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quarta-feira, 29 de março de 2017

29 марта 1873 года Лев Толстой начал работу над романом «Анна Каренина». --- Em 29 de março de 1873, o Leo Tolstoi tinha começado o trabalho sobre o romance "Anna karenina". --- On March 29, 1873, Leo Tolstoy had begun work on the novel "Anna Karenina".

" 29 марта 1873 года Лев Толстой начал работу над романом «Анна Каренина». По почти дословно совпадающим воспоминаниям жены писателя и его старшего сына Сергея, он случайно заглянул утром в гостиной в томик Пушкина и прочел неоконченный отрывок «Гости съезжались на дачу...» «Вот как надо писать!» — воскликнул Толстой и в тот же день вечером принес жене рукописный листок, на котором имелась хрестоматийная ныне фраза: «Все смешалось в доме Облонских». Правда, в окончательной редакции романа она стала второй, а не первой — «уступила место» «всем счастливым семьям», как известно, похожим друг на друга... Писатель уже давно вынашивал мысль: сочинить роман об отвергнутой обществом «грешнице». Произведение было окончено в апреле 1877 года и печаталось в журнале «Русский вестник» ежемесячными порциями — вся читающая Россия сгорала от нетерпения, ожидая продолжения."





fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

Collaboration: Anna Sarkisyan

Anna Sarkisyan


Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 


but what modifies the way of looking and hearing.-



--br 
Em 29 de março de 1873, o Leo Tolstoi tinha começado o trabalho sobre o romance "Anna karenina". 




Obra prima do Realismo, Anna Karenina é um romance circular (se inicia com a morte violenta de um trabalhador e termina da mesma forma, com o suicídio de Anna) que trata de assuntos de interesse atual através da análise de três relações amorosas: a de Dolly e Oblonsky, de Kitty e Levin e, enfim, Anna e Vronsky. 

Como um testemunho sobre o que Tolstoy pensava sobre o matrimônio (tema também tratado no curto romance Sonata a Kreutzer, em que um marido assassina a mulher considerada infiel), a obra se baseia em um casamento fracassado, o de Dolly e Oblonsky, irmão de Anna. Em São Petersburgo é chamada pelo irmão para interceder a seu favor com sua mulher, que descobriu sua infidelidade.

Anna, casada com um oficial do governo, Karenin, viaja até Moscou, onde na estação presencia a morte de um trabalhador atropelado por um trem: um presságio que marca o início do declínio que se agrava até seu ápice no final do romance, em uma espécie de expiação da culpa que a oprime durante toda a história. 

Os três relacionamentos descritos por Tolstoy são o símbolo das relações amorosas e seus diversos resultados possíveis: Dolly e Oblonsky se reconciliam não por amor, mas por comodidade. Não obstante a falta de sentimento, seu matrimônio, fundamentado através a aceitação das leis hipócritas que regem a sociedade russa, funciona. Levin e Kitty, o outro casal que serve como uma alegoria para o casamento, são  os únicos a alcançar um status real de serenidade. 

E finalmente, Anna e Vronsky, o símbolo de um amor que nasceu e cresceu fora das convenções sociais, e por estas destruído.

Sob o pretexto de abordar a arruinada história de amor entre Anna e Vronsky, culpada por ser fundamentada na paixão (a paixão feminina, ainda mais grave) e de infringir a própria existência de leis sociais, Tolstoy aborda seus temas preferidos: em primeiro lugar a hipocrisia da sociedade russa, na qual homens e mulheres frequentemente mantém relações extraconjugais com a aprovação de todos, mas reservando-se ao direito de excluir a mulher dos círculos sociais (não o homem. Vronsky continua a ser recebido em todos os círculos aristocráticos). 

