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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Museus usam caça de Pokémons para atrair visitantes --- Museums use Pokémon hunting to attract visitors

Instituições como o Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque e o British Museum, em Londres, são locais de caça de Pokémons.




Durante os meses de Verão, levar as pessoas a entrar nos museus para apreciar arte é sempre mais difícil, uma vez que o sol e o calor convidam às actividades ao ar livre. No entanto, o aparecimento do jogo Pokémon Go, no início do mês, é um incentivo que está a ser usado de forma criativa pelos museus.

Com 26 milhões de utilizadores diários apenas nos Estados Unidos e um lucro de 14 milhões de euros em mais de 25 países, o jogo permite aos utilizadores apanhar as conhecidas personagens dos anos 1990 no smartphone através de um mapa com GPS e utiliza como fundo o cenário do mundo real. Os jogadores podem apanhar Pokémons nas chamadas Pokéstops, locais assinalados na aplicação onde também podem ganhar pontos.

O jogo de realidade aumentada tem, no entanto, causado alguma controvérsia. Já se registaram assaltos, quedas de falésias e a uma enchente no Central Park, em Nova Iorque, devido ao aparecimento de um Pokémon raro. Mas há negócios, nos Estados Unidos, que estão a beneficiar das suas localizações perto de Pokéstops e até a procurar inserir-se no jogo. Os museus também não escapam à febre do Pokémon Go e querem atrair jovens visitantes e aumentar a venda de bilhetes, em cidades como Los Angeles, Nova Iorque, Texas e Boston.




O Pokémon Go tem 26 milhões de utilizadores diários só nos EUA AFP PHOTO/STEFAN HEUNIS

O Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque, tem duas Pókestops, uma delas à entrada do museu, que não exige que os utilizadores visitem as galerias e outra dentro do edifício onde, actualmente, decorrem as exposições de Tony Oursler e Rachel Harrison.

O edifício do Museu de Arte de Filadélfia tem oito Pokéstops. A directora de marketing digital, Chessia Kelley, que ajudou a criar um encontro de fãs de Pokémon durante a hora do museu em que o visitante paga o valor que quiser, diz ao jornal britânico The Guardian que o museu está “feliz por alinhar na brincadeira criativa”. A decisão não pretende aumentar a venda de bilhetes, mas sim encorajar os utilizadores a visitar o museu numa hora que é acessível para todos.

De facto, o número de visitantes aumentou 13% em relação à semana anterior durante o encontro de fãs de Pokemon, e quando comparado com a mesma altura no ano passado o crescimento é de 25% (e 37% superior comparativamente à média dos primeiro quatro meses do ano).



Playing Pokemon GO in the Museum of Fine Arts in Boston, this is wildpic.twitter.com/tzg0h9O5f8— Ysa Gomez-Gonzalez (@ysa_gg) 8 de julho de 2016

A diferença entre os jogadores que se tornam visitantes e os utilizadores apenas obcecados em apanhar Pokémons é notória, pois estes últimos apenas vêem a arte no fundo dos ecrãs enquanto procuram fazer mais pontos. “Muitas pessoas juntam-se nas galerias onde estão as Pokéstops e esperam aí vários minutos para ver o que conseguem apanhar antes de avançar para outros locais”, disse Kelley.

Para além do uso das Pókestops como isco para atrair visitantes, há museus que aderiram à febre da aplicação por uma questão cultural. É o caso do Morikami Museum and Japanese Gardens, na Flórida, que, ao usar o jogo, homenageia o designer de jogos Satoshi Tajiri, que criou as personagens em 1995.



Have you seen Pikachu hanging around #DanFlavin’s light installation? #CatchEmAll#PokemonGo https://t.co/yL15faCSmI pic.twitter.com/uDXvGV7Ce5— Crystal Bridges (@crystalbridges) 11 de julho de 2016

O museu tem 15 Pokestops e sofreu um pico nas visitas desde o lançamento da aplicação. “Descobrimos que as pessoas que vêm cá pelo jogo, voltam depois para experienciar o museu e os jardins e pela oportunidade de 'apanhá-los todos' num cenário idílico”, afirmou a responsável de marketing Mónika Amar.

Apesar de funcionar como uma grande atracção nos museus, a popularidade do jogo também tem o seu lado negativo. Na página de Facebook do Morikami foram publicadas fotografias do jardim vandalizado por caçadores de Pokémons, que foram apanhados a subir às árvores e gravaram o nome da sua equipa numa delas. Kandi Kalstar, uma visitante com assinatura anual do museu, mostrou o seu descontentamento no seu canal de youtube: “Estou triste com o facto de o meu sítio calmo e sossegado estar marcado por idiotas à procura de Pokémons”.

O Museu do Memorial do Holocausto pediu aos criadores do Niantic Labs para remover as Pokéstops do edifício. “Jogar Pokémon Go num memorial dedicado às vítimas do nazismo é extremamente inapropriado”, disse Andrew Hollinger, director de comunicação do museu. Foi colocada uma imagem na Internet de um Koffing, um Pokémon conhecido pelo gás venenoso que emite, que apareceu no Auditório Helena Rubenstein, onde se encontram testemunhos de judeus que sobreviveram às câmaras de gás nazis. “A tecnologia pode ser uma importante ferramenta de aprendizagem, mas este jogo sai da nossa missão de memorial e educação.”


