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quinta-feira, 9 de março de 2017

Samba Paulista is the first intangible asset of São Paulo, Brazil. --- Samba Paulista é o primeiro patrimônio imaterial de São Paulo, Brasil. ---

"This is an important new initiative that joins Condephaat's effort to think about new public policies, in an approximation between the State and society in a responsible way, placing the issue of preservation as a permanent, active policy with a view to Future, "said Condephaat president Ana Lanna.



The immaterial record of São Paulo samba was created through decree 57.439, of 2011, which allows the recognition of cultural manifestations of the State.


Carnival has passed, you must have enjoyed it, and even if not, time and time again, you probably heard a batuque around. But do you know the ways that the samba went until arriving at the batteries of the samba schools in the carnival? Before reaching the metropolitan area, the batuque echoed there to Pirapora do Bom Jesus, a city in the western region of the state, known and recognized as the cradle of São Paulo samba. Nowadays, samba de bumbo still plays there, and also in Santana de Parnaíba, a municipality that gathers some occasional manifestations of the genre, such as the Grito da Noite and the Galo Preto, which eventually became carnival blocks but, in essence , Are events without direct connection with the carnival calendar.


These manifestations have meant that, since last week, the Samba Paulista was recorded as the first intangible heritage of the State of São Paulo, officially recognized by the Condephaat (Council for Preservation of Historical, Archaeological, Artistic and Tourist Heritage). The vote took place last Monday, December 14, when the council unanimously approved the registration of Samba Paulista as intangible assets.

The Council understood that the Samba Paulista is a cultural practice to be preserved and that it has historical, cultural and political characteristics, as well as specifics from São Paulo. Registration is a way to safeguard a community's desire to keep alive a tradition that may undergo changes over time. Other cultural practices of the State are also under study, such as the Congada, the Virado Paulista, the Feast of Bom Jesus do Iguape and the Road of the Romeiros, besides the Brotherhood of Our Lady of the Rosary of the Black Men.

The immaterial registration was created through decree 57,439, of 2011, and allows the recognition of cultural manifestations of the State. In this way, in addition to protecting real estate and property important to the history of the State, the Condephaat can also preserve its immaterial patrimony. The objective is to identify and recognize knowledge, forms of expression, ways of doing and living, rituals, celebrations and manifestations that are part of the São Paulo culture.

In the case of the Samba Paulista, the record considered its long duration, more than centennial, marked by the confluence between slavery and post-abolition, work and leisure, sacred and profane parties, and begin the history of black associativism and its cultural aspects. The Council also understood that this recognition, coupled with an institutional dynamic already existing in the Secretariat of State for Culture, points to developments in which the very design of the contours of intangible heritage can be carried out in dialogue with groups and communities directly concerned.

The Samba of Bumbo

Also known as Samba Rural, the nomenclature Samba de Bumbo comes from the fact that zabumba, or bass drum, are the main instruments and are present in all historical records, including the current groups of bass drum samba. Unlike the conventional samba, in the samba of kick drum, who makes the rhythmic marking is the box, and the drum is the star of the batuque, responsible for the improvisations. Mário de Andrade, in passing through Pirapora do Bom Jesus and Santana de Parnaíba, recorded in writing this samba as "Samba Lenço", and Marcos Ayala called "Samba de Roda", but the terms do not cover cultural expression in a generalized way.

The Samba of Parnaíba

The bass drum samba originated with the slaves, and Santana de Parnaíba was the first city in the state to receive and host a significant number of slaves in the seventeenth century when gold exploration was commonplace activity in the region. Henrique Preto and Quirino founded two of the city's best-known groups. The Black Rooster was Quirino's group, which said that only blacks could beat. Henrique Preto then founded Galo Carijó, a samba in which everyone could play. From then on, the legends tell stories of disagreements and conciliations between the two, and the stories, passed down from generation to generation, maintained, in a certain way, along with the strong influences of Pirapora do Bom Jesus, the tradition of living samba from São Paulo.








Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,

mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 

but what modifies the way of looking and hearing.












--br
Samba Paulista é o primeiro patrimônio imaterial de São Paulo, Brasil.

" Esta é uma iniciativa inédita importante que se une ao esforço do Condephaat de pensar novas políticas públicas, em uma aproximação entre o Estado e a sociedade de uma maneira responsável, colocando a questão da preservação como uma política permanente, atuante e com vistas para o futuro”, declara a presidente do Condephaat, Ana Lanna.