Anna deixa o marido Karenin e seu filho, traindo o papel primordial de uma mulher: o de esposa e mãe. Infringe uma instituição sagrada, como é o vinculo matrimonial, para fugir e viver como concubina de um homem (Vronsky) pelo qual se apaixonou. Anna representa a crítica mais feroz e ao mesmo tempo a demonstração de todos os subterfúgios e as mentiras nas quais se fundamenta a boa sociedade russa. 

Por isso a própria sociedade tem a necessidade de esconder Anna, ocultando assim os seus próprios pecados.

Seu segundo tema preferido, a fé em Deus. Embora religioso, Tolstoy repudiava os dogmas da instituição e criticava avidamente a Igreja Ortodoxa Russa e a forma com que escravizava seus fieis (o que lhe rendeu a excomunhão),  acreditando que Deus estava nas próprias ações do homem e Jesus Cristo era seu modelo de conduta. 

Desta forma, na visão de Tolstoy, a destruição de Anna se inicia quando esta se rende não ao desejo carnal, que se temporário e limitado ainda legitimado, mas à paixão, a uma paixão cega que não conhece nem Deus nem a razão. 

Para a protagonista somente o amor de Vronsky importava e quando este se revela um homem imperfeito como qualquer outro, o ciúme a consome, destrói o amor e destrói a ela mesma, até a levá-la, em uma espiral de desespero e loucura, à morte. Dolly, que ao invés segue as regras pré estabelecidas, consegue cominar o ciúme, vivendo uma vida medíocre e um matrimônio sem amor, mas, de acordo com a moral comum, funciona. Kitty, por sua vez, é espiritualizada, e sua fé a leva a viver um matrimônio não passional, sem muitos prazeres, mas sereno e leal.

Mas é previdentemente através da figura de Levin (uma espécie de alterego do próprio autor) que Tolstoy trata de forma bem clara suas ideias em relação a Deus; vítima de suas paixões e infeliz no início do romance, Levin entra em contato com o amor por Deus, substituindo as paixões carnais pela procura espiritual: uma passagem que salva sua existência e lhe concede a chave da paz interior, pois na visão idealista de Tolstoy o único ser que se pode confiar é o próprio Deus. 

Os homens, sendo imperfeitos, são a causa do sofrimento para o próximo: fazer de um ser humano o próprio deus proporciona uma falsa felicidade, causa da própria destruição. 

A única salvação possível, dentro da jaula social, é a espiritual. O homem na visão pessimista de Tolstoy não nasceu para ser feliz, mas apenas para perseguir (por sua conta e risco) tal felicidade, e ao contrário dos existencialistas do século vinte, como Jean-Paul Sartre, não somos livres para procurar o próprio sentido de nossas vidas.


Ao longo dos anos muitas versões da obra  foram feitas, tanto para o cinema como para a televisão. No cinema, a primeira adaptação de Anna Karenina foi feita em 1911 por Maurice Maître. 


Mas a primeira adaptação genuinamente russa da obra, porém, foi realizada em 1914, com Mariya Germanova, famosa atriz de teatro que nunca havia trabalhado em um filme. O diretor teve algumas dificuldades para fazer atuá-la com espontaneidade na frente das câmeras, o que não agradou aos críticos na época. 

Nos Estados Unidos a primeira versão foi filmada em 1927 por Edmund Goulding com o título Love e em 1935 por George Cukor. Ambos com no Greta Garbo no papel principal, a mais célebre Anna Karenina do cinema. Contudo, a habilidade de Tolstoy para envolver o leitor em primeira pessoa nos sentimentos descritos é única e insubstituível, mas de qualquer forma, seja através da imaginação do leitor ou das atrizes que lhe deram vida e ainda lhe darão, Anna Karenina sempre será um personagem tão imortal e controverso quanto seu criador.





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--in via tradutor do google
On March 29, 1873, Leo Tolstoy had begun work on the novel "Anna Karenina".