O McNay Art Museum, em San Antonio, no Texas, espera, segundo Julie Ledet, directora de comunicações do museu, “que o jogo chame jovens visitantes e possa promover a entrada grátis para menores de 19 anos”. Alguns dos Pokémons estão escondidos no pátio do museu, enquanto outras estão escondidos em obras de Pablo Picasso, Vincent van Gogh e Claude Monet.

O laranja Charmander já foi avistado nas galerias do British Museum e do Boston’s Museum of Fine Arts, e o Pikachu parece atraído pela electricidade e luz da obra de Dan Flavin, no Crystal Bridges Museum. O Art Institute of Chicago contabiliza 14 Pokéstops. A caça aos Pokémons veio para ficar, mas resta saber se a maior aflluência aos museus de olhos pregados nos ecrãs não deixará a apreciação da arte em risco.






Cultura e conhecimento são ingredientes essenciais para a sociedade.

A cultura é o único antídoto que existe contra a ausência de amor

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--in via trautor do google

Museums use Pokémon hunting to attract visitors



The Pokémon Go has 26 million daily users in the US alone AFP PHOTO / STEFAN Heunis

During the summer months, getting people to enter the museum to appreciate art is always more difficult, since the sun and heat invite to outdoor activities. However, the appearance of Pokémon Go game earlier this month, is an incentive that is being used creatively by museums.

With 26 million daily users in the United States and a € 14 million profit in more than 25 countries, the game allows users to take the known characters of the 1990s in the smartphone via a map with GPS and use as background scenery the real world. Players can catch Pokémon in Pokéstops calls, places indicated in the application where they can also earn points.

The augmented reality game has, however, caused some controversy. There have already been assaults, cliff drops and a flood in Central Park in New York due to the appearance of a rare Pokémon. But there are business in the United States, which are benefiting from their locations near Pokéstops and to seek to enter in the game. The museums also do not escape the fever Pokémon Go and want to attract young visitors and increase ticket sales in cities like Los Angeles, New York, Texas and Boston.


The Museum of Modern Art in New York, has two Pókestops, one of the museum entrance, which does not require users to visit the galleries and the other inside the building where they currently derive from the exhibition Tony Oursler and Rachel Harrison.

The building of the Philadelphia Museum of Art has eight Pokéstops. The digital marketing director, Chessia Kelley, who helped create a meeting of Pokémon fans during the time of the museum in the visitor pays the amount you want, says the British newspaper The Guardian that the museum is "happy to align jokingly creative". The decision is not intended to increase ticket sales, but encourage users to visit the museum at a time that is available to everyone.

In fact, the number of visitors increased by 13% over the previous week during the meeting of Pokemon fans, and when compared to the same time last year growth of 25% (and 37% higher compared to the average of the first four months of the year).



Playing Pokemon GO in the Museum of Fine Arts in Boston, this is wildpic.twitter.com/tzg0h9O5f8- Ysa Gomez-Gonzalez (@ysa_gg) July 8, 2016

The difference between the players who become visitors and users just obsessed with catching Pokémon is notorious because the latter only see the art at the bottom of the screen while looking to make more points. "Many people join the galleries where the Pokéstops and then wait several minutes to see what they can catch before moving on to other places," said Kelley.

In addition to the use of Pókestops as bait to attract visitors, there are museums that joined the Fever application for cultural reasons. This is the case of the Morikami Museum and Japanese Gardens, Florida, that when using the game honors the game designer Satoshi Tajiri, who created the characters in 1995.



Have you seen Pikachu hanging around # DanFlavin's light installation? # # CatchEmAll PokemonGo https://t.co/yL15faCSmI pic.twitter.com/uDXvGV7Ce5- Crystal Bridges (@crystalbridges) July 11, 2016

The museum has 15 Pokestops and suffered a spike in visits since the launch of the application. "We found that the people who come here for the game, then return to experience the museum and the gardens and the opportunity to 'catch them all' in an idyllic setting," said marketing manager Mónika Amar.

While working as a major attraction in museums, the game's popularity also has its downside. On the Facebook page of the Morikami were published garden photographs vandalized by hunters of Pokémon that were caught climbing the trees and recorded the name of his team in one of them. Kandi Kalstar a visitor with annual subscription of the museum, showed their displeasure at his youtube channel: "I am saddened by the fact that my calm and quiet place to be marked by idiots looking for Pokemon."

The Holocaust Memorial Museum asked the creators of Niantic Labs to remove the building Pokéstops. "Play Pokemon Go a memorial dedicated to the victims of Nazism is extremely inappropriate," said Andrew Hollinger, director of museum communication. It was placed a picture on the Internet of a Koffing, a Pokémon known by poisonous gas emitting, which appeared in the Auditorium Helena Rubenstein, where testimonies of Jews who survived the Nazi gas chambers. "Technology can be an important learning tool, but this game comes out of our memorial mission and education."

The McNay Art Museum in San Antonio, Texas, waiting, according to Julie Ledet, the museum's communications director, "the game call young visitors and to promote free entry for children under 19 years." Some of the Pokémon are hidden in the museum courtyard, while others are hidden in the works of Pablo Picasso, Vincent van Gogh and Claude Monet.

The Charmander orange has been seen in the galleries of the British Museum and Boston's Museum of Fine Arts, and Pikachu seems attracted to electricity and light of Dan Flavin work in the Crystal Bridges Museum. The Art Institute of Chicago accounts for 14 Pokéstops. The hunt for Pokemon here to stay, but whether most aflluência the eyes nailed museums on the screens will not leave the assessment of risk in art.


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