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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Feast of Divino Espirito Santo unites Azorean faith and tradition in São José, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil. --- Festa do Divino Espirito Santo une fé e tradição açoriana em São José, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

Community of Portuguese origin decorates the streets and houses of the Historic Center and strives to keep alive one of the most important cultural and religious manifestations of the State

Carrying the red flag with the religious symbols of the Holy Trinity fills the retired João Arcanjo dos Santos, 86 years of pride. Açoriano de sangre, raised in São José, in Greater Florianópolis, he participates in the celebrations of the Divine Holy Spirit, of the Catholic Church, 40 years ago. "Always bringing faith and hope to the houses visited. The flag is a source of inspiration, it completes the soul, fills our hearts, "he says.

João Arcanjo dos Santos walks the streets of the neighborhood
next to the Imperial Family and the fellow Bandeirantes do Divino - Flávio Tin / ND

The dream of childhood, to participate in the courtship of the Divine as a bandeireiro, his little one, as it is known, took place in 1984. In that year, a friend who would carry the symbol became ill and the responsibility was passed on to the retiree. "I was sad for her, but I accepted at the time because I dreamed a lot with this moment and realized it in life. Every year I carry the flag, I go from house to house, I go up and down hill in the greatest happiness, "he says.

The tradition of the Feast of the Divine Espirito Santo arrived in the municipality with the 182 couples brought from the Archipelago of the Azores, at the time of colonization. In the Historical Center the houses are decorated every year, just after Easter Sunday. They are colorful ribbons and miniatures of the traditional Flag of Espirito Santo. Every year, a set of 19 red flags cross the Portuguese house to call the community for the festivities. "This year we changed their fabric again. They were decorated by hand with paintings of the white dove of the Holy Spirit. Many people helped paint, "says retired Maria Luci dos Santos Gerlach, 75.

The mission of the Imperial Family

Recognized as Intangible Heritage of the Municipality, the 167th Feast of the Divine of St. Joseph begins next Saturday (27) and ends on Monday (29), in the Parish of St. Joseph, in the Historic Center. The Imperial Family chosen to organize the party this year was the councilor Caê Martins and his mother, Maria Helena de Souza Martins. Together, they promise to reinforce the symbol of the Divine: renewal and peace on earth.

"The festivities of the Divine involve every community because in addition to the event is very strong tradition passed by the Azoreans. As partygoers, we seek to motivate, organize everything and encourage people. We fought for support, we got help, but the important thing is to keep strong what this represents in our lives, which is light, peace, love and faith, "says the councilman.

The Feast of the Divine was born in 1826, with a promise from the Queen of Portugal that her husband and son would stop fighting. For her, a commoner would wear the royal crown once a year. Following tradition, in 1845, a crown was donated by the Royal Family to St. Joseph of the Terra Firme, old name of the city. Heavy and imposing, the object is passed, year after year, to the emperor of the feast and used during the procession.
A second heart is also used. It is much lighter, but not less imposing and was donated by a couple of Azoreans, who brought it direct from Portugal.

A sacred place for the Flag

It is in bed, under the neat sheet, that the flag of the Holy Spirit of Rosinha Apolónia Koerich, 73 years old, stays when she leaves home. Leaving it in the room where you sleep is a way to bless the environment. Açoriana of unwavering faith, she recognizes in the red cloth the great symbol of the devotion of the community. "There were many achievements thanks to him. I speak with the flag, with the objects that I have affection and symbolize my devotion. For me, it is present all the time and never leaves me, "he says. Before bed, she takes the mast and places it in the living room, in the blessed corner.

What is not lacking in the Azorean houses of Saint Joseph is the sacred place, especially set up for the Divine. In the house of Eliete Gerlach Rila, 70, the family, gathered for Sunday lunches, dedicates a few minutes in prayer to the Holy Spirit. "It is a force that floods with light, calms, welcomes us, is inexplicable. I always wanted to get involved in the event, I started last year and I'm in love, "he says.

In the door, window or table of the most traditional residences it is easy to find some item that refers to the festivities. The decor helps the locals get into the mood and wait for the day of the party. For the retired Veneranda Chaves, 71, it is important to highlight what the Divine is for the neighborhood. "We were so happy to participate, to take the flag, because it is a way of thanking everything that did for us", says.




fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

Collaboration: BRUNELA MARIA, SÃO JOSÉ


Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 
A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 
but what modifies the way of looking and hearing.





--br
Festa do Divino Espirito Santo une fé e tradição açoriana em São José, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.