Anna Karenina is a circular novel (begins with the violent death of a worker and ends in the same way, with the suicide of Anna) that deals with subjects of current interest through the analysis of three amorous relationships: that of Dolly and Oblonsky, Kitty and Levin, and finally Anna and Vronsky.

As a testament to what Tolstoy thought about marriage (a subject also dealt with in the short novel Sonata a Kreutzer, in which a husband assassinates the woman considered infidel), the work is based on a marriage failed, that of Dolly and Oblonsky, brother of Anna. In St. Petersburg is called by his brother to intercede in his favor with his wife, who discovered his infidelity.

Anna, married to a government official, Karenin, travels to Moscow, where at the station she witnesses the death of a worker struck by a train: an omen that marks the beginning of the decline that worsens to its climax at the end of the novel, in a A kind of atonement for the guilt that overwhelms her throughout history.

The three relationships described by Tolstoy are the symbol of love relationships and their various possible outcomes: Dolly and Oblonsky reconcile not out of love but out of convenience. Despite their lack of feeling, their marriage, based on acceptance of the hypocritical laws that govern Russian society, works. Levin and Kitty, the other couple that serves as an allegory for marriage, are the ones to achieve a real status of serenity.

And finally, Anna and Vronsky, the symbol of a love that was born and grew out of social conventions, and destroyed by them.

Under the pretext of approaching the ruined love story between Anna and Vronsky, blamed for being grounded in passion (even more serious female passion) and of breaking the very existence of social laws, Tolstoy addresses his favorite themes: first, Hypocrisy of Russian society in which men and women often maintains extramarital affairs with the approval of all but reserves the right to exclude women from social circles (not the man Vronsky continues to be received in all aristocratic circles).

Anna leaves her husband Karenin and her son, betraying the primordial role of a woman: that of wife and mother. It violates a sacred institution, such as the marriage bond, to escape and live as the concubine of a man (Vronsky) for whom he fell in love. Anna represents the fiercest criticism and at the same time the demonstration of all the subterfuges and lies on which the good Russian society is founded.

That is why society itself has the need to hide Anna, thus hiding her own sins.

His second favorite theme, faith in God. Although religious, Tolstoy repudiated the dogmas of the institution and avidly criticized the Russian Orthodox Church and how it enslaved its faithful (which gave it excommunication), believing that God was in the very actions of man and Jesus Christ was his model of conduct .

Thus, in Tolstoy's view, the destruction of Anna begins when she surrenders not to the carnal desire, which if temporary and limited still legitimized, but to passion, a blind passion that knows neither God nor reason.

For the protagonist only Vronsky's love mattered and when he reveals himself to be an imperfect man like any other, jealousy consumes him, destroys love and destroys herself, even taking her in a spiral of despair and madness to death. Dolly, who follows the pre-established rules, is able to commence jealousy, living a mediocre life and a marriage without love, but, according to common morality, it works. Kitty, in turn, is spiritual, and her faith leads her to live a marriage without passion, without many pleasures, but serene and loyal.

But it is predictably through the figure of Levin (a sort of alterego of the author himself) that Tolstoy treats very clearly his ideas in relation to God; A victim of his passions and unhappy at the beginning of the novel, Levin comes in contact with the love of God, replacing the carnal passions with the spiritual search: a passage that saves his existence and grants him the key to inner peace, since in the idealist vision of Tolstoy The only being that can be trusted is God himself.

Men, being imperfect, are the cause of suffering for the neighbor: to make a human being the god himself provides a false happiness, the cause of his own destruction.

The only possible salvation within the social cage is the spiritual one. The man in Tolstoy's pessimistic view was not born to be happy, but only to pursue such happiness, and unlike the existentialists of the twentieth century, such as Jean-Paul Sartre, we are not free to seek their own meaning Of our lives.

Over the years many versions of the work have been made, both for the cinema and for television. In cinema, the first adaptation of Anna Karenina was made in 1911 by Maurice Maître. But the first genuinely Russian adaptation of the work,



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