O registro imaterial do samba paulista foi criado por meio do decreto 57.439, de 2011, que permite o reconhecimento de manifestações culturais do Estado.

O Carnaval passou, você deve tê-lo aproveitado e, mesmo que não, vez ou outra, provavelmente ouviu um batuque por aí. Mas você sabe os caminhos que o samba percorreu até chegar às baterias das escolas de samba no carnaval? Antes de chegar à região metropolitana, o batuque ecoava lá para os lados de Pirapora do Bom Jesus, cidade da região oeste do estado, conhecida e reconhecida como o berço do samba paulista. Hoje, o samba de bumbo ainda toca por lá, e também em Santana de Parnaíba, município que reúne algumas manifestações pontuais do gênero, como o Grito da Noite e o Galo Preto, que acabaram se tornando blocos de carnaval mas, que em sua essência, são eventos sem ligação direta com o calendário carnavalesco.

Essas manifestações fizeram com que, desde à última semana, o Samba Paulista fosse gravado como o primeiro patrimônio imaterial do Estado de São Paulo, oficialmente reconhecido pelo o Condephaat (Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico). A votação aconteceu na última segunda-feira, 14 de dezembro, quando o conselho aprovou, por unanimidade, o registro do Samba Paulista como patrimônio imaterial.

O Conselho entendeu que o Samba Paulista é uma pratica cultural a ser preservada e que possui características históricas, culturais e políticas, bem como especificidades paulistas. O registro é uma maneira salvaguardar o desejo de uma comunidade em manter viva uma tradição, que pode vir a sofrer mudanças com o tempo. Outras práticas culturais do Estado também estão em estudo, como a Congada, o Virado Paulista, a Festa do Bom Jesus do Iguape e o Caminho dos Romeiros, além da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

O registro imaterial foi criado por meio do decreto 57.439, de 2011, e permite o reconhecimento de manifestações culturais do Estado. Desta forma, além de proteger imóveis e bens importantes para a história do Estado, o Condephaat também pode preservar seu patrimônio imaterial. O objetivo é identificar e reconhecer conhecimentos, formas de expressão, modos de fazer e viver, rituais, festas e manifestações que façam parte da cultura paulista.

No caso do Samba Paulista, o registro considerou sua longa duração, mais que centenária, marcada pela confluência entre escravidão e pós-abolição, trabalho e lazer, festas sagradas e profanas, além de iniciar a história do associativismo negro e suas vertentes culturais. O Conselho entendeu também que este reconhecimento, articulado a uma dinâmica institucional já existente na Secretaria de Estado da Cultura, aponta para desdobramentos em que o próprio desenho dos contornos do patrimônio imaterial pode vir a ser realizado em dialogo com agrupamentos e comunidades diretamente interessadas.

O Samba de Bumbo

Conhecido também como Samba Rural, a nomenclatura Samba de Bumbo vem do fato de que a zabumba, ou o bumbo, são os principais instrumentos e estão presentes em todos os registros históricos, inclusive nos grupos atuais de samba de bumbo. Ao contrário do samba convencional, no samba de bumbo, quem faz a marcação rítmica é a caixa, e o bumbo é a estrela do batuque, responsável pelos improvisos. Mário de Andrade, em passagem por Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba, registrou em escritas este samba como “Samba Lenço”, e Marcos Ayala chamou de “Samba de Roda”, mas os termos não abrangem a expressão cultural de forma generalizada.

O Samba de Parnaíba

O Samba de bumbo tem origem com os escravos, e Santana de Parnaíba foi a primeira cidade do estado a receber e acolher uma quantidade significativa de escravos, no século XVII, quando a exploração de ouro era atividade corriqueira na região. Henrique Preto e Quirino fundaram dois dos grupos mais conhecidos da cidade. O Galo Preto, era o grupo de Quirino, que dizia que somente os negros podiam batucar. Henrique Preto então, fundou o Galo Carijó, samba em que todos podiam tocar. À partir daí as lendas contam histórias de desavenças e conciliações entre os dois, e as histórias, passadas de geração em geração, mantiveram, de certa forma, junto com as fortes influências de Pirapora do Bom Jesus, a tradição do samba paulista viva.



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