Comunidade de origem portuguesa decora as ruas e casas do Centro Histórico e luta para manter viva uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas do Estado



Carregar a bandeira vermelha com os símbolos religiosos da Santíssima Trindade enche de orgulho o aposentado João Arcanjo dos Santos, 86 anos. Açoriano de sangue, criado em São José, na Grande Florianópolis, ele participa das comemorações do Divino Espirito Santo, da Igreja Católica, há 40 anos. “Sempre levando fé e esperança às casas visitadas. A bandeira é fonte de inspiração, nos completa a alma, preenche os corações”, afirma.


João Arcanjo dos Santos percorre as ruas do bairro ao lado da Família Imperial 
e das colegas bandeireiras do Divino - Flávio Tin/ND


O sonho de infância, de participar do cortejo do Divino como bandeireiro, seu Joquinha, como é conhecido, realizou em 1984. Naquele ano, uma amiga que iria carregar o símbolo ficou doente e a responsabilidade foi repassada ao aposentado. “Fiquei triste por ela, mas aceitei na hora porque sonhei muito com esse momento e realizei em vida. Todos os anos carrego a bandeira, vou de casa em casa, subo e desço morro na maior felicidade”, comenta.

A tradição da Festa do Divino Espirito Santo chegou ao município com os 182 casais trazidos do Arquipélago dos Açores, na época da colonização. No Centro Histórico as casas são decoradas todos os anos, logo depois do domingo de Páscoa. São fitas coloridas e miniaturas da tradicional Bandeira do Espirito Santo. Todos os anos, um conjunto de 19 bandeiras vermelhas percorre o casario português para convocar a comunidade para os festejos. “Esse ano trocamos o tecido delas novamente. Elas foram decoradas à mão com pinturas da pomba branca do Espirito Santo. Muitas pessoas ajudaram a pintar”, diz a aposentada Maria Luci dos Santos Gerlach, 75 anos.

A missão da Família Imperial 

Reconhecida como Patrimônio Imaterial do Município, a 167a Festa do Divino de São José começa no próximo sábado (27) e termina na segunda-feira (29), na Paróquia de São José, no Centro Histórico. A Família Imperial escolhida para organizar a festa este ano foi a do vereador Caê Martins e sua mãe, Maria Helena de Souza Martins. Juntos, eles prometem reforçar o símbolo do Divino: renovação e paz na terra.

“Os festejos do Divino envolvem toda comunidade porque além do evento é muito forte a tradição repassada pelos açorianos. Como festeiros, buscamos motivar, organizar tudo e incentivar as pessoas. Batalhamos por apoio, obtivemos ajuda, mas o importante é manter forte o que isso representa em nossas vidas, que é luz, paz, amor e fé”, diz o vereador.

A Festa do Divino nasceu em 1826, com uma promessa da rainha de Portugal para que seu marido e filho parassem de brigar. Por ela, um plebeu usaria a coroa real uma vez por ano. Seguindo a tradição, em 1845, uma coroa foi doada pela Família Real à São José da Terra Firme, antigo nome da cidade. Pesado e imponente, o objeto é passado, ano após ano, ao imperador da festa e usado durante o cortejo.
Uma segunda cora também é usada. Ela é bem mais leve, mas não menos imponente e foi doada por um casal de açorianos, que a trouxe direto de Portugal.

Um lugar sagrado para a Bandeira 

É na cama, sob o lençol arrumado, que a bandeira do Divino Espírito Santo de Rosinha Apolônia Koerich, 73 anos, fica quando ela sai de casa. Deixar no quarto onde dorme é uma forma de abençoar o ambiente. Açoriana de fé inabalável, ela reconhece no pano vermelho o grande símbolo da devoção da comunidade. “Foram muitas conquistas graças a ele. Eu converso com a bandeira, com os objetos que tenho carinho e simbolizam minha devoção. Para mim, está presente o tempo todo e nunca me abandona”, salienta. Antes de dormir, ela pega o mastro e coloca na sala, no cantinho abençoado.

O que não falta nas casas açorianas de São José é o lugar sagrado, montado especialmente para o Divino. Na casa de Eliete Gerlach Rila, 70, a família, reunida para os almoços de domingo, destina uns minutos em oração ao Espírito Santo. “É uma força que inunda de luz, acalma, nos acolhe, é inexplicável. Sempre quis me envolver no evento, comecei ano passado e estou apaixonada”, comenta.

Na porta, janela ou mesa das residências mais tradicionais é fácil encontrar algum item que remete aos festejos. A decoração ajuda os moradores a entrar no clima e esperar o dia da festa. Para a aposentada Veneranda Chaves, 71, é importante destacar o que é o Divino para o bairro. “Ficamos tão felizes em participar, levar a bandeira, porque é uma forma de agradecer tudo que fez por nós”, diz.

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