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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Museu do Diamante em Diamantina, Minas Gerais, Brasil. --- Diamond Museum in Diamantina, Minas Gerais, Brasil.

Pela visão de Rodrigo de Melo Franco de Andrade, à atuação de Juscelino Kubitschek de Oliveira organizou-se, em 1954, um dos mais significativos museus do Brasil. Constituído em grande parte por um conjunto de valor histórico e artístico dos séculos XVIII e XIX, relacionados com a mineração de diamantes e sua influência na economia e no meio social do antigo Distrito de Diamantina.







Seu significativo acervo é em sua maior parte relacionado à cultura do diamante, num tripé diamante-fé-violência, além de objetos pecuniários (bônus, cédulas, moedas e vales) e de interiores (acessórios, condicionador de temperatura, equipamentos de serviços domésticos, de iluminação, utensílios de cozinha e mesa). Este importante acervo possibilita vários tipos de leitura, tais como a análise dos aspectos formais dos objetos, a determinação dos períodos aproximados em que foram executados e o seu significado no contexto cultural.

Inegável é que o Museu do Diamante se apresenta como um dos mais importantes marcos históricos e significativos lugar da memória de Diamantina, revelando os valores referenciais da história da cidade. Além de sua função específica, como instituição de caráter público, o museu é um espaço destinado a manifestações culturais, dando ênfase a variadas e importantes atividades por parte dos diversos grupos da sociedade local.



Esta bela imagem, datada do séc. XIX, de São Francisco de Paula é a nossa peça de destaque do mês para homenagear o Mestre Aleijadinho, no momento em que se comemora 200 anos de sua morte. Essa imagem apresenta fortes indícios de pertencimento à “escola Aleijadinho”, alguns pesquisadores e visitantes ao passarem pelo museu são chamados à atenção pela sua beleza e técnica refinada. Técnica: madeira/escultura, pintura e douradura
Dimensões: 0,36 (altura)/ 0,12 (comprimento) /0,09 (largura)

Texto: Lílian Oliveira / Imagem: Divulação MD



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O Museu do Diamante foi criado juntamente com a Biblioteca Antônio Torres, em 12 de abril de 1954, através da Lei Nº 2.200, pelo Presidente Getúlio Vargas, com projeto do então Deputado Juscelino Kubitschek de Oliveira. Hoje o Museu do Diamante é administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), autarquia do Ministério da Cultura. 

Com acervo formado por objetos de estilos e tipologias diversas, o museu constitui-se importante espaço de informação e memória tanto para a população de Diamantina, quanto para os curiosos visitantes vindos de todas as partes do mundo. Entre estes objetos podemos encontrar indumentária e imaginária sacra, armaria, um vasto acervo de numismática, mineralogia, além de instrumentos utilizados no processo de mineração do ouro e diamante, que juntos compõem o quadro do que foi o processo de formação e ocupação do norte de Minas Gerais, Brasil.



Diamantina é o início da Estrada Real, antigo caminho colonial por onde passaram o ouro e o diamante responsáveis pela riqueza da coroa portuguesa. Tal estrada corta boa parte do estado de Minas e do Rio de Janeiro, terminando na cidade litorânea de Parati. 

O Museu do Diamante localizava-se à Rua da Quitanda na Casa do Muxarabi, onde hoje encontramos a Biblioteca Antônio Torres. Posteriormente foi transferido para a Rua Direita, que durante alguns anos foi chamada Rua Tiradentes. 

Sua arquitetura harmoniza-se com o entorno, onde se destacam prédios históricos como a atual prefeitura, antiga Casa da Intendência; a Catedral Metropolitana, construída nos anos de 1930 após a derrubada da antiga igreja colonial da Sé; e, a Casa do Forro Pintado (Casa do Intendente Câmara).




Fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti


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