar e proteger este patrimônio, além de ser sede da própria Unesco. A boa intenção não evitou a pergunta dos céticos: e depois? Passado o perigo, as obras voltarão à Síria, ou serão incorporadas aos museus europeus, sob custódia eterna?




fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

http://www.dm.com.br/cotidiano/2015/11/artigo-hollande-e-a-oferta-de-asilo-a-arte.html

Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

vamos compartilhar.



--in
François Hollande and the offer of 'asylum' to art. After the danger, the works will return to Syria, or will be incorporated into European museums, in eternal custody?


Or think of the cry art destroyed or lost in wars and attacks before they mourn lives. No long aesthetic theories, making a sound bite, but I believe there is no museum to justify a death.




But art is lost and there is suffering in these disappearances immediately by the appreciation we have for her and in the longer term, the cultural significance for mankind. Is no mere bureaucratic exercise the classification of certain places and objects as World Heritage Site by Unesco.

Despite the short-punitive impact it has, the mention of a war crime when the destruction of monuments, openly predatory manner, even playful, as the Islamic State in Palmira, are a way of reaction to this monstrosity. The shock of the constant images of jihadists passing tractors and sticking his pick in archaeological sites with two thousand years old is part of the barbarism of these darkness militants. Culture is a collective human product - burn a fire museum is the memory of hundreds of people.

Paris has always lived this drama, the occupation was an extreme of this fear, the physical eradication of the city. It is now the Hitler project, with the lost war, to fly through the air the whole city, "which only ruins stay". Hollywodiano there was a movie called "Paris is burning?" Showing disobedience of the German governor, General Von Choltitz general; not without great dilemmas of military obedience. The order to draw map of Paris turned another film last year ("Diplomatie") of Volker Schlöndorff, which shows a dialogue between the general and the Swedish consul in August 24, 1944.

The story, with is known, finished well, Paris is here.

Cultural the moment discussions are the film "Francophonie, the Louvre under the Occupation" Russian filmmaker Alexander Sokurov, and the proposal of asylum for endangered works, made by Hollande at UNESCO. The Sokurov's film has created quite a controversy. He had already filmed a masterpiece of sports, "Russian Ark" (2002). The current, made at the invitation of former director of the Louvre, is not brilliant like that, gets to be boring in parts and its premise has been denied by art historians (much of the work had already been withdrawn before the fall of Paris, to prevent looting German). But as fiction based on a factual event, it is interesting.

Sokurov implies, here and there, the whole museum is a service that the vast collections of ancient art from the Louvre, Napoleon brought a lot of their campaigns in Egypt, were already plundering of war. The Greek request to the British to return the Elgin Marbles called, part of the Parthenon that are in the collection of the Tate Gallery, are another echo this view.

The movie is in theaters and Hollande last week, offered "asylum" to works of art around the world threatened by extremists. Commendable gesture, Paris is able to store and protect this heritage as well as being the headquarters of UNESCO itself. The good intentions did not avoid the question of the skeptics: then what? After the danger, the works will return to Syria, or will be incorporated into European museums, in eternal custody?



--fr
François Hollande et l'offre de «l'asile» à l'art. Après le danger, les œuvres seront de retour en Syrie, ou seront intégrés dans les musées européens, en garde à vue éternelle?


Ou penser à l'art de cri détruit ou perdu dans les guerres et les attaques avant qu'elles pleurent vie. Pas de longues théories esthétiques, faisant un sound bite, mais je crois qu'il n'y a pas de musée pour justifier une mort.




Mais l'art est perdu et il souffre dans ces disparitions immédiatement par l'appréciation que nous avons pour elle et à plus long terme, l'importance culturelle de l'humanité. Est pas un simple exercice bureaucratique le classement de certains lieux et des objets comme site du patrimoine mondial par l'Unesco.

Malgré l'impact à court punitive il a, la mention d'un crime de guerre quand la destruction de monuments, de manière ouvertement prédatrice, même ludique, que l'État islamique à Palmira, sont un moyen de réaction à cette monstruosité. Le choc des images constantes de djihadistes passant tracteurs et de coller son pic dans les sites archéologiques avec deux mille ans fait partie de la barbarie de ces militants de l'obscurité. La culture est un produit humain collective - brûler un musée de feu est la mémoire de centaines de personnes.

Paris a toujours vécu ce drame, l'occupation était un extrême de cette crainte, l'éradication de physique de la ville. Il est maintenant le projet Hitler, avec la guerre perdue, à voler dans l'air toute la ville », ce qui ne gâche rester." Hollywodiano y avait un film appelé "Paris brûle?" Afficher la désobéissance du gouverneur allemand, Von Choltitz général général; non sans grands dilemmes de l'obéissance militaire. L'ordre de tirer plan de Paris tourné un autre film de l'année dernière ("Diplomatie") de Volker Schlöndorff, qui montre un dialogue entre le général et le consul de Suède en Août 24, 1944.

L'histoire, avec on le sait, bien fini, Paris est ici.

Culturels les discussions de moment sont le film "Francophonie, le Louvre sous l'Occupation" cinéaste russe Alexandre Sokourov, et la proposition d'asile pour les œuvres menacées, faites par Hollande à l'UNESCO. Le film de l'Sokourov a créé toute une controverse. Il avait déjà filmé un chef-d'œuvre de sports, "L'arche russe" (2002). Le courant, faite à l'invitation de l'ancien directeur du Louvre, est pas génial comme ça, arrive à être ennuyeux dans les parties et son principe a été nié par les historiens d'art (une grande partie du travail avait déjà été retirée avant la chute de Paris, pour empêcher le pillage allemand). Mais comme une fiction basée sur un événement factuel, il est intéressant.

Sokurov implique, ici et là, l'ensemble du musée est un service que les vastes collections d'art ancien du musée du Louvre, Napoléon a apporté beaucoup de leurs campagnes en Egypte, étaient déjà pillage de guerre. La demande grecque aux Britanniques pour revenir les Marbres d'Elgin appelés, une partie du Parthénon qui sont dans la collection de la Tate Gallery, sont un autre écho ce point de vue.

Le film est dans les théâtres et Hollande la semaine dernière, offerts «asile» pour des œuvres d'art à travers le monde menacées par des extrémistes. Geste louable, Paris est capable de stocker et de protéger ce patrimoine, ainsi comme étant le siège de l'UNESCO elle-même. Les bonnes intentions ne sont pas éviter la question des sceptiques: alors quoi? Après le danger, les œuvres seront de retour en Syrie, ou seront intégrés dans les musées européens, en garde à vue éternelle?